III Domingo Advento – Ano C
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto
A liturgia deste III domingo de Advento faz um apelo à partilha. As multidões interpeladas pela pregação de João Baptista questionam sobre o que devem fazer. João responde-lhes: «Quem tiver duas túnicas reparta com quem não tem nenhuma, e quem tiver mantimentos faça o mesmo». O tempo de Advento é propício para não estarmos fechados sobre nós mesmos numa atitude egoísta, mas a estarmos abertos aos outros. Quantas vezes, estragamos tantos alimentos enquanto outros marcados por esta Pandemia passam fome. São João não apenas desafia-nos à partilha mas também abertura aos outros. Podemos muitas vezes estar fechados sobre o nosso pequeno mundo e comi naquele primeiro Natal não estar atentos aqueles que nos batem à porta, teremos a mesa cheia de alimentos mas não demos a possibilidade de Jesus poder entrar na nossa vida e família.
A leitura da Profecia de Sofonias, sugere que, no início, no meio e no fim desse “caminho de conversão”, espera-nos o Deus que nos ama. O seu amor não só perdoa as nossas faltas, mas provoca a conversão, transforma-nos e renova-nos. Daí o convite à alegria: Deus está no meio de nós, ama-nos e, apesar de tudo, insiste em fazer caminho connosco.
A Leitura de São Paulo aos Filipenses, insiste nas atitudes correctas que devem marcar a vida de todos os que querem acolher o Senhor: alegria, bondade, oração.
O Evangelho de São Lucas, sugere três aspectos onde essa transformação é necessária: é preciso sair do nosso egoísmo e aprender a partilhar; é preciso quebrar os esquemas de exploração e de imoralidade e proceder com justiça; é preciso renunciar à violência e à prepotência e respeitar absolutamente a dignidade dos nossos irmãos. O Evangelho avisa-nos, ainda, que o cristão é “baptizado no Espírito”, recebe de Deus vida nova e tem de viver de acordo com essa dinâmica.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas
Naquele tempo, as multidões perguntavam a João Baptista: «Que devemos fazer?»
Ele respondia-lhes: «Quem tiver duas túnicas reparta com quem não tem nenhuma; e quem tiver mantimentos faça o mesmo». Vieram também alguns publicanos para serem baptizados e disseram: «Mestre, que devemos fazer?» João respondeu-lhes:
«Não exijais nada além do que vos foi prescrito». Perguntavam-lhe também os soldados: «E nós, que devemos fazer?» Ele respondeu-lhes: «Não pratiqueis violência com ninguém nem denuncieis injustamente; e contentai-vos com o vosso soldo». Como o povo estava na expectativa e todos pensavam em seus corações se João não seria o Messias, ele tomou a palavra e disse a todos: «Eu baptizo-vos com água, mas está a chegar quem é mais forte do que eu, e eu não sou digno de desatar as correias das suas sandálias. Ele baptizar-vos-á com o Espírito Santo e com o fogo. Tem na mão a pá para limpar a sua eira e recolherá o trigo no seu celeiro; a palha, porém, queimá-la-á num fogo que não se apaga». Assim, com estas e muitas outras exortações, João anunciava ao povo a Boa Nova».
Palavra do Senhor
Palavra de Vida – Dezembro
Bem-aventurada aquela que acreditou no cumprimento de tudo o que lhe foi dito da parte do Senhor (Lc 1, 45)
Maria é a verdadeira crente na “promessa feita a Abraão e à sua descendência para sempre”[1]. Está de tal modo vazia de si mesma, humilde e aberta à Palavra, que o próprio Verbo de Deus se pôde fazer carne no seu seio e entrar na História da Humanidade.
Nenhum de nós pode experimentar a maternidade virginal de Maria, mas todos podemos imitar a sua confiança no amor de Deus. Se acolhermos a Palavra com coração aberto, esta – com as promessas que contém – pode encarnar-se também em nós e tornar fecunda a nossa vida de cidadãos, de pais e mães, de estudantes, operários ou políticos, jovens ou idosos, saudáveis ou doentes.
Mesmo se a nossa fé for insegura, como no caso de Zacarias[2], continuemos a confiar na misericórdia de Deus. Ele nunca deixará de nos procurar, até nós redescobrirmos a sua fidelidade e O bendizermos.
Letizia Magri

O Papa: não deixemos que o Natal seja poluído pelo consumismo e pela indiferença
Logo após ao meio-dia o Papa Francisco recebeu na Sala Paulo VI as delegações que doaram neste ano a Árvore de Natal e o Presépio montados na Praça São Pedro.
Os personagens do presépio, – recordou o Papa – feitos com materiais e vestuário característicos desses territórios, representam os povos dos Andes e simbolizam o apelo universal à salvação.
“Jesus, de fato, veio à terra na concretude de um povo para salvar todos os homens e mulheres, de todas as culturas e nacionalidades. Ele fez-se pequeno para que possamos acolhê-Lo e receber o dom da ternura de Deus”.
Ao lado do presépio encontra-se o majestoso abeto dos bosques de Andalo, no Trentino. Francisco então saudou a delegação que veio daquela localidade: as autoridades, os sacerdotes, os fiéis acompanhados pelo arcebispo Lauro Tisi, a quem agradeceu pelas suas palavras. O Papa concluiu dizendo “que no Natal, Deus revela-se não como aquele que está nas alturas para dominar, mas como Aquele que se inclina, pequeno e pobre, para servir: isto significa que a forma de se assemelhar a Ele é a de se rebaixar, de servir. Para que seja verdadeiramente Natal, não esqueçamos isto: Deus vem para estar conosco e pede-nos para cuidarmos dos nossos irmãos e irmãs, especialmente os mais pobres, mais fracos e mais frágeis, a quem a pandemia ameaça marginalizar ainda mais. Pois foi assim que Jesus veio ao mundo, e o presépio lembra-nos disso”. “Que Nossa Senhora e São José nos ajudem a viver o Natal desta forma”.
Cardeal Tagle: “pedras vivas” com a Palavra, a Eucaristia e a caridade
Inaugurando a Catedral de Nossa Senhora da Arábia, padroeira do Golfo Pérsico, no Bahrein, o prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos lembra que “as pedras vivas da comunidade católica podem contribuir para o fortalecimento da solidariedade e da unidade no Bahrein”.
Pedras de sabedoria
“Busquem a vida” em Cristo foi a exortação do cardeal, que pediu que ninguém fosse deixado para trás. Ele recomendou a escuta da Palavra de Deus porque somente desta forma “nos tornaremos pedras vivas de fé e sabedoria em nossa comunidade”. “Muitas vezes as ‘pedras duras’ de uma comunidade são os que dão mais importância às próprias palavras e ideias do que à Palavra de Deus”. Amaciem seus corações, escutem a Palavra de Deus”.
Doar-se a si mesmo
Oferecer-se como um “sacrifício espiritual agradável a Deus” foi o convite do cardeal Tagle. “Não é suficiente oferecer coisas ou fazer doações, por melhores e úteis que sejam. O sacrifício agradável a Deus”, explicou ele, “é a doação de nós mesmos”. “Só podemos nos oferecer realmente e sinceramente se formos a Jesus na Eucaristia. Os sacramentos não são apenas rituais ou obrigações a serem cumpridas. Eles nos proporcionam uma experiência viva de Jesus que nos tornará pedras vivas e amáveis na comunidade”.

