{"id":9119,"date":"2020-04-17T08:00:38","date_gmt":"2020-04-17T07:00:38","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=9119"},"modified":"2020-04-15T21:05:49","modified_gmt":"2020-04-15T20:05:49","slug":"edith-stein-o-homem-perfeito-o-homem-evangelico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/edith-stein-o-homem-perfeito-o-homem-evangelico\/","title":{"rendered":"Edith Stein | O homem perfeito: o homem evang\u00e9lico"},"content":{"rendered":"<h5 style=\"text-align: right;\"><em>&#8216;Duas Asas&#8217; &#8211; rubrica dedicada ao pensamento e escritos de Edith Stein<\/em><\/h5>\n<h6 style=\"text-align: right;\">(Parceria com o Carmelo de Cristo Redentor &#8211; Aveiro)<\/h6>\n<hr \/>\n<h4 style=\"text-align: center;\">Edith Stein*<\/h4>\n<h5 style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\">Numa das suas \u00faltimas confer\u00eancias, lida na cidade de Berlim em 1933 e titulada <em>Forma\u00e7\u00e3o da juventude \u00e0 luz da f\u00e9 cat\u00f3lica<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">59<\/a><\/em>, Edith procura desenhar a imagem do homem \u2013 o que tem de chegar a ser \u2013 a partir das palavras de Jesus. Parte desses textos evang\u00e9licos onde se pergunta directamente a Jesus:<\/h5>\n<ul>\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ul>\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ul>\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>\n<h5>Mt 19, 18: \u00ab<em>que hei-de fazer de bom para alcan\u00e7ar a vida eterna?<\/em>\u00bb<\/h5>\n<\/li>\n<li>\n<h5>Mt 22, 37: \u00ab<em>qual \u00e9 o maio mandamento da Lei?<\/em>\u00bb<\/h5>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<h5 style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\">As respostas de Jesus, embora em diversos contextos, oferecem um conte\u00fado semelhante:<\/h5>\n<ul>\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ul>\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ul>\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>\n<h5>Mt 19, 18: \u00ab<em>guarda os mandamentos<\/em>\u00bb.<\/h5>\n<\/li>\n<li>\n<h5>Mt 22, 36-40: \u00ab<em>Amar\u00e1s o Senhor teu Deus<\/em>&#8230; <em>Amar\u00e1s o pr\u00f3ximo como a ti<\/em> <em>mesmo<\/em>. <em>Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas<\/em>\u00bb.<\/h5>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<h5 style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\">E a conclus\u00e3o de Edith em base a estes textos \u00e9 a seguinte:<\/h5>\n<h5 style=\"text-align: justify; padding-left: 160px;\"><em>\u00abTendo em conta tudo isto, entende-se que o aut\u00eantico crist\u00e3o \u00e9 aquele que observa os mandamentos, mas fazendo preceder no cumprimento dos mesmos, o cumprimento perfeito do maior de todos: o amor perfeito ao Senhor.<\/em><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: justify; padding-left: 160px;\"><em>Do amor de Deus procedem imediatamente o temo reverencial e a adora\u00e7\u00e3o; o amor ao pr\u00f3ximo, amor fraterno por todos os filhos de Deus, e o conseguinte comportamento com eles; do amor a Deus procede o amor a si que nasce do amor a Deus (de facto temos que \u201camar o pr\u00f3ximo como a n\u00f3s mesmos\u201d), e da\u00ed o comportamento adequado connosco mesmos. O homem que vive deste modo n\u00e3o ostenta uma perfei\u00e7\u00e3o simplesmente natural, mas vive de um princ\u00edpio sobrenatural. De facto, podemos amar a deus porque Ele nos amou primeiro&#8230; O amor a Deus \u00e9 esse \u00fanico necess\u00e1rio que o Senhor prop\u00f5es \u00e0 atarefada Marta<\/em> (cf. Lc 10, 41-42)<em>\u00bb<\/em><a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">60<\/a><em>.