{"id":8334,"date":"2020-02-18T13:33:33","date_gmt":"2020-02-18T13:33:33","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=8334"},"modified":"2020-02-18T13:33:33","modified_gmt":"2020-02-18T13:33:33","slug":"luis-manuel-pereira-da-silva-esta-liberdade-que-nos-aprisiona-eutanasia-guia-sobre-como-seremos-manipulados-ate-nos-vencerem-pelo-cansaco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/luis-manuel-pereira-da-silva-esta-liberdade-que-nos-aprisiona-eutanasia-guia-sobre-como-seremos-manipulados-ate-nos-vencerem-pelo-cansaco\/","title":{"rendered":"Lu\u00eds Manuel Pereira da Silva | Esta liberdade que nos aprisiona &#8211; Eutan\u00e1sia: guia sobre como seremos manipulados at\u00e9 nos vencerem pelo cansa\u00e7o"},"content":{"rendered":"<h6 style=\"text-align: right;\"><strong>Letra viva | Valores de uma cultura que cuida e n\u00e3o mata<\/strong><br \/>\n<em>Rubrica dedicada \u00e0 reflex\u00e3o sobre o dever de cuidar de todos <\/em><em>e os riscos de legalizar a eutan\u00e1sia<\/em><\/h6>\n<hr \/>\n<h4 style=\"text-align: center;\"><strong>Lu\u00eds Manuel Pereira da Silva*<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-7998 alignleft\" src=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Foto-Lu\u00eds-739x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"208\" srcset=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Foto-Lu\u00eds-739x1024.jpg 739w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Foto-Lu\u00eds-217x300.jpg 217w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Foto-Lu\u00eds-768x1064.jpg 768w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Foto-Lu\u00eds-600x831.jpg 600w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Foto-Lu\u00eds-1109x1536.jpg 1109w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Foto-Lu\u00eds-1478x2048.jpg 1478w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Foto-Lu\u00eds-1200x1662.jpg 1200w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Foto-Lu\u00eds-850x1178.jpg 850w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Foto-Lu\u00eds-480x665.jpg 480w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Foto-Lu\u00eds-1320x1829.jpg 1320w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Foto-Lu\u00eds-scaled.jpg 1848w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/>O Parlamento recusou, em 2018, por curta margem, a legaliza\u00e7\u00e3o da eutan\u00e1sia. Como muitos j\u00e1 deram a entender (e com a atual conjuga\u00e7\u00e3o de for\u00e7as parlamentares), trata-se, apenas, de um \u00abat\u00e9 j\u00e1\u00bb. N\u00e3o, seguramente, um \u00abat\u00e9 j\u00e1, camaradas\u00bb, porque o PCP, numa demonstra\u00e7\u00e3o surpreendente de sensatez, afirmou, de uma forma clara, perent\u00f3ria e sem motiva\u00e7\u00f5es meramente conjunturais, que \u00aba oposi\u00e7\u00e3o do PCP \u00e0 eutan\u00e1sia radica na ideia de que o dever indeclin\u00e1vel do Estado \u00e9 mobilizar os avan\u00e7os t\u00e9cnicos e cient\u00edficos para assegurar o aumento da esperan\u00e7a de vida e n\u00e3o para a encurtar\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tal decis\u00e3o do Parlamento n\u00e3o nos deve, por isso, sossegar e aquietar. \u00abNos\u00bb refere-se, aqui, a todos os que se reconhecem na afirma\u00e7\u00e3o lapidar da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Portuguesa de que \u00aba vida humana \u00e9 inviol\u00e1vel\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E n\u00e3o nos deve aquietar por duas ordens de raz\u00e3o: por raz\u00f5es de fundo e por raz\u00f5es que se prendem com o desrespeito dos que, agora, viram goradas as suas expectativas de fazer passar uma lei que n\u00e3o estava sufragada pelo povo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As raz\u00f5es de fundo prendem-se com uma certa vis\u00e3o da liberdade, associada a um m\u00edtico complexo de inferioridade que vem tomando conta da nossa classe cultural e pol\u00edtica. Tal vis\u00e3o de liberdade \u00e9 de matriz individualista, encontrando como um dos seus mais frequentes aforismos aquele que se reproduz at\u00e9 \u00e0 saciedade, mas em que raramente se pensa: \u00abque a minha liberdade acabe onde come\u00e7a a do outro\u00bb. Esta ideia, nascida do pensamento de Herbert Spencer (1820-1903), sustentava que a sociedade existe para os indiv\u00edduos e n\u00e3o o contr\u00e1rio. A ideia central de tal conce\u00e7\u00e3o \u00e9 a de que somos, primeiramente, seres individuais e s\u00f3 secundariamente seres relacionais. Uma ideia que consuma a convic\u00e7\u00e3o cartesiana de que a primeira coisa de que temos consci\u00eancia e certeza \u00e9 de n\u00f3s pr\u00f3prios. O que a pr\u00f3pria psicologia, hoje, demonstra ser errado. Aquilo de que, primeiro, temos no\u00e7\u00e3o e consci\u00eancia \u00e9 dos outros. S\u00f3 numa fase posterior \u00e9 que, da vis\u00e3o e consci\u00eancia dos