{"id":9340,"date":"2020-05-15T08:00:16","date_gmt":"2020-05-15T07:00:16","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=9340"},"modified":"2020-05-14T09:26:48","modified_gmt":"2020-05-14T08:26:48","slug":"pensamento-de-edith-stein-empatia-conhecimento-e-comunhao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/pensamento-de-edith-stein-empatia-conhecimento-e-comunhao\/","title":{"rendered":"Pensamento de Edith Stein | Empatia: conhecimento e comunh\u00e3o"},"content":{"rendered":"<h5 style=\"text-align: right;\"><em>&#8216;Duas Asas&#8217; &#8211; rubrica dedicada ao pensamento e escritos de Edith Stein<\/em><\/h5>\n<h6 style=\"text-align: right;\">(Parceria com o Carmelo de Cristo Redentor &#8211; Aveiro)<\/h6>\n<hr \/>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Empatia: conhecimento e comunh\u00e3o<\/h2>\n<h4 style=\"text-align: center;\">Javier Sancho*<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde que em 1913 Edith se decidiu por aproximar-se directamente da escola fenomenol\u00f3gica, compreendeu que esse era o seu lugar. Embora seja certo que quando chega \u00e0 Universidade de Gotinga para estudar com Husserl, o faz com a inten\u00e7\u00e3o de estar ali um s\u00f3 semestre, pronto se convence de que na fenomenologia encontrou o \u00e2mbito e o m\u00e9todo onde poder desenvolver as suas investiga\u00e7\u00f5es. Por isso, poucos meses depois da sua chegada \u00e0 Universidade de Gotinga, solicita a Husserl poder realizar com ele a tese doutoral em filosofia. O tema escolhido foi o da empatia. Algo do qual Husserl falava nas suas aulas, mas que ainda n\u00e3o se tinha esclarecido profundamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De 1914 at\u00e9 1916 Edith dedica a maior parte do tempo \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o da sua tese, alternando com outros estudos e outras actividades. Na elabora\u00e7\u00e3o do seu trabalho teve uma interrup\u00e7\u00e3o de algo mais de seis meses, enquanto durou o seu voluntariado como enfermeira num hospital de guerra. Longe de supor uma interrup\u00e7\u00e3o radical, a experi\u00eancia e o contacto com os feridos e moribundos de guerra, enriqueceu e urgiu interiormente a necessidade de retomar e concluir o seu trabalho de tese. No dia 3 de Agosto de 1916 defende a sua tese titulada <em>Sobre o problema da empatia<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">3<\/a><\/em> na universidade de Friburgo, obtendo a nota m\u00e1xima.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se queremos saber como aplicar esta realidade \u00e0 leitura da B\u00edblia, teremos que esclarecer antes algumas das linhas mestras deste acto de conhecimento. O acto da empatia \u00e9, para Edith Stein, a atitude fundamental do caminho filos\u00f3fico e do caminho religioso, porque, em definitivo, trata-se da comunica\u00e7\u00e3o entre sujeitos. \u00c9 a base de uma comunica\u00e7\u00e3o aut\u00eantica. E s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel entre seres espirituais. Mas, que \u00e9 realmente a empatia? Para uma justa compreens\u00e3o conv\u00e9m distinguir tr\u00eas elementos:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 80px;\">\u2013 Eu percebo a situa\u00e7\u00e3o do outro (a sua viv\u00eancia)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 80px;\">\u2013 Fa\u00e7o minha a sua experi\u00eancia (a minha viv\u00eancia da sua)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 80px;\">\u2013 Essa viv\u00eancia que percebi no outro, percebo-a como minha viv\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Empatizar significa a uni\u00e3o destes tr\u00eas elementos, de tal modo que a finalidade do acto emp\u00e1tico n\u00e3o \u00e9 a do conhecimento simplesmente objectivo, mas a de compreender, a de encontrar o outro na sua situa\u00e7\u00e3o totalmente pessoal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A \u00abEinf\u00fchlung\u00bb (Empatia) \u00e9 um acto de conhecimento que n\u00e3o se confunde