{"id":127,"date":"2017-03-28T16:19:51","date_gmt":"2017-03-28T16:19:51","guid":{"rendered":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/emrc\/?p=127"},"modified":"2017-05-19T23:04:39","modified_gmt":"2017-05-19T23:04:39","slug":"obrigado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/emrc\/2017\/03\/28\/obrigado\/","title":{"rendered":"Taiz\u00e9, Obrigado!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\">Este ano fui pela primeira vez a Taiz\u00e9\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-113\" src=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/emrc\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/taize-1024x752.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"404\" srcset=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/emrc\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/taize-1024x752.jpg 1024w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/emrc\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/taize-300x220.jpg 300w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/emrc\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/taize-768x564.jpg 768w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/emrc\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/taize.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Nos dias que antecederam a viagem vivia numa mistura de ansiedade e entusiasmo com apreens\u00e3o e retic\u00eancia. Os testemunhos de amigos e colegas eram bastante positivos, mas alertavam para o impacto inicial que se poderia sentir. Estava com receio de me sentir a cair em Taiz\u00e9 de \u201cparaquedas\u201d e \u201cperdido\u201d\u2026 \u00a0fiz algumas pesquisas, procurei informar-me melhor sobre a semana que se avizinhava. Sentia-me com enorme disponibilidade e abertura para me entregar de corpo e alma a esta experi\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Bem, entretanto, j\u00e1 passei uma semana Taiz\u00e9, j\u00e1 passei outra c\u00e1 em Aveiro, de volta \u00e0 rotina, e agora que olho para tr\u00e1s s\u00f3 consigo pensar: \u201cFoi incr\u00edvel\u201d. \u00c9-me dif\u00edcil encontrar uma forma de me exprimir quanto \u00e0quilo que senti em Taiz\u00e9, de descrever essa semana\u2026 Sinto que vivi tanto e de uma forma t\u00e3o intensa! Sinto que cresci tanto, que aprendi tanto\u2026 A pessoa que voltou daquela comunidade \u00e9 t\u00e3o melhor do que a pessoa que l\u00e1 chegou uma semana antes!<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Em Taiz\u00e9 aprende-se a dar valor aos pequenos pormenores da vida, os que fazem a diferen\u00e7a e que realmente importam. Aprende-se a viver com pouco e que \u00e9 poss\u00edvel ser-se muito feliz com esse pouco. Alguma vez na vida eu tinha pensado em fazer todas as refei\u00e7\u00f5es de uma semana \u00fanica e exclusivamente com uma colher? E a verdade \u00e9 que d\u00e1 perfeitamente para tudo, s\u00f3 se tem de aprender os truques. Taiz\u00e9 faz-nos olhar e ver o lado positivo das coisas, mesmo quando esse lado possa estar meio desvanecido, permite-nos distinguir o essencial do superficial, de uma forma t\u00e3o clara que n\u00f3s mesmos nos surpreendemos com a vida sup\u00e9rflua que levamos no dia a dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">A partilha e comunh\u00e3o entre as pessoas \u00e9 outro aspecto que particularmente me encantou nas viv\u00eancias desta semana. Falamos todos uns com os outros de uma forma t\u00e3o descomplexada, t\u00e3o aberta que quando damos por n\u00f3s j\u00e1 nos estamos a rir \u00e0s gargalhadas com um grupo de desconhecidos. Fortalecem-se as amizades que levamos e criamos tantas outras\u2026 Todos os sorrisos, todas as brincadeiras, todos os desabafos, todas as l\u00e1grimas, todos os abra\u00e7os\u2026 Ah os abra\u00e7os\u2026 \u00e9 impressionante como na semana em Taiz\u00e9 \u201co abra\u00e7o\u201d se tornou algo t\u00e3o especial. Entre amigos, entre estranhos, com pessoas mais velhas, mais novas, n\u00e3o interessa\u2026 Aquele momento de cumplicidade, de apoio, de al\u00edvio, de bondade, de revitaliza\u00e7\u00e3o. \u00c9 inexplic\u00e1vel!!<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Mas a verdadeira ess\u00eancia de Taiz\u00e9 reside na introspe\u00e7\u00e3o, na reflex\u00e3o, no pensamento (at\u00e9 porque toda a beleza natural a isso \u00e9 prop\u00edcia), nos momentos de sil\u00eancio, na procura da resposta para o mist\u00e9rio que \u00e9 o sentido da vida, na descoberta de n\u00f3s pr\u00f3prios\u2026 Em Taiz\u00e9 revela-se um algu\u00e9m diferente dentro de n\u00f3s, mas o algu\u00e9m que realmente somos. Vivemos esta semana de um modo genu\u00edno, aut\u00eantico, somos quem somos sem medo de opini\u00f5es alheias, onde valores como o respeito, a toler\u00e2ncia e o altru\u00edsmo est\u00e3o sempre presentes. Sim, porque l\u00e1 n\u00e3o vive cada um na sua casa; vivemos milhares de pessoas numa mesma comunidade e temos de ter sempre isso em mente, por exemplo, nas nossas tarefas de trabalho comunit\u00e1rio como limpar casas de banho ou lavar lou\u00e7a (as que fiz este ano), ou no simples ato de ajudar e cooperar com o pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Para concluir, queria s\u00f3 referir que esta semana, foi sem d\u00favida das melhores experi\u00eancias da minha vida. E n\u00e3o digo isto por dizer, digo-o do mais honesto e sincero que h\u00e1 no meu cora\u00e7\u00e3o (porque em Taiz\u00e9 aprende-se a viver muito com o cora\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m). Aproveitei cada momento ao m\u00e1ximo, passei por viv\u00eancias espetaculares, estive l\u00e1 uma semana e j\u00e1 me sentia em casa. Quando me diziam que \u201dir a Taiz\u00e9 era algo que n\u00e3o se explicava, que tinha mesmo de ser vivido\u201d, confesso que achava uma frase feita e desvalorizava-a. Hoje, depois desta semana descobri, em boa verdade, o seu verdadeiro sentido. Taiz\u00e9 \u00e9 como um sonho real, onde o mundo fica mais bonito e especial. \u00c9 um para\u00edso inesquec\u00edvel\u2026 at\u00e9 porque o verdadeiro impacto que senti n\u00e3o foi ao chegar l\u00e1, mas sim ao voltar \u00e0 vida quotidiana. Agora olho para tudo de forma diferente, descomplicada, sem me perturbar com o insignificante e dando valor \u00e0 simplicidade das coisas. Aprendi a privilegiar duas coisas que s\u00e3o gr\u00e1tis e est\u00e3o ao alcance de todos: o abra\u00e7o e o sil\u00eancio.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">S\u00f3 tenho a agradecer tudo o que cresci, tudo o que aprendi, tudo o que fui feliz, todas as pessoas que conheci, todos os momentos que passei, tudo o que vivi. Obrigado!<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><strong><em>\u201cPassa-se por Taiz\u00e9 como se passa perto de uma fonte. <\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><strong><em>O viajante p\u00e1ra, mata a sede e continua o seu caminho\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Jo\u00e3o Fontes<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">17 anos &#8211; Aveiro<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Escola Secund\u00e1ria Jos\u00e9 Est\u00eav\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este ano fui pela primeira vez a Taiz\u00e9\u2026 Nos dias que antecederam a viagem vivia numa mistura de ansiedade e entusiasmo com apreens\u00e3o e retic\u00eancia. Os testemunhos de amigos e colegas eram bastante positivos, mas alertavam para o impacto inicial que se poderia sentir. 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