{"id":7613,"date":"2020-02-08T15:35:55","date_gmt":"2020-02-08T15:35:55","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=7613"},"modified":"2019-12-16T00:21:55","modified_gmt":"2019-12-16T00:21:55","slug":"vestigia-dei-10-8-o-desassossego-da-salvacao-aqui-so-pode-ser-a-casa-de-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/vestigia-dei-10-8-o-desassossego-da-salvacao-aqui-so-pode-ser-a-casa-de-deus\/","title":{"rendered":"Vestigia Dei | 10 &#8211; [8.] O DESASSOSSEGO DA SALVA\u00c7\u00c3O: AQUI S\u00d3 PODE SER A CASA DE DEUS"},"content":{"rendered":"<h5 style=\"text-align: right;\"><em>&#8216;Vestigia Dei<\/em> &#8216;- <em>Rubrica dedicada \u00e0 reflex\u00e3o sobre o lugar de Deus na poesia portuguesa<\/em><\/h5>\n<h6 style=\"text-align: right;\">(Parceria com o projeto <a href=\"http:\/\/www.teotopias.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><em>Teotopias<\/em><\/a>)<\/h6>\n<p style=\"text-align: center;\">[8.] O DESASSOSSEGO DA SALVA\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">AQUI S\u00d3 PODE SER A CASA DE DEUS<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Jos\u00e9 Rui Teixeira<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Parece certo que a literatura \u2013 sem um compromisso especificamente soteriol\u00f3gico \u2013 gosta de conduzir o homem para o desassossego da salva\u00e7\u00e3o<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>, desde os grandes poetas e tragedi\u00f3grafos gregos a Virg\u00edlio \u2013 essa \u00abantena inquieta\u00bb do mundo antigo<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a> \u2013, de Dante e de H\u00f6lderlin a Dostoievski, de Antero de Quental a Daniel Faria. Como afirma Jorge Coutinho,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 40px;\">a literatura percorre os labirintos da vida, remexe as profundezas do psiquismo humano, p\u00f5e de manifesto o que passa ao lado da observa\u00e7\u00e3o vulgar, denuncia as iniquidades da ordem estabelecida, questiona as certezas demasiado certas, abala as verdades petrificadas, levanta interroga\u00e7\u00f5es, provoca d\u00favidas, abre novos horizontes [\u2026]. Onde tudo \u00e9 normal suscita espanto. Torna-se antecipadora das grandes quest\u00f5es de que ir\u00e3o ocupar-se os fil\u00f3sofos e os te\u00f3logos.<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E isso n\u00e3o \u00e9 menos verdade hoje do que foi no passado. Esse grande sil\u00eancio sobre Deus que nos provoca o sentimento da aus\u00eancia de Deus pela constata\u00e7\u00e3o da aus\u00eancia expl\u00edcita do semantema, nem corresponde ao sil\u00eancio de Deus, nem \u00e9 um verdadeiro sil\u00eancio sobre Deus. Com Gadamer, diremos que a literatura, como forma espec\u00edfica do dizer humano, \u00abn\u00e3o \u00e9 apenas o lugar ou o meio onde Deus, como quer que seja (nomeado ou silenciado, afirmado ou combatido, adorado ou vilipendiado), anda dito. Ela \u00e9 tamb\u00e9m um meio ou instrumento privilegiado do nosso diz\u00ea-lo\u00bb<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em \u00abA primitiva labareda\u00bb, Tolentino Mendon\u00e7a \u2013 evocando Ossip Mandelstam \u2013 lembra que \u00aba poesia \u00e9 a charrua que opera sobre o tempo para fazer emergir o que, nele, repousa no profundo\u00bb. E conclui:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 40px;\">Se, de facto, uma rela\u00e7\u00e3o se pode ainda estabelecer entre a poesia moderna e alguma coisa da ordem do sagrado, isso passa pelo relato dos sulcos que, pacientemente, revolvem as devasta\u00e7\u00f5es da terra em busca de um brilho, de uma raz\u00e3o, de uma palavra ou transtornam as escurid\u00f5es planet\u00e1rias que nos habitam, na esperan\u00e7a de <em>um n\u00e3o sei qu\u00ea <\/em>agitado de esplendor. De que forma? Tanto pelo despertar do encantamento que religa a palavra ao sil\u00eancio, o vis\u00edvel ao invis\u00edvel, por uma esp\u00e9cie de integridade insepar\u00e1vel que se descobre em n\u00f3s e nas coisas, como pelo desencanto face ao inaceit\u00e1vel do mundo, \u00e0 repeti\u00e7\u00e3o son\u00e2mbula do mal, \u00e0 viol\u00eancia desmedida da banalidade que contamina tudo.