{"id":7932,"date":"2020-01-27T12:32:27","date_gmt":"2020-01-27T12:32:27","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=7932"},"modified":"2020-01-29T14:08:45","modified_gmt":"2020-01-29T14:08:45","slug":"o-cristianismo-e-os-desafios-da-diversidade-religiosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/o-cristianismo-e-os-desafios-da-diversidade-religiosa\/","title":{"rendered":"Jo\u00e3o Manuel Duque | O Cristianismo e os desafios da diversidade religiosa"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\">Jo\u00e3o Manuel Duque*<\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-7933 alignleft\" src=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/s200_jo_o_manuel.duque_.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/s200_jo_o_manuel.duque_.jpg 200w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/s200_jo_o_manuel.duque_-150x150.jpg 150w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/s200_jo_o_manuel.duque_-100x100.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/>Certo programa moderno de seculariza\u00e7\u00e3o previa e prometia o fim de toda a atividade religiosa nas sociedades ditas avan\u00e7adas. Atualmente, em contexto que muitos chegam a denominar \u201cp\u00f3s-secular\u201d, constatamos que esse desaparecimento n\u00e3o teve lugar; pelo contr\u00e1rio, mesmo as sociedades mais atingidas pelo referido programa de seculariza\u00e7\u00e3o, como \u00e9 o caso das sociedades urbanas do hemisf\u00e9rio norte, s\u00e3o palco de intensa atividade religiosa. No entanto, as modalidades dessa atividade revelam significativas diferen\u00e7as, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua configura\u00e7\u00e3o em ambiente pr\u00e9-moderno ou mesmo em ambiente moderno. Nas sociedades denominadas tradicionais \u2013 incluindo as sociedades ocidentais \u2013 existia maior uniformidade religiosa, mesmo quando essa uniformidade assumiu caracter\u00edsticas de contesta\u00e7\u00e3o do religioso ou pelo menos de indiferen\u00e7a. Todos nos recordamos, ainda, da predomin\u00e2ncia quase absoluta do cristianismo nos contextos em que crescemos, mesmo quando os nossos contempor\u00e2neos se foram manifestando, cada vez mais, n\u00e3o praticantes, n\u00e3o crentes ou mesmo antirreligiosos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora em graus diferentes consoante os pa\u00edses e as regi\u00f5es, o que hoje podemos constatar, pelo menos em forma crescente e sobretudo nos ambientes urbanos com mais popula\u00e7\u00e3o, \u00e9 a presen\u00e7a de grande n\u00famero de op\u00e7\u00f5es religiosas, umas mais tradicionais outras mais recentes, de acordo com as escolhas e as hist\u00f3rias individuais. O ambiente claramente antirreligioso diminuiu, crescendo a convic\u00e7\u00e3o de que os caminhos para a experi\u00eancia religiosa s\u00e3o todos leg\u00edtimos, podendo ser muito variados, inclu\u00eddo o caminho dos n\u00e3o crentes, que agora surgem como mais uma op\u00e7\u00e3o leg\u00edtima, entre as imensas possibilidades existentes. No nosso ambiente \u201cp\u00f3s-secular\u201d, j\u00e1 n\u00e3o se relaciona a qualidade de cada ser humano \u2013 do ponto de vista do exerc\u00edcio da sua cidadania, ou mesmo do ponto de vista moral \u2013 com a sua op\u00e7\u00e3o religiosa ou com a sua op\u00e7\u00e3o n\u00e3o-religiosa. Assume-se perfeitamente o facto de que um crente de determinada religi\u00e3o n\u00e3o \u00e9 necessariamente melhor humano ou melhor cidad\u00e3o do que os de outras religi\u00f5es ou mesmo do que os n\u00e3o-religiosos. Como se comporta o cristianismo neste contexto? Qual a sua posi\u00e7\u00e3o, entre uma toler\u00e2ncia leg\u00edtima e a possibilidade de um relativismo completo?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 completamente nova, na sua hist\u00f3ria, embora possua contornos algo in\u00e9ditos. \u00c9 sabido que o cristianismo nasceu e deu os seus primeiros passos num ambiente sociocultural marcado por grande diversidade religiosa, embora sobre um pano de fundo de certa homogeneidade. N\u00e3o que a no\u00e7\u00e3o de religi\u00e3o, na \u00e9poca, coincidisse completamente com a que possu\u00edmos hoje, mas \u00e9 indiscut\u00edvel que houve uma rela\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria da comunidade crist\u00e3 com as pr\u00e1ticas religiosas envolventes. Sabemos que essa rela\u00e7\u00e3o esteve marcada, preponderantemente, pela posi\u00e7\u00e3o cr\u00edtica, a ponto de os crist\u00e3os chegarem a ser considerados ateus. Nesse sentido, poder\u00edamos dizer que o cristianismo foi, antes de tudo, uma cr\u00edtica da religi\u00e3o \u2013 da religi\u00e3o civil, da religi\u00e3o gn\u00f3stica, etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 