{"id":496,"date":"2017-10-19T15:06:48","date_gmt":"2017-10-19T15:06:48","guid":{"rendered":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/emrc\/?page_id=496"},"modified":"2017-10-19T15:08:25","modified_gmt":"2017-10-19T15:08:25","slug":"nota-pastoral-para-a-semana-nacional-da-educacao-crista-2017","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/emrc\/documentos\/nota-pastoral-para-a-semana-nacional-da-educacao-crista-2017\/","title":{"rendered":"Nota Pastoral para a Semana Nacional da Educa\u00e7\u00e3o Crist\u00e3 2017"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_497\" aria-describedby=\"caption-attachment-497\" style=\"width: 713px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/emrc\/documentos\/nota-pastoral-para-a-semana-nacional-da-educacao-crista-2017\/a-ceia-de-emaus-diego-velazquez\/\" rel=\"attachment wp-att-497\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-497\" src=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/emrc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/A-ceia-de-Ema\u00fas-Diego-Velazquez.jpg\" alt=\"\" width=\"713\" height=\"666\" srcset=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/emrc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/A-ceia-de-Ema\u00fas-Diego-Velazquez.jpg 1606w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/emrc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/A-ceia-de-Ema\u00fas-Diego-Velazquez-300x280.jpg 300w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/emrc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/A-ceia-de-Ema\u00fas-Diego-Velazquez-768x717.jpg 768w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/emrc\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/A-ceia-de-Ema\u00fas-Diego-Velazquez-1024x956.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 713px) 100vw, 713px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-497\" class=\"wp-caption-text\">A ceia de Ema\u00fas, Diego Velazquez<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nota Pastoral para a Semana Nacional da Educa\u00e7\u00e3o Crist\u00e3<br \/>\n29 de outubro &#8211; 5 de novembro de 2017<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h1><span style=\"color: #993300;\">A ALEGRIA DO ENCONTRO COM JESUS CRISTO<\/span><\/h1>\n<p><strong>1. Jesus Cristo<\/strong><\/p>\n<p><em>A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se pedra angular;<\/em><\/p>\n<p><em>tudo isto veio do Senhor e \u00e9 admir\u00e1vel aos nossos olhos.<\/em><\/p>\n<p>Foi com estas palavras que Jesus, na Eucaristia de um dos primeiros domingos do ano pastoral e letivo em curso, se nos apresentou. Ou melhor, foi Deus quem assim o apresentou. Jesus cita a sua Palavra na Escritura. F\u00e1-lo para explicar a par\u00e1bola dos vinhateiros (Mt 21, 33-44), aos quais um propriet\u00e1rio arrendou a sua vinha, mas que, chegada a vindima, recusam entregar-lhe a devida parte dos frutos colhidos. Pior: maltratam-lhe os servos, alguns at\u00e9 \u00e0 morte. O dono da vinha tenta outra vez, mas com o mesmo resultado. At\u00e9 que se decide pelo impens\u00e1vel. Envia-lhes o pr\u00f3prio filho, pensando: respeitar\u00e3o o meu filho. Enganou-se:\u00a0<em>agarrando-o, lan\u00e7aram-no fora da vinha e mataram-no<\/em>.