{"id":7583,"date":"2019-12-21T14:51:51","date_gmt":"2019-12-21T14:51:51","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=7583"},"modified":"2019-12-16T00:16:22","modified_gmt":"2019-12-16T00:16:22","slug":"vestigia-dei-2-antecamera-por-muitos-rostos-gestos-longes-dispersado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/vestigia-dei-2-antecamera-por-muitos-rostos-gestos-longes-dispersado\/","title":{"rendered":"Vestigia Dei | 2 &#8211; ANTEC\u00c2MERA: POR MUITOS ROSTOS GESTOS LONGES DISPERSADO"},"content":{"rendered":"<h5 style=\"text-align: right;\"><em>&#8216;Vestigia Dei<\/em> &#8216;- <em>Rubrica dedicada \u00e0 reflex\u00e3o sobre o lugar de Deus na poesia portuguesa<\/em><\/h5>\n<h6 style=\"text-align: right;\">(Parceria com o projeto <a href=\"http:\/\/www.teotopias.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><em>Teotopias<\/em><\/a>)<\/h6>\n<p style=\"text-align: center;\">ANTEC\u00c2MERA<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">POR MUITOS ROSTOS GESTOS LONGES DISPERSADO<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Jos\u00e9 Rui Teixeira<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Admitamos \u2013 mesmo que se trate de um exerc\u00edcio in\u00fatil \u2013 que desejamos estabelecer os rudimentos da teotopologia liter\u00e1ria. N\u00e3o basta, com efeito, resistir \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o do teologismo, \u00e9 preciso evitar uma certa tend\u00eancia reducionista que enferma a hist\u00f3ria e a teoria da literatura, denunciada por Mar\u00eda Negroni em <em>El arte del error<\/em>:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uno de los malentendidos m\u00e1s viejos en materia literaria es el que se empe\u00f1a en clasificar las obras en categor\u00edas, g\u00e9neros, escuelas, all\u00ed donde, en sentido estricto, no hay m\u00e1s que autores, es decir, aventuras espirituales, asaltos y expediciones dificil\u00edsimas que se dirigen a un n\u00facleo imperioso y siempre elusivo.<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isto permite-nos a afirma\u00e7\u00e3o de um primeiro pressuposto: no \u00e2mbito da teotopologia liter\u00e1ria, o lugar n\u00e3o \u00e9 um compartimento e nenhuma categoria geral se sobrep\u00f5e \u00e0 experi\u00eancia dial\u00f3gica e comunial \u2013 idiossincraticamente considerada \u2013 que ocorre no texto-lugar: o encontro entre o autor e o leitor. A teotopologia liter\u00e1ria n\u00e3o pode enfermar da tend\u00eancia para a compartimenta\u00e7\u00e3o e cataloga\u00e7\u00e3o obsessivas, causa e efeito do exerc\u00edcio academista de esquadrinhar, redutoramente, at\u00e9 ao limite da exalta\u00e7\u00e3o do cat\u00e1logo e da ininteligibilidade (ilegibilidade) do conte\u00fado catalogado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Prescindindo hermen\u00eauticamente da como\u00e7\u00e3o est\u00e9sica e da intui\u00e7\u00e3o (enquanto pressentimento da verdade), o texto-lugar ser\u00e1 pouco mais do que um cad\u00e1ver dissecado ou autopsiado; e o compartimento e o cat\u00e1logo tornar-se-\u00e3o fins em si mesmos, tendo j\u00e1 perdido o seu importante m\u00fanus instrumental.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ocorre-me \u2013 j\u00e1 o escrevi antes<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a> \u2013 a irrepreens\u00edvel organiza\u00e7\u00e3o e arruma\u00e7\u00e3o de uma biblioteca escolar que conheci h\u00e1 uns anos, obstinadamente guardada pela sua zelosa bibliotec\u00e1ria. Um observador distra\u00eddo julgaria que aqueles livros estavam arrumados por for\u00e7a de n\u00e3o serem lidos, mas \u2013 na verdade \u2013 os livros n\u00e3o eram lidos apenas por for\u00e7a de estarem arrumados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com efeito, na sequ\u00eancia de circunst\u00e2ncias como estas, o maior dano que uma certa hermen\u00eautica academista e escolar pode infligir \u00e0 literatura \u00e9 precisamente a pretens\u00e3o de ser autossuficiente, a pretens\u00e3o de deixar no leitor a consci\u00eancia de que a hermen\u00eautica liter\u00e1ria pode substituir-se \u00e0 literatura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse