Novos Ventos – 30 de Janeiro

IV Domingo do Tempo Comum – Ano C

Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

A liturgia deste domingo pões em evidência a dificuldade que os conterrâneos de Jesus tiveram em segui-Lo. No Evangelho de hoje Lucas dá continuidade ao episódio ao qual Jesus estava na Sinagoga de Nazaré e levanta-se para fazer a leitura do livro. As multidões maravilhadas ficaram admiradas com as palavras de Jesus. No entanto, o contexto familiar, social e histórico impede os seus concidadãos de aderir à proposta evangelizadora de Jesus «Não é este o filho de José?». Ao constatar esta frieza de coração Jesus expõe-lhes duas passagens do Antigo Testamento de Elias e Eliseu, destacando que nessa altura havia muitas viúvas em Jerusalém, mas nenhuma foi capaz de acolher a mensagem o Profeta Elias, mas somente a viúva de Sarepta. A liturgia deste domingo permite-nos entender que não basta ficarmos maravilhados com as Palavras ou os ensinamentos de Jesus, mas é necessário aderir e acolher a mensagem de Jesus deixando-nos transformar pela sua Palavra.

A leitura do livro de Jeremias,  apresenta a figura do profeta Jeremias. Escolhido, consagrado e constituído profeta por Jahwéh, Jeremias vai arrostar com todo o tipo de dificuldades; mas não desistirá de concretizar a sua missão e de tornar uma realidade viva no meio dos homens a Palavra de Deus.

A Leitura de São Paulo aos Coríntios, parece um tanto desenquadrada desta temática: fala do amor – o amor desinteressado e gratuito – apresentando-o como a essência da vida cristã. Pode, no entanto, ser entendido como um aviso ao “profeta” no sentido de se deixar guiar pelo amor e nunca pelo próprio interesse… Só assim a sua missão fará sentido.

O Evangelho de São Lucas, apresenta-nos o profeta Jesus, desprezado pelos habitantes de Nazaré (eles esperavam um Messias espectacular e não entenderam a proposta profética de Jesus). O episódio anuncia a rejeição de Jesus pelos judeus e o anúncio da Boa Nova a todos os que estiverem dispostos a acolhê-la – sejam pagãos ou judeus.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas

Naquele tempo, Jesus começou a falar na sinagoga de Nazaré, dizendo:
«Cumpriu-se hoje mesmo esta passagem da Escritura que acabais de ouvir».
Todos davam testemunho em seu favor e se admiravam das palavras cheias de graça que saíam da sua boca. E perguntavam: «Não é este o filho de José?» Jesus disse-lhes: «Por certo Me citareis o ditado: ‘Médico, cura-te a ti mesmo’. Faz também aqui na tua terra o que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaum». E acrescentou: «Em verdade vos digo: Nenhum profeta é bem recebido na sua terra. Em verdade vos digo que havia em Israel muitas viúvas no tempo do profeta Elias, quando o céu se fechou durante três anos e seis meses e houve uma grande fome em toda a terra; contudo, Elias não foi enviado a nenhuma delas, mas a uma viúva de Sarepta, na região da Sidónia.
Havia em Israel muitos leprosos no tempo do profeta Eliseu; contudo, nenhum deles foi curado, mas apenas o sírio Naamã». Ao ouvirem estas palavras, todos ficaram furiosos na sinagoga. Levantaram-se, expulsaram Jesus da cidade e levaram-n’O até ao cimo da colina sobre a qual a cidade estava edificada, a fim de O precipitarem dali abaixo. Mas Jesus, passando pelo meio deles, seguiu o seu caminho.

Palavra do Senhor


 Palavra de Vida – Janeiro

«Vimos a sua estrela no Oriente e viemos prestar-Lhe homenagem».

Podemos fazer nossas as conclusões dos cristãos do Médio Oriente: «Depois de terem encontrado o Salvador e de O terem adorado juntos, os magos, avisados em sonho, regressaram aos seus países por outro caminho. Do mesmo modo, a comunhão que partilhamos na oração comum deve inspirar-nos a regressar às nossas vidas, às nossas Igrejas e ao mundo inteiro seguindo caminhos novos. […] Hoje, colocar-se ao serviço do Evangelho, requer o compromisso com a defesa da dignidade humana, sobretudo dos mais pobres, dos mais fracos e dos marginalizados. […] O caminho novo para as Igrejas é a estrada da unidade visível, que procuramos com sacrifício, coragem e audácia para que, dia após dia, “Deus seja tudo em todos” (1Cor 15,28)».

Letizia Magri


Antissemitismo, Urbanczyk: diálogo para combater o preconceito

Antissemitismo, uma ameaça escondida no mundo

Nessa perspectiva, a comemoração de 27 de janeiro “permite que a memória desempenhe seu papel necessário no processo de formação de um futuro em que a indescritível iniquidade da Shoah nunca mais seja possível”. Lembrar é cada vez mais importante com o passar do tempo: distorções como o negacionismo e o revisionismo estão aumentando, mas devemos preservar a verdadeira memória dos fatos. São essas “distorções”, adverte o representante da Santa Sé, “que permitem que a ameaça do antissemitismo se esconda na Europa e em outros lugares”.

Cuidado com a desinformação nas redes sociais

A desinformação é um perigo que o prelado vê sobretudo na maneira de atuação das redes sociais e o efeito é “deletério para os indivíduos e instituições. Devemos ter cuidado com as redes sociais e seus riscos a esse respeito”. Como disse o Papa Francisco, a memória do Holocausto é “um sinal de civilização” e “uma condição para um futuro melhor de paz e fraternidade”. “Portanto, não deixemos de lembrar os horrores vividos pelo povo judeu antes e durante a Segunda Guerra Mundial e sejamos firmes na oposição ao antissemitismo em todas as suas formas e manifestações e a tudo o que pode levar a ele”, concluiu.

Dom José Ornelas é o novo bispo de Leiria-Fátima

O Papa Francisco nomeou, na manhã deste dia 28 de janeiro, D. José Ornelas como bispo de Leiria-Fátima. O prelado é presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) e era até ao momento bispo de Setúbal. Sucede ao cardeal D. António Marto que apresentou a sua renúncia. D. José Ornelas tem 68 anos e estava à frente da Diocese de Setúbal desde 2015, ano em que foi ordenado bispo, depois de ter sido responsável mundial pela Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos).

Dirige à diocese que agora deixa uma mensagem escrita na qual assinala estar com “o coração cheio de gratidão a Deus” e lembra os “sacerdotes, diáconos, seminaristas, religiosos/as… tantas e tantos outros que dão vida a esta bela Igreja de Deus, na catequese, no meio dos jovens, no cuidado dos mais desprotegidos e fragilizados, bem como aqueles e aquelas que, nos cargos públicos e de tantas instituições civis, foram interlocutores e parceiros essenciais na tarefa comum de criar um futuro melhor para todos, sob a poderosa e carinhosa mão de Deus” – salienta. “Foi um dom precioso ter-vos conhecido, ter trabalhado convosco, ter partilhado os tempos conturbados da pandemia e os sonhos da nossa Igreja” – diz D. José Ornelas na sua mensagem à diocese de Setúbal.

Entretanto, à diocese de Leiria-Fátima, para a qual foi agora nomeado, D. José Ornelas dirige palavras de “verdadeira emoção, alegria e esperança”.

Saúda “toda a Igreja de Leiria-Fátima, a começar pelo Cardeal D. António Marto, ao qual me liga uma grata amizade fraterna, nascida à sombra do Evangelho e no serviço da Igreja”.

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