Domingo de Páscoa – Ano C
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto
A liturgia do domingo de Páscoa descreve a experiência com o Ressuscitado, os sinais visíveis da Ressurreição do Senhor (a pedra removida, o sepulcro vazio, o sudário e os homens que interpelam as mulheres). Ainda sem compreender o mistério da Ressurreição de Cristo, as mulheres correm e vão dizer aos Apóstolos «roubaram o Senhor e não sabemos onde O puseram» Os discípulos correm ao sepulcro e vêm os sinais do Ressuscitado conforme as mulheres tinham dito. O que chega primeiro ficando de fora observa e contempla o que vê, ao passo que o que chegou em segundo lugar entrou subitamente no sepulcro e teve mais dificuldade a reconhecer esses sinais. A nossa vida é marcada por muitos afazeres e uma grande correria: trabalho, casa, família, desporto, diversões, lazer e férias e não temos tempo para parar a contemplar os sinais de Cristo na nossa vida pessoal familiar e nas nossas comunidades, somente diante das provações voltamos o nosso olhar para o Senhor e caso não atender aos nossos pedidos facilmente LHE voltamos as costas. O Senhor deixou-nos os Sacramentos como sinais visíveis da Sua Ressurreição, nomeadamente a Eucaristia, quando nos reunimos para celebrar a fé em comunidade.
Leitura dos Actos dos Apóstolos, apresenta o exemplo de Cristo que “passou pelo mundo fazendo o bem” e que, por amor, Se deu até à morte; por isso, Deus ressuscitou-O. Os discípulos, testemunhas desta dinâmica, devem anunciar este “caminho” a todos os homens.
A Leitura de São Paulo aos Colossenses, convida os cristãos, revestidos de Cristo pelo Baptismo, a continuarem a sua caminhada de vida nova, até à transformação plena que acontecerá quando, pela morte, tivermos ultrapassado a última fronteira da nossa finitude.
O Evangelho de São João, coloca-nos diante de duas atitudes face à ressurreição: a do discípulo obstinado, que se recusa a aceitá-la porque, na sua lógica, o amor total e a doação da vida não podem nunca ser geradores de vida nova; e o discípulo ideal, que ama Jesus e que, por isso, entende o seu caminho e a sua proposta – a esse não o escandaliza nem o espanta que da cruz tenha nascido a vida plena, a vida verdadeira.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas
No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi de manhãzinha, ainda escuro, ao sepulcro e viu a pedra retirada do sepulcro. Correu então e foi ter com Simão Pedro e com o discípulo predilecto de Jesus e disse-lhes: «Levaram o Senhor do sepulcro e não sabemos onde O puseram». Pedro partiu com o outro discípulo e foram ambos ao sepulcro. Corriam os dois juntos, mas o outro discípulo antecipou-se, correndo mais depressa do que Pedro, e chegou primeiro ao sepulcro.
Debruçando-se, viu as ligaduras no chão, mas não entrou. Entretanto, chegou também Simão Pedro, que o seguira. Entrou no sepulcro e viu as ligaduras no chão e o sudário que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não com as ligaduras, mas enrolado à parte. Entrou também o outro discípulo que chegara primeiro ao sepulcro: viu e acreditou. Na verdade, ainda não tinham entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos.
Palavra do Senhor
Palavra de Vida – Abril
“Ide por todo o mundo, proclamai o Evangelho a toda a criatura.” (Mc 16,15)
A comunidade que Jesus enviou para continuar a Sua missão não era, portanto, um grupo de perfeitos. Eram pessoas chamadas, antes de tudo, a estar com Ele[2], a experimentar a Sua presença e o seu amor paciente e misericordioso. Depois, em virtude dessa experiência, foram enviadas a “proclamar a toda a criatura” esta proximidade de Deus. O sucesso da missão, por isso, não depende das capacidades de cada um, mas da presença do Ressuscitado. Ele entrega-se pessoalmente aos discípulos e à comunidade dos crentes, onde o Evangelho cresce na medida em que é vivido e anunciado[3].
Portanto, aquilo que podemos fazer como cristãos é gritar com a vida e com as palavras o amor de Deus. Sair de nós mesmos com coragem e generosidade, para oferecer a todos, com delicadeza e respeito, os tesouros do Ressuscitado que abrem os corações à esperança.
Letizia Magri

Cardeal Krajewski em Kiev para viver o Tríduo junto com quem sofre
Uma ambulância com a placa do Vaticano percorrendo as ruas de um país provado, exausto e em muitas partes destruído pela guerra. Um meio que, para quem o vê passar, torna-se um ponto de apoio, uma esperança de normalidade, atualmente distante, e um sinal concreto e verdadeiro da proximidade do Papa. É a terceira vez que o esmoler pontifício, cardeal Konrad Krajewski vai à Ucrânia desde o início da guerra. E foi ele mesmo que guiou a ambulância entregue em Lviv há algumas semanas. Antes disso já havia levado ajuda e apoio a um povo obrigado a uma fuga em massa.
Na Quinta-feira Santa, o segundo veículo será entregue a um centro cardiológico em Kiev, uma forma de iniciar o Tríduo, para levar a proximidade de Francisco àquela terra atormentada.
Unidos com o Papa
“O objetivo desta viagem – contou o cardeal à mídia vaticana – é estar perto de um povo que sofre, mas também rezar para celebrar a Semana Santa”. Na manhã desta terça-feira, 12, o cardeal Krajewski presidiu a Missa do Crisma celebrada na Catedral de Lviv. Depois de um breve encontro com o arcebispo latino Mieczyslaw Mokrzycki e o greco-católico Ihor Vozniak, prosseguiu sua viagem com destino a Kiev. “Vou celebrar o Tríduo Pascal ali – diz ele – unido com as várias Igrejas, com as pessoas que sofrem, mas que, nesta Semana Santa, querem chegar a cantar: ‘Aleluia, Cristo ressuscitou'”.


Hospital do Papa pronto para acolher 25 crianças da Líbia com doenças graves
O Hospital Infantil Bambino Gesù de Roma, conhecido como o “Hospital do Papa”, assinou um acordo com a Agência Italiana de Cooperação para o Desenvolvimento (AICS) para oferecer às crianças da Líbia com doenças graves um tratamento na Itália. O documento foi assinado na última quinta-feira (7) e fala em acolher 25 pacientes pediátricos, acompanhados por um dos pais ou pelo tutor legal. O acordo, no valor de 2,425 milhões de euros, faz parte do projeto de Cooperação Italiana “Intervenção de emergência em favor de crianças líbias que sofrem de patologias graves”, aprovado pela vice-ministra do Ministério das Relações Exteriores da Itália, Marina Sereni. Os pequenos pacientes vão receber cuidados médicos, assistência social e psicológica, e poderão seguir cursos educacionais adaptados às suas necessidades. A presença de mediadores culturais de língua árabe irá facilitar a comunicação entre eles, suas famílias e os agentes de saúde.
“O acordo assinado confirma a eficácia de uma parceria que é o resultado da sinergia entre o compromisso humanitário e uma excelência sanitária italiana como a do Hospital Bambino Gesù”, disse Luca Maestripieri, diretor da AICS. A instituição de saúde também vai se encarregar “do acompanhamento clínico, como os ‘Day Hospitals’, e vai ajudar com os gastos através de contribuição organizacional, logística e de mediação cultural, assim como do apoio aos acompanhantes dos pacientes”.