sentido, o ponto de partida do exegeta deveria ser a consci\u00eancia de que, com o tempo, ningu\u00e9m trocar\u00e1 a leitura hermen\u00eautica, por muita acuidade e pertin\u00eancia que lhe assistam, por um par\u00e1grafo do texto interpretado. \u00c9 isso que nos lembra Ram\u00f3n Ribeyro nas suas <em>Prosas ap\u00e1tridas<\/em>:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cr\u00edtica n\u00e3o se op\u00f5e necessariamente \u00e0 cria\u00e7\u00e3o e s\u00e3o conhecidos casos de criadores que foram excelentes cr\u00edticos e vice-versa. Mas geralmente as duas atividades n\u00e3o se d\u00e3o bem juntas, pois o que as separa \u00e9 uma maneira diferente de operar sobre a realidade. Depois de ler as atas de um col\u00f3quio sobre Flaubert fiquei assombrado com o saber, a intelig\u00eancia, a arg\u00facia, a subtileza e at\u00e9 com a eleg\u00e2ncia dos conferencistas, mas ao mesmo tempo dizia para comigo: \u00abDentro de cinco ou dez anos ningu\u00e9m ler\u00e1 estes homens que desconstru\u00edram t\u00e3o lucidamente a obra de Flaubert. Um s\u00f3 par\u00e1grafo dele, eu diria mesmo uma \u00fanica das suas met\u00e1foras, tem mais longevidade do que estes trabalhos laboriosos.\u00bb Porque ser\u00e1? S\u00f3 consigo encontrar uma explica\u00e7\u00e3o: os cr\u00edticos trabalham com conceitos, e os criadores com formas. Os conceitos passam, as formas ficam.<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Afirma-se, assim, um segundo pressuposto: no \u00e2mbito da teotopologia liter\u00e1ria, os conceitos n\u00e3o se sobrep\u00f5em \u00e0s formas e a exegese n\u00e3o se sobrep\u00f5e nem se substitui ao texto. O mist\u00e9rio \u00edntimo que habita cada teotopia \u2013 enquanto lugar de encontro, mas tamb\u00e9m de desencontro \u2013 n\u00e3o se esquadrinha desde o exterior, ao modo da disseca\u00e7\u00e3o de um cad\u00e1ver. No \u00e2mbito da teotopologia liter\u00e1ria, o exegeta tem de adentrar-se no mist\u00e9rio e s\u00f3 alumiar\u00e1 na medida em que se deixar alumiar, sendo o seu of\u00edcio, tantas vezes, apenas o de perscrutar essa l\u00e2mpada apagada \u00abcujo ouro brilha no escuro pela mem\u00f3ria da extinta luz\u00bb<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>, como escreveu Pessoa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 ainda Ram\u00f3n Ribeyro quem nos lembra que \u00aba exist\u00eancia de um grande escritor \u00e9 um milagre\u00bb<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>. E talvez n\u00e3o seja despropositado afirmar que, na sequ\u00eancia desse milagre, o exegeta pode bem n\u00e3o ser mais do que uma conting\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Importa, finalmente, para a afirma\u00e7\u00e3o de um terceiro pressuposto, convocar Walter Benjamin e o seu <em>Das passagen-werk<\/em>: \u00ab\u201cA verdade n\u00e3o h\u00e1 de escapar-nos\u201d, l\u00ea-se numa passagem do epigrama de Keller. Fica assim formulado o conceito de verdade com que se rompe nestas exposi\u00e7\u00f5es\u00bb<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>. \u00c9 ainda Benjamin quem nos adverte: \u00abA hist\u00f3ria que apresentou as coisas \u201ccomo elas realmente foram\u201d foi o mais potente narc\u00f3tico do s\u00e9culo\u00bb<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O terceiro pressuposto pode bem ser este: no \u00e2mbito da teotopologia liter\u00e1ria, \u00e9 muito prov\u00e1vel que a verdade nos escape. Mais: na teotopologia liter\u00e1ria a verdade \u00e9 tanto mais referencial, quanto mais despossu\u00edda. A\u00ed se escora a intui\u00e7\u00e3o como pressentimento da verdade. Fernando Pessoa escreveu que \u00abn\u00e3o h\u00e1 verdade sen\u00e3o no sup\u00f4-la\u00bb<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a>; seria o mesmo que dizer que n\u00e3o h\u00e1 verdade sen\u00e3o no pressenti-la: verdade que se pressente e que, por isso, ocasionalmente escapa e que \u2013 mesmo quando n\u00e3o escapa \u2013 n\u00e3o se chega a possuir. Sem prescindir \u2013 e precisamente por n\u00e3o prescindir \u2013 da acuidade da intelig\u00eancia, a teotopologia liter\u00e1ria n\u00e3o tem a presun\u00e7\u00e3o de apresentar as coisas como elas realmente s\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Ruy Belo, <em>Todos os poemas<\/em>, p. 109.