{"id":8496,"date":"2020-03-01T12:10:03","date_gmt":"2020-03-01T12:10:03","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=8496"},"modified":"2020-03-01T12:33:50","modified_gmt":"2020-03-01T12:33:50","slug":"modos-de-interacao-entre-ciencia-e-religiao-sexto-ponto-noofulness","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/modos-de-interacao-entre-ciencia-e-religiao-sexto-ponto-noofulness\/","title":{"rendered":"Modos de intera\u00e7\u00e3o entre ci\u00eancia e religi\u00e3o | Sexto Ponto: Noofulness"},"content":{"rendered":"<h5 style=\"text-align: right;\"><strong><em>Modos de intera\u00e7\u00e3o entre ci\u00eancia e religi\u00e3o<\/em><\/strong><\/h5>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Sexto Ponto: Noofulness<\/h2>\n<h4 style=\"text-align: center;\">Miguel Oliveira Pan\u00e3o<\/h4>\n<p style=\"text-align: right;\"><a href=\"http:\/\/cienciafe.miguelpanao.com\">Blog<\/a> &amp; <a href=\"https:\/\/www.miguelpanao.com\/livros\/\">Autor<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vivemos num mar de informa\u00e7\u00e3o ou num deserto? Quando pensamos num mar temos a ideia de abund\u00e2ncia, enquanto um deserto reflecte a escassez, pois, n\u00e3o h\u00e1 \u00e1gua. Talvez a ideia provenha da experi\u00eancia de como a \u00e1gua \u00e9 importante para a nossa sobreviv\u00eancia. Mas quando aplicamos esta analogia \u00e0 quest\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o, essa ser\u00e1 \u00e1gua abundante de um mar ou gr\u00e3os abundantes de um deserto? Depende.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A quantidade de informa\u00e7\u00e3o produzida e consumida por dia \u00e9 incomensur\u00e1vel. A vida digital veio sobrepor-se, em muitos aspectos, \u00e0 vida f\u00edsica. O tempo que deixamos a nossa aten\u00e7\u00e3o ser consumida em conte\u00fados digitais \u00e9 o que deix\u00e1mos de empreender a ler um livro, a divertir com um jogo, a passear, a arranjar em vez de comprar novo, a pensar, a escrever. Da\u00ed que a aten\u00e7\u00e3o dispersa tenha aumentado os n\u00edveis de ansiedade na sociedade e, consequentemente, gerado a necessidade do <em>mindfulness<\/em> ou <em>aten\u00e7\u00e3o plena.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com a psic\u00f3loga Ellen Langer, a <em>aten\u00e7\u00e3o plena<\/em> \u00e9<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 40px;\">\u00ab<em>o processo de reparar activamente em coisas novas. Quando o fazemos situamo-nos no presente. Tornamo-nos mais sens\u00edveis ao contexto e \u00e0 verdadeira dimens\u00e3o das coisas. \u00c9 a ess\u00eancia do envolvimento. E \u00e9 um processo que produz energia, em vez de a consumir.<\/em>\u00bb (in \u201cIntelig\u00eancia emocional: aten\u00e7\u00e3o plena\u201d, Harvard Business Review, Actual, 2019)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A tomada de decis\u00f5es precipitadas quando colocamos ci\u00eancia e a f\u00e9 em ant\u00edtese entre si, fecha-nos sobre a pseudo-omnipot\u00eancia da nossa opini\u00e3o. Por vezes, essa opini\u00e3o baseia-se em coisas ultrapassadas, fora de contexto e acabamos com a energia dispon\u00edvel consumida com muito pouco. A informa\u00e7\u00e3o neste caso \u00e9 como gr\u00e3os de um deserto que n\u00e3o saciam a sede a ningu\u00e9m. \u00c9 preciso despertar a <em>consci\u00eancia plena<\/em> ou <em>noofulness<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se a aten\u00e7\u00e3o plena, ou <em>mindfulness<\/em>, nos leva a re-centrar o pensamento na novidade contida no momento presente, a <em>consci\u00eancia plena<\/em>, ou <em>noofulness<\/em>, liga a maior sensibilidade ao contexto com a experi\u00eancia concreta da vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 40px;\"><em><strong>Noofulness<\/strong> \u00e9 o estado relacional da consci\u00eancia no qual estamos activamente cientes do presente, questionando o que \u00e9 novo e o modo como contextualizamos essa novidade na nossa vida.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ser\u00e1 o desenvolvimento de uma consci\u00eancia plena que far\u00e1 da informa\u00e7\u00e3o dispersa, gotas de \u00e1gua que congregam e saciam a nossa sede de saber. Pois, leva-nos a questionar o que n\u00e3o faz sentido quando confrontado com a nossa experi\u00eancia de vida no presente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desse modo, somos imersos numa dimens\u00e3o da realidade humana onde ci\u00eancia e f\u00e9 se encontram para dar sentido e significado ao que vivemos, para al\u00e9m daquilo que sabemos ou pensamos saber. Da\u00ed que duas das atitudes mentais mais importantes para a <em>noofulness<\/em> sejam a curiosidade e a humildade. O curioso em n\u00f3s pergunta. O humilde em n\u00f3s reconhece o quanto h\u00e1 ainda para aprender e viver.<\/p>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Imagem de\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/users\/geralt-9301\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=2706899\">Gerd Altmann<\/a>\u00a0por\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=2706899\">Pixabay<\/a><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Modos de intera\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8497,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[90,57,62,13],"tags":[],"class_list":["post-8496","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-autores-ii","category-miguel-oliveira-panao","category-modos-de-interacao-entre-ciencia-e-religiao","category-olhares"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8496","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8496"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8496\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8498,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8496\/revisions\/8498"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8497"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8496"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8496"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8496"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}