{"id":9237,"date":"2020-05-04T08:00:46","date_gmt":"2020-05-04T07:00:46","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=9237"},"modified":"2020-05-21T09:57:20","modified_gmt":"2020-05-21T08:57:20","slug":"luis-manuel-pereira-da-silva-a-covid-19-nao-nos-demonstra-apenas-que-somos-finitos-mostra-que-somos-e-finitos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/luis-manuel-pereira-da-silva-a-covid-19-nao-nos-demonstra-apenas-que-somos-finitos-mostra-que-somos-e-finitos\/","title":{"rendered":"Lu\u00eds Manuel Pereira da Silva | A covid-19 n\u00e3o nos demonstra, apenas, que somos finitos\u2026 mostra que somos e-finitos!"},"content":{"rendered":"<h6 style=\"text-align: right;\"><strong>Letra viva | Valores de uma cultura que cuida e n\u00e3o mata<\/strong><br \/>\n<em>Rubrica dedicada \u00e0 reflex\u00e3o sobre o dever de cuidar de todos <\/em><em>e os riscos de legalizar a eutan\u00e1sia<\/em><\/h6>\n<hr \/>\n<h4 style=\"text-align: center;\"><strong>Lu\u00eds Manuel Pereira da Silva*<\/strong><\/h4>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-7998\" src=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Foto-Lu\u00eds-739x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"149\" height=\"206\" srcset=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Foto-Lu\u00eds-739x1024.jpg 739w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Foto-Lu\u00eds-217x300.jpg 217w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Foto-Lu\u00eds-768x1064.jpg 768w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Foto-Lu\u00eds-600x831.jpg 600w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Foto-Lu\u00eds-1109x1536.jpg 1109w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Foto-Lu\u00eds-1478x2048.jpg 1478w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Foto-Lu\u00eds-1200x1662.jpg 1200w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Foto-Lu\u00eds-850x1178.jpg 850w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Foto-Lu\u00eds-480x665.jpg 480w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Foto-Lu\u00eds-1320x1829.jpg 1320w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Foto-Lu\u00eds-scaled.jpg 1848w\" sizes=\"auto, (max-width: 149px) 100vw, 149px\" \/>Somos seres finitos, marcados pela finitude. Isso \u00e9 uma evid\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Mas convivemos mal com ela\u2026 Insistimos em tentar escapar-lhe, fugir dela e fazer de conta que ela n\u00e3o nos atinge.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">E porqu\u00ea? Porque \u00e9 que insistimos em tentar escapar-lhe, resultando dessa fuga uma tristeza profunda que nos debilita e angustia?<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Foi na busca de resposta a esta interroga\u00e7\u00e3o que se foi consolidando em mim a convic\u00e7\u00e3o profunda de que a nossa real assun\u00e7\u00e3o do que somos passa pela forma como reconhecemos o lugar da finitude na nossa pr\u00f3pria natureza.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Desta busca de resposta nasceu e tem crescido uma convic\u00e7\u00e3o que a circunst\u00e2ncia de pandemia em que vivemos me fez recuperar e decidir-me a partilhar.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Essa convic\u00e7\u00e3o desloca a vis\u00e3o sobre quem somos do reconhecimento de que, simplesmente, somos finitos para um outro e mais profundo reconhecimento: o de que somos e-finitos.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">A convic\u00e7\u00e3o de que somos e-finitos acompanha-me desde h\u00e1 muitos anos. Repercuti-a, ali\u00e1s, aquando da investiga\u00e7\u00e3o que fiz em bio\u00e9tica e no livro \u00abbem-nascido\u2026 mal-nascido\u2026 Do \u2018filho perfeito\u201d perfeito ao filho humano\u00bb.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">O que a e-finitude diz de n\u00f3s \u00e9 que n\u00e3o somos, apenas, seres que vivem na finitude, como se ela fosse um ap\u00eandice, um elemento estranho \u00e0 nossa pr\u00f3pria identidade. A e-finitude diz-nos seres que vivem \u2018a partir da finitude\u2019.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">A palavra que define esta nossa condi\u00e7\u00e3o \u2013 e-finitude \u2013 constru\u00ed-a a partir de um prefixo latino \u2018e ou ex\u2019 (preposi\u00e7\u00e3o que rege um ablativo) e que quer dizer \u2018de\u2026, a partir de\u2026, do interior de\u2026\u2019. Sermos e-finitos n\u00e3o \u00e9 constatar que somos, estamos na finitude. \u00c9 reconhecer muito mais do que isso. \u00c9 supor que n\u00e3o nos podemos pensar sem ter em conta que vivemos a partir da finitude.