claro que esta posi\u00e7\u00e3o mais radical depressa cedeu a uma aproxima\u00e7\u00e3o a muitas pr\u00e1ticas religiosas correntes, que acabaram por ser integradas na configura\u00e7\u00e3o expl\u00edcita do cristianismo como uma religi\u00e3o. Nunca deixando de se afirmar como \u201ca verdadeira religi\u00e3o\u201d, por rela\u00e7\u00e3o a todas as outras, delas assumiu muitas formas de dar corpo \u00e0 sua verdade. E tem vivido a sua hist\u00f3ria nesta tens\u00e3o entre uma rela\u00e7\u00e3o acolhedora e uma rela\u00e7\u00e3o cr\u00edtica com outras experi\u00eancias religiosas. Ao longo da sua hist\u00f3ria tem havido momentos mais radicalmente cr\u00edticos \u2013 como ainda recentemente, na afirma\u00e7\u00e3o de que o cristianismo n\u00e3o \u00e9 uma religi\u00e3o, mas uma f\u00e9, sobretudo em ambientes protestantes \u2013 ou momentos de maior alian\u00e7a com as diversas express\u00f5es religiosas dos povos \u2013 como aconteceu, sobretudo, nos processos de incultura\u00e7\u00e3o nas denominadas \u201cterras de miss\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 claro que talvez nunca tenha conhecido, ao longo da sua hist\u00f3ria, uma situa\u00e7\u00e3o de tamanha tomada de consci\u00eancia \u2013 da parte da sociedade, em geral, mas tamb\u00e9m da parte do pr\u00f3prio cristianismo, sobretudo a partir de alguns documentos do Conc\u00edlio do Vaticano II \u2013 do pluralismo religioso, como elemento inquestion\u00e1vel e mesmo positivo do nosso quotidiano contempor\u00e2neo. Isso convoca o cristianismo a retomar e repensar as modalidades como, ao longo da sua hist\u00f3ria, se relacionou com a diversidade religiosa. Para ser sint\u00e9tico e suficientemente claro, proponho aqui algumas tipologias de relacionamento.<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\">\n<li><em>Indiferen\u00e7a<\/em> \u2013 Uma primeira ideia subjacente ao pluralismo religioso pode levar a concluir que se trata de uma realidade de facto, que n\u00e3o levanta qualquer problema, precisamente por n\u00e3o ser muito significativa. Ou seja, partindo do pressuposto de que os diversos caminhos religiosos s\u00e3o todos limitados \u2013 em \u00faltima inst\u00e2ncia, s\u00e3o todos igualmente \u201cfalsos\u201d, pois n\u00e3o conseguem abarcar ou disponibilizar a realidade da divindade \u2013 qualquer um deles \u00e9 toler\u00e1vel, dependendo apenas das op\u00e7\u00f5es pessoais. Nesse sentido, nenhum crente \u2013 ou mesmo nenhum n\u00e3o-crente \u2013 tem que se envolver nas op\u00e7\u00f5es pessoais ou grupais dos outros, devendo apenas deixar que existam, tolerando-as. Em rigor, n\u00e3o lhe dizem respeito e, por isso, apenas lhe exigem o respeito de n\u00e3o se lhes opor, n\u00e3o lhe exigindo qualquer tipo de envolvimento. Trata-se, pois, de uma rela\u00e7\u00e3o m\u00ednima ou mesmo de uma n\u00e3o-rela\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li><em>Recusa\/acolhimento<\/em> \u2013 Mas, se se avan\u00e7ar um pouco mais, indo al\u00e9m desta indiferen\u00e7a fundamental, surge de imediato um \u201cconfronto\u201d com a diferen\u00e7a, \u00fanico que possibilita uma verdadeira rela\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que a indiferen\u00e7a \u00e9 uma esp\u00e9cie de n\u00e3o-rela\u00e7\u00e3o. O reconhecimento de uma diferen\u00e7a \u00e9 sempre interpelante, n\u00e3o podendo por isso deixar indiferente. Nesta situa\u00e7\u00e3o, a rea\u00e7\u00e3o pode ser de recusa, na afirma\u00e7\u00e3o da falsidade da religi\u00e3o diferente, s\u00f3 porque \u00e9 diferente, com a corresponde afirma\u00e7\u00e3o da exclusiva verdade do cristianismo. \u00c9 claro que esta distin\u00e7\u00e3o entre falsidade e verdade pode assumir configura\u00e7\u00f5es mais mitigadas e mesmo muito complexas. Mas a tend\u00eancia \u00e9 para a recusa do diferente, por ser diferente. Ou ent\u00e3o \u2013 e dir\u00edamos que correspondendo at\u00e9 mais \u00e0 pr\u00f3pria identidade do cristianismo \u2013 pode haver acolhimento da religi\u00e3o diferente, reconhecendo nela muitos elementos de verdade, com os quais o cristianismo at\u00e9 pode ser enriquecido. N\u00e3o que se pretende simplesmente absorver a outra religi\u00e3o no cristianismo \u2013 o que tamb\u00e9m pode acontecer, mas n\u00e3o deixa de ser problem\u00e1tico \u2013 mas procura-se respeita-la, valorizando aquilo que nela \u00e9 um contributo para a \u201csalva\u00e7\u00e3o\u201d do humano.