outros, chegamos \u00e0 consci\u00eancia de n\u00f3s. Por isso, n\u00e3o \u00e9 verdade que as nossas liberdades se limitem; antes, as liberdades projetam e potenciam outras liberdades. Na vis\u00e3o de Spencer, se a nossa liberdade acaba onde come\u00e7a a do outro, ent\u00e3o, s\u00f3 ser\u00edamos verdadeiramente livres quando os outros deixassem de existir. E isso, como facilmente concluiremos, \u00e9 o fim da vida em sociedade. Como ali\u00e1s, preconizava, implicitamente, o autor da frase que tantos insistem em repetir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas \u00e9, de facto, a ideia errada de liberdade que est\u00e1 na causa de decis\u00f5es como a que se esteve a um passo de dar no nosso Parlamento. A liberdade entendida como mero exerc\u00edcio e a\u00e7\u00e3o da vontade sem limites. Dois erros se vislumbram nesta ideia de liberdade como a\u00e7\u00e3o da vontade sem limites: o primeiro \u00e9 o que reduz a liberdade a ato volunt\u00e1rio. E onde estaria a intelig\u00eancia num ato livre? Silenciada? Pois bem, a liberdade \u00e9, muito mais um ato da intelig\u00eancia do que um ato da vontade. Por exemplo, um toxicodependente procura, voluntariamente, a droga, mas, poder\u00e1 algu\u00e9m, sensatamente, considerar esse um ato livre? \u00c9 um ato volunt\u00e1rio, mas n\u00e3o livre. Para ser livre tem de contribuir para a realiza\u00e7\u00e3o do humano que h\u00e1 em n\u00f3s e n\u00e3o para a sua opress\u00e3o e destrui\u00e7\u00e3o. A esta luz, o suic\u00eddio \u00e9 um ato volunt\u00e1rio, mas n\u00e3o um ato livre. \u00c9 decidido com base num desejo ou na a\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria, mas n\u00e3o discernido por uma intelig\u00eancia s\u00f3bria e l\u00facida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para al\u00e9m deste primeiro erro verific\u00e1vel nesta conce\u00e7\u00e3o, h\u00e1 um segundo a registar: toda a a\u00e7\u00e3o humana est\u00e1 condicionada; n\u00e3o \u00e9, por isso, sem quaisquer limites. Supor a inexist\u00eancia de limites e, por isso, a possibilidade de uma vontade (que j\u00e1 vimos n\u00e3o ser equipar\u00e1vel a ato livre) sem condicionamentos \u00e9 um dos \u2018pecados originais\u2019 de tal conce\u00e7\u00e3o. Todo o ser humano \u00e9, contrariamente, a esta conce\u00e7\u00e3o, situado, condicionado, concreto e marcado pela sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria. Mas querem alguns preconizadores da total disponibilidade da vida pela \u2018liberdade\u2019 supor um homem sem condicionamentos. Um erro fatal e que nos tem conduzido a convic\u00e7\u00f5es que s\u00f3 aprisionam. Como pode ser livre um ato que redunda no fim da pr\u00f3pria liberdade? \u00c9 um paradoxo e um absurdo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta \u00e9, no meu entender, a raz\u00e3o de fundo para n\u00e3o nos podermos aquietar. Muitos pensam a liberdade assim e tal conce\u00e7\u00e3o, profunda j\u00e1 na cultura de elite deste pa\u00eds, vai continuar a germinar e favorecer o fim dos la\u00e7os entre as pessoas que fazem a sociedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1, a somar a esta raz\u00e3o de fundo, uma outra, de ordem conjuntural. A nossa imprensa de grande tiragem \u00e9, na sua grande maioria, marcada por esta cultura, que poder\u00edamos designar como decadentista. E, por s\u00ea-lo, n\u00e3o ir\u00e1 sossegar enquanto, por cansa\u00e7o, n\u00e3o vencer os agora vencedores. Assim aconteceu entre 1998 e 2007. Enquanto n\u00e3o se tomou a decis\u00e3o que a dita grande imprensa, manipulada e manipuladora das massas, pretendia, esta n\u00e3o deixou de veicular meias verdades, informa\u00e7\u00f5es deturpadas, suposi\u00e7\u00f5es, utilizando estes e outros meios, de modo a conduzir \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de predisposi\u00e7\u00e3o para se aceitar aquilo que, genuinamente, n\u00e3o se pretendia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nunca o escrevi, mas n\u00e3o resisto, neste contexto, a contar como li essa fase da hist\u00f3ria da imprensa portuguesa. Fui, durante muitos anos, um leitor atento e regular de meios de comunica\u00e7\u00e3o a que reconhecia m\u00e9rito: o P\u00fablico e a revista Vis\u00e3o. O P\u00fablico era, para mim, um jornal que n\u00e3o dava s\u00f3 as not\u00edcias. Situava, explicava, contextualizava. Recordo-me de, em 11 de setembro de 2001, quando vi o segundo avi\u00e3o colidir com as Torres G\u00e9meas, ter comentado que tal era a\u00e7\u00e3o do Bin Laden. Nenhum dos que me acompanhavam tinha, at\u00e9 esse dia, ouvido falar de tal homem. Eu sabia ser o homem mais procurado pelos Estados Unidos porque o P\u00fablico mo dissera. Por\u00e9m, com o aproximar do referendo de 2007, dei-me conta de como este jornal que eu tinha por digno e honesto servira a causa da legaliza\u00e7\u00e3o o aborto, manipulando dados