Novos Ventos – 21 de Novembro

XXXIV Domingo Tempo Comum – Solenidade de Cristo Rei – Ano B

Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

A liturgia deste domingo põe evidência o julgamento de Jesus diante de Pilatos. Jesus é Rei, mas o seu Reino não é temporário como os demais reis que governam num determinado tempo e contexto. Pilatos interroga Jesus sobre duas questões: «Tu és o Rei dos Judeus?» e «Que fizeste?». Como Herodes ficou perturbado ao saber do nascido deste Rei, também Pilatos é confrontado pela mesma questão da qual o povo acusa Jesus. Na resposta que Jesus dá faz perceber que o Reino que traz à humanidade é um reino de paz e de amor e que esse Reino não terá fim. Jesus disse a Pilatos «O Meu reino não é deste mundo». Já tomámos consciência de que também o nosso reino não é deste mundo? A nossa vida nesta terra é breve por isso devemos projetar para a vida que não tem fim “nesse reino eterno”.

a da Profecia de Daniel, anuncia que Deus vai intervir no mundo, a fim de eliminar a crueza, a ambição, a violência, a opressão que marcam a história dos reinos humanos. Através de um “filho de homem” que vai aparecer “sobre as nuvens”, Deus vai devolver à história a sua dimensão de “humanidade”, possibilitando que os homens sejam livres e vivam na paz e na tranquilidade. Os cristãos verão nesse “filho de homem” vitorioso um anúncio da realeza de Jesus.

A Leitura do Apocalipse, o autor do Livro do Apocalipse apresenta Jesus como o Senhor do Tempo e da História, o princípio e o fim de todas as coisas, o “príncipe dos reis da terra”, Aquele que há-de vir “por entre as nuvens” cheio de poder, de glória e de majestade para instaurar um reino definitivo de felicidade, de vida e de paz. É, precisamente, a interpretação cristã dessa figura de “filho de homem” de que falava a primeira leitura.

O Evangelho de São João,  apresenta-nos, num quadro dramático, Jesus a assumir a sua condição de rei diante de Pontius Pilatos. A cena revela, contudo, que a realeza reivindicada por Jesus não assenta em esquemas de ambição, de poder, de autoridade, de violência, como acontece com os reis da terra. A missão “real” de Jesus é dar “testemunho da verdade”; e concretiza-se no amor, no serviço, no perdão, na partilha, no dom da vida.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João

Naquele tempo, disse Pilatos a Jesus: «Tu és o Rei dos judeus?» Jesus respondeu-lhe:

«É por ti que o dizes, ou foram outros que to disseram de Mim?» Disse-Lhe Pilatos: «Porventura eu sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes é que Te entregaram a mim. Que fizeste?» Jesus respondeu: «O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que Eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui». Disse-Lhe Pilatos: «Então, Tu és Rei?» Jesus respondeu-lhe: «É como dizes: sou Rei. Para isso nasci e vim ao mundo,a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz». 

Palavra do Senhor


Palavra de Vida – Novembro

“Felizes os que promovem a paz, porque eles serão chamados filhos de Deus”

Seguindo os passos de Jesus, também nós podemos transformar cada dia numa “jornada da paz”, pondo fim às pequenas ou grandes guerras que quotidianamente se travam à nossa volta. Para realizar este sonho, é necessário construir redes de amizade e solidariedade, estender as mãos para ajudar, mas também para aceitar a ajuda dos outros.

Como contam a Denise e o Alessandro: «Quando nos conhecemos, sentíamo-nos bem na companhia um do outro. Casámo-nos e no início foi muito bom, também com o nascimento dos filhos. Com o passar do tempo, começaram os altos e baixos. Deixou de haver qualquer tipo de diálogo entre nós. Tudo se tornava motivo para uma contínua discussão. Decidimos permanecer juntos, mas caíamos sempre nos mesmos erros, no rancor e nas discussões. Um dia, um casal amigo fez-nos a proposta de participarmos num percurso de apoio a casais em dificuldade (1). Encontrámos não só pessoas competentes e preparadas, mas uma “família de famílias”, com quem partilhámos os nossos problemas: já não estávamos sozinhos! Reacendeu-se uma luz, mas foi apenas o primeiro passo: voltando para casa, não foi fácil e ainda agora caímos algumas vezes. O que nos dá força é ajudarmo-nos um ao outro, com o compromisso de recomeçar e de permanecer em contacto com estes novos amigos, para avançarmos juntos».

Letizia Magri


“Os migrantes que morrem na fronteira são uma vergonha para a Europa”

A resposta à crise migratória na fronteira da bielorrusso-polonesa deve ser humanitária. É o que diz o comunicado da Comissão das Conferências Episcopais da União Europeia sobre o drama das pessoas que estão na fronteira para entrar na Europa. O Cardeal Jean-Claude Hollerich, presidente, pede para a Europa abrir um corredor para acolhê-los.

Não podemos permitir que as pessoas morram em nossas fronteiras. É assim que os bispos europeus se dirigem à União Europeia, pedindo que façam todos os esforços “para evitar estas tragédias” e, ao mesmo tempo, “para aliviar o sofrimento das pessoas que deixaram seus países por causa da guerra”. A situação na fronteira entre a Belarus e a Polônia continua terrível. Milhares de pessoas acampadas há dias, com temperaturas noturnas abaixo de zero, que até agora já causou oito vítimas. Alguns conseguiram até derrubar as cercas e entrar em território polonês. A União Europeia antecipou que a Belarus estará sujeita a mais sanções a partir da próxima semana, assim como dos EUA. Essas decisões tiveram uma reação imediata do presidente da Belarus, Aljaksandr Lukashenko, que ameaçou cortar o trânsito de gás para a Europa através do gasoduto Yamal-Europa.

Reafirmar os valores da Europa

Enquanto isso, a Comissão das Conferências Episcopais da União Européia, em uma declaração, expressa seu pesar pelas vítimas, instando a União a demonstrar solidariedade concreta com os migrantes e os requerentes de asilo na fronteira. Os bispos europeus, referindo-se também aos prelados poloneses, pedem uma abordagem humanitária e ecoam a preocupação e a solicitude do Papa Francisco para com o povo sofredor de Belarus. “Aceitar que as pessoas estejam morrendo nas fronteiras da UE”, explica o Cardeal Jean-Claude Hollerich, presidente da Comece, “significa que não acreditamos mais nos valores europeus”. Instrumentalizar essas pessoas, acrescentou, pedindo à UE que as aceitasse, “é um pecado terrível”.

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