{"id":9573,"date":"2020-06-10T08:00:57","date_gmt":"2020-06-10T07:00:57","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=9573"},"modified":"2020-06-09T17:41:28","modified_gmt":"2020-06-09T16:41:28","slug":"pensamento-de-edith-stein-entrar-na-mente-do-salmista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/pensamento-de-edith-stein-entrar-na-mente-do-salmista\/","title":{"rendered":"Pensamento de Edith Stein | Entrar na mente do Salmista"},"content":{"rendered":"<h5 style=\"text-align: right;\"><em>&#8216;Duas Asas&#8217; &#8211; rubrica dedicada ao pensamento e escritos de Edith Stein<\/em><\/h5>\n<h6 style=\"text-align: right;\">(Parceria com o Carmelo de Cristo Redentor &#8211; Aveiro)<\/h6>\n<hr \/>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Entrar na mente do Salmista<\/h2>\n<h4 style=\"text-align: center;\">Javier Sancho*<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">Edith Stein foi uma grande conhecedora do salt\u00e9rio. N\u00e3o s\u00f3 o rezava desde o sue baptismo, mas, al\u00e9m disso, traduziu grande parte dos salmos ao alem\u00e3o, com o mesmo \u00e2nimo de que as suas freiras pudessem adentrar-se no conte\u00fado dos mesmos, j\u00e1 que normalmente n\u00e3o podiam faz\u00ea-lo por causa do seu escasso conhecimento do latim. Edith Stein viveu de perto e mergulhada com todo o seu ser o \u00abmovimento lit\u00fargico\u00bb que propugnava uma participa\u00e7\u00e3o mais activa e viva dos leigos na liturgia da Igreja. As suas visitas cont\u00ednuas \u00e0 abadia beneditina de Beuron introduzem-na, al\u00e9m disso, na corrente da beleza lit\u00fargica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Talvez a sua origem judaica, e o ter saboreado j\u00e1 desde pequena a recita\u00e7\u00e3o dos salmos em contextos festivos como o da P\u00e1scoa Judaica, puderam ter influ\u00eddo profundamente nela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o \u00e9 que encontremos em Edith um estudo dos Salmos. Todavia, as refer\u00eancias que encontramos convidam-nos a introduzir-nos nesta linha para aproximar-nos \u00e0 leitura, medita\u00e7\u00e3o e ora\u00e7\u00e3o dos salmos: entrar na mente do salmista. Consistir\u00e1, principalmente, em perguntar-se diante de um salmo, qual \u00e9 o conte\u00fado da experi\u00eancia, que leva o salmista a exprimir-se deste modo: a alegria de uma vit\u00f3ria, a tristeza do desterro ou do pecado, o louvor, o desespero, o medo&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os Salmos, enquanto escritos po\u00e9ticos e manifesta\u00e7\u00f5es livres da experi\u00eancia de Deus, s\u00e3o um lugar onde o olhar emp\u00e1tico pode descobrir muitos elementos iluminadores, principalmente gra\u00e7as \u00ab<em>ao estilo atrevido<\/em>\u00bb que apresentam e ao facto de estar \u00ab<em>t\u00e3o cheios de imagens<\/em>\u00bb <a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">25<\/a>. Edith Stein v\u00ea o salmista como parte dessa corrente m\u00edstica presente sempre na hist\u00f3ria. Autor ou autores iluminados pelo Esp\u00edrito contribu\u00edram para o louvor cont\u00ednuo das Trindade: \u00ab<em>N\u00e3o era talvez a alma do salmista<\/em> <em>r\u00e9gio uma harpa cujas cordas soavam ao suave sopro do Esp\u00edrito Santo?<\/em>\u00bb <a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">26<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O salmista \u00e9, pois, um homem de experi\u00eancia. Mas, ao mesmo tempo, \u00e9 um homem que tem os olhos bem abertos a tudo o que acontece \u00e0 sua volta, sendo capaz de perceber os sinais da presen\u00e7a de Deus que depois figura nos salmos:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 80px;\"><em>\u00abO cantor de salmos percebe a voz de Deus na natureza; est\u00e1 claro que conhece a Deus unicamente a partir daqui. Encontra a Deus em todas as coisas com mais frequ\u00eancia porque cr\u00ea e porque Deus fala-lhe no seu interior. No entanto, muitas imagens n\u00e3o f\u00e1ceis de mostrar, puderam ser elaboradas a partir da intui\u00e7\u00e3o da natureza\u00bb<\/em><a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">27<\/a><em>.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estes recursos dos quais deita m\u00e3o o salmista, s\u00e3o reconhec\u00edveis em muitos salmos. A mesma natureza constitui-se em fonte para o louvor e para apresentar com imagens o pr\u00f3prio ser de Deus. Edith Stein anotar\u00e1 que quando normalmente se fale do agir de Deus j\u00e1 n\u00e3o se recorrer\u00e1 t\u00e3o facilmente a imagens sens\u00edveis:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 80px;\"><em>\u00abNa linguagem dos salmos torna-se manifesta a experi\u00eancia do governar divino, tanto nos destinos particulares, como nos grandes acontecimentos hist\u00f3ricos de grande significado. Nisto e nas par\u00e1bolas deixa-se de lado facilmente o \u00e2mbito da percep\u00e7\u00e3o sens\u00edvel. Aqui a imagem \u00e9 um ideal que pressup\u00f5e uma transpar\u00eancia espiritual superior que se d\u00e1 numa experi\u00eancia origin\u00e1ria\u00bb<\/em><a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">28<\/a><em>.