Novos Ventos – 14 de Março

IV Domingo da Quaresma – Ano B

Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

A liturgia deste quarto domingo da Quaresma põe em evidência o movimento do Mistério Pascal, primeiro em Jesus, depois nos cristãos pela morte à vida, pela Cruz à glória. No Evangelho deste domingo Jesus pré-anuncia a Nicodemos a Sua Paixão e Morte; «Assim como Moisés elevou a serpente no deserto, também o Filho do homem será elevado, para que todo aquele que acredita tenha n’Ele a vida eterna». Acreditar no nome do Filho de Deus é este “algo mais” que Deus nos pede a cada um dos cristãos. O segundo ponto está expresso no motivo da existência de Jesus; «Deus enviou o seu Filho, para que o mundo seja salvo por Ele».

A leitura do Segundo livro das Crónicas, diz-nos que, quando o homem prescinde de Deus e escolhe caminhos de egoísmo e de auto-suficiência, está a construir um futuro marcado por horizontes de dor e de morte. No entanto, diz o autor do Livro das Crónicas, Deus dá sempre ao seu Povo outra possibilidade de recomeçar, de refazer o caminho da esperança e da vida nova.

A Leitura da Epistola de São Paulo aos Efésios, ensina que Deus ama o homem com um amor total, incondicional, desmedido; é esse amor que levanta o homem da sua condição de finitude e debilidade e que lhe oferece esse mundo novo de vida plena e de felicidade sem fim que está no horizonte final da nossa existência.

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João, recorda-nos que Deus nos amou de tal forma que enviou o seu Filho único ao nosso encontro para nos oferecer a vida eterna. Somos convidados a olhar para Jesus, a aprender com Ele a lição do amor total, a percorrer com Ele o caminho da entrega e do dom da vida. É esse o caminho da salvação, da vida plena e definitiva.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João

Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: «Assim como Moisés elevou a serpente no deserto, também o Filho do homem será elevado, para que todo aquele que acredita tenha n’Ele a vida eterna. Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus não enviou o Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele. Quem acredita n’Ele não é condenado,
mas quem não acredita já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho Unigénito de Deus. E a causa da condenação é esta: a luz veio ao mundo
e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque eram más as suas obras.
Todo aquele que pratica más ações odeia a luz e não se aproxima dela,
para que as suas obras não sejam denunciadas. Mas quem pratica a verdade aproxima-se da luz, para que as suas obras sejam manifestas, pois são feitas em Deus.

Palavra da Salvação


A visita ao Iraque: construir pontes de fraternidade humana

Uma das frases favoritas do Papa é que “temos que derrubar muros e construir pontes”. É incrível que Francisco, o Papa-pastor que mais rechaçaria a imagem do Papa político-diplomático, finalmente seja o Papa que consegue dar esses passos fundamentais no cenário internacional. Papa Francisco realiza o sonho de João Paulo II que, nas peregrinações do Grande Jubileu do ano 2000 (Sinai, Terra Santa), também tinha inserido a de Ur dos Caldeus, impedido pela falta de acordo com o governo de Saddam Hussein. Trata-se de uma viagem com uma tríplice finalidade. Estritamente religiosa e espiritual: visitar a terra onde começou a “aventura” de Abraão, o patriarca reconhecido pelas três grandes religiões abraâmicas, justamente: judaísmo, Islã e cristianismo. Depois, um objetivo mais precisamente político. Por um lado, levar sustento à minoria cristã – que, ao longo do tempo, em particular por causa da perseguição do califado Daesh, foi reduzida, segundo as estimativas, de 1,4 milhão para pouco menos de 400 mil pessoas – na esperança de que a visita desencadeie o retorno de muitos que fugiram. Por outro lado, continuar a realização do diálogo com o Islã, no espírito da Declaração sobre a fraternidade humana.


IV Domingo da Quaresma – Ilumina a Vida

Introdução

Quaresma – Olá Metanóia, como estás? Sabes, durante a semana pensei muito no evangelho que ouvimos no passado domingo… os comerciantes ficaram furiosos com Jesus por terem sido expulsos do templo…

Metanóia – Sim, é verdade, mas não foram os únicos… Também os sacerdotes não gostaram muito de ter sido um estranho a resolver aquilo que eles próprios já deviam ter feito.

Quaresma – Ficaram todos chateados com Jesus…

Metanóia – Nem todos, havia líderes em Israel que acreditavam em Jesus e nas suas palavras. Ouve com atenção a palavra de Deus.

Reflexão e compromisso

Quaresma – Já sei… um dos líderes que acreditava em Jesus, era Nicodemos…

Metanóia – Isso mesmo! Ouvimos uma parte da conversa entre Jesus e um “chefe dos judeus” chamado Nicodemos. Ele sabia que Jesus passava muito tempo no Monte das Oliveiras, por isso esperou que anoitecesse e foi ter com Jesus.

Quaresma – Mas… porque é que esperou que anoitecesse?

Metanóia – Porque não queria que o vissem na presença de Jesus. Lembra-te que muitas pessoas eram contra Jesus e não acreditavam n’Ele. Nicodemos percebeu, através dos milagres, que Jesus tinha sido enviado por Deus.

Jesus ficou contente e disse-lhe: «Se alguém não nascer de novo, não poderá ver o Reino de Deus».

Quaresma – Nascer de novo? Como é possível alguém nascer de novo?!

Metanóia – Tens a mesma dúvida que Nicodemos… Jesus não se referia ao nascimento de um bebé, mas à transformação que acontece no coração das pessoas. Se aceitares moldar-te na pessoa que Deus quer, será como voltares a nascer…

Quaresma – Faz sentido! Mas… e a história da serpente que Jesus contou, o que significa?

Metanóia – Significa que, Jesus, tal como a serpente de Bronze erguida no deserto, salva, cura e faz renascer quem O contempla, quem olha para Ele com fé.

Quaresma – Metanóia, Deus ama-nos tanto que enviou o Seu único Filho para nos salvar. Não O enviou para condenar o mundo mas para o salvar…

Metanóia – Lembra-te Quaresma… quando as tuas ações são más, estás a apagar a luz, estás a deixar que a escuridão te domine. Por isso, deves praticar boas ações e viver da luz que é Jesus, que é Quem te ilumina e aquece o coração, para que a tua vida possa ser luz para os outros.

E esta semana o 5.º desafio é:

«Vou escrever uma mensagem de ânimo, de apoio, de incentivo a alguém que precise (amigo, familiar, sacerdote, catequista, enfermeiro, médico, bombeiro…). Vou ser a luz para alguém!».

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