<\/p>\n<p>Este filho \u00e9 Jesus, enviado por Deus \u2013\u00a0<em>o Pai que amou tanto o mundo que (nos) deu o seu Filho Unig\u00e9nito, para que todo o que n\u2019Ele cr\u00ea n\u00e3o pere\u00e7a, mas tenha a vida eterna<\/em>\u00a0(Jo 3, 16). E Jesus, por sua vez, realizou o que disse sobre a sua morte:\u00a0<em>Ningu\u00e9m tem maior amor do que aquele que d\u00e1 a vida pelos amigos<\/em>\u00a0(15, 13). Foi este amor extremo, d\u2019Ele e do Pai, que fez da terr\u00edvel crucifix\u00e3o o triunfo definitivo sobre a morte; e fez da pedra que os construtores rejeitaram a pedra angular, sobre a qual Deus edifica o seu povo, a nossa Igreja. Tal o poder e a efic\u00e1cia deste amor, que veio do Senhor e \u00e9 admir\u00e1vel aos nossos olhos!<\/p>\n<p>Sim, quem se n\u00e3o deixa fascinar e atrair por algu\u00e9m que deu a vida por todos n\u00f3s?! Algu\u00e9m que, desse modo, nos abre o caminho para a mesma vit\u00f3ria, numa vida sem fim! Diz-nos S. Paulo, como palavra digna de f\u00e9:\u00a0<em>Se com Ele morremos, tamb\u00e9m com Ele viveremos<\/em>\u00a0(2 Tim 2, 5). Com Ele\u2026<\/p>\n<p><strong>2. Jesus Cristo vem ao nosso encontro<\/strong><\/p>\n<p>A iniciativa parte sempre d\u2019Ele. Foi Ele, o Ressuscitado, que apareceu a Maria Madalena, t\u00e3o inesperadamente que ela nem se apercebia que j\u00e1 estava a falar com Ele (Jo 20, 11-18); ou se apresentou no meio dos disc\u00edpulos, entrincheirados por medo dos judeus (20, 19-23); ou se aproximou dos dois que iam para Ema\u00fas e se p\u00f4s com eles a caminho (Lc 24, 13-35); ou subitamente envolveu Paulo numa luz intensa, quando ia para Damasco a perseguir os crist\u00e3os (At 9, 1-22).<\/p>\n<p>O amor, j\u00e1 assim expresso, tornou-se ainda mais vivo e vivificante no modo como se deu a reconhecer. A Paulo e a Maria Madalena, tratou-os pelo nome, identificativo da pessoa, entrando com eles numa comunh\u00e3o \u00edntima. Aos disc\u00edpulos de Ema\u00fas (re)partiu o p\u00e3o do seu Corpo, entregue por eles. Aos onze, mostrou-lhes, no primeiro dia da semana, as m\u00e3os e o lado com as marcas dos cravos e da lan\u00e7a do soldado. Repetiu-o oito dias depois a Tom\u00e9, que por isso exclamou:\u00a0<em>Meu Senhor e meu Deus<\/em>.<\/p>\n<p>O que ent\u00e3o iniciou, continua a faz\u00ea-lo. Continua a chamar-nos pelo nome, quando, pelo Batismo, nos acolhe na sua Igreja, e, pelo Crisma, nos confirma com seu Esp\u00edrito. Continua a alimentar-nos e a unir-nos em comunh\u00e3o com a oferta do seu Corpo e Sangue, na Eucaristia. Continua a privilegiar para isso o primeiro dia da semana, a que desde os prim\u00f3rdios da Igreja se chama domingo ou dia do Senhor. Mas n\u00e3o s\u00f3.<\/p>\n<p>Ele vem ainda ao nosso encontro na Sagrada Escritura, que d\u2019Ele e em que Ele nos fala, sobretudo se escutada em ambiente de ora\u00e7\u00e3o, como nas celebra\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas ou nos encontros de catequese. Vem ao nosso encontro pelos sacramentos, n\u00e3o s\u00f3 da inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3, mas tamb\u00e9m da cura, para nos perdoar e confortar, e do servi\u00e7o, para nos unir em comunh\u00e3o. Vem ao nosso encontro na viv\u00eancia do amor que nos une em Igreja e nos leva a dar-nos sobretudo aos mais carenciados, de quem se fez irm\u00e3o:\u00a0<em>O que fizestes a um dos meus irm\u00e3os mais pequeninos, a mim o fizestes<\/em>\u00a0(Mt 25, 40).<\/p>\n<p>Enfim, Ele pr\u00f3prio realiza o que nos transmite no domingo em que abre a semana da Educa\u00e7\u00e3o Crist\u00e3: que a ess\u00eancia da lei, o segredo da vida, est\u00e1 no total e incondicional amor a Deus, como condi\u00e7\u00e3o e medida para o igualmente indispens\u00e1vel amor ao pr\u00f3ximo. Amemos assim, e veremos o que ser\u00e1 de n\u00f3s. Uma coisa \u00e9 certa:\u00a0<em>Sabemos que pass\u00e1mos da morte para a vida, porque amamos os irm\u00e3os<\/em>\u00a0(1 Jo 3, 13).