{"id":8779,"date":"2020-03-26T12:10:06","date_gmt":"2020-03-26T12:10:06","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=8779"},"modified":"2020-03-26T12:11:28","modified_gmt":"2020-03-26T12:11:28","slug":"eu-sou-aquele-que-tu-amas-que-nunca-aceitarei-ver-acabar-no-nada-da-morte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/eu-sou-aquele-que-tu-amas-que-nunca-aceitarei-ver-acabar-no-nada-da-morte\/","title":{"rendered":"Eu sou Aquele-que-tu-amas, que nunca aceitarei ver acabar no nada da morte"},"content":{"rendered":"<div class=\"col-xs-12 col-sm-12 col-md-8 col-lg-8\">\n<h6 style=\"text-align: right;\">Artigo e imagem recolhidos do<a href=\"https:\/\/www.snpcultura.org\/eu_sou_aquele_que_tu_amas.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"> SNPC<\/a><\/h6>\n<\/div>\n<div class=\"col-xs-12 col-sm-12 col-md-8 col-lg-8\">\n<p style=\"text-align: justify;\">A narrativa da ressurrei\u00e7\u00e3o de L\u00e1zaro (Jo\u00e3o 11,1-45) \u00e9 a p\u00e1gina onde Jesus surge mais humano. Vemo-lo estremecer, chorar, comover-se, gritar. Quando ama, o ser humano realiza gestos divinos; quando ama, Deus f\u00e1-lo com gestos muito humanos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma for\u00e7a percorre todas as palavras da narrativa: n\u00e3o \u00e9 a vida que vence a morte, A morte, na realidade, vence e engole a vida. Por\u00e9m, aquilo que vence a morte \u00e9 o amor. Todos os presentes naquele dia em Bet\u00e2nia deram-se conta disso: olhai como o amava, dizem, admirados. E as irm\u00e3s cunham um nome bel\u00edssimo para L\u00e1zaro: Aquele-que-Tu-amas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O motivo da ressurrei\u00e7\u00e3o de L\u00e1zaro \u00e9 o amor de Jesus, um amor at\u00e9 \u00e0s l\u00e1grimas, at\u00e9 ao grito altivo: vem para fora! As l\u00e1grimas de quem ama s\u00e3o a mais poderosa lente de amplia\u00e7\u00e3o da vida: v\u00ea atrav\u00e9s de uma l\u00e1grima, e compreende coisas que nunca poder\u00e1s aprender nos livros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A rebeli\u00e3o de Jesus contra a morte passa por tr\u00eas n\u00edveis: 1. Removei a pedra. Fazei rolar os penedos que est\u00e3o \u00e0 entrada do cora\u00e7\u00e3o, os escombros sob as quais vos sepultastes com as vossas pr\u00f3prias m\u00e3os; afastai os sentimentos de culpa, a incapacidade de vos perdoardes a v\u00f3s mesmos e aos outros; afastai a mem\u00f3ria amarga do mal recebido, que vos crava \u00e0s vossas pris\u00f5es interiores.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"col-xs-12\" style=\"text-align: justify;\">\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.snpcultura.org\/imagens\/ressurreicao_lazaro2_20200326_pc.jpg\" alt=\"Imagem\" width=\"100%\" \/><span class=\"legenda_imagem_xs_sm_md\">&#8220;Ressurrei\u00e7\u00e3o de L\u00e1zaro&#8221; | Sebastiano del Piombo | 1517<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"col-xs-12 col-sm-12 col-md-8 col-lg-8\" style=\"text-align: justify;\">2. L\u00e1zaro, vem para fora! Fora para o sol, fora para a primavera. E di-lo a mim: vem para fora da gruta negra dos arrependimentos e das desilus\u00f5es, do olhares s\u00f3 para ti mesmo, do sentires-te o centro das coisas. Vem para fora, repete \u00e0 borboleta que est\u00e1 em mim, encerrada dentro da lagarta que acredito ser.N\u00e3o \u00e9 verdade que todas as m\u00e3es do mundo d\u00e3o \u00e0 luz sobre um t\u00famulo (B. Brecht), como se a vida fosse imediatamente sorvida para dentro da morte, ou caminhasse sempre \u00e0 beira de um abismo. As m\u00e3es d\u00e3o \u00e0 luz sobre uma esperan\u00e7a, sobre uma grande beleza, sobre um mar vasto, de muitos abra\u00e7os. Sobre um sonho! E sobre a eternidade. A cada filho que nasce, Cristo e o mundo gritam, a uma s\u00f3 voz: vem, e traz-nos mais consci\u00eancia, mais liberdade, mais amor!<\/p>\n<p>3. Libertem-no e deixem-no ir. Desatai os mortos da sua morte: libertai-vos todos da ideia de que a morte \u00e9 o fim de uma pessoa. Libertem-no, como se libertam as velas ao vento, como se desatam os n\u00f3s de quem est\u00e1 dobrado sobre si mesmo, os n\u00f3s do medo, os emaranhamentos do cora\u00e7\u00e3o. Libertem-no de m\u00e1scaras e medos. E depois: deixem-no ir, deem-lhe uma estrada, e amigos com quem caminhar, algumas l\u00e1grimas, e uma estrela polar.<\/p>\n<p>Que sentido de futuro e de liberdade emana deste Rabi que sabe amar, chorar e gritar; que liberta e coloca caminhos no cora\u00e7\u00e3o. E compreendo que L\u00e1zaro sou eu. Eu sou Aquele-que-Tu-amas, que nunca aceitarei ver acabar no nada da morte.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"col-xs-12 col-sm-12 col-md-8 col-lg-8\" style=\"text-align: right;\"><span class=\"autor\">Ermes Ronchi<br \/>\nIn\u00a0<a href=\"https:\/\/www.avvenire.it\/rubriche\/pagine\/le-lacrime-di-chi-ama-una-lente-sul-mondo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Avvenire<\/a><br \/>\nTrad.: Rui Jorge Martins<br \/>\nImagem: &#8220;Ressurrei\u00e7\u00e3o de L\u00e1zaro&#8221; (det.) | Sebastiano del Piombo | 1517<\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artigo e imagem<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8780,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[18,13],"tags":[],"class_list":["post-8779","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-olhar-sobre-os-evangelhos","category-olhares"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8779","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8779"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8779\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8782,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8779\/revisions\/8782"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8780"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8779"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8779"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8779"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}