{"id":7592,"date":"2020-01-04T15:05:11","date_gmt":"2020-01-04T15:05:11","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=7592"},"modified":"2019-12-16T00:17:59","modified_gmt":"2019-12-16T00:17:59","slug":"vestigia-dei-4-2-uma-terra-de-poetas-e-um-povo-de-suicidas-dou-caca-um-por-um-aos-meus-fantasmas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/vestigia-dei-4-2-uma-terra-de-poetas-e-um-povo-de-suicidas-dou-caca-um-por-um-aos-meus-fantasmas\/","title":{"rendered":"Vestigia Dei | 4 &#8211; [2.] UMA TERRA DE POETAS E UM POVO DE SUICIDAS: DOU CA\u00c7A UM POR UM AOS MEUS FANTASMAS"},"content":{"rendered":"<h5 style=\"text-align: right;\"><em>&#8216;Vestigia Dei<\/em> &#8216;- <em>Rubrica dedicada \u00e0 reflex\u00e3o sobre o lugar de Deus na poesia portuguesa<\/em><\/h5>\n<h6 style=\"text-align: right;\">(Parceria com o projeto <a href=\"http:\/\/www.teotopias.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><em>Teotopias<\/em><\/a>)<\/h6>\n<p style=\"text-align: center;\">[2.] UMA TERRA DE POETAS E UM POVO DE SUICIDAS<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">DOU CA\u00c7A UM POR UM AOS MEUS FANTASMAS<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Jos\u00e9 Rui Teixeira<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Saraiva escreveu sobre o \u00abnovelo afetivo\u00bb<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a> que caracteriza a \u00abpersonalidade portuguesa\u00bb, novelo afetivo que implica \u2013 entre outras particularidades idiossincr\u00e1ticas \u2013 um certo sentimento de insularidade, o messianismo sebastianista e a saudade, e que aparece \u00aba observadores estrangeiros como desnorteante e paradoxal\u00bb<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>. E esta afirma\u00e7\u00e3o transporta-nos para Lisboa, numa tarde de novembro de 1908. Miguel de Unamuno, diante do Convento do Carmo, cujas ru\u00ednas g\u00f3ticas sobreviveram ao terramoto de 1755, desabafa: \u00abpensaba qu\u00e9 terremoto \u00edntimo, moral, amenaza este pueblo\u00bb<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>. Depois compra tr\u00eas di\u00e1rios, l\u00ea algumas not\u00edcias, percorre as ruas da cidade e escreve:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre tanto van y vienen las gentes de esta ciudad cosmopolita; parecen contentas, r\u00eden, gesticulan, acuden a sus negocios o sus distracciones. Y un satisfecho podr\u00eda decirles al verlas: \u00ab\u00c9ste es un pueblo como todos los dem\u00e1s; aqu\u00ed no pasa nada\u00bb. Y, sin embargo, Portugal, esta misma tierra, es un pueblo triste.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Es si, un pueblo triste. Y de aqu\u00ed el encanto que para algunos tiene, a pesar de la evidente trivialidad de sus manifestaciones exteriores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portugal es un pueblo triste, y lo es hasta cuando sonr\u00ede. Su literatura [\u2026] es una literatura triste.<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que \u00e9 que Unamuno viu \u2013 pressentiu \u2013 nas ruas de Lisboa? O que \u00e9 que faz deste povo, aos seus olhos, um povo triste mesmo quando sorri? E o que \u00e9 que faz da sua literatura uma literatura triste? Unamuno vai mais longe e escreve: \u00abPortugal es un pueblo de suicidas, tal vez un pueblo suicida. La vida no tiene para \u00e9l sentido transcendente. Quiere vivir tal vez, s\u00ed, pero \u00bfpara qu\u00e9? Vale m\u00e1s no vivir\u00bb<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aqui nos situamos numa primeira encruzilhada: se, para Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Saraiva, a cultura portuguesa revela algum \u00abdesinteresse pela especula\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica \u00e0 ocidental\u00bb, assim como a \u00abaus\u00eancia de pol\u00e9micas teol\u00f3gicas e de doutrina\u00e7\u00e3o