<\/p>\n<p><strong>3. A alegria do encontro<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9, antes de mais, a alegria de nos sentirmos amados, de modo pleno e incondicional. Mesmo no pecado? Ent\u00e3o ainda mais!&#8230; j\u00e1 que a car\u00eancia \u00e9 maior. Foi assim com o filho, regressado \u00e0 casa paterna, depois de desbaratar todos os seus bens: Comamos e festejemos! \u2013 Ordenou o pai, cuja alegria n\u00e3o era menor que a do filho (Lc 15, 24). E Deus prova assim o seu amor para connosco:\u00a0<em>Cristo morreu por n\u00f3s, quando \u00e9ramos ainda pecadore<\/em>s (Rm 5, 8).<\/p>\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m a alegria pelo \u201cnovo horizonte\u201d e o \u201crumo novo\u201d que esse amor d\u00e1 \u00e0 nossa vida (Bento XVI, Deus \u00e9 Amor, n. 1).\u00a0<em>O amor de Cristo impele os que n\u2019Ele creem a viver n\u00e3o mais para si pr\u00f3prios, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou<\/em>\u00a0(2 Cor 5, 14-15). E a viverem com Ele, n\u00e3o h\u00e1 rev\u00eas ou tribula\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o\u00a0<em>saiam vencedores, gra\u00e7as \u00e0quele que nos amou<\/em>\u00a0(Rm 8, 17) \u2013 fazendo da morte fonte inesgot\u00e1vel de vida.<\/p>\n<p>\u00c9, enfim, a alegria de vermos a nossa vida a prolongar-se nas vidas daqueles a quem a damos: os pais nas dos filhos; os catequistas nas dos catequizandos; os professores nas dos alunos; todo o educador nas dos educandos (cf. CEP \u201cCatequese: A alegria do encontro com Jesus Cristo\u201d, IV). Uma alegria que cresce, quando tamb\u00e9m eles se d\u00e3o \u2013 a partir do encontro com Cristo, mediado por cada um de n\u00f3s, que ent\u00e3o pode, por isso, dizer: \u00c9 Cristo que vive em mim (Gl 2, 20).<\/p>\n<p>Acolhamos, por tudo isso, o convite do Papa Francisco a \u201ctodo o crist\u00e3o, em qualquer lugar que se encontre, a renovar (\u2026) o seu encontro pessoal com Jesus Cristo ou, pelo menos, a tomar a decis\u00e3o de se deixar encontrar por Ele, de o procurar no dia-a-dia sem cessar\u201d (<em>A Alegria do Evangelho<\/em>, n. 3). Ele que, na celebra\u00e7\u00e3o conclusiva da Semana da Educa\u00e7\u00e3o, nos ensina:\u00a0<em>Aquele que for o maior entre v\u00f3s ser\u00e1 o vosso servo<\/em>\u00a0(Mt 23, 11) \u2013 como Ele, o Mestre por excel\u00eancia que\u00a0<em>n\u00e3o veio para ser servido, mas para servir e dar a vida pela reden\u00e7\u00e3o de todos<\/em>\u00a0(20, 28).<\/p>\n<p>Que Maria, M\u00e3e e Serva do Senhor, na conclus\u00e3o do cent\u00e9simo anivers\u00e1rio das suas apari\u00e7\u00f5es em F\u00e1tima, nos ajude a saborear a alegria deste encontro!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Festa de S. Lucas, 18 de outubro de 2017<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nota Pastoral para a Semana Nacional da Educa\u00e7\u00e3o Crist\u00e3 2017:<\/p>\n<p>Download do Documento.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/emrc\/documentos\/nota-pastoral-para-a-semana-nacional-da-educacao-crista-2017\/semana-nacional-2017-nota-pastoral-ver1\/\" rel=\"attachment wp-att-498\">SEMANA NACIONAL 2017 Nota Pastoral\u00a0<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Nota Pastoral para a Semana Nacional da Educa\u00e7\u00e3o Crist\u00e3 29 de outubro &#8211; 5 de novembro de 2017 &nbsp; A ALEGRIA DO ENCONTRO COM JESUS CRISTO 1. Jesus Cristo A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se pedra angular; tudo isto veio do Senhor e \u00e9 admir\u00e1vel aos nossos olhos. 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