{"id":7828,"date":"2020-01-14T19:52:57","date_gmt":"2020-01-14T19:52:57","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=7828"},"modified":"2020-01-14T19:52:57","modified_gmt":"2020-01-14T19:52:57","slug":"domingo-ii-do-tempo-comum-jesus-e-ele-o-filho-de-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/domingo-ii-do-tempo-comum-jesus-e-ele-o-filho-de-deus\/","title":{"rendered":"DOMINGO II do Tempo Comum | JESUS, \u00c9 ELE O FILHO DE DEUS"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>Pe. Georgino Rocha<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Igreja, ap\u00f3s o ciclo das festas natal\u00edcias, inicia uma nova fase na celebra\u00e7\u00e3o da sua Liturgia. Designa-a por tempo comum e vai repassando de forma global a realiza\u00e7\u00e3o do projecto de salva\u00e7\u00e3o da humanidade que Deus tem em curso. Hoje, centra-nos no testemunho de Jo\u00e3o, ap\u00f3s o baptismo de Jesus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No dia seguinte ao baptismo, narra o Evangelho, viu Jo\u00e3o que Jesus ia ao seu encontro. E d\u00e1 voz ao que antes tinha vivido no Jord\u00e3o. Liberta as energias acumuladas e, sem rodeios, confessa: \u201cEu vi e dou testemunho de que Ele \u00e9 o Filho de Deus\u201d.\u00a0<em>Jo 1, 29-34.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Esta declara\u00e7\u00e3o manifesta a convic\u00e7\u00e3o profunda a que chega Jo\u00e3o Baptista, ap\u00f3s um processo lento de busca e reconhecimento. Processo que fica como exemplo de quem se sente peregrino na f\u00e9 e assume o desafio de procurar resposta para as interroga\u00e7\u00f5es do cora\u00e7\u00e3o humano. Processo que revela, de modo especial, a inter-ac\u00e7\u00e3o fecunda de Deus com o homem\/mulher e a qualidade do encontro pleno desejado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO Jesus que Jo\u00e3o apresenta e que os Evangelhos mostram \u00e9 o Jesus revelado pelo Esp\u00edrito de Deus, n\u00e3o a projec\u00e7\u00e3o das miragens do homem; \u00e9 o Servo obediente\u2026, n\u00e3o um \u00eddolo concebido pela mente humana ou fabricado pelas m\u00e3os do homem\u2026 Somos tentados a tornar velho, ultrapassado, anquilosado, atrofiado, o nosso conhecimento do Senhor, e podemos encontrar-nos a adorar um \u00eddolo em vez do Senhor vivente\u201d, afirma Manicardi, o prior da Comunidade Mon\u00e1stica de Boze, que prossegue com outras advert\u00eancias para mantermos renovado o conhecimento do Senhor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jo\u00e3o n\u00e3o conhecia Jesus, facto estranho que indicia uma nova dimens\u00e3o de conhecimento. Sendo primos de sangue, a sua rela\u00e7\u00e3o era familiar e, consequentemente, de parentesco pr\u00f3ximo, de perten\u00e7a \u00e0 mesma tribo, de membros da comunidade que tinha encontros e conv\u00edvios por ocasi\u00e3o de festas rituais. A este n\u00edvel, o conhecimento era normal, espont\u00e2neo, natural. Mas Jo\u00e3o n\u00e3o mente. O seu amor \u00e0 verdade est\u00e1 comprovado com o testemunho de vida honrada e com o assumir corajoso do risco ocorrente \u2013 a condena\u00e7\u00e3o \u00e0 morte por ordem de Herodes. Que pena, haver quem desconhece Jesus ou fica apenas pelo conhecimento humano, respeitando-o como guru, benem\u00e9rito da humanidade ou agente revolucion\u00e1rio da n\u00e3o-viol\u00eancia!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A nova dimens\u00e3o insinuada refere-se ao conhecimento interior iluminado pelo Esp\u00edrito, acolhido no cora\u00e7\u00e3o d\u00f3cil e expresso na f\u00e9 inteligente. \u00c9 ele que abre horizontes diferentes \u00e0 realidade humana e \u201cdefine\u201d a identidade profunda de cada pessoa. \u00c9 ele que \u201cmergulha\u201d nos acontecimentos e desvenda o sentido que comportam em (des)conformidade com o projecto de salva\u00e7\u00e3o universal que Deus tem em curso na hist\u00f3ria. N\u00e3o deixemos de prosseguir este conhecimento interior que nos faz penetrar no mist\u00e9rio de Cristo, acolher a sua novidade radical com um cora\u00e7\u00e3o d\u00f3cil e comunicar o seu amor misericordioso com ousadia confiante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O P. Arrupe, que foi Mestre Geral dos Jesu\u00edta, exorta-nos ao enamoramento e enaltece a sua import\u00e2ncia no conhecimento de Jesus. E afirma: \u201cAquilo de que te enamoras, o que arrebata a tua imagina\u00e7\u00e3o, afectar\u00e1 a tudo. Determinar\u00e1 o que te fa\u00e7a levantar pela manh\u00e3, o que far\u00e1s com os teus entardeceres, como passas os teus fins de semana, o que leias, a quem conhe\u00e7as, o que te destro\u00e7a o cora\u00e7\u00e3o e o que te enche de assombro, com alegria e agradecimento. Enamora-te, permanece enamorado, e isto decidir\u00e1 tudo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jo\u00e3o expressa os passos do seu percurso com diversas designa\u00e7\u00f5es. Refere-se a Jesus, afirmando ser: Cordeiro de Deus, homem ungido pelo Esp\u00edrito, Filho de Deus. Noutras ocasi\u00f5es, recorre a mais formas igualmente significativas. Todas convergem para esta realidade sublime: Jesus, o Filho de Deus, vem salvar-nos. Liberta-nos do pecado que desumaniza a pessoa e dessolidariza os cidad\u00e3os. Unge-nos com o \u00f3leo da alegria e do crisma para a miss\u00e3o de disc\u00edpulos enviados. Dignifica-nos, como filhos de adop\u00e7\u00e3o, pelo baptismo que nos faz membros do seu povo, a Igreja, e templos do seu Esp\u00edrito. A afirma\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o \u00e9 confirmada por Deus Pai na ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus, seu Filho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A fraternidade humana nasce desta matriz comum. Somos todos irm\u00e3os. Da\u00ed, a import\u00e2ncia de sabermos acolher a todos, sobretudo os perseguidos por causa da justi\u00e7a e os emigrantes em busca de melhores condi\u00e7\u00f5es de vida. Da\u00ed, a urg\u00eancia imperiosa de caminharmos para a unidade e vivermos em amor rec\u00edproco, especialmente os que reconhecemos Jesus como Filho de Deus e Senhor da hist\u00f3ria humana. \u201cEstamos no mesmo barco e vamos para o mesmo porto\u2026 N\u00e3o deixemos que nos roubem o ideal do amor fraterno!&#8221; \u2013 alerta o Papa Francisco. (A Alegria do Evangelho 99 e 101). E pratiquemos \u201cuma benevol\u00eancia fora do comum\u201d, como outrora os habitantes de Malta ao recolherem os n\u00e1ufragos no Mediterr\u00e2neo, entre os quais S\u00e3o Paulo e 276 pessoas. (Este \u00e9 o lema da Semana de Ora\u00e7\u00e3o pela Unidade dos Crist\u00e3os que est\u00e1 a decorrer).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Pe. 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