<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estamos no \u00e2mago daquilo que seria \u2013 acaso existisse \u2013 o exerc\u00edcio da teotopologia liter\u00e1ria. A \u00abcharrua que opera sobre o tempo\u00bb, nas palavras de Ossip Mandelstam, ou a \u00abclareira da verdade\u00bb, numa hermen\u00eautica inspirada por Heidegger: a clareira que se abre no dizer po\u00e9tico, \u00abenquanto dizer metaforizante e simbolizante\u00bb<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>, dizer que diz e silencia, desvela e encobre, enuncia o mist\u00e9rio n\u00e3o como quem exibe, mas como quem se adentra no mist\u00e9rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Talvez Deus \u2013 a ideia de Deus, o mist\u00e9rio de Deus, Deus como interroga\u00e7\u00e3o \u2013 esteja mais encoberto neste nosso tempo, vivamos a p\u00f3s-modernidade ou a hipermodernidade, ou nem uma coisa nem a outra. Sob tantos escombros, talvez Deus esteja mais omisso neste mundo \u00ablargamente desdivinizado\u00bb, essa \u00abcoisa sem transcend\u00eancia\u00bb, como denunciou Ortega y Gasset,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 40px;\">distra\u00eddo que est\u00e1 da profundidade dos grandes s\u00edmbolos, dos c\u00f3digos matriciais das linguagens que rondam o mist\u00e9rio que se consuma em n\u00f3s, enquanto dispersa a sua fortuna no raso com\u00e9rcio de sinais que se pretendem diretos e imediatos, longe, muito longe, da preocupa\u00e7\u00e3o pelo fulgor \u00edntimo de um sentido.<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ou talvez o mundo tenha sido sempre essa \u00abcoisa sem transcend\u00eancia\u00bb, esse tempo de indig\u00eancia que depende dos poetas para uma centelha de espanto, mesmo que j\u00e1 n\u00e3o ergam cidades nem civilizem povos. Talvez as cordas solenes e soberanas da lira de Orfeu n\u00e3o tenham emudecido para sempre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A poesia \u2013 a literatura, a arte \u2013 torna-se \u00abantecipadora das grandes quest\u00f5es de que ir\u00e3o ocupar-se os fil\u00f3sofos e os te\u00f3logos\u00bb, porque \u00e9 intuitiva, criativa, problematizante. Arrisca dizer Deus nos limites da sua pr\u00f3pria inteligibilidade, como um fun\u00e2mbulo que caminha sobre uma corda esticada, tensa; um fun\u00e2mbulo sem rede, numa certa suspens\u00e3o ensimesmada, abstra\u00edda. E talvez seja essa a \u00fanica forma de dizer Deus em tempos de indig\u00eancia: uma esp\u00e9cie de funambulismo son\u00e2mbulo, no limite da inteligibilidade da realidade, por dentro da ininteligibilidade em que Deus \u2013 a ideia de Deus, o mist\u00e9rio de Deus, Deus como interroga\u00e7\u00e3o \u2013 \u00e9 ainda intelig\u00edvel, no limite da consci\u00eancia do risco assumido em cada movimento, no instante fr\u00e1gil de cada equil\u00edbrio, de cada sil\u00eancio recolhido pela \u00abm\u00e3o tr\u00e9mula\/ pobre\/ assinalada pela escassez extrema dos nomes\u00bb<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a>, como se l\u00ea num poema de Tolentino Mendon\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O lugar de Deus na poesia \u2013 na literatura, na arte \u2013 contempor\u00e2nea \u00e9 ainda um lugar que se pressente, que se intui. Pode ser menos expl\u00edcito do que nas formula\u00e7\u00f5es de outros contextos hist\u00f3rico-culturais, mas nem por isso \u00e9 menos aut\u00eantico. Com efeito, talvez seja legitimamente mais interrogativo, mais fraturante, mais coerente com um certo sentido de implicitude sem o qual Deus se torna um dado adquirido, uma mera constru\u00e7\u00e3o, o produto de uma racionalidade redutora: um deus \u00e0 imagem e semelhan\u00e7a de um homem que j\u00e1 n\u00e3o sabe conceber-se \u2013 intuir-se \u2013 \u00e0 imagem e semelhan\u00e7a de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o se trata de uma atitude refrat\u00e1ria ao discurso teol\u00f3gico e filos\u00f3fico sobre Deus, mas a consci\u00eancia de que, no caso concreto do cristianismo, a teologia tende muitas vezes a ser o meio de legitima\u00e7\u00e3o dos processos de subvers\u00e3o da po\u00e9tica do Evangelho. Como lembra Paul Tillich:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 40px;\">N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil pregar cada domingo sem se elevar a pretens\u00e3o de <em>possuir<\/em> Deus e de poder dispor dele. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil pregar Deus \u00e0s crian\u00e7as e aos pag\u00e3os, aos c\u00e9ticos e aos ateus, e ter de lhes explicar, ao mesmo tempo, que n\u00f3s pr\u00f3prios n\u00e3o possu\u00edmos Deus, mas que o esperamos. Eu estou convencido de que a resist\u00eancia ao cristianismo vem em grande parte do facto dos crist\u00e3os, abertamente ou n\u00e3o, erguerem a pretens\u00e3o de possuir Deus e terem assim perdido o elemento de expectativa.