<\/em><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\">No mandamento do amor, na sua tr\u00edplice direc\u00e7\u00e3o (Deus, o pr\u00f3ximo, n\u00f3s mesmos), Edith descobre o fundamento do homem perfeito<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">61<\/a>. E esse ser\u00e1, ent\u00e3o, o objectivo primordial de todo o trabalho formativo e educativo. Mais ainda, observa na vida de Jesus a chave exeg\u00e9tica do mandamento do amor: \u00ab<em>Toda a doutrina de Jesus<\/em> <em>pode ser interpretada como uma exegese dos mandamentos e das disposi\u00e7\u00f5es da Lei<\/em> <em>como mandamento do amor<\/em>\u00bb<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">62<\/a>. Mas este amor n\u00e3o \u00e9 um simples ideal inalcan\u00e7\u00e1vel com as for\u00e7as naturais do homem. Este amor s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel a partir da configura\u00e7\u00e3o com Cristo, desde a uni\u00e3o com Deus. E o homem tema cesso a este amor dispondo-se activamente. Radica a\u00ed a santidade. A perfei\u00e7\u00e3o, tal como Cristo a apresenta, consiste numa \u00ab<em>disposi\u00e7\u00e3o da alma<\/em>\u00bb:<\/h5>\n<h5 style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>\u00abO justo tem as rendas da sua alma nas suas m\u00e3os, \u00e9 senhor de si mesmo; n\u00e3o existe nada nele, nem entre as criaturas, que tenha a capacidade de apoderar-se dele. Mas ele \u00e9 dono de si s\u00f3 para se entregar a outro dono, ao seu Dono, Deus;&#8230; com o abandono de um filho amoroso e confiado, que entrega completamente ao Pai a si mesmo e a programa\u00e7\u00e3o da sua vida\u00bb<\/em><a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">63<\/a><em>.<\/em><\/h5>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><strong>Na din\u00e2mica das Bem-aventuran\u00e7as<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-6740 alignleft\" src=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/id_edith_stein_3.jpg\" alt=\"\" width=\"190\" height=\"245\" \/>O caminho ou via que Cristo tra\u00e7a no Evangelho para conseguir essa plenitude no amor tem um rosto real nas Bem-aventuran\u00e7as e nos conselhos evang\u00e9licos. Edith n\u00e3o se det\u00e9m nestes \u00faltimos, mas noutra obra escrever\u00e1: \u00abIsto \u00e9 o que Maria pede aos seus filhos, e o que o seu Filho aconselhar\u00e1 aos seus amigos: o caminho da pobreza, obedi\u00eancia e castidade. Pedem isto porque este \u00e9 o caminho que eles mesmos elegeram. E t\u00eam-no que percorrer porque \u00e9 o caminho real da perfei\u00e7\u00e3o, indicado pela mesma Sant\u00edssima Trindade\u00bb<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">64<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s Bem-aventuran\u00e7as Edith det\u00e9m-se a esquadrinhar o significado de cada uma delas, constatando que o amor \u00e9 a raiz de todas as virtudes. Julgo que as suas palavras s\u00e3o suficientemente claras que n\u00e3o necessitam de coment\u00e1rios ulteriores. Por outro lado, trata-se de um texto ainda in\u00e9dito em l\u00edngua portuguesa. Seguimos literalmente a sua reflex\u00e3o \u00e0 luz do texto de Mt 5, 1-12<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">65<\/a>:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px; text-align: justify;\">\u00ab<em>Bem-aventurados os pobres em esp\u00edrito<\/em>\u00bb. Esta afirma\u00e7\u00e3o t\u00e3o mal compreendida e indevidamente usada, em modo blasfemo, Jesus refere-a aos <em>humildes<\/em> e aos que <em>temem a Deus.<\/em> Devem ser nomeados em primeiro lugar, porque o temor de Deus \u00e9 o princ\u00edpio da sabedoria. O homem que teme a Deus sabe que tudo o que \u00e9 do mundo \u00e9 \u00abvaidade e presun\u00e7\u00e3o do esp\u00edrito\u00bb, que tudo \u2013 inclu\u00eddo ele pr\u00f3prio \u2013 \u00e9 um nada diante de Deus. Aqueles que n\u00e3o temem a Deus s\u00e3o orgulhosos e presun\u00e7osos, que se consideram grandes porque possuem bens e dons terrenos e apenas cobi\u00e7am estes. \u00c9 por isso que \u00e9 dif\u00edcil ser pobre em esp\u00edrito se se possuem bens terrenos, e o conselho do Senhor ao jovem rico \u00e9 : \u201c<em>Se queres ser perfeito<\/em>, <em>vai<\/em>, <em>vende o que tens<\/em>, <em>d\u00e1-o aos pobres<\/em>\u201d (Mt 19, 21).