XXVIII Domingo Tempo Comum – Ano B
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto
A liturgia deste domingo põe em evidência a dificuldade daqueles que estão presos aos bens materiais poder seguir Jesus Cristo e projetar a vida para a eternidade. O evangelista relata-nos que certo homem aproximou-se de Jesus e numa atitude de humildade ajoelha-se diante d’ELE e perguntou: «Bom Mestre, que hei-de fazer para alcançar a vida eterna?». Muito pertinente este homem tem como objetivo poder alcançar a vida eterna. Jesus disse-lhe que devia cumprir os mandamentos. O homem disse a Jesus que procurava cumprir os mandamentos desde a juventude. Jesus fez-lhe outro convite distribuir os seus bens pelos pobres e depois segui-Lo. O jovem retira-se triste porque possuía muitos bens. O apego aos bens materiais ainda hoje dificulta o seguimento de muitos jovens, mas também podemos constatar que os objetivos a alcançar também são diferentes. A grande questão daquele homem era poder alcançar «a vida eterna».
A leitura do livro da Sabedoria, um “sábio” de Israel apresenta-nos um “hino à sabedoria”. O texto convida-nos a adquirir a verdadeira “sabedoria” (que é um dom de Deus) e a prescindir dos valores efémeros que não realizam o homem. O verdadeiro “sábio” é aquele que escolheu escutar as propostas de Deus, aceitar os seus desafios, seguir os caminhos que Ele indica.
A Leitura aos Hebreus, convida-nos a escutar e a acolher a Palavra de Deus proposta por Jesus. Ela é viva, eficaz, actuante. Uma vez acolhida no coração do homem, transforma-o, renova-o, ajuda-o a discernir o bem e o mal e a fazer as opções correctas, indica-lhe o caminho certo para chegar à vida plena e definitiva.
O Evangelho de São Marcos, apresenta-nos um homem que quer conhecer o caminho para alcançar a vida eterna. Jesus convida-o renunciar às suas riquezas e a escolher “caminho do Reino” – caminho de partilha, de solidariedade, de doação, de amor. É nesse caminho – garante Jesus aos seus discípulos – que o homem se realiza plenamente e que encontra a vida eterna.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Marcos
Naquele tempo, ia Jesus pôr-Se a caminho, quando um homem se aproximou correndo,
ajoelhou diante d’Ele e Lhe perguntou: «Bom Mestre, que hei-de fazer para alcançar a vida eterna?» Jesus respondeu: «Porque me chamas bom? Ninguém é bom senão Deus.
Tu sabes os mandamentos: ‘Não mates; não cometas adultério; não roubes; não levantes falso testemunho; não cometas fraudes; honra pai e mãe’». O homem disse a Jesus: «Mestre, tudo isso tenho eu cumprido desde a juventude». Jesus olhou para ele com simpatia e respondeu: «Falta-te uma coisa: vai vender o que tens, dá o dinheiro aos pobres, e terás um tesouro no Céu. Depois, vem e segue-Me».
Ouvindo estas palavras, anuviou-se-lhe o semblante e retirou-se pesaroso, porque era muito rico. Então Jesus, olhando à volta, disse aos discípulos: «Como será difícil para os que têm riquezas entrar no reino de Deus!» Os discípulos ficaram admirados com estas palavras. Mas Jesus afirmou-lhes de novo: «Meus filhos, como é difícil entrar no reino de Deus! É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no reino de Deus». Eles admiraram-se ainda mais e diziam uns aos outros:
«Quem pode então salvar-se?» Fitando neles os olhos, Jesus respondeu:
«Aos homens é impossível, mas não a Deus, porque a Deus tudo é possível».
Pedro começou a dizer-Lhe: «Vê como nós deixámos tudo para Te seguir».
Jesus respondeu: «Em verdade vos digo: Todo aquele que tenha deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos ou terras, por minha causa e por causa do Evangelho, receberá cem vezes mais, já neste mundo, em casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e terras,
juntamente com perseguições, e, no mundo futuro, a vida eterna»..
Palavra do Senhor
Palavra de Vida (Setembro)
«Nós sabemos que tudo concorre para o bem daqueles que ama Deus».
A Palavra que queremos viver este mês é tirada da carta do apóstolo Paulo aos Romanos. É um texto longo e cheio de reflexões e ensinamentos. Foi escrito antes da sua viagem para Roma, em preparação da visita àquela comunidade que Paulo ainda não conhecia pessoalmente.
O capítulo oitavo, de modo particular, põe em evidência a vida nova segundo o Espírito e a promessa da vida eterna para os indivíduos, os povos e todo o universo.
Letizia Magri

Rumo à JMJ 2023 de Lisboa
Na sua Mensagem para a XXXVI Jornada Mundial da Juventude do próximo mês de novembro, vivida em modo diocesano, o Santo Padre lembra a JMJ 2023 e lança aos jovens um repto dos Atos dos Apóstolos: “Levanta-te! Eu te constituo testemunha do que viste!”
O Papa assinala no início da sua Mensagem a importância de “continuarmos juntos na peregrinação espiritual que nos conduz rumo à Jornada Mundial da Juventude de Lisboa em 2023” – diz. Francisco recorda as dificuldades da pandemia e as consequências sociais da covid-19, como o “desemprego”, a “depressão”, a “solidão”, os “vícios” e mesmo o “aumento da violência”. Mas há esperança na juventude assinala o Papa: “Quando cai um jovem, de certo modo cai a humanidade. Mas também é verdade que, quando um jovem se levanta, é como se o mundo inteiro se levantasse. Queridos jovens, que grande potencialidade tendes nas vossas mãos! Que força trazeis nos vossos corações!” – frisa o Santo Padre. pelo nome” – afirma.
O Papa ressalta que Deus chamou Saulo pelo nome. E ele reconhece que “é testemunha duma manifestação divina”. Algo que lhe muda a vida e inspira uma pergunta: “Quem és tu, Senhor?” Para Francisco “só muda a vida um encontro pessoal”. No caso de Saulo, a sua pergunta provoca comunicação e gera uma resposta: “Eu sou Jesus a quem tu persegues!”. Pela perseguição que o próprio Saulo movia aos cristãos, ele passou a conhecer Jesus nas atitudes dos cristãos. Eles respondiam “ao mal com o bem, ao ódio com o amor, aceitando as injustiças, as violências, as calúnias e as perseguições suportadas pelo nome de Cristo” – escreve o Santo Padre.
Apresentação do Plano Pastoral Seminário de Aveiro 17 de Outubro
“A sinodalidade, caminho de renovação”
A solenidade do Sagrado Coração de Jesus deste ano marca um momento de graça para o nosso presbitério e, nele, para todo o povo de Deus. Cada vez mais se torna imprescindível fazer um caminho em conjunto, em colegialidade, tal como referem as respostas ao inquérito feito ao clero. A nossa diocese não pode ficar alheia à exigência que o Santo Padre faz a toda a Igreja no sentido de prepararmos o próximo Sínodo dos Bispos, que tem como título “Por uma Igreja Sinodal: comunhão, participação e missão”. No dia 7 deste mês de setembro foi publicado o Documento Preparatório e o Vademecum que serão objeto de estudo e reflexão por parte de todos nós. A sua preparação, a nível local, consta de várias etapas já calendarizadas, iniciando-se em Roma nos dias 9 e 10 de outubro e, no domingo seguinte, 17 de outubro, cada bispo deverá fazer a abertura do Sínodo na sua diocese. Concretamente, convido todos os agentes de pastoral para uma assembleia diocesana de abertura do Ano Pastoral, na tarde do dia 17 de outubro.