<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E nesse sentido, mesmo com a eros\u00e3o de tanta inoc\u00eancia perdida, mesmo com uma vaga melancolia dispersa em desgastes e desgostos muitos, talvez este nosso indefinido tempo de indig\u00eancia nos permita perceber que Deus n\u00e3o \u00e9 de possuir; talvez os te\u00f3logos e fil\u00f3sofos crist\u00e3os tenham de (re)aprender com os poetas a esperar Deus sem a pretens\u00e3o de possu\u00ed-lo; talvez a poesia \u2013 a literatura, a arte \u2013 seja hoje uma esp\u00e9cie de sacr\u00e1rio sem a pretens\u00e3o de conter (um)a \u00abpresen\u00e7a real\u00bb: uma teotopia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com efeito, n\u00e3o sei se Deus est\u00e1 mais presente na poesia \u2013 na literatura, na arte \u2013 contempor\u00e2nea do que em outros modos de presen\u00e7a (e perten\u00e7a), em outros contextos hist\u00f3rico-culturais. Mas estou certo de que Deus n\u00e3o est\u00e1 mais presente numa poesia que o enuncia explicitamente, do que numa poesia que implicitamente o pressente. E creio que o sentimento de aus\u00eancia \u00e9, muitas vezes, express\u00e3o de uma \u00abpresen\u00e7a mais pura\u00bb<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a>, mesmo que n\u00e3o saiba exatamente o que isso signifique \u2013 penso ainda na l\u00e2mpada apagada \u00abcujo ouro brilha no escuro pela mem\u00f3ria da extinta luz\u00bb<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">[12]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E creio que o Deus impl\u00edcito \u2013 e ocasionalmente expl\u00edcito<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\">[13]<\/a> \u2013 na obra de tantos poetas contempor\u00e2neos \u00e9 aquele no qual uma profiss\u00e3o de f\u00e9 continua a ser um horizonte de possibilidade de abertura \u00e0 transcend\u00eancia, a verdade \u00edntima do mist\u00e9rio do homem que se coloca diante do mist\u00e9rio de Deus, a inteligibilidade do homem que percebe \u2013 na sua intr\u00ednseca ininteligibilidade \u2013 a ininteligibilidade em que Deus se torna poeticamente intelig\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E creio que a poesia \u00e9 um lugar onde Deus \u00e9 \u2013 ainda \u2013 um <em>nome<\/em> poss\u00edvel, essa charrua<em>\u00a0<\/em>que opera sobre o tempo para fazer emergir o que, nele, repousa no profundo; pode ser essa clareira da verdade, de uma verdade que escapa. Talvez j\u00e1 n\u00e3o erga cidades nem civilize povos, mas creio que persiste onde realmente importa: nesse \u00edntimo \u00abfundo informulado de uma vida\u00bb<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\">[14]<\/a> \u2013 como se l\u00ea num poema de Herberto Helder \u2013, que n\u00e3o nem da ordem do profano, nem da ordem do sagrado: mas uma dessas est\u00e2ncias transimanentes que Deus habita como interroga\u00e7\u00e3o \u2013 uma teotopia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E para que servem poetas em tempos de indig\u00eancia? Servem para redescobrir esse espa\u00e7o em que a iman\u00eancia e a transcend\u00eancia se intersetam. O poeta a que se refere H\u00f6lderlin desdobra a \u00e1rea de interse\u00e7\u00e3o transimanente \u2013 lugar coabitado, teotopia po\u00e9tica. O poeta desdobra a \u00e1rea de interse\u00e7\u00e3o transimanente \u00e9 um mediador, agente de intercess\u00e3o ao modo do santo, mas em sentido inverso: o santo intercede pelos homens junto de Deus, o poeta intercede por Deus junto dos homens<a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\">[15]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para que servem poetas em tempos de indig\u00eancia? Servem ainda para perscrutar o que move a m\u00e3o escrevente. E o que move a m\u00e3o escrevente? \u00c9<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 40px;\">uma qualquer compaix\u00e3o pela vida, nua, pobre, passada, inocente, esquecida, sussurrante, amante, quase nada. Uma compaix\u00e3o que ordena a m\u00e3o na procura disso que, numa novela de Henry James, se explicita assim: <em>E a ti, o que te salva?<\/em> Oh, os que n\u00e3o sabem que a m\u00e3o escrevente \u00e9 a m\u00e3o que salva!<a href=\"#_ftn16\" name=\"_ftnref16\">[16]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Ruy Belo, <em>Todos os poemas<\/em>, p. 210.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Express\u00e3o de Paul Poupard \u2013 cf. <em>O Cristianismo no limiar do iii mil\u00e9nio<\/em>, Porto, Livros do Brasil, 2001, pp. 35-52.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Express\u00e3o de Charles Moeller \u2013 cf. <em>Umanesimo e santit\u00e0<\/em>, Brescia, Morcelliana, 1950, p. 53.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Jorge Coutinho, \u00abDeus na Literatura\u00bb, in <em>Communio<\/em> 6, Ano xix, 2002, p. 495.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Ibid., p. 497.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Jos\u00e9 Tolentino Mendon\u00e7a, \u00abA primitiva labareda\u00bb, p. 10.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Jorge Coutinho, \u00abDeus na Literatura\u00bb, p. 498.