{"id":8994,"date":"2020-04-08T15:12:14","date_gmt":"2020-04-08T14:12:14","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=8994"},"modified":"2020-04-08T15:12:14","modified_gmt":"2020-04-08T14:12:14","slug":"o-crucificado-ressuscitou-pinturas-e-livros-de-arte-para-contemplar-a-pascoa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/o-crucificado-ressuscitou-pinturas-e-livros-de-arte-para-contemplar-a-pascoa\/","title":{"rendered":"O Crucificado ressuscitou: Pinturas e livros de arte para contemplar a P\u00e1scoa"},"content":{"rendered":"<div class=\"col-xs-12 col-sm-12 col-md-8 col-lg-8\">\n<h6 style=\"text-align: right;\">Artigo e fotos recolhidos do <a href=\"https:\/\/www.snpcultura.org\/o_crucificado_ressuscitou_pinturas_e_livros_de_arte_para_contemplar_a_pascoa.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">SNPC<\/a><\/h6>\n<\/div>\n<div class=\"col-xs-12 col-sm-12 col-md-8 col-lg-8\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre a curiosidade dos passantes, naquele dia de abril talvez do ano 30, havia um piquete militar romano chefiado por um centuri\u00e3o, o \u201cexactor mortis\u201d, aquele que deveria ter verificado a execu\u00e7\u00e3o capital daquele condenado, o galileu Jesus de Nazar\u00e9, que sobre os ombros arrastava penosamente o \u201cpatibulum\u201d, ou seja, a trave transversal que seria colocada sobre a estaca vertical, j\u00e1 cravada no terreno da pequena colina, o G\u00f3lgota, em aramaico \u201ccr\u00e2nio\u201d, em latim \u201ccalvarium\u201d, lugar da crucifica\u00e7\u00e3o. Sobre essa cena poder\u00edamos folhear em sobreimpress\u00f5es as emocionantes imagens do Cristo que carrega a cruz, esgotando-se a prosseguir na neve estriada de sangue que se derrama das feridas das precedentes torturas infligidas pelos soldados romanos, tal como prop\u00f4s Andrei Tarkovski no sue admir\u00e1vel filne \u201cAndrei Rublev\u201d (1966).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No fim, o espet\u00e1culo macabro, infelizmente sempre apreciado por uma pequena multid\u00e3o de s\u00e1dicos reprimidos, conclui-se com a crucifica\u00e7\u00e3o e a respetiva morte por sufocamento do condenado. Sobre o eixo vertical da cruz, num placa, \u00e9 colocado o \u201ctitulus\u201d, isto \u00e9, a causa da acusa\u00e7\u00e3o, escrito em latim, a l\u00edngua oficial, em grego, a l\u00edngua ent\u00e3o internacional, e no hebraico local: \u201cJesus nazareno rei dos Judeus\u201d, que se tornar\u00e1, nos s\u00e9culos seguintes, no acr\u00f3nimo INRI (\u201cJesus Nazarenus Rex Iudeorum\u201d). O Crucificado, antes de se extinguir, emitir\u00e1 sete frases que, s\u00e9culos depois, na m\u00fasica de Haydn se tornar\u00e3o um emocionante lamento universal, enquanto que para a f\u00e9 dos crist\u00e3os ser\u00e3o sempre o extremo testamento do seu Deus que morre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ningu\u00e9m naquela primaveril tarde de Jerusal\u00e9m \u2013 era a hora nona, ou seja, as tr\u00eas horas \u2013 teria imaginado que aquela cena tr\u00e1gica, n\u00e3o rara durante o f\u00e9rreo regime do governador imperial da Palestina P\u00f4ncio Pilatos, se tornaria num estandarte simb\u00f3lico destinado a atravessar os mil\u00e9nios. Aquela cruz transformar-se-ia para toda a cultura ocidental num \u00abtema planet\u00e1rio\u00bb. \u00c9 este o subt\u00edtulo que um dos maiores historiadores da arte crist\u00e3 contempor\u00e2neos, o franc\u00eas Fran\u00e7ois Boespflug, deu a um seu imponente \u201ccat\u00e1logo\u201d emblem\u00e1tico