propriamente m\u00edstica\u00bb<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>, para Unamuno, a vida n\u00e3o tem um \u00absentido transcendente\u00bb para o povo portugu\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda que se trate de afirma\u00e7\u00f5es sem excessivas pretens\u00f5es epist\u00e9micas, estamos na presen\u00e7a de observa\u00e7\u00f5es contundentes sobre um povo que, particularmente desde o s\u00e9culo xiv, abdicou da condi\u00e7\u00e3o europeia que Castela lhe coartava e desenvolveu um certo sentimento de isolamento, porque \u2013 entre Portugal e a Europa \u2013 Castela funcionou historicamente como um deserto isolador, mais do que um espa\u00e7o de resson\u00e2ncia e comunica\u00e7\u00e3o<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse ensimesmamento, simbolicamente, nimba a sua voca\u00e7\u00e3o atl\u00e2ntica de uma vertigem suicid\u00e1ria: um povo t\u00e3o afetivamente apegado \u00e0s suas ra\u00edzes, \u00e0s suas origens, projeta-se numa di\u00e1spora que ainda hoje re\u00fane quase um ter\u00e7o dos portugueses. E se esporadicamente buscou em Fran\u00e7a, sobretudo a partir do s\u00e9culo xix, o lenitivo para um persistente sentimento de orfandade<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a>, esse contacto n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o o tornou mais europeu, como acentuou, por cotejamento, a disforia da sua singularidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A <em>intelligentsia <\/em>portuguesa dos s\u00e9culos xix e xx escolheu exprimir-se preferencialmente por meio da literatura, absorvendo vastos dom\u00ednios do pensamento filos\u00f3fico e teol\u00f3gico, geralmente aut\u00f3nomos e que, em Portugal, se tornaram difusos. Importa referir que no final do s\u00e9culo xix, se a condi\u00e7\u00e3o de te\u00f3logo rareava e se circunscrevia a meios clericais mais ou menos entrincheirados, n\u00e3o existia uma demarca\u00e7\u00e3o evidente nem da condi\u00e7\u00e3o, nem do \u00e2mbito da a\u00e7\u00e3o dos fil\u00f3sofos e dos pol\u00edticos; todos, mesmo os homens da ci\u00eancia, procuravam afirmar-se atrav\u00e9s do meio liter\u00e1rio. Talvez por isso Jaime Cortes\u00e3o tenha escrito, em 1911 \u2013 a prop\u00f3sito de Teixeira de Pascoaes \u2013, que \u00abPortugal \u00e9 uma terra de poetas\u00bb<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\"><sup>[10]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste contexto, o caso de Antero de Quental \u00e9 exemplar: a sua consagra\u00e7\u00e3o c\u00edvica, no contexto da resist\u00eancia ao Ultimato ingl\u00eas, em 1890, \u00e9 uma consequ\u00eancia de uma outra consagra\u00e7\u00e3o, anterior, significativamente mais profunda: o poeta era considerado um \u00absanto\u00bb<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a>, com um estatuto moral e espiritual que, numa sociedade progressivamente mais secularizada e anticlerical, j\u00e1 n\u00e3o era reconhecido \u00e0 Igreja. E ao contr\u00e1rio do que se passava em muitos pa\u00edses, onde o her\u00f3i nacional era geralmente um chefe militar, em Portugal, no centro do culto patri\u00f3tico estava um poeta<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">[12]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E n\u00e3o se trata de um caso isolado ou de algo sem precedentes na cultura portuguesa: bastaria ter em considera\u00e7\u00e3o o prest\u00edgio do rei-trovador D. Dinis e de uma figura como a de Cam\u00f5es, a quem cabe \u2013 no s\u00e9culo xvi \u2013 a miss\u00e3o de (re)inventar Portugal em <em>Os Lus\u00edadas<\/em>, esse livro, o \u00fanico livro que \u2013 nas palavras de Eduardo Louren\u00e7o \u2013 \u00abn\u00e3o se pode reescrever, pois foi ele que nos fez, tal como a n\u00f3s mesmos continuamos a sonhar-nos\u00bb<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\">[13]<\/a>. N\u00e3o \u00e9 assim de estranhar que, de Garrett e Herculano a Pascoaes e Pessoa, os poetas sejam reconhecidos como os leg\u00edtimos representantes do \u00abg\u00e9nio nacional\u00bb <strong>(<\/strong><em>Volksgeist<\/em><strong>)<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E aqui nos situamos numa segunda encruzilhada: apesar do \u00abdesinteresse pela especula\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica \u00e0 ocidental\u00bb e da \u00abaus\u00eancia de pol\u00e9micas teol\u00f3gicas e de doutrina\u00e7\u00e3o propriamente m\u00edstica\u00bb, e apesar de, aos olhos de Unamuno, a vida n\u00e3o ter um \u00absentido transcendente\u00bb para este povo, a tend\u00eancia dominante do pensamento filos\u00f3fico portugu\u00eas, entre a segunda metade do s\u00e9culo xix e a primeira metade do s\u00e9culo xx, \u00e9 precisamente a filosofia da religi\u00e3o, situada no \u00e2mbito de uma \u00abmeta-religi\u00e3o\u00bb<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\">[14]<\/a>, que acaba por ser a express\u00e3o da saudade, enquanto nostalgia do absoluto (numa aproxima\u00e7\u00e3o \u00e0 <em>Sehnsucht<\/em> alem\u00e3), premente nas formula\u00e7\u00f5es do messianismo sebastianista, do Quinto Imp\u00e9rio e do Encoberto, de Sampaio Bruno a Pessoa, \u00e0 Era Lus\u00edada e ao saudosismo de Teixeira de Pascoaes<a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\">[15]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Compreende-se assim que, em 1922, em Madrid, Leonardo Coimbra tenha afirmado que \u00aba moderna poesia portuguesa \u00e9 fundamentalmente de ordem religiosa. Representa, desde Antero, por Nobre e Junqueiro, at\u00e9 Pascoaes, uma crise de valores espirituais interpretativos e diretores da Vida\u00bb<a href=\"#_ftn16\" name=\"_ftnref16\">[16]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Regressamos a Antero de Quental, porque \u00e9 precisamente nele que descobrimos \u00abas ru\u00ednas e os escombros interiores, a inquieta\u00e7\u00e3o moral e metaf\u00edsica, numa reinven\u00e7\u00e3o da miss\u00e3o do poeta\u00bb<a href=\"#_ftn17\" name=\"_ftnref17\">[17]<\/a>. E \u00e9 isso que faz de Antero, nas palavras de Eduardo Louren\u00e7o, \u00abum m\u00edstico em estado um pouco menos selvagem do que Rimbaud, numa cultura que odeia de instinto o di\u00e1logo direto, real ou imagin\u00e1rio, \u00e0 Bergman, com Deus ou a sua aus\u00eancia\u00bb<a href=\"#_ftn18\" name=\"_ftnref18\">[18]<\/a>. E, por isso, o seu suic\u00eddio \u00abn\u00e3o \u00e9 uma perip\u00e9cia subjetiva, nem uma trag\u00e9dia sentimental ou cultural, \u00e0 Werther ou Chatterton, \u00e9 o \u00faltimo ato de uma vida que desejou tocar a face de Deus e n\u00e3o a encontrou\u00bb<a href=\"#_ftn19\" name=\"_ftnref19\">[19]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antero levou at\u00e9 \u00e0s \u00faltimas consequ\u00eancias aquilo que se pressente em tantos outros poetas portugueses, mesmo naqueles em quem, muitas vezes, a \u00abexplora\u00e7\u00e3o do desejo e o risco da confiss\u00e3o d\u00e3o lugar ao tradicionalismo m\u00e9trico e louvor de um Portugal rural e de um povo crente\u00bb<a href=\"#_ftn20\" name=\"_ftnref20\">[20]<\/a>, como acontece com a generalidade dos poetas neorrom\u00e2nticos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uns resilientes, outros dissidentes, entre profiss\u00f5es de f\u00e9 e apostasias, com mais ou menos intensidade m\u00edstica, com mais ou menos tragicidade, o que os une \u00e9 a abertura \u2013 tantas vezes ag\u00f3nica \u2013 \u00e0 transcend\u00eancia, a procura que se desdobra em instantes de perda e abandono.