nem com a mem\u00f3ria, nem com a imagina\u00e7\u00e3o, nem com a percep\u00e7\u00e3o externa, embora tenha com elas algo em comum. <em>\u00abTodas estas variedades de viv\u00eancias de outros remetem para um g\u00e9nero b\u00e1sico de actos, em cuja viv\u00eancia estranha se exprime e que n\u00f3s depois<\/em> <em>de considerar todas as tradi\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas ligadas \u00e0 palavra, queremos designar como<\/em> <em>empatia\u00bb<\/em><a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">4<\/a>. \u00c9 o primeiro objectivo que Edith se prop\u00f5e: \u00abperceber e descrever estes actos numa grade generalidade de ess\u00eancia\u00bb. P\u00f5e o seu acento na consci\u00eancia do indiv\u00edduo enquanto \u00e9 ela que constitui o objecto. Neste sentido, a sua vis\u00e3o da consci\u00eancia \u00e9 entendida como esp\u00edrito e n\u00e3o como algo de ordem natural. A Empatia move-se neste campo espiritual. \u00c9 um pressuposto que prepara, tanto te\u00f3rica como experiencialmente \u2013 tal como acontecer\u00e1 na vida de Edith \u2013, a abertura para a experi\u00eancia m\u00edstica<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">5<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A empatia entende-se com o acto por meio do qual a realidade do \u00aboutro\u00bb se transforma em elemento da experi\u00eancia mais \u00edntima do \u00abeu\u00bb<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">6<\/a>. \u00c9 um dar-se conta, na observa\u00e7\u00e3o e na percep\u00e7\u00e3o, da alteridade, quer dizer, perceber a exist\u00eancia do \u00aboutro\u00bb e da sua experi\u00eancia<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">7<\/a>. No entanto, devemos esclarecer que, essa experi\u00eancia que eu fa\u00e7o da experi\u00eancia do \u00aboutro\u00bb, respeita a sua experi\u00eancia como uma experi\u00eancia original dele. N\u00e3o \u00e9 simplesmente alegrar-se ou entristecer-se porque o outro est\u00e1 alegre ou triste, mas ser capaz de viver a \u00absua alegria\u00bb ou a \u00absua tristeza\u00bb em si. Por meio da empatia d\u00e1-se uma rela\u00e7\u00e3o com o mundo objectivo, isto \u00e9, com o mundo que est\u00e1 mais al\u00e9m do eu<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">8<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o \u00e9 este o lugar para nos determos a desentranhar todo o processo epistemol\u00f3gico que Edith procurou realizar no seu estudo. Para o nosso prop\u00f3sito, basta-nos sublinhar aqui a import\u00e2ncia da empatia. De facto, a empatia \u00e9 o fundamento de todos os actos cognitivos (seja de car\u00e1cter emotivo ou volitivo, de ju\u00edzo ou narrativo&#8230;), gra\u00e7as \u00e0 qual se pode captar a vida ps\u00edquica e espiritual do outro. Mais ainda, a empatia \u00e9 o que justifica a possibilidade da circula\u00e7\u00e3o ou comunica\u00e7\u00e3o de experi\u00eancias entre sujeitos. Mas entendida esta comunica\u00e7\u00e3o, n\u00e3o como confus\u00e3o das experi\u00eancias de dois sujeitos, mas enquanto \u00e9 poss\u00edvel referir-se a algo que n\u00e3o sou eu, mas a realidade vivida por outro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Precisamente por isso, a aut\u00eantica empatia n\u00e3o procura \u00abdesencarnar\u00bb a experi\u00eancia do outro, mas procura viv\u00ea-la no sue lugar original, quer dizer, no outro; adquirindo \u2013 se queremos emotivamente \u2013 a realidade do sentir do outro. N\u00e3o \u00e9 estanho, por isso, que Edith Stein no estudo da empatia chegasse \u00e0 conclus\u00e3o de que o ser humano \u00e9 um ser transcendente, quer dizer, um ser que n\u00e3o se esgota na sua materialidade, mas possui uma espiritualidade que o torna capaz de entrar em comunica\u00e7\u00e3o mais al\u00e9m dos limites sensoriais e materiais<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">9<\/a>. Al\u00e9m disso, Edith Stein considera a empatia como o fundamento para que se d\u00ea uma aut\u00eantica comunidade