das representa\u00e7\u00f5es da crucifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"col-xs-12\" style=\"text-align: justify;\">\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.snpcultura.org\/imagens\/crucificacao_20200408_pc.jpg\" alt=\"Imagem\" width=\"100%\" \/><span class=\"legenda_imagem_xs_sm_md\">&#8220;Ret\u00e1bulo de Isenheim&#8221; (det.) | Matthias Gr\u00fcnewald | 1512<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"col-xs-12 col-sm-12 col-md-8 col-lg-8\" style=\"text-align: justify;\">\nNum desfile impressionante de imagens, acompanhadas de fichas que muitas vezes s\u00e3o semelhantes a narra\u00e7\u00f5es, apresentam-se as mais c\u00e9lebres e as mais modestas, as mais antigas e as mais recentes representa\u00e7\u00f5es art\u00edsticas deste acontecimento capital da hist\u00f3ria humana. \u00c9 imposs\u00edvel fazer uma sele\u00e7\u00e3o neste mapa intermin\u00e1vel, contudo sempre original: pense-se que s\u00f3 a partir de 1945 s\u00e3o dezenas e dezenas as \u201cCrucifica\u00e7\u00f5es\u201d que fluem diante do leitor desta obra, cruzando artistas totalmente inesperados, capazes de desmentir a \u201cvulgata\u201d do div\u00f3rcio entre arte e f\u00e9 consumada no s\u00e9culo XX. Sem referir, depois, que o olhar de Boespflug se alarga at\u00e9 \u00e0 \u00c1frica, \u00c1sia, Am\u00e9rica Latina e at\u00e9 \u00e0 Austr\u00e1lia e Oce\u00e2nia.<\/p>\n<p>Se me pedissem para optar pelo menos por um exemplo, ainda que a custo de ser \u00f3bvio, reproporia o provocat\u00f3rio e desconcertante \u201cRet\u00e1bulo de Isenheim\u201d, o pol\u00edptico que Matthias Gr\u00fcnewald pintou entre 1512 e 1514, e que est\u00e1 agora guardado no museu de Colmar, na Als\u00e1cia. Descrever aquela cena \u00e9 diminuir-lhe a escandalosa brutalidade com os rudes tronchos de madeira da cruz, com o corpo l\u00edvido de Cristo, o seu t\u00f3rax inchado, os p\u00e9s que se torcem, os dedos que se estendem desesperados, a cabe\u00e7a dependurada at\u00e9 partir o pesco\u00e7o, debaixo de um c\u00e9u tenebroso\u2026 Mas a publica\u00e7\u00e3o quase contempor\u00e2nea de um surpreendente pequeno ensaio de um conhecido historiador franc\u00eas, Thierry Lentz, impele-me a propor outro exemplo.<\/p>\n<p>\u201cVel\u00e1squez: i chiodi della Passione\u201c \u00e9 como se intitula este livrinho muito original que \u00e9 a narra\u00e7\u00e3o hist\u00f3rico-cr\u00edtica, est\u00e9tica e teol\u00f3gica da peregrina\u00e7\u00e3o ao museu do Prado diante deste Crucificado, um \u00f3leo sobre tela de 1632, que o estudioso agn\u00f3stico viveu e reprop\u00f5e aos seus leitores. Dela nasce a narra\u00e7\u00e3o de uma experi\u00eancia existencial extraordin\u00e1ria na qual aquele homem crucificado \u2013 que emerge de um fundo totalmente escuro, com o seu corpo nu de carne luminosa, quase de p\u00e9 e solene sobre aquela cruz que se torna o seu trono (n\u00e3o \u00e9 por acaso que uma nuvem dourada envolve a sua cabe\u00e7a inclinada) \u2013 interpela o espetador sem o fixar nos olhos, e sem o interrogar diretamente. Boespflug, na ficha que dedica a este quadro, intui-lhe \u00abum sil\u00eancio de morte; mas a serenidade que dele emana j\u00e1 fala da vit\u00f3ria sobre a morte\u00bb. E Lentz, por sua vez, conclui: \u00abDiego Vel\u00e1squez conseguiu pintar o sil\u00eancio\u00bb. E confessa: \u00abIgnoro por que, ainda que tenham passado milh\u00f5es de visitantes transitando ou detendo-se diante desta \u201cCrucifica\u00e7\u00e3o\u201d, tive a estranha sensa\u00e7\u00e3o de que ela me tenha \u201cfalado\u201d precisamente a mim\u00bb.