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> Jos\u00e9 Tolentino Mendon\u00e7a, \u00abA primitiva labareda\u00bb, p. 10.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> Jos\u00e9 Tolentino Mendon\u00e7a, <em>A noite abre meus olhos<\/em>, p. 42.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> Paul Tillich, <em>The shaking of the foundations<\/em>, Londres, Pelican Books, 1963, p. 152.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> Express\u00e3o de Jos\u00e9 Tolentino Mendon\u00e7a \u2013 cf. <em>A noite abre os meus olhos<\/em>, p. 94.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a> Fernando Pessoa, <em>Livro do Desassossego<\/em>, p. 156.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a> \u00c9 o caso de \u00abAnimal lit\u00fargico\u00bb, in\u00e9dito com que Valter Hugo M\u00e3e abre a recente edi\u00e7\u00e3o da sua poesia reunida \u2013 cf. <em>Publica\u00e7\u00e3o da mortalidade<\/em>, Porto, Ass\u00edrio &amp; Alvim, 2018, pp. 13-30.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\">[14]<\/a> Herberto Helder, <em>Of\u00edcio Cantante \u2013 poesia completa<\/em>, Lisboa, Ass\u00edrio &amp; Alvim, 2009, p. 109.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\">[15]<\/a> Ocorrem-me as palavras de Jaime Cortes\u00e3o em <em>Portugal, a Terra e o Homem<\/em>: \u00abDepois atinge-se Amarante debru\u00e7ada sobre o rio, vila antiga e solarenga dum santo e dum poeta, de S\u00e3o Gon\u00e7alo e de Teixeira de Pascoaes. Poetas como este, por vezes mais que os santos, santificam a vida\u00bb \u2013 Lisboa, Artis, 1966, p. 86.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref16\" name=\"_ftn16\">[16]<\/a> Jos\u00e9 Tolentino Mendon\u00e7a, \u00abA primitiva labareda\u00bb, p. 10.<\/p>\n<h6 style=\"padding-left: 200px; text-align: right;\"><span style=\"font-size: 10.72px;\">Imagem de\u00a0<\/span><a style=\"font-size: 10.72px;\" href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/users\/photosforyou-124319\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=2546791\">photosforyou<\/a><span style=\"font-size: 10.72px;\">\u00a0por\u00a0<\/span><a style=\"font-size: 10.72px;\" href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=2546791\">Pixabay<\/a><\/h6>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Textos recolhidos de TEIXEIRA, Jos\u00e9 Rui &#8211; <em>Vestigia Dei: Uma leitura teotopol\u00f3gica da literatura portuguesa<\/em>. Maia: Cosmorama Edi\u00e7\u00f5es, 2019, 78pp.<\/h6>\n<p><a href=\"http:\/\/www.cosmorama.pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-7618 aligncenter\" src=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Vestigia-dei-714x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"219\" height=\"314\" srcset=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Vestigia-dei-714x1024.jpg 714w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Vestigia-dei-209x300.jpg 209w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Vestigia-dei-768x1101.jpg 768w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Vestigia-dei-600x860.jpg 600w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Vestigia-dei-1071x1536.jpg 1071w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Vestigia-dei-1428x2048.jpg 1428w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Vestigia-dei-1200x1721.jpg 1200w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Vestigia-dei-850x1219.jpg 850w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Vestigia-dei-480x688.jpg 480w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Vestigia-dei-1320x1893.jpg 1320w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Vestigia-dei-scaled.jpg 1785w\" sizes=\"auto, (max-width: 219px) 100vw, 219px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8216;Vestigia Dei &#8216;-<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7614,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46,139,91,140],"tags":[],"class_list":["post-7613","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-autores","category-jose-rui-teixeira","category-olhares-ii","category-vestigia-dei"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7613","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7613"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7613\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7628,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7613\/revisions\/7628"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7614"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7613"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7613"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7613"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}