{"id":955,"date":"2017-05-29T15:33:40","date_gmt":"2017-05-29T15:33:40","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=955"},"modified":"2017-05-29T15:34:05","modified_gmt":"2017-05-29T15:34:05","slug":"domingo-do-pentecostes-ano-a","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/domingo-do-pentecostes-ano-a\/","title":{"rendered":"Domingo do Pentecostes (Ano A)"},"content":{"rendered":"<h6 style=\"text-align: center;\">Pe. Franclim Pacheco (Texto)<\/h6>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-956 aligncenter\" src=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/Pentecostes.jpg\" alt=\"\" width=\"702\" height=\"476\" srcset=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/Pentecostes.jpg 702w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/Pentecostes-300x203.jpg 300w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/Pentecostes-442x300.jpg 442w\" sizes=\"auto, (max-width: 702px) 100vw, 702px\" \/>Breve coment\u00e1rio<\/p>\n<p>Na solenidade de Pentecostes o texto evang\u00e9lico \u00e9 tirado do evangelho de S. Jo\u00e3o e \u00e9 importante l\u00ea-lo em paralelo com o texto de Act 2,1-11 que descreve o dom do Esp\u00edrito ao grupo dos disc\u00edpulos. A import\u00e2ncia da festa lit\u00fargica e do seu sentido eclesial, al\u00e9m do sentido cristol\u00f3gico, orienta-nos para a compreens\u00e3o do texto b\u00edblico.<\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>\u00a0O cumprimento da P\u00e1scoa, cinquenta dias depois, na festa do Pentecostes, que em Israel celebrava o dom da Lei, faz-nos compreender a liga\u00e7\u00e3o estreita entre Jesus ressuscitado, o Esp\u00edrito Santo e a vida da Igreja. De facto, o dom do Esp\u00edrito parte da P\u00e1scoa, \u00e9 dom do Pai e do Filho e conduz a Igreja para a plenitude do Reino, pois guia, ilumina e sustenta os crentes na miss\u00e3o de anunciar o evangelho, continuando a obra do seu Mestre, o Senhor Jesus. O elo do Amor no seio da vida trinit\u00e1ria, o Esp\u00edrito divino, torna-se assim o v\u00ednculo que une a comunidade crente e torna-a testemunha cred\u00edvel no mundo.<\/p>\n<p>O texto deste domingo \u00e9 parte do evangelho que escut\u00e1mos no domingo de P\u00e1scoa em que o encontro do Senhor ressuscitado com os seus \u00e9 acompanhado precisamente pelo dom do Esp\u00edrito Santo e pela miss\u00e3o; nesta solenidade o acento cai sobre o segundo elemento e sobre o papel do Esp\u00edrito na vida do crist\u00e3o, tem\u00e1ticas antecipadas nos textos dos dois \u00faltimos deste tempo pascal.<\/p>\n<p>O texto coloca-nos no dia da ressurrei\u00e7\u00e3o, em Jerusal\u00e9m; depois da primeira parte do dia, com a descoberta do t\u00famulo vazio, a visita de Pedro e Jo\u00e3o e das mulheres e o testemunho de Maria Madalena, chegou a tarde. O lugar n\u00e3o \u00e9 especificado, o evangelista quer atrair a aten\u00e7\u00e3o para o car\u00e1cter eclesial do acontecimento. Recordemos que para Jo\u00e3o ressurrei\u00e7\u00e3o e dom do Esp\u00edrito s\u00e3o um s\u00f3 acontecimento e, por isso, colocados no mesmo dia. A indica\u00e7\u00e3o da tarde pode, al\u00e9m disso, fazer refer\u00eancia \u00e0s reuni\u00f5es dominicais das primeiras comunidades crist\u00e3s.<\/p>\n<p>Os disc\u00edpulos, n\u00e3o somente os ap\u00f3stolos, est\u00e3o reunidos com as portas fechadas, com medo, numa situa\u00e7\u00e3o de ang\u00fastia que muda radicalmente com a chegada de Jesus que se faz presente aos seus disc\u00edpulos naquela tarde como em qualquer outra circunst\u00e2ncia ou tempo.