humana, na qual os indiv\u00edduos n\u00e3o simplesmente objectos, mas sobretudo e antes d tudo sujeitos de experi\u00eancia capazes de entrar em comunh\u00e3o sem perder a sua identidade<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">10<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como se indicava anteriormente, o conte\u00fado da experi\u00eancia captada empaticamente n\u00e3o me pertence: \u00e9 a alegria ou a dor do outro, que, no entanto, sinto e vivo na minha interioridade. Fa\u00e7o experi\u00eancia interior de uma experi\u00eancia que depois de tudo n\u00e3o \u00e9 minha, vivo um sentimento que n\u00e3o \u00e9 meu. Mas esta experi\u00eancia tem ainda um significado mais profundo: empatizar significa alargar os horizontes da experi\u00eancia do eu para os horizontes do outro, \u00e9 sair do pr\u00f3prio ego\u00edsmo para penetrar no mundo da alteridade transcendente, e sabendo que a distin\u00e7\u00e3o entre o eu e o outro n\u00e3o desaparece. \u00c9, portanto, possibilidade de transcend\u00eancia, quer dizer, capacidade de sair do pr\u00f3prio eu para o outro eu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A empatia \u00e9 a possibilidade de enriquecer a pr\u00f3pria experi\u00eancia<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">11<\/a>. A viv\u00eancia do outro \u00e9 aquilo que por norma geral n\u00f3s n\u00e3o somos, e pode ser algo que nem vivemos e que talvez nunca teremos a possibilidade de experimentar. Penetrar nessa experi\u00eancia do outro, significaria ent\u00e3o, penetrar no que nos leva mais al\u00e9m, no desconhecido para mim, e que pode transformar-se num elemento mais da minha experi\u00eancia, e que me leva a <em>enriquecer a pr\u00f3pria imagem do mundo<\/em><a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">12<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas uma experi\u00eancia que s\u00f3 pode ser poss\u00edvel no sentir-com (sentir juntos), no desejo do outro, e que amplia e estende o pr\u00f3prio ser para aquilo que est\u00e1 mais al\u00e9m e que pode ser totalmente desconhecido. Este sentir-com entende-se quando <em>persiste o<\/em> <em>sentimento empatizado e se penetra nas causas<\/em><a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">13<\/a>. Neste sentido, podemos entender a empatia como energia de uni\u00e3o com o outro, algo que est\u00e1 por cima do simples sentimento da simpatia. \u00c9 abertura para o amor e a comunh\u00e3o. De facto, embora Edith ainda n\u00e3o se tenha convertido ao cristianismo quando escreve esta obra, encontramos uma afirma\u00e7\u00e3o que aplica acto da empatia \u00e0 mesm\u00edssima rela\u00e7\u00e3o com Deus. Embora esteja a apresentar uma hip\u00f3tese, Edith pensa que a empatia \u00e9 tamb\u00e9m o modo de o crente captar o amor de Deus, e o modo como Deus capta a vida do homem<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">14<\/a>. Esta \u00fanica afirma\u00e7\u00e3o oferece-nos a import\u00e2ncia da aplica\u00e7\u00e3o da empatia \u00e0 leitura da Escritura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conforme o que vimos a dizer, haveria que entender a empatia como fundamento das rela\u00e7\u00f5es pessoais e comunit\u00e1rias com os outros e com Deus. Como afirma a fil\u00f3sofa italiana Luigia Di Pinto, a empatia \u00e9 tamb\u00e9m a chave de uma vis\u00e3o optimista da realidade:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 80px;\"><em>\u00abA for\u00e7a vital da empatia \u00e9 \u2013 na minha opini\u00e3o \u2013 a chave da vis\u00e3o <strong>positiva<\/strong> que a Stein tem do mundo da vida, porque indica como uma aut\u00eantica relacionalidade emp\u00e1tica s\u00f3 se pode manifestar quando constru\u00edmos pacientemente, passo a passo, entre n\u00f3s e o mundo, uma rela\u00e7\u00e3o de familiaridade e de seguran\u00e7a, que a simb\u00f3lica de um Deus de amor \u2013 como o do Novo Testamento \u2013 pode garantir e abrir. De facto, a empatia da Stein \u00e9 a for\u00e7a vital <strong>positiva<\/strong> que empurra, por assim dizer, a tocar a vida que existe no outro e no Outro, e n\u00e3o s\u00f3 a prefigurar esquemas racionalistas e economistas por meio de rela\u00e7\u00f5es de dom\u00ednio ou de um sentimentalismo est\u00e9ril\u00bb<\/em><a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\">15<\/a><em>.