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Mar\u00eda Negroni, <em>El arte del error<\/em>, Madrid, Vaso Roto Ediciones, 2016, p. 9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Cf. \u00abA vida \u00e9 um simulacro. Leituras de <em>H\u00famus<\/em> de Raul Brand\u00e3o e de <em>Grito <\/em>de Rui Nunes\u00bb, in <em>Raul Brand\u00e3o: 150 anos<\/em>, Porto, C\u00e2mara Municipal do Porto, 2018, pp. 90-102.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Julio Ram\u00f3n Ribeyro, <em>Prosas ap\u00e1tridas<\/em>, Porto, Edi\u00e7\u00f5es Ahab, 2011, p. 99.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Fernando Pessoa, <em>Livro do Desassossego<\/em>, Lisboa, Ass\u00edrio &amp; Alvim, 2013, p. 156.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Julio Ram\u00f3n Ribeyro, <em>Prosas ap\u00e1tridas<\/em>, p. 23.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Walter Benjamin, <em>Libro de los pasajes<\/em> (N 3 a, 1), Madrid, Ediciones Akal, 2017, p. 466.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> Ibid. (N 3, 4), p. 465.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> Fernando Pessoa, <em>Livro do Desassossego<\/em>, p. 239.<\/p>\n<h6 style=\"text-align: right; padding-left: 200px;\"><span style=\"font-size: 10.72px;\">Imagem de\u00a0<\/span><a style=\"font-size: 10.72px;\" href=\"https:\/\/pixabay.com\/photos\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=984050\">Free-Photos<\/a><span style=\"font-size: 10.72px;\">\u00a0por\u00a0<\/span><a style=\"font-size: 10.72px;\" href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=984050\">Pixabay<\/a><\/h6>\n<h6 style=\"text-align: center;\">Textos recolhidos de TEIXEIRA, Jos\u00e9 Rui &#8211; <em>Vestigia Dei: Uma leitura teotopol\u00f3gica da literatura portuguesa<\/em>. Maia: Cosmorama Edi\u00e7\u00f5es, 2019, 78pp.<\/h6>\n<p><a href=\"http:\/\/www.cosmorama.pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-7618 aligncenter\" src=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Vestigia-dei-714x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"283\" height=\"406\" srcset=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Vestigia-dei-714x1024.jpg 714w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Vestigia-dei-209x300.jpg 209w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Vestigia-dei-768x1101.jpg 768w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Vestigia-dei-600x860.jpg 600w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Vestigia-dei-1071x1536.jpg 1071w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Vestigia-dei-1428x2048.jpg 1428w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Vestigia-dei-1200x1721.jpg 1200w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Vestigia-dei-850x1219.jpg 850w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Vestigia-dei-480x688.jpg 480w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Vestigia-dei-1320x1893.jpg 1320w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Vestigia-dei-scaled.jpg 1785w\" sizes=\"auto, (max-width: 283px) 100vw, 283px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8216;Vestigia Dei &#8216;-<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7586,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46,139,91,140],"tags":[],"class_list":["post-7583","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-autores","category-jose-rui-teixeira","category-olhares-ii","category-vestigia-dei"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7583","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7583"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7583\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7620,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7583\/revisions\/7620"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7586"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7583"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7583"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7583"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}