Novos Ventos – 11 de Abril

II Domingo de Páscoa – Ano B

Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

A liturgia do segundo domingo de Páscoa põe em evidência o medo fechados sobre si mesmos, a iniciativa de Jesus que lhes transmite uma mensagem de paz e a incredulidade de Tomé. Diz-nos o evangelista São João que os discípulos estavam fechados em casa com medo dos Judeus, fechados sobre si mesmos incapazes de sair e anunciar as razões da fé em Jesus Cristo. É necessário receber a força do Espírito Santo para anunciar o Ressuscitado. Jesus coloca-se no meio deles e transmite-lhes serenidade e paz «A paz esteja convosco» e envia-lhes a força do Espírito Santo. Tomé não estava junto com os outros discípulos quando regressou ao seio da comunidade estes disseram «vimos o Senhor», porém incrédulo Ele disse que só acreditaria se visse o Mestre. Quantas vezes, nós afastando-nos da vida familiar e comunitária e queremos receber as mesmas graças especiais. É no seio da Igreja e da comunidade que podemos fazer a experiência do Ressuscitado.

A leitura dos Actos dos Apóstolos, Lucas apresenta a comunidade cristã de Jerusalém, descrevendo alguns traços da comunidade ideal: é uma comunidade formada por pessoas diversas, mas que vivem a mesma fé num só coração e numa só alma; é uma comunidade que manifesta o seu amor fraterno em gestos concretos de partilha e de dom e que, dessa forma, testemunha Jesus ressuscitado.

A Leitura da Epistola de São João, recorda aos membros da comunidade cristã os critérios que definem a vida cristã autêntica: o verdadeiro crente é aquele que ama Deus, que adere a Jesus Cristo e à proposta de salvação que, através d’Ele, o Pai faz aos homens e que vive no amor aos irmãos. Quem vive desta forma, vence o mundo e passa a integrar a família de Deus.

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João, sobressai a ideia de que Jesus vivo e ressuscitado é o centro da comunidade cristã; é à volta d’Ele que a comunidade se estrutura e é d’Ele que ela recebe a vida que a anima e que lhe permite enfrentar as dificuldades e as perseguições. Por outro lado, é na vida da comunidade (na sua liturgia, no seu amor, no seu testemunho) que os homens encontram as provas de que Jesus está vivo.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João

Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa
onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus, veio Jesus, colocou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco». Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor. Jesus disse-lhes de novo: «A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós». Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo:
àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhe-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes serão retidos». Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Disseram-lhe os outros discípulos: «Vimos o Senhor».
Mas ele respondeu-lhes: «Se não vir nas suas mãos o sinal dos cravos,
se não meter o dedo no lugar dos cravos e a mão no seu lado,
não acreditarei». Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez em casa,
e Tomé com eles. Veio Jesus, estando as portas fechadas, apresentou-Se no meio deles e disse: «A paz esteja convosco». Depois disse a Tomé: «Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; aproxima a tua mão e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente». Tomé respondeu-Lhe: «Meu Senhor e meu Deus!» Disse-lhe Jesus:
«Porque Me viste acreditaste: felizes os que acreditam sem terem visto». Muitos outros milagres fez Jesus na presença dos seus discípulos, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para acreditardes que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e para que, acreditando, tenhais a vida em seu nome.

Palavra da Salvação


Palavra de Vida (Abril)

Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas.” 

O rebanho que Jesus sente como seu é, sem dúvida, o grupo dos seus discípulos, de todos aqueles que já receberam o Batismo, mas não só. Ele conhece todas as criaturas humanas, chama cada uma pelo seu nome, trata de cada uma com ternura. 

Ele é o verdadeiro pastor. Não só nos guia para a vida, não só vem à nossa procura sempre que nos perdemos (2), mas já deu a sua vida para realizar a vontade do Pai, que é a plenitude da comunhão com Ele e a reconquista da fraternidade entre nós – fraternidade que tinha sido mortalmente ferida pelo pecado.

Cada um de nós pode procurar reconhecer a voz de Deus, ouvir a palavra que Ele nos dirige pessoalmente e segui-la com confiança. Sobretudo, podemos ter a certeza de que somos amados, compreendidos e perdoados incondicionalmente por Aquele que nos garante


Iraque. Patriarca Sako: o caminho a seguir é o perdão e a reconciliação

“A fraternidade e a diversidade são a base humana e moral fundamental para a convivência”: o patriarca de Babilônia dos Caldeus, cardeal Louis Raphaël I Sako, está convencido disso, e nesta entrevista ao “L’Osservatore Romano” recorda com alegria e gratidão a viagem do Papa Francisco ao Iraque.

Apenas um mês se passou desde a visita apostólica, feita em um momento histórico particular marcado pela emergência de saúde. Um gesto quase inesperado. O que a presença do Pontífice significou para o senhor e para os cristãos iraquianos?

Eu sabia que o Santo Padre queria visitar o Iraque, mas sinceramente não o esperava neste momento em particular, dada a situação incerta causada pela pandemia. Sua determinação foi uma surpresa.  O Santo Padre tem o carisma de surpreender.  Penso que ele sentiu em seu coração de pastor a necessidade de vir trazer conforto e esperança para os iraquianos que tanto sofreram.  Portanto, fez muito bem. Que alegria sua visita! O Papa impressionou a todos: cristãos e muçulmanos.  O Iraque, durante sua estada, foi um pequeno paraíso, depois de tanto inferno, e esperamos que seja sempre assim!


Festa da Misericórdia, o Papa celebrará Missa na Igreja do Espírito Santo, in Sássia

Em 11 de abril, II Domingo da Páscoa, pela segunda vez, o Papa Francisco presidirá a liturgia eucarística na Igreja do Espírito Santo, in Sássia, próxima do Vaticano, cujo Santuário o Papa Wojtyla dedicou ao culto promovido por Santa Faustina Kowalska, apóstola da Divina Misericórdia.