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por meio da empatia torna-se poss\u00edvel a abertura amorosa enquanto capacidade de tornar presente o que sente ou vive o outro. Empatizar implica no sujeito da aceita\u00e7\u00e3o ou vontade de sair de si para encontrar e afrontar, inclusivamente, uma poss\u00edvel despropor\u00e7\u00e3o com o outro. De tal modo que a empatia \u00e9, al\u00e9m de fonte de conhecimento do outro, fundamento para o conhecimento pessoal<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\">16<\/a>. Ao ver o outro descubro ao mesmo tempo o que eu n\u00e3o sou<a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\">17<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste sentido, a empatia consiste, al\u00e9m disso, na capacidade de estabelecer um contacto vital, fundado inicialmente num interc\u00e2mbio concreto de energia vital \u2013 quer dizer, a for\u00e7a da vida sens\u00edvel \u2013, que constitui a base n\u00e3o-verbal da qual nasce o conhecimento concreto do outro, das suas viv\u00eancias, do seu contexto hist\u00f3rico, social, pol\u00edtico, cultural, econ\u00f3mico e religioso; mas um conhecimento livre de preconceitos e de categorias mentais, visto que a empatia procura conhecer o outro e a sua experi\u00eancia em si mesmo. Neste sentido, poderia dizer-se que a empatia exige n\u00e3o s\u00f3 fazer uso da intui\u00e7\u00e3o, mas sobretudo, especialmente nos adultos, leva consigo uma grande dose de \u00abascese intelectual\u00bb para se libertar de todos os poss\u00edveis preconceitos adquiridos, da argumenta\u00e7\u00e3o objectiva, e da abertura ao que \u00e9 diverso de mim e da minha experi\u00eancia, com a consci\u00eancia clara de que o mundo n\u00e3o se esgota no que eu conhe\u00e7o e vivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Edith Stein existe um sector de indiv\u00edduos melhor preparados naturalmente para p\u00f4r em acto a empatia: as crian\u00e7as, enquanto ainda n\u00e3o foram \u00abcontaminadas\u00bb pelos preconceitos; o artista, que apresenta uma maior capacidade de sensibilidade diante da realidade<a href=\"#_ftn16\" name=\"_ftnref16\">18<\/a>; e a mulher, enquanto o sue modo de conhecer e de pensar est\u00e1 mais orientado para o vivo e pessoal. Ao respeito encontramos em Edith as seguintes afirma\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 80px;\"><em>\u00abA orienta\u00e7\u00e3o da mulher vai para a pessoa viva e vai para a totalidade. Guardar, proteger, conservar, nutrir, alimentar, favorecer, ajudar no crescimento: esta \u00e9 a sua exig\u00eancia natural e substancialmente materna. O inerte, a coisa interessa-lhe principalmente enquanto serve \u00e0 pessoa viva; n\u00e3o tanto por si mesma. Daqui depende juntamente o demais: a abstrac\u00e7\u00e3o em todo o sentido \u00e9-lhe alheia por natureza. A pessoa viva que ocupa o seu cuidado \u00e9 um todo concreto que, enquanto todo, quer ser guardado e conservado, e n\u00e3o uma parte em detrimento da outra ou das outras&#8230; E a esta conduta pr\u00e1tica corresponde a te\u00f3rica: o seu modo natural de conhecer n\u00e3o \u00e9 tanto o de uma an\u00e1lise te\u00f3rica quanto o de um modo natural de ir ao concreto, de o contemplar e sentir&#8230; \u00c0 mulher&#8230; \u00e9-lhe natural e \u00e9 capaz, sintonizando e entendendo, de penetrar em campos de coisas que de por si lhe s\u00e3o estranhas e pelas quais nunca se molestaria, se n\u00e3o a levasse o interesse pela pessoa\u00bb<\/em><a href=\"#_ftn17\" name=\"_ftnref17\">19<\/a><em>.