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre encontros, desencontros e reencontros, muitos evocam a f\u00e9 perdida, uma f\u00e9 pu\u00edda pelas agruras e vicissitudes da vida. Tal como Antero de Quental<a href=\"#_ftn21\" name=\"_ftnref21\">[21]<\/a>, Ces\u00e1rio Verde<a href=\"#_ftn22\" name=\"_ftnref22\">[22]<\/a> e Ant\u00f3nio Nobre<a href=\"#_ftn23\" name=\"_ftnref23\">[23]<\/a>, Camilo Pessanha procura alhear-se de Deus e lamenta-o, at\u00e9 porque se pressente, impl\u00edcita na sua poesia, uma profunda tens\u00e3o espiritual, eivada de uma saudade de si pr\u00f3prio, uma saudade da inf\u00e2ncia e uma saudade desse Deus que seria lenitivo para o desterro e impediente do afundamento:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu mesmo quero a f\u00e9, e n\u00e3o a tenho&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013 Um resto de batel \u2013 quisera um lenho,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para n\u00e3o afundir na treva imensa,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Deus, o mesmo Deus que te fez crente&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nem saibas que esse Deus omnipotente<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi quem arrebatou a minha cren\u00e7a.<a href=\"#_ftn24\" name=\"_ftnref24\">[24]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com efeito, nas antologias de poesia religiosa portuguesa<a href=\"#_ftn25\" name=\"_ftnref25\">[25]<\/a> encontramos menos os pedregosos e \u00edngremes caminhos que alguns poetas percorreram no sentido de perscrutar Deus como interroga\u00e7\u00e3o, enquanto abundam exemplos de uma familiaridade inquestionada e autocomprazida, que prescindem das tens\u00f5es mais profundas da experi\u00eancia espiritual, como se muitos poetas descansassem \u00abnuma c\u00f3moda satisfa\u00e7\u00e3o de conhecer ou de dizer Deus\u00bb<a href=\"#_ftn26\" name=\"_ftnref26\">[26]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Concordo com Tolentino Mendon\u00e7a e Paulo Pires do Vale, quando afirmam que<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Literatura e Religi\u00e3o iluminam aquilo que se encontra tatuado em algumas interroga\u00e7\u00f5es humanas: a necessidade de organizar a nossa experi\u00eancia do mundo; colocar em di\u00e1logo o finito que somos e o infinito que irrompe dentro de n\u00f3s e da hist\u00f3ria; decifrar o sil\u00eancio ardente da presen\u00e7a de Deus.<a href=\"#_ftn27\" name=\"_ftnref27\">[27]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E se isso \u00e9 evidente em obras po\u00e9ticas como as de Sophia de Mello Breyner Andresen, Ruy Belo e Daniel Faria (tr\u00eas dos autores com mais destaque na antologia <em>Verbo \u2013 Deus como interroga\u00e7\u00e3o na poesia portuguesa<\/em><a href=\"#_ftn28\" name=\"_ftnref28\">[28]<\/a>), n\u00e3o \u00e9 menos impressivo na poesia Herberto Helder<a href=\"#_ftn29\" name=\"_ftnref29\">[29]<\/a> e Jorge Mel\u00edcias<a href=\"#_ftn30\" name=\"_ftnref30\">[30]<\/a>, poetas que dificilmente se acomodariam numa antologia deste tipo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Ruy Belo, <em>Todos os poemas<\/em>, p. 211.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Saraiva, <em>A Cultura em Portugal \u2013 Teoria e Hist\u00f3ria<\/em> (vol. i), Lisboa, Gradiva, 1996, p. 85.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Ibid., p. 84.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Miguel de Unamuno, \u00abUn pueblo suicida\u00bb, in <em>Por tierras de Portugal y de Espa\u00f1a<\/em>, Madrid, Alianza Editorial, 2011, p. 105.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Ibid., p. 106.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Ibid.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Saraiva, <em>A Cultura em Portugal<\/em>, p. 104.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> Cf. ibid., pp. 81-82.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> Cf. ibid., p. 107.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\"><sup>[10]<\/sup><\/a> Jaime Cortes\u00e3o, \u00abO poeta Teixeira de Pascoaes\u00bb, in Teixeira de Pascoaes, <em>A S<\/em><em>audade e o Saudosismo<\/em>, Lisboa, Ass\u00edrio &amp; Alvim, 1988, p. 275.