{"id":7565,"date":"2019-12-12T19:04:38","date_gmt":"2019-12-12T19:04:38","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=7565"},"modified":"2020-03-17T13:29:25","modified_gmt":"2020-03-17T13:29:25","slug":"edith-stein-natal-o-desafio-de-sermos-corpus-christi-mysticum","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/edith-stein-natal-o-desafio-de-sermos-corpus-christi-mysticum\/","title":{"rendered":"Edith Stein | Natal [II] &#8211; o desafio de sermos Corpus Christi mysticum"},"content":{"rendered":"<h5 style=\"text-align: right;\"><em>&#8216;Duas Asas&#8217; &#8211; rubrica dedicada ao pensamento e escritos de Edith Stein<\/em><\/h5>\n<h6 style=\"text-align: right;\">(Parceria com o Carmelo de Cristo Redentor &#8211; Aveiro)<\/h6>\n<h4 style=\"text-align: center;\">Edith Stein*<\/h4>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>[II parte]<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-6743 alignleft\" src=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/id_edith_stein.jpg\" alt=\"\" width=\"190\" height=\"273\" \/>3