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste sentido, poderia afirmar-se que a mulher possui naturalmente uma maior capacidade de fazer uma leitura emp\u00e1tica da Escritura, que seria mais pr\u00f3pria do sexo feminino<a href=\"#_ftn18\" name=\"_ftnref18\">20<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<h5 style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\">* Javier Sancho.<em> La Biblia con ojos de mujer. Edith Stein y la Sagrada Escritura. <\/em>Editorial Monte Carmelo, 2001. Pp. 62-66.<\/h5>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Imagem de\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/users\/StockSnap-894430\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=2585603\">StockSnap<\/a>\u00a0por\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=2585603\">Pixabay<\/a><\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">3<\/a> Publicada em espanhol pela Universidade Ibero-americana, M\u00e9xico, 1995.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">4<\/a> Empatia 24-25.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">5<\/a> Sobre a rela\u00e7\u00e3o estreita entre filosofia e m\u00edstica na vida de Edite Stein veja-se o meu estudo: \u00ab<em>Do ser<\/em> <em>finito ao ser eterno<\/em>\u00bb. <em>A passagem da filosofia \u00e0 m\u00edstica em Edite Stein<\/em>, em Monte Carmelo 107 (1999) 365-387.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">6<\/a> Empatia 33.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">7<\/a> Ib. 25.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">8<\/a> Cf. ib. 51-53.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">9<\/a> Cf. ib. 147 ss.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">10<\/a> Cf. ib. 51.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">11<\/a> Ib. 42.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">12<\/a> Ib. 109.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">13<\/a> Ib. 37-38.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">14<\/a> Ib. 33.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">15<\/a> Luigia DI PINTO, <em>Il respiro de la filosof\u00eda in Edith Stein<\/em>, Ed. Giuseppe Laterza, Bari, 1999, p. 149.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\">16<\/a> Edite afirma que nos conhecemos quando nos vemos por meio da analogia com o outro: Empatia 112.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\">17<\/a> Ib. 182-183.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref16\" name=\"_ftn16\">18<\/a> Cf. CC 6-7.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref17\" name=\"_ftn17\">19<\/a> <em>O \u201cEthos\u201d da Profiss\u00e3o Feminina<\/em>, em A mulher, 30-31.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref18\" name=\"_ftn18\">20<\/a> Edite Stein demonstrou esta capacidade em v\u00e1rios dos seus escritos, embora n\u00e3o directamente em base aos textos da Sagrada Escritura. Na sua confer\u00eancia <em>A vida crist\u00e3 da mulher<\/em> (em A mulher, 81-134), oferece-nos um exemplo t\u00edpico de como chegar a uma compreens\u00e3o fenomenol\u00f3gica-emp\u00e1tica de algumas personagens em base \u00e0 an\u00e1lise de algumas obras liter\u00e1rias.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8216;Duas Asas&#8217; &#8211;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":9341,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[133,13],"tags":[],"class_list":["post-9340","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-duas-asas","category-olhares"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9340","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9340"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9340\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9343,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9340\/revisions\/9343"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9341"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9340"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9340"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9340"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}