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra s\u00e9rie de imagens, que \u00e0s vezes nos afastam mais de conhecer a Deus como pai misericordioso, encontram um significado na mente do salmista:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 80px;\"><em>\u00abQuando o salmista medita as hist\u00f3rias do povo eleito, como lhe foram transmitidas pela hist\u00f3ria sagrada \u2013 as maravilhosas promessas e as actua\u00e7\u00f5es de gra\u00e7a de Deus, as repetidas deser\u00e7\u00f5es do povo e os conseguintes castigos terr\u00edveis \u2013, imp\u00f5em-se ent\u00e3o de por si as imagens de Deus como \u201cpai dos \u00f3rf\u00e3os\u201d e pastor fiel e sol\u00edcito, e tamb\u00e9m como juiz encolerizado, que abandona os seus como \u201covelhas para o matadouro\u201d e se eleva em inflamada c\u00f3lera contra elas\u00bb<\/em><a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">29<\/a><em>.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O autor dos salmos, com o uso que faz da linguagem e das imagens, deixa entrever que a sua inten\u00e7\u00e3o \u00e9 a de suscitar a f\u00e9 no povo, procurando oferecer ao crente uma s\u00e9rie de s\u00edmbolos que lhe permitam captar \u00abempaticamente\u00bb o que se esconde por detr\u00e1s de tudo isso:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 80px;\"><em>\u00abO povo que escuta e canta os salmos pode compreender a linguagem como fundamento da f\u00e9, situando-se na mesma tradi\u00e7\u00e3o que o santo cantor. Falo do que vive nos cora\u00e7\u00f5es, ou desperta o que ali dorme\u00bb<\/em><a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">30<\/a><em>.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um exemplo de como isto acontece descobre-o Edith na pr\u00f3pria pessoa de Jesus, que participou, como todo o judeu, na proclama\u00e7\u00e3o dos salmos:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 80px;\"><em>\u00abConhecemos pelos relatos evang\u00e9licos que Cristo orava, como orava um judeu crente e fiel \u00e0 Lei. Na sua inf\u00e2ncia f\u00ea-lo na companhia dos seus pais, mais tarde como peregrino para Jerusal\u00e9m com os disc\u00edpulos, segundo os tempos prescritos para tomar parte nas celebra\u00e7\u00f5es solenes do Templo. Sem d\u00favida, cantou com os seus, com santo entusiasmo, os hinos em que prorrompia a alegria antecipada dos peregrinos. \u201cQue alegria quando me disseram, vamos para a casa do Senhor!\u201d (Sl 121, 1). O relato da \u00faltima ceia com os seus disc\u00edpulos, dedicada ao cumprimento de um dos mais sagrados deveres religiosos, a solene ceia pascal, em comemora\u00e7\u00e3o da liberta\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o do Egipto, testemunha que Ele rezou as antigas ora\u00e7\u00f5es de b\u00ean\u00e7\u00e3os, que ainda hoje se rezam sobre o p\u00e3o, o vinho e os frutos da terra\u00bb<\/em><a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[1]<\/a><em>. <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 ao momento s\u00f3 pudemos captar, procurando evidenciar as reflex\u00f5es steinianas, as inten\u00e7\u00f5es do salmista e o uso que faz da linguagem. Em princ\u00edpio isso servir-nos-ia de apoio para procurar fazer uma aproxima\u00e7\u00e3o emp\u00e1tica dos salmos. Uma leitura assim teria que ter presente pelo menos dois elementos:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013 os sentimentos que o salmista nos quer transmitir (alegria, tristeza, triunfo, derrota, esperan\u00e7a, dor, desterro&#8230;)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013 as imagens usadas e o conte\u00fado essencial que elas cont\u00eam. Neste sentido, e como exemplo, designar o Senhor como o fogo, o trov\u00e3o, etc&#8230; levar-nos-ia a afirmar a pot\u00eancia e o poder de Deus. Outra s\u00e9rie de imagens hist\u00f3ricas, que deriva, \u00abquase escandalosamente\u00bb desde o ponto de vista crist\u00e3o (por exemplo as alus\u00f5es aos castigos terr\u00edveis para os inimigos do Povo), teriam que levar-nos a compreender como em definitivo a mensagem essencial que o salmista nos quer transmitir \u00e9 que Deus \u00e9 o Todo-poderoso e o Justo, e que \u00e9 o Senhor da hist\u00f3ria. Assim, torna-se muito mais f\u00e1cil meter-se na \u00abpele\u00bb do salmista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre a infinidade de escritos que Edith Stein produziu, s\u00f3 num caso nos oferece, embora parcialmente, um exemplo de como fazer a leitura emp\u00e1tica de um salmo. Neste caso, trata-se do salmo 118. Reproduzimos quanto ela escreve:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 80px;\"><em>\u00abQue se entende por \u201clei do Senhor\u201d? O salmo 118, que rezamos todos os domingos e solenidades na hora de prima, est\u00e1 imbu\u00eddo por esse desejo de penetrar a lei do Senhor e de deixar-se conduzir por ela durante a vida. Talvez o salmista pensasse na lei do Antigo Testamento, cujo conhecimento exigia efectivamente a dedica\u00e7\u00e3o de toda a vida e o seu cumprimento um exerc\u00edcio constante da vontade. Cristo, no entanto, libertou-nos do jugo\u00a0 dessa lei. A Lei do Novo Testamento \u00e9 o grande mandamento do amor, do qual Cristo diz que resume toda a lei e os profetas. O amor perfeito a Deus e ao nosso pr\u00f3ximo \u00e9, sem d\u00favida alguma, um objecto digno de contempla\u00e7\u00e3o para toda uma vida. Ainda melhor, podemos interpretar o pr\u00f3prio Cristo como a lei do Novo Testamento, pois Ele, com a sua vida, deu-nos o exemplo de como devemos viver\u00bb<\/em><a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">32<\/a><em>.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Observamos neste texto como Edith se aproxima ao Salmo com um interesse particular. Mesmo assim o primeiro aspecto que p\u00f5e em evid\u00eancia \u00e9 o \u00abestado de \u00e2nimo\u00bb do salmista: \u00ab<em>desejo de conhecer a Lei e de se deixar conduzir por ela ao longo<\/em> <em>da vida<\/em>\u00bb. E embora n\u00e3o analise explicitamente a poss\u00edvel simbologia e conte\u00fado presente no salmo, resume-o dizendo que: \u00ab<em>O salmista pensava ent\u00e3o na lei da Antiga<\/em> <em>Alian\u00e7a. O seu conhecimento exigia, efectivamente, uma longa vida de estudo e o seu<\/em> <em>cumprimento toda uma vida de esfor\u00e7o da vontade<\/em>\u00bb. Mas encontramo-nos ainda com um elemento novo que ser\u00e1 de grande ajuda para captar ainda melhor o significado dos Salmos (de todo o Antigo Testamento): e \u00e9 que tudo aponta para Cristo, como o cumprimento perfeito das aspira\u00e7\u00f5es do salmista: \u00ab<em>Cristo, no entanto, libertou-nos do jugo<\/em> <em>dessa lei<\/em>\u00bb. Daqui poder\u00edamos deduzir que Edith Stein defende uma leitura cristol\u00f3gica dos salmos: Cristo \u00e9 o objecto e o anelo de todos os desejos, \u00e2nsias e sentimentos manifestados pelo salmista.<\/p>\n<h5 style=\"text-align: right; padding-left: 80px;\">*Javier Sancho.<em> La Biblia con ojos de mujer. Edith Stein y la Sagrada Escritura. <\/em>Editorial Monte Carmelo, 2001. Pp. 69-73.<\/h5>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Imagem de\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/users\/TomMarc-890614\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=696098\">Tomasz Marciniak<\/a>\u00a0por\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=696098\">Pixabay<\/a><\/h6>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">25<\/a> CC 45.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">26<\/a> <em>A ora\u00e7\u00e3o da Igreja<\/em>, em Obras 407.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">27<\/a> <em>Os caminhos do conhecimento de Deus<\/em>, em Obras 472.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">28<\/a> Ib. 474.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">29<\/a> Ib. 476.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">30<\/a> Ib.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[1]<\/a> <em>A ora\u00e7\u00e3o da Igreja<\/em>, em Obras 394.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">32<\/a> <em>Sobre a hist\u00f3ria e o esp\u00edrito do Carmelo<\/em>, em Obras 278.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8216;Duas Asas&#8217; &#8211;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":9574,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[133],"tags":[],"class_list":["post-9573","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-duas-asas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9573","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9573"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9573\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9575,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9573\/revisions\/9575"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9574"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9573"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9573"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9573"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}