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 40px;\">\u00ab<em>Bem-aventurados os mansos porque possuir\u00e3o a terra<\/em>\u00bb. Por terra entende-se a \u201cterra dos vivos\u201d, a segura heran\u00e7a eterna. \u00c9 aos mansos que \u00e9 feita a promessa, aos que n\u00e3o resistem ao mal, mas vencem o mal com o bem (temos aqui, com efeito, um \u201cmandamento maior\u201d que o Senhor contrap\u00f4s expressamente aos do Antigo Testamento: <em>Eu<\/em>, <em>por\u00e9m<\/em>, <em>digo-vos<\/em>: <em>amai os vossos inimigos<\/em>). Vai tamb\u00e9m recordado, aqui, que o Senhor \u00e9 exemplo destas duas fundamentais virtudes crist\u00e3s: \u201c<em>Aprendei de<\/em> <em>mim que sou manso e humilde de cora\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d (Mt 11, 29).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 40px;\">\u00ab<em>Bem-aventurados os que choram<\/em>, <em>porque ser\u00e3o consolados<\/em>\u00bb. Os que se voltam para Deus devem renunciar ao que amavam neste mundo, e isto n\u00e3o acontece sem dor. Mas o Esp\u00edrito-Par\u00e1clito cumula-os por este seu gesto de alegria celeste.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 40px;\">\u00ab<em>Bem-aventurados os que t\u00eam fome e sede de justi\u00e7a<\/em>, <em>porque ser\u00e3o saciados<\/em>\u00bb. Estes s\u00e3o aqueles que desejam o verdadeiro, o bem imut\u00e1vel. Mas a justi\u00e7a n\u00e3o \u00e9 sen\u00e3o a perfei\u00e7\u00e3o, que consiste em cumprir a vontade de Deus; tal cumprimento \u00e9 por si mesmo saciedade, sacia por si s\u00f3; o Senhor diz efetivamente: \u201c<em>O meu alimento \u00e9 fazer a<\/em> <em>vontade d\u2019Aquele que me enviou<\/em>\u201d (Jo 4, 34); esta \u00e9 a \u00e1gua bebendo da qual n\u00e3o se ter\u00e1 mais sede, \u201c<em>a \u00e1gua que jorra para a vida eterna<\/em>\u201d (Jo 4, 14).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 40px;\">\u00a0\u00ab<em>Bem-aventurados os misericordiosos porque alcan\u00e7ar\u00e3o miseric\u00f3rdia<\/em>. <em>Bem-aventurados os puros de cora\u00e7\u00e3o porque ver\u00e3o a Deus<\/em>\u00bb. Os puros de cora\u00e7\u00e3o s\u00e3o aqueles que est\u00e3o livres de \u00e1vidos desejos de coisas mundanas, e tamb\u00e9m aqueles que n\u00e3o est\u00e3o mais cheios de si, e satisfeitos de si mesmos e do desejo de se fazer valer a si mesmos. S\u00e3o aqueles pobres em esp\u00edrito que j\u00e1 reconheceram a vaidade de tudo o que \u00e9 mundano, e com este conhecimento dirigiram o seu olhar para Deus. Esses s\u00e3o <em>simples<\/em>, <em>simplificados<\/em> porque possuem <em>um \u00fanico<\/em> desejo; e porque o Senhor se deixa encontrar por aqueles que o procuram com todo o cora\u00e7\u00e3o, esses ver\u00e3o a Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 40px;\">E porque s\u00f3 uma coisa domina neles, e nada neles se op\u00f5e ao Senhor, s\u00e3o <em>os <\/em><em>construtores de paz<\/em>, em harmonia com Deus e consigo mesmos, e por isso <em>filhos de Deus<\/em>, imagem de Deus; neles as cobi\u00e7as s\u00e3o amansadas e submetidas \u00e0 raz\u00e3o, \u00e9 restaurada neles a harmonia original, restaurada a paz, e procedem em paz com todos os que de modo semelhante s\u00e3o homens de boa vontade: esta \u00e9 a vida da perfeita sabedoria, que nada de exterior pode perturbar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 40px;\">Tais homens s\u00e3o pedras de trope\u00e7o para os pr\u00edncipes deste mundo e para os seus sequazes. Por isso, t\u00eam que ser <em>persegui\u00e7\u00f5es por causa da justi\u00e7a<\/em>, mas desse modo ser\u00e1 deles o Reino dos C\u00e9us.