<\/li>\n<\/ol>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"3\">\n<li><em>Discernimento\/cr\u00edtica <\/em>\u2013 J\u00e1 se compreende que uma rela\u00e7\u00e3o s\u00e9ria com um caminho religioso diferente implica, da parte do cristianismo, um processo de discernimento, que \u00e9 ao mesmo tempo um discernimento da identidade pr\u00f3pria e da sua validade, assim como da validade do diferente. Se, nesse processo de discernimento, se superar a pura recusa da diferen\u00e7a apenas por ser diferente \u2013 o que, em rigor, n\u00e3o implica discernimento, mas pura afirma\u00e7\u00e3o de algo fixo desde sempre \u2013 ele vai implicar uma atitude cr\u00edtica, que \u00e9 sempre tamb\u00e9m uma atitude de autocr\u00edtica. Nesse sentido, retoma-se inevitavelmente a sua dimens\u00e3o como cr\u00edtica da religi\u00e3o. Como sempre, tampouco hoje o cristianismo pode abandonar a sua caracter\u00edstica como cr\u00edtica da religi\u00e3o, seja de si mesmo como religi\u00e3o (at\u00e9 talvez em primeiro lugar), seja de outros caminhos religiosos.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">De facto, a experi\u00eancia religiosa e a sua organiza\u00e7\u00e3o estruturada s\u00e3o ambivalentes. Participam sempre da ambival\u00eancia do sagrado, que pode ser destrutor ou salvador do humano. A rela\u00e7\u00e3o entre o sagrado e a viol\u00eancia, como possibilidade, \u00e9 algo permanente e deve provocar uma atitude de vigil\u00e2ncia, com elabora\u00e7\u00e3o de recursos mediadores, que impe\u00e7am o desenvolvimento do seu potencial destrutivo. Hoje como sempre. A pura exist\u00eancia de um pluralismo religioso assumido n\u00e3o nos livra, tamb\u00e9m nas nossas sociedades urbanas \u201cdesenvolvidas\u201d, do arcaico potencial violento da religi\u00e3o. Por isso, no variado e por vezes confuso mercado do religioso contempor\u00e2neo, o cristianismo mant\u00e9m viva a sua tarefa de vigil\u00e2ncia cr\u00edtica, em rela\u00e7\u00e3o a si e em rela\u00e7\u00e3o aos outros. Enquanto religi\u00e3o que respeita e acolhe o potencial \u201csalv\u00edfico\u201d das outras religi\u00f5es, ele \u00e9 sempre permanente cr\u00edtica da religi\u00e3o, n\u00e3o permitindo que descansemos nas nossas realiza\u00e7\u00f5es, perdendo eventualmente a sensibilidade para a potencial for\u00e7a desumanizadora das religi\u00f5es, quando se pervertem a si mesmas; esta sensibilidade deve acompanhar e nunca ser mais d\u00e9bil do que a sensibilidade para com o seu potencial humanizador. Porque \u00e9 a humaniza\u00e7\u00e3o \u2013 enquanto \u00fanica manifesta\u00e7\u00e3o \u201cmundana\u201d da diviniza\u00e7\u00e3o \u2013 o crit\u00e9rio fundamental da verdade do religioso, seja em que religi\u00e3o for e seja em que \u00e9poca for.<\/p>\n<h6 style=\"text-align: right;\">*Professor Catedr\u00e1tico na Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa | Diretor do Centro Regional da UCP &#8211; Braga<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Imagem de <a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/users\/geralt-9301\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=1607215\">Gerd Altmann<\/a>\u00a0por\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=1607215\">Pixabay<\/a><\/h6>\n<hr \/>\n<h5><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: center;\">V\u00eddeo realizado pelos alunos de Multim\u00e9dia do Agrupamento de Escolas de Albergaria-a-Velha, a pretexto do dia Mundial da Religi\u00e3o (21 de janeiro) e gentilmente cedido \u00e0 Comiss\u00e3o Diocesana da Cultura | Aveiro<\/h5>\n<div style=\"width: 640px;\" class=\"wp-video\"><video class=\"wp-video-shortcode\" id=\"video-7932-1\" width=\"640\" height=\"360\" preload=\"metadata\" controls=\"controls\"><source type=\"video\/mp4\" src=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Diversidade-religiosa.mp4?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Diversidade-religiosa.mp4\">https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Diversidade-religiosa.mp4<\/a><\/video><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jo\u00e3o Manuel Duque*<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7935,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[90,145,91,14],"tags":[],"class_list":["post-7932","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-autores-ii","category-joao-manuel-duque","category-olhares-ii","category-temas-para-debate"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7932","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7932"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7932\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7952,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7932\/revisions\/7952"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7935"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7932"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7932"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7932"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}