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> Cf. E\u00e7a de Queir\u00f3s, \u00abUm g\u00e9nio que era um santo\u00bb, in <em>Antero de Quental \u2013 In memoriam<\/em>, Porto, Mathieu Lugan \u2013 Editor, 1896, pp. 481-483.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a> Sobre a condi\u00e7\u00e3o e o m\u00fanus do poeta, n\u00e3o especificamente no contexto portugu\u00eas: Luis Alegre Zahonero, <em>El lugar de los poetas \u2013 Un ensayo sobre est\u00e9tica y pol\u00edtica<\/em>, Madrid, Ediciones Akal, 2017.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a> Eduardo Louren\u00e7o, <em>Portugal como Destino seguido de Mitologia da Saudade<\/em>, Lisboa, Gradiva, 1999, p. 154.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\">[14]<\/a> \u00abAntiteologia\u00bb ou \u00abcren\u00e7a substituta\u00bb, conceitos de George Steiner \u2013 cf. <em>Nostalgia do Absoluto<\/em>, Lisboa, Rel\u00f3gio d\u2019\u00c1gua, 2003, p. 13.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\">[15]<\/a> \u00c9 Teixeira de Pascoaes quem afirma que \u00abna alma lusitana h\u00e1 uma n\u00e9voa duma nova religi\u00e3o\u00bb<sup>[1]<\/sup>: \u00abA m\u00edstica Saudade\u00bb<sup>[2]<\/sup>, \u00abA vida dum novo Sentimento&#8230;\/ A nova Religi\u00e3o adivinhada,\/ Por ignoto sentido, que alvorece,\/ No mais remoto e fundo de n\u00f3s pr\u00f3prios\u00bb<sup>[3]<\/sup>, como se l\u00ea em <em>Regresso ao Para\u00edso<\/em>. A Saudade \u00e9, \u00absem d\u00favida, uma nova religi\u00e3o\u00bb<sup>[4]<\/sup> e o saudosismo (\u00abcriado no campo do sonho e da arte\u00bb<sup>[5]<\/sup>) \u00e9 o nome que Pascoaes d\u00e1 \u00e0 Religi\u00e3o da Saudade, como se l\u00ea em <em>O Esp\u00edrito Lusitano ou o Saudosismo<\/em>; um \u00abSonho Redentor\u00bb<sup>[6]<\/sup>, essencialmente de natureza religiosa, com o prop\u00f3sito messi\u00e2nico da \u00abCria\u00e7\u00e3o de um novo Portugal\u00bb<sup>[7]<\/sup>. Refer\u00eancias: <sup>[1]<\/sup> \u00abAo povo portugu\u00eas \u2013 A \u201cRenascen\u00e7a Lusitana\u201d\u00bb, in <em>A Saudade e o Saudosismo<\/em>, p. 33; <sup>[2 e 3]<\/sup> <em>Regresso ao Para\u00edso<\/em>, in<em> Obras Completas de Teixeira de Pascoaes<\/em> (vol. v), Lisboa, Livrarias Aillaud Bertrand, s\/d [1929-1932], p. 54 e pp. 90-91; <sup>[4 e 5]<\/sup> \u00abO Esp\u00edrito Lusitano ou o Saudosismo\u00bb, in <em>A Saudade e o Saudosismo<\/em>, p. 48; <sup>[6 e 7]<\/sup> \u00abRenascen\u00e7a\u00bb, in <em>A Saudade e o Saudosismo<\/em>, p. 36.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref16\" name=\"_ftn16\">[16]<\/a> Leonardo Coimbra, \u00abSobre la moderna poes\u00eda portuguesa\u00bb, in <em>Obras Completas<\/em> <em>v (1922-1923)<\/em> \/ Tomo i, Lisboa, IN-CM, 2009, p. 42.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref17\" name=\"_ftn17\">[17]<\/a> Jos\u00e9 Tolentino Mendon\u00e7a e Paulo Pires do Vale, \u00abLiteratura religiosa. \u00c9poca contempor\u00e2nea\u00bb, in Carlos Moreira Azevedo (dir.), <em>Dicion\u00e1rio de Hist\u00f3ria Religiosa de Portugal <\/em>(vol. J-P), Lisboa, C\u00edrculo de Leitores, 2001, p. 132. O artigo inteiro divide-se em i. \u00c9poca medieval (Aires A. Nascimento, pp. 113-124), ii. \u00c9poca moderna (Zulmira C. Santos, pp. 125-130) e iii. \u00c9poca contempor\u00e2nea\u00bb (Jos\u00e9 Tolentino Mendon\u00e7a e Paulo Pires do Vale, pp. 130-138). Seria muito importante a tradu\u00e7\u00e3o ou a organiza\u00e7\u00e3o em Portugal de uma obra como a que Jean Duchesne dirigiu: <em>Histoire chr\u00e9tienne de la litt\u00e9rature \u2013 L\u2019Esprit des lettres de l\u2019Antiquit\u00e9 \u00e0 nos jours<\/em> (Paris, Flammarion, 1996).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref18\" name=\"_ftn18\">[18]<\/a> Eduardo Louren\u00e7o, <em>Portugal como Destino seguido de Mitologia da Saudade<\/em>, p. 43.