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta longa reflex\u00e3o de Edith sobre o sentido das Bem-aventuran\u00e7as, coloca-nos diante dos valores essenciais do Reino, da plenitude do homem. Todo o homem foi chamado a realizar na sua vida esta alt\u00edssima voca\u00e7\u00e3o: \u00e9 a mesma para todos, sem nenhuma diferen\u00e7a: \u201c<em>j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 judeu nem grego<\/em>; <em>nem escravo nem livre<\/em>; <em>nem homem<\/em> <em>nem mulher<\/em>, <em>pois todos v\u00f3s sois um s\u00f3 em Cristo Jesus<\/em>\u201d (Gl 3,28)<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">66<\/a>. Certamente cada um realizar\u00e1 este \u00fanico fim vocacional a partir do seu carisma pr\u00f3prio e pessoal (cf. 1 Co 12)<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">67<\/a>, desde um chamamento particular a exprimir de formas diferentes esse amor (cf. a un\u00e7\u00e3o de Bet\u00e2nia: Mt 26, 6-13)<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">68<\/a>. E entre essas formas convinha considerar, com um claro fundamento b\u00edblico, a diversidade entre homem e mulher: \u201c<em>homem e mulher os<\/em> <em>criou<\/em>\u201d (Gn 1, 27)<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">69<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">59<\/a> Em ESW XII, 209-230.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">60<\/a> ESW XII, 216-217.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">61<\/a> Um desenvolvimento do que significa para Edite uma vida na tr\u00edplice direc\u00e7\u00e3o do amor encontramo-lo amplamente desenvolvido no seu escrito <em>O mist\u00e9rio do Natal<\/em>, em Obras 380-386. Nesta obra fala-nos da realiza\u00e7\u00e3o do amor como: ser um com Deus, ser um em Deus, e cumprir a vontade de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">62<\/a> Ib. 216, nota 9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">63<\/a> Ib. 219.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">64<\/a> <em>A festa dos Reis Magos<\/em> (1942), em Obras 251-252.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">65<\/a> Ib. 217-219.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">66<\/a> ESW XII, 219-220.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">67<\/a> Ib. 220.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">68<\/a> Ib.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">69<\/a> Ib. 220-221.<\/p>\n<h6 style=\"text-align: right; padding-left: 120px;\">*Edith Stein, <em>La Formaci\u00f3n de la Juventud a la Luz de la f\u00e9 Cat\u00f3lica<\/em>, <em>Obras Completas IV, Escritos Antropol\u00f3gicos y pedag\u00f3gicos<\/em>. Coeditores: Espiritualidad \u2013 Monte Carmelo \u2013 El Carmen, 2003.<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Imagem de\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/users\/Skitterphoto-324082\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=2498605\">Rudy and Peter Skitterians<\/a>\u00a0por\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=2498605\">Pixabay<\/a><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8216;Duas Asas&#8217; &#8211;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":9121,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[133,13],"tags":[],"class_list":["post-9119","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-duas-asas","category-olhares"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9119","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9119"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9119\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9122,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9119\/revisions\/9122"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9121"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9119"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9119"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9119"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}