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Este simples prefixo obriga a olhar para tudo o que somos de um outro modo.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">N\u00e3o nos podemos pensar, \u00e0 maneira dos gn\u00f3sticos (curiosamente, os primeiros grandes combates do cristianismo, que afirmava a condi\u00e7\u00e3o \u2018encarnada\u2019 de Deus e a condi\u00e7\u00e3o de \u2018esp\u00edrito encarnado\u2019 que era o homem, foram travados contra as correntes gn\u00f3sticas!), repito, n\u00e3o nos podemos pensar, como os gn\u00f3sticos, de uma forma pura, incondicionada, e, depois, constatar que temos a finitude a estorvar. N\u00e3o! N\u00e3o nos podemos pensar sem supor a finitude. Tudo o que somos deve pressupor que estamos num contexto pr\u00f3prio, marcados pelo limite, sempre. Como \u00e9 importante isto, por exemplo, para discutir a liberdade humana! Quantos a pensam como se liberdade n\u00e3o fosse uma condi\u00e7\u00e3o e um exerc\u00edcio sempre condicionados! E como erram, ao supor uma liberdade humana incondicionada!<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Curiosamente, na defini\u00e7\u00e3o do ser humano como \u2018e-finito\u2019 est\u00e1 uma vis\u00e3o sobre a teodiceia que \u00e9 oportuno partilhar.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Primeiro, importa esclarecer que a teodiceia \u00e9 um \u00e2mbito da reflex\u00e3o teol\u00f3gica que, particularmente, a partir do s\u00e9culo XVII, com Leibniz, discute uma dif\u00edcil articula\u00e7\u00e3o entre a f\u00e9 em Deus Bom e a exist\u00eancia do mal. Leibniz resolvia este \u2018dilema\u2019, afirmando que este \u00e9 o melhor dos mundos\u2026<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">As circunst\u00e2ncias de pandemia em que nos encontramos fizeram reaparecer tentativas de articular os dois lados do problema com solu\u00e7\u00f5es que, em termos crist\u00e3os, s\u00e3o muito question\u00e1veis.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">H\u00e1 um crit\u00e9rio, sobre esta mat\u00e9ria, que o livro de G\u00e9nesis deixa claro: em caso algum pode ser atribu\u00edda a Deus a origem do mal. Haver\u00e1 que encontr\u00e1-la em outro \u2018lugar\u2019, pois \u00e9 contradit\u00f3rio reconhecer a bondade divina e atribuir-lhe essa possibilidade.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Nesta mat\u00e9ria, sou devedor da linha de pensamento de Andres Torres Queiruga, um te\u00f3logo espanhol com diversas obras que se debru\u00e7am sobre esta t\u00e3o dif\u00edcil mat\u00e9ria.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Em s\u00edntese, Queiruga sustenta que Deus, ao criar, como que se depara com um dilema em que opta pelo lado da salva\u00e7\u00e3o. O \u2018dilema de Deus\u2018 \u00e9 este: Deus n\u00e3o pode criar seres absolutos, sem limite; isso seria contradit\u00f3rio, pois n\u00e3o h\u00e1 dois absolutos. A criatura, a cria\u00e7\u00e3o, \u2018limitaria\u2019 o outro absoluto, Deus. Ent\u00e3o, Deus sabe que criar\u00e1 seres finitos, impossivelmente absolutos.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Perante esta certeza, decorrente da natureza de se ser criatura, Deus tem de decidir: ou criar, sabendo que a criatura ser\u00e1, essencialmente, finita, ou, ent\u00e3o, simplesmente, desistir e n\u00e3o criar.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">A decis\u00e3o de Deus \u00e9 pela salva\u00e7\u00e3o: salvar do nada o que, sem a a\u00e7\u00e3o criadora, nada seria.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Logo, a finitude \u00e9 condi\u00e7\u00e3o\u00a0<em>sine qua non<\/em>\u00a0(sem a qual n\u00e3o se pode ser) da criatura. No desejo de Deus, a criatura \u00e9 pretendida como infinita, mas tal n\u00e3o pode realizar-se, efetivamente, porque a criatura \u00e9, sempre, finita. E por s\u00ea-lo, intrinsecamente, &#8211; digo eu \u2013 tem de pensar-se e agir a partir da finitude, como \u2018e-finita\u2019.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Uma leitura fina desta perspetiva compreende, rapidamente, que a aceita\u00e7\u00e3o da defici\u00eancia, da doen\u00e7a, da fragilidade, n\u00e3o \u00e9 o reconhecimento de algo que nos \u00e9 estranho: n\u00e3o! \u00c9 o reconhecimento da igual condi\u00e7\u00e3o de todos. Como tenho afirmado, a prop\u00f3sito da reflex\u00e3o feita no livro \u2018bem-nascido\u2026 mal-nascido\u2026\u2019, a defici\u00eancia \u00e9 condi\u00e7\u00e3o de todos n\u00f3s que, em alguns de entre n\u00f3s, se torna mais vis\u00edvel; mas \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o de todos.