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref19\" name=\"_ftn19\">[19]<\/a> Ibid., pp. 43-44.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref20\" name=\"_ftn20\">[20]<\/a> Jos\u00e9 Tolentino Mendon\u00e7a e Paulo Pires do Vale, \u00abLiteratura religiosa. \u00c9poca contempor\u00e2nea\u00bb, p. 134.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref21\" name=\"_ftn21\">[21]<\/a> \u00abDeix\u00e1-la ir, a alma lastimosa,\/ Que perdeu f\u00e9 e paz e confian\u00e7a\u00bb; \u00abO \u00faltimo l\u00edrio, a F\u00e9, secou-se\u2026 morre\u2026\u00bb \u2013 Antero de Quental, <em>Poesia Completa<\/em>, Lisboa, Publica\u00e7\u00f5es Dom Quixote, 2001, p. 251 e 354.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref22\" name=\"_ftn22\">[22]<\/a> \u00abN\u00f3s ignoramos, sem religi\u00e3o,\/ Ao rasgarmos caminho, a f\u00e9 perdida\u00bb \u2013 Ces\u00e1rio Verde, <em>O Livro de Ces\u00e1rio Verde<\/em>, Lisboa, Ass\u00edrio &amp; Alvim, 2004, p. 124.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref23\" name=\"_ftn23\">[23]<\/a> \u00abPedi-te a f\u00e9, Senhor! pedi-te a gra\u00e7a,\/ mas n\u00e3o te curvas nunca p\u2019ra me ouvir\u00bb; \u00abN\u00e3o creio em nada! e fui t\u00e3o religioso!\u00bb \u2013 Ant\u00f3nio Nobre, <em>Poesia Completa<\/em>, Lisboa, Publica\u00e7\u00f5es Dom Quixote, 2000, p. 383 e 395.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref24\" name=\"_ftn24\">[24]<\/a> Camilo Pessanha, <em>Clepsidra e outros poemas<\/em>, Porto, Lello Editores, 1997, p. 193.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref25\" name=\"_ftn25\">[25]<\/a> Destaco tr\u00eas antologias: <em>Cem das melhores poesias religiosas da l\u00edngua portuguesa<\/em>, organizada por C\u00e9sar de Frias (Lisboa, Guimar\u00e3es e C.\u00aa, 1932); <em>Antologia de poesias religiosas<\/em>, organizada por Guilherme de Faria (Lisboa, Edi\u00e7\u00f5es Gama, 1947); e <em>Na m\u00e3o de Deus \u2013 Antologia de poesia religiosa portuguesa<\/em>, organizada por Jos\u00e9 R\u00e9gio e Alberto de Serpa (Lisboa, Portug\u00e1lia Editora, 1958). Nataniel Costa, em 1952, escolheu 31 poemas para a edi\u00e7\u00e3o de <em>Cristo \u2013 tal como os pintores, escultores e poetas portugueses O viram, sentiram e entenderam <\/em>(Lisboa, Editorial Est\u00fadios Cor, 1952). E, em 1973 e 1974 s\u00e3o publicados os dois volumes de <em>Poesia e Teologia \u2013 poetas de l\u00edngua portuguesa<\/em>, antologia organizada por Ant\u00f3nio de Azevedo Pires (Lisboa, Uni\u00e3o Gr\u00e1fica, 1973 e 1974).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref26\" name=\"_ftn26\">[26]<\/a> Jos\u00e9 Tolentino Mendon\u00e7a e Paulo Pires do Vale, \u00abLiteratura religiosa. \u00c9poca contempor\u00e2nea\u00bb, p. 134.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref27\" name=\"_ftn27\">[27]<\/a> Ibid., p. 130.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref28\" name=\"_ftn28\">[28]<\/a> L\u00ea-se na \u00abExplica\u00e7\u00e3o\u00bb da antologia: \u00abSophia de Mello Breyner Andresen \u00e9 um caso especial de contiguidade entre a cultura greco-latina, pag\u00e3, e a \u00e9tica crist\u00e3, mas tem sempre presente os mesmos ideais de justi\u00e7a, perfei\u00e7\u00e3o, paz, o mesmo esc\u00e2ndalo com os fariseus e os opressores a mesma \u00e2nsia por uma \u201cpura face\u201d. [\u2026] Ruy Belo come\u00e7ou por ser um poeta cat\u00f3lico, tornou-se depois um \u201cpobre cat\u00f3lico\u201d e um \u201cvencido do catolicismo\u201d, deixando cair todas as mai\u00fasculas, at\u00e9 na palavra deus e deixou-nos poemas literalmente antol\u00f3gicos sobre os vest\u00edgios de Deus nas palavras e no mundo, mesmo que se tenha depois desencontrado com esses vest\u00edgios. [\u2026] Daniel Faria, monge beneditino, precocemente falecido, que comp\u00f4s poemas b\u00edblicos, metaf\u00f3ricos, algures entre S. Jo\u00e3o Cruz e Herberto: par\u00e1frases, transforma\u00e7\u00f5es, intima\u00e7\u00f5es e segredos\u00bb \u2013 <em>Verbo<\/em>, pp. 11-12.