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"col-xs-12\" style=\"text-align: justify;\">\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.snpcultura.org\/imagens\/crucificacao2_20200408_pc.jpg\" alt=\"Imagem\" width=\"100%\" \/><span class=\"legenda_imagem_xs_sm_md\">&#8220;Ressurrei\u00e7\u00e3o&#8221; | Diego Vel\u00e1zquez<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"col-xs-12 col-sm-12 col-md-8 col-lg-8\" style=\"text-align: justify;\">\nEste seu reconhecimento pessoal \u00e9 fundado. Na minha biblioteca h\u00e1 centenas de ensaios e tratados exeg\u00e9ticos sobre a paix\u00e3o e morte de Jesus, mas talvez nenhum deles estaria em condi\u00e7\u00f5es de suscitar n\u00e3o digo num agn\u00f3stico, mas inclusive num crente, uma emo\u00e7\u00e3o como esta. Tinha raz\u00e3o um ateu declarado como Emile Cioran quando se compadecia dos te\u00f3logos que, apesar de o terem assediado com os seus refinados percursos especulativos, n\u00e3o tinham sido capazes de reconhecer um dado elementar: \u00abDe cada vez que escuto a \u201cMissa em Si menor\u201d ou a \u201cPaix\u00e3o segundo Mateus\u201d, ou uma cantata de Bach, tenho de confessar que Deus deve existir, e \u00e9 esta a \u00fanica prova que os te\u00f3logos negligenciaram\u00bb. Mas chegados a este ponto, n\u00e3o podemos ignorar que os Evangelhos n\u00e3o consideram a morte de Cristo na cruz o estu\u00e1rio definitivo de uma exist\u00eancia votada ao abismo do sil\u00eancio sepulcral.<\/p>\n<p>\u00c9 assim que, ap\u00f3s as horas da agonia, a treva da morte e o ventre do t\u00famulo, surge o sol da aurora da P\u00e1scoa. \u00c9 \u00abo paradoxo da ressurrei\u00e7\u00e3o\u00bb, como se intitula uma recolha de artigos teol\u00f3gicos organizada por Antonio Landi, recentemente publicada, \u00faltimo elo de uma cadeia bibliogr\u00e1fica infinita. Aqui, ainda que n\u00e3o se abandone completamente o terreno da hist\u00f3ria, adentramo-nos noutras fronteiras, as da f\u00e9 e do esp\u00edrito. A guiar-nos at\u00e9 l\u00e1 pode ser mais uma vez a arte, que \u2013 como sugeria Paul Klee \u2013 n\u00e3o se contenta como vis\u00edvel, mas representa o invis\u00edvel que se oculta no vis\u00edvel. \u00c9 de novo Fran\u00e7ois Boespflug, acompanhado desta vez por uma estudiosa italiana de iconografia bizantina, Emanuela Fogliadini, a centrar-se sobre este tema mais \u00e1rduo, a \u201cRessurrei\u00e7\u00e3o de Cristo\u201d, com que a arte do Oriente e do Ocidente se confrontou.<\/p>\n<p>Trata-se de uma tarefa que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil para os artistas, porque os Evangelhos can\u00f3nicos calam o ato em si do \u00abdespertar e erguer-se\u00bb de Cristo do t\u00famulo (tal \u00e9 o valor dos verbos gregos usados), permanecendo suspensos entre o \u201cantes\u201d do sepulcro escancarado e o \u201cdepois\u201d dos encontros ou \u00abapari\u00e7\u00f5es\u00bb do Ressuscitado. A este vazio supriram os evangelhos ap\u00f3crifos, mas sobretudo a criatividade art\u00edstica. E eis-nos, assim, perante as cinquenta representa\u00e7\u00f5es selecionadas nesta esp\u00e9cie de \u00e1lbum que parte de uma das mais antigas representa\u00e7\u00f5es do Ressuscitado sentado diante do seu t\u00famulo, um painel de marfim do castelo Sforzesco de Mil\u00e3o, para chegar a um acr\u00edlico sobre tela do jovem pintor croata Nicola Sari\u0107 (35 anos), com a sua \u201cNova cria\u00e7\u00e3o\u201d, que quer incarnar as palavras de Cristo glorioso do Apocalipse: \u00abEis que fa\u00e7o novas todas as coisas\u00bb (21,5).