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Ali\u00e1s, uma das mais prov\u00e1veis etimologias para a palavra \u2018humano\u2019 (outras podem ser invocadas, seguramente!) f\u00e1-la derivar de \u2018h\u00famus\u2019, repercutindo, como \u00e9 not\u00f3rio, o sentido da palavra de G\u00e9nesis para designar a humanidade, na sua origem, \u2018Ad\u00e3o\u2019 \u2013 \u2018aquele que \u00e9 tirado da terra\u2019.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">A longa reflex\u00e3o crist\u00e3 sobre quem \u00e9 o Homem tem sido firme no reconhecimento de que somos d\u00e9beis, fr\u00e1geis e na afirma\u00e7\u00e3o de que isso nos define. Teremos de nos pensar a partir da\u00ed e n\u00e3o apesar disso. A nega\u00e7\u00e3o da nossa fragilidade \u00e9 o principal fator de aliena\u00e7\u00e3o, de nega\u00e7\u00e3o da humanidade (agora, compreendida como aquela que \u00e9 feita do \u2018h\u00famus\u2019).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">A covid-19 tornou evidente como somos fr\u00e1geis. Atribuir a Deus essa origem \u00e9 errar o alvo, cometendo uma dupla injusti\u00e7a: por atribuir a Quem n\u00e3o \u00e9 devido e por n\u00e3o atribuir ao que \u00e9 devido. A Deus n\u00e3o deve atribuir-se a causa do mal, mas a fonte para dele se sair. Essa \u00e9 a via de resposta do Cristianismo para a problem\u00e1tica do mal. De Deus deve esperar-se a salva\u00e7\u00e3o e n\u00e3o procurar n\u2019Ele a origem do mal que, antes, emerge da condi\u00e7\u00e3o e-finita da criatura.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">A pergunta n\u00e3o poder\u00e1 ser, nunca, \u2018que mal fiz eu a Deus?\u2019, mas antes, \u2018que salva\u00e7\u00e3o posso esperar de Deus para esta situa\u00e7\u00e3o?\u2019.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">A covid-19, sendo evidente que resulta da condi\u00e7\u00e3o finita em que nos realizamos, interpela a que nos reconhe\u00e7amos na comum condi\u00e7\u00e3o para dela nos erguermos juntos, aspirando \u00e0 liberta\u00e7\u00e3o que \u00e9 sempre fr\u00e1gil e condicionada.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Quem dera que, neste per\u00edodo de quarentena for\u00e7ada, se esteja a gerar, como num silencioso \u00fatero, a sabedoria que nos \u2018devolva\u2019 o reconhecimento de que todos somos irm\u00e3os nesta comum condi\u00e7\u00e3o e-finita, de modo a emergir daqui um outro modo de nos pensarmos juntos! Porque a e-finitude \u00e9, necessariamente, uma condi\u00e7\u00e3o de humildade (o outro rosto daquele que \u00e9 feito de \u2018h\u00famus\u2019).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Quem sabe?&#8230;<\/p>\n<h6 style=\"text-align: right;\">*Professor, Presidente da Comiss\u00e3o Diocesana da Cultura e autor de &#8216;Bem-nascido&#8230; Mal-nascido&#8230;&#8217;<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Artigo originalmente publicado em <a href=\"http:\/\/teologicus.blogspot.com\/search?q=eutan%C3%A1sia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">www.teologicus.blogspot.com<\/a><\/h6>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Imagem de\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/users\/Bellezza87-153599\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=333643\">Bellezza87<\/a>\u00a0por\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=333643\">Pixabay<\/a><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Letra viva |<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":9238,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46,151,55,13],"tags":[],"class_list":["post-9237","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-autores","category-covid-19","category-luis-manuel-pereira-da-silva","category-olhares"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9237","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9237"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9237\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9418,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9237\/revisions\/9418"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9238"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9237"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9237"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9237"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}