e fazendo manchetes com informa\u00e7\u00f5es que a sec\u00e7\u00e3o \u2018o P\u00fablico errou\u2019 (pequena e pouco lida) desmentia, no dia seguinte. Senti-me manipulado e instrumentalizado. Deixei de ler o P\u00fablico e passei a ser um cr\u00edtico da forma como se faz a comunica\u00e7\u00e3o social, em Portugal. Esta era, para mim, a imagem de uma imprensa que, sob a capa da neutralidade, servia interesses que eu presumia, mas que sabia bem ocultos e disfar\u00e7ados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mesmo se passou com a revista \u2018Vis\u00e3o\u2019, que cheguei a assinar, mas que deixei de assinar e ler, ap\u00f3s verificar que adotava uma atitude frequentemente anticat\u00f3lica, verific\u00e1vel na nota ir\u00f3nica como comentou, num momento em que a ONU recusara a clonagem humana, que \u00aba maioria dos pa\u00edses da Onu s\u00e3o de influ\u00eancia cat\u00f3lica\u00bb, como que afirmando que a esses \u2018malvados dos cat\u00f3licos \u00e9 que se deve n\u00e3o haver progresso\u2019. Confesso que me senti e \u2018quem n\u00e3os e sente\u2026\u2019. E reconheci que, como afirma Fernando Pessoa, tinha a legitimidade e o quase dever de dar seguimento aos seus versos que dizem \u2018que prazer ter um livro para ler e n\u00e3o o fazer\u2019. O poder que eu tinha, enquanto leitor, era o de deixar de o ser quando me sentia desrespeitado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ora, estamos, agora, a iniciar um novo momento como esse que decorreu entre 1998 e 2007. \u00c9, por isso, hora de n\u00e3o deixarmos que o fim seja o mesmo. \u00c9 hora de agu\u00e7armos o olhar perante a manipula\u00e7\u00e3o de dados a que vamos passar a assistir. \u00c0 reiterada informa\u00e7\u00e3o de que portugueses foram ou ir\u00e3o pedir a eutan\u00e1sia a outros pa\u00edses. Ou \u00e0 repetida ideia de que outros j\u00e1 t\u00eam e Portugal n\u00e3o tem. Ou \u00e0 manipula\u00e7\u00e3o de que os Bispos s\u00e3o contra, mas o povo e os bem-pensantes cat\u00f3licos s\u00e3o a favor (ali\u00e1s, o mesmo P\u00fablico fez uma manchete, no dia 28 de maio de 2018, merecedora de repreens\u00e3o e profunda cr\u00edtica, a qual dificilmente pode deixar de ser qualificada como um ato de malvadez e manipula\u00e7\u00e3o gratuita\u2026), com o intuito de criar a convic\u00e7\u00e3o de que h\u00e1 duas Igrejas a falar sobre estas mat\u00e9rias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este \u00e9 o tempo da intelig\u00eancia e da sabedoria. Este \u00e9 o tempo de n\u00e3o nos deixarmos manipular. Este \u00e9 o tempo de continuarmos a afirmar que, a n\u00e3o ser que haja, entretanto, queda de regime, a nossa Constitui\u00e7\u00e3o continuar\u00e1, clara e firmemente, a afirmar que \u00aba vida humana \u00e9 inviol\u00e1vel\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este \u00e9, tamb\u00e9m, para os crist\u00e3os, o tempo de reconhecer que a Pol\u00edtica \u00e9, verdadeiramente, lugar de a\u00e7\u00e3o e miss\u00e3o. Para que n\u00e3o venham outros obrigar a aceitar que a fragilidade e a doen\u00e7a diminuem a dignidade da vida.<\/p>\n<h6 style=\"text-align: right;\">*Professor, Presidente da Comiss\u00e3o Diocesana da Cultura e autor de &#8216;Bem-nascido&#8230; Mal-nascido&#8230;&#8217;<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Artigo originalmente publicado em <a href=\"http:\/\/teologicus.blogspot.com\/search?q=eutan%C3%A1sia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">www.teologicus.blogspot.com<\/a> e <em>Correio do Vouga<\/em> (em 31 de maio de 2018)<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Imagem de\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/users\/MichaelGaida-652234\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=1172463\">Michael Gaida<\/a>\u00a0por\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=1172463\">Pixabay<\/a><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Letra viva |<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8335,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46,146,55,13],"tags":[],"class_list":["post-8334","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-autores","category-letra-viva-valores-de-uma-cultura-que-cuida-e-nao-mata","category-luis-manuel-pereira-da-silva","category-olhares"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8334","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8334"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8334\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8336,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8334\/revisions\/8336"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8335"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8334"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8334"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8334"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}