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref29\" name=\"_ftn29\">[29]<\/a> \u00c9 muito interessante o texto de Tolentino Mendon\u00e7a, na revista do <em>Expresso<\/em>, aquando da morte de Herberto Helder: \u00abAt\u00e9 que Deus \u00e9 destru\u00eddo pelo extremo exerc\u00edcio da beleza\u00bb, in <em>E<\/em>, Edi\u00e7\u00e3o 2213, 28 de mar\u00e7o de 2015, p. 10.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref30\" name=\"_ftn30\">[30]<\/a> Eu pr\u00f3prio o referi em \u00abOnde a resili\u00eancia da pedra toca a exa\u00e7\u00e3o da fratura. Leituras da poesia de Jorge Mel\u00edcias\u00bb, posf\u00e1cio \u00e0 edi\u00e7\u00e3o de <em>Alv\u00eddrio<\/em> (Maia, Cosmorama Edi\u00e7\u00f5es, 2014, pp. 175-190).<\/p>\n<h6 style=\"text-align: right; padding-left: 200px;\"><span style=\"font-size: 10.72px;\">Imagem de\u00a0<\/span><a style=\"font-size: 10.72px;\" href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/users\/KELLEPICS-4893063\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=2861107\">Stefan Keller<\/a><span style=\"font-size: 10.72px;\">\u00a0por\u00a0<\/span><a style=\"font-size: 10.72px;\" href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=2861107\">Pixabay<\/a><\/h6>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Textos recolhidos de TEIXEIRA, Jos\u00e9 Rui &#8211; <em>Vestigia Dei: Uma leitura teotopol\u00f3gica da literatura portuguesa<\/em>. Maia: Cosmorama Edi\u00e7\u00f5es, 2019, 78pp.<\/h6>\n<p><a href=\"http:\/\/www.cosmorama.pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-7618 aligncenter\" src=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Vestigia-dei-714x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"237\" height=\"340\" srcset=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Vestigia-dei-714x1024.jpg 714w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Vestigia-dei-209x300.jpg 209w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Vestigia-dei-768x1101.jpg 768w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Vestigia-dei-600x860.jpg 600w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Vestigia-dei-1071x1536.jpg 1071w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Vestigia-dei-1428x2048.jpg 1428w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Vestigia-dei-1200x1721.jpg 1200w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Vestigia-dei-850x1219.jpg 850w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Vestigia-dei-480x688.jpg 480w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Vestigia-dei-1320x1893.jpg 1320w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Vestigia-dei-scaled.jpg 1785w\" sizes=\"auto, (max-width: 237px) 100vw, 237px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8216;Vestigia Dei &#8216;-<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7593,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46,139,91,140],"tags":[],"class_list":["post-7592","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-autores","category-jose-rui-teixeira","category-olhares-ii","category-vestigia-dei"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7592","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7592"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7592\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7622,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7592\/revisions\/7622"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7593"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7592"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7592"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7592"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}