<\/p>\n<p>Jesus \u00abveio\u00bb e est\u00e1. \u00c9 o verbo da posi\u00e7\u00e3o erecta: aquele que estava morto, agora pode estar de p\u00e9, venceu a morte. O sublinhar que Jesus est\u00e1 no meio \u00e9 muito significativo: aquele que tinha algo de importante para anunciar punha-se no meio do grupo: \u00abAnunciarei o teu nome aos meus irm\u00e3os, louvar-te-ei no meio da assembleia\u00bb (Sl 22,23). Jesus, que tinha sido abandonado \u00e0 morte &#8211; o salmo come\u00e7a com \u00abMeu Deus. meu Deus, porque me abandonaste?\u00bb &#8211; agora pode p\u00f4r-se no meio da assembleia e proclamar os louvores do Senhor. Mas Jesus faz mais: comunica-lhes a sua Paz. A sua sauda\u00e7\u00e3o \u00abPaz a v\u00f3s\u00bb (Shalom) \u00e9 um dom efectivo de paz, como o pr\u00f3prio Jesus tinha prometido: \u00ab\u00c9 a minha paz que eu vos dou; n\u00e3o a dou \u00e0 maneira do mundo\u00bb (Jo 14,27). Jesus mostra as m\u00e3os e o lado, donde tinha sa\u00eddo sangue e \u00e1gua, para mostrar a fonte da efic\u00e1cia salv\u00edfica da sua morte. Al\u00e9m disso sublinha-se a identidade entre o Senhor glorioso da Igreja e o Jesus crucificado. Os disc\u00edpulos reconhecem imediatamente Jesus, sem reservas.<\/p>\n<p>Jesus diz-lhes de novo: \u00abPaz a v\u00f3s\u00bb. Com a ressurrei\u00e7\u00e3o, Jesus deu in\u00edcio a um tempo novo, assinalado pela alegria, mas tamb\u00e9m caracterizado por uma nova tarefa confiada aos disc\u00edpulos. \u00abComo o Pai me enviou, tamb\u00e9m eu vos envio\u00bb. N\u00e3o se trata dum confronto entre duas ac\u00e7\u00f5es de envio, a do Pai em rela\u00e7\u00e3o ao Filho e deste em rela\u00e7\u00e3o aos disc\u00edpulos; \u00e9 indicada, isso sim, a forte continuidade duma \u00fanica miss\u00e3o recebida do Pai, primeiro por Jesus e agora pelos disc\u00edpulos, n\u00e3o somente aqueles, presentes em Jerusal\u00e9m, mas tamb\u00e9m os do futuro, de todas as \u00e9pocas e lugares.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o envio segue-se o dom do Esp\u00edrito Santo, em vista da miss\u00e3o de que s\u00e3o investidos os disc\u00edpulos. O gesto de Jesus reproduz o gesto primordial da cria\u00e7\u00e3o do homem, o que mostra o objectivo bem claro de sugerir que se trata aqui duma nova cria\u00e7\u00e3o. Jesus glorificado comunica o Esp\u00edrito que faz renascer o homem, concedendo-lhe poder partilhar a comunh\u00e3o com Deus.<\/p>\n<p>A seguir fala-se de perd\u00e3o dos pecados. Referindo-se a Mt 26,28 e ao que \u00e9 comum nos evangelhos, agora Jo\u00e3o explicita o conte\u00fado do mandato confiado aos disc\u00edpulos: o perd\u00e3o dos pecados, o dom da miseric\u00f3rdia. A fidelidade\u00a0 de Jesus ao Pai na sua paix\u00e3o e morte trouxe a salva\u00e7\u00e3o que se concretiza no acolhimento do pecador e na condena\u00e7\u00e3o do pecado. Gra\u00e7as \u00e0 vit\u00f3ria de Cristo a salva\u00e7\u00e3o divina prevaleceu sobre as trevas e atingiu todas as pessoas atrav\u00e9s do minist\u00e9rio dos disc\u00edpulos.<\/p>\n<p>A formula\u00e7\u00e3o em positivo e negativo deste vers\u00edculos deve-se ao estilo sem\u00edtico que exprime atrav\u00e9s dos contr\u00e1rios \u00abperdoar\/reter\u00bb a totalidade do poder misericordioso transmitido pelo Ressuscitado aos disc\u00edpulos. Salva\u00e7\u00e3o para quem cr\u00ea e acolhe o dom de Jesus, condena\u00e7\u00e3o para quem n\u00e3o se abre a Ele com f\u00e9.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. 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