Novos Ventos – 21 de Fevereiro

I Domingo da Quaresma – Ano B

Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

A liturgia deste domingo põe em evidência as “Tentações” de Jesus. Jesus vai para o deserto e lá é tentado. No deserto da vida, quantas vezes também nós experimentamos a tentação (da riqueza, do poder e também de prescindir de Deus); estas foram as três grandes tentações de Jesus; disse-lhe Satanás “Tudo isto Te darei se prostrado me adoraras”. Jesus mostra-nos por assim dizer que é possível vencer as tentações e que não podemos prescindir de Deus. “Não só de pão vive o homem, mas de toda a Palavra que sai da boca de Deus. Após a prisão de João, Jesus dá início à Sua vida pública com o anúncio da Palavra de Deus e o convite à conversão.

A leitura do livro dos Génesis, é um extracto da história do dilúvio. Diz-nos que Jahwéh, depois de eliminar o pecado que escraviza o homem e que corrompe o mundo, depõe o seu “arco de guerra”, vem ao encontro do homem, faz com ele uma Aliança incondicional de paz. A acção de Deus destina-se a fazer nascer uma nova humanidade, que percorra os caminhos do amor, da justiça, da vida verdadeira.

A Leitura da Primeira Epístola de São Pedro, o autor da primeira Carta de Pedro recorda que, pelo Baptismo, os cristãos aderiram a Cristo e à salvação que Ele veio oferecer. Comprometeram-se, portanto, a seguir Jesus no caminho do amor, do serviço, do dom da vida; e, envolvidos nesse dinamismo de vida e de salvação que brota de Jesus, tornaram-se o princípio de uma nova humanidade.

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Marcos,  Jesus mostra-nos como a renúncia a caminhos de egoísmo e de pecado e a aceitação dos projectos de Deus está na origem do nascimento desse mundo novo que Deus quer oferecer a todos os homens (o “Reino de Deus”). Aos seus discípulos Jesus pede – para que possam fazer parte da comunidade do “Reino” – a conversão e a adesão à Boa Nova que Ele próprio veio propor.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos

Naquele tempo, o Espírito Santo impeliu Jesus para o deserto. Jesus esteve no deserto quarenta dias e era tentado por Satanás. Vivia com os animais selvagens e os Anjos serviam-n’O. Depois de João ter sido preso,
Jesus partiu para a Galileia e começou a pregar o Evangelho, dizendo:
«Cumpriu-se o tempo e está próximo o reino de Deus.
Arrependei-vos e acreditai no Evangelho».

Palavra da Salvação


“Palavra de Vida”

“Tornai-vos misericordiosos, tal como também o vosso Pai é misericordioso”

Foi isso que Chiara Lubich sugeriu, meditando a frase do Evangelho de Mateus(3) que proclama a bem-aventurança daqueles que praticam a misericórdia: «O tema da misericórdia e do perdão impregna todo o Evangelho. […] Mas a misericórdia é precisamente a máxima expressão do amor, da caridade: é ela que leva a caridade à plenitude, isto é, que a torna perfeita. […] Procuremos então, em todos os nossos relacionamentos, viver este amor aos outros em forma de misericórdia! A misericórdia é um amor que sabe aceitar todos os próximos, sobretudo os mais pobres e necessitados. É um amor que não mede, é abundante, universal, concreto. Um amor que procura suscitar a reciprocidade, objetivo principal da misericórdia. Sem a misericórdia, existiria apenas a justiça, que serve para criar igualdade, mas não fraternidade. […] Embora pareça difícil e ousado, perguntemo-nos, diante de cada próximo: como é que a mãe dele o trataria? Este é um pensamento que nos ajudará a compreender e a viver segundo o coração de Deus» (4). Letizia Magri


 1. INTRODUÇÃO
Esta é a I Semana do caminho para a grande festa da Páscoa.
Estamos em clima de confinamento e de grandes restrições,
por causa da pandemia.
Deus ensina-nos que há um tempo para tudo,
e, ser um bom cristão é viver este tempo como uma experiência alegre
de preservação da nossa vida e da vida dos outros.
Quando Jesus está presente na tua vida, és capaz de viver com alegria,
e isso transborda para tudo o que fazes, e para todos os que te acompanham.
Por isso, sê um bom mensageiro da Palavra de Deus,
levando a Esperança a todos os que te rodeiam.

2. PREPARANDO A ORAÇÃO
Agora, ao começares este tempo de oração, fecha os olhos, respira fundo
e começa por agradecer a Deus algum momento especial que tenhas vivido hoje.
Percorre o dia que passou,
e identifica algum momento que foi mais difícil para ti.
Não fiques preocupado. Entrega esses momentos nas mãos de Deus
e escuta o que, hoje, te diz Jesus no Evangelho segundo Marcos.

3. ESCUTA DA PALAVRA
Marcos 1 12-15
“Jesus partiu para a Galileia e começou a pregar o Evangelho, dizendo:
«Cumpriu-se o tempo e está próximo o reino de Deus.
Arrependei-vos e acreditai no Evangelho.»”.

4. PREPARANDO A ORAÇÃO
Com certeza, já deves ter ouvido muitas vezes este apelo de Jesus:
– Arrepende-te! – Converte-te!
Pois é! Deves ter pensado: – Ah, isso não é para mim. Isso é para os outros!
Para aqueles que têm muitos pecados, para os que, há muito tempo, já não vão à Missa,
para os que nunca rezam, para os que fazem asneiras e tantos outros.
Mas, para mim é que não é!
Huummm! Não é bem assim!
Nesta Quaresma, vais aperceber-te que este apelo é para ti também.


“Olhos e coração dos fiéis voltados para Jerusalém

Frei Patton, Custódio da Terra Santa, explica ao Vaticano News: “Como os peregrinos não podem vir fisicamente à Terra Santa para percorrer a Via Dolorosa, que no tempo da Quaresma era uma devoção muito, muito praticada, com centenas de pessoas todas as sextas-feiras, pensamos em ir ao encontro dos peregrinos, sabendo que, em todo o mundo, muitos estão com os olhos e o coração voltados para Jerusalém”.

É um percurso, explica o Custódio, que se realiza refletindo sobre as estações tradicionais da Via-Sacra em Jerusalém, com meditações que podem ajudar os “fiéis peregrinos espalhados pelo mundo a encontrar o sentido mais profundo de suas próprias vidas, de sua própria existência, uma mensagem de esperança em um tempo como o que estamos vivendo, difícil, de sofrimento e, portanto, uma interpretação do sofrimento que está também em chave pascal, porque este é o sentido da Via-Sacra”.

Abertura para o Diálogo

Durante o período em que as escolas estavam fechadas devido à pandemia, o meu neto adolescente tornou-se particularmente agressivo. Moramos na mesma casa e posso dizer que, como avó, fui eu que o criei, substituindo muitas vezes os pais. Acompanhei-o também em muitos momentos difíceis com os colegas e com os professores.

Um dia, a sua reação a uma refeição de que não gostou foi até ofensiva. Os primeiros pensamentos que me vieram foram de o julgar, mas logo a seguir senti-me impelida a amar e fui rapidamente à cozinha preparar um doce de que ele gosta muito. Quando sentiu o cheiro que vinha do forno, veio ter comigo, abraçou-me e pediu desculpa. Não lhe disse nada, foi como se nada tivesse acontecido. Ele começou então a abrir-se e surgiu um diálogo como já há muito não tínhamos. Quando voltaram os pais, ele disse-lhes – para minha surpresa – que se sentia privilegiado porque, ao contrário dos colegas, tinha a sorte de viver também com a avó. P.B. – Eslováquia