<\/p>\n<p>E se tamb\u00e9m para a ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo tiv\u00e9ssemos de optar nesta galeria extraordin\u00e1ria por uma pintura-estandarte, partilhar\u00edamos a escolha da capa do volume de Boespflug-Fogliadino com o poderoso e inesquec\u00edvel \u201cCristo que sai do sepulcro\u201d, o fresco que Piero della Francesca executou entre 1463 e 1465 para o Pal\u00e1cio dos Conservadores da sua cidade, Sansepolcro, \u00aba mais bela pintura do mundo\u00bb, como a definiu o escritor ingl\u00eas Aldous Huxley.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"col-xs-12\" style=\"text-align: justify;\">\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.snpcultura.org\/imagens\/ressurreicao2_20200408_pc.jpg\" alt=\"Imagem\" width=\"100%\" \/><span class=\"legenda_imagem_xs_sm_md\">&#8220;Ressurrei\u00e7\u00e3o&#8221; | Piero della Francesca<\/span><\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"col-xs-12 col-sm-12 col-md-8 col-lg-8\" style=\"text-align: right;\"><span class=\"autor\">Card. Gianfranco Ravasi<br \/>\nPresidente do Conselho Pontif\u00edcio da Cultura<br \/>\nIn\u00a0<a href=\"http:\/\/www.cultura.va\/content\/cultura\/it\/organico\/cardinale-presidente\/texts\/ilsole24ore\/crucifixus.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Conselho Pontif\u00edcio da Cultura<\/a><br \/>\nTrad.: Rui Jorge Martins<br \/>\nImagem: &#8220;Ressurrei\u00e7\u00e3o&#8221; (det.) | Piero della Francesca<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"ficha_tecnica_multimedia\" style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/www.wook.pt\/livro\/crucifixion-francois-boespflug\/23201501\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u201cCrucifixion\u201d (Francois Boespflug)<\/a><br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/Velasquez-chiodi-croce-storico-Prado\/dp\/8869733602\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u201cVel\u00e1zquez: i chiodi della Passione\u201d (Thierry Lentz)<\/a><br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.amazon.fr\/Resurrezione-Emanuela-Fogliadini\/dp\/881660591X\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u201cLa risurrezione di Cristo nell&#8217;arte d&#8217;Oriente e d&#8217;Occidente\u201d (Fran\u00e7ois Boespflug, Emanuela Fogliadini)<\/a><br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.dehoniane.it\/9788810410431-il-paradosso-della-risurrezione\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u201cIl Paradosso della risurrezione\u201d (Antonio Landi)<\/a><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artigo e fotos<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8996,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[91,14],"tags":[],"class_list":["post-8994","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-olhares-ii","category-temas-para-debate"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8994","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8994"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8994\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8997,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8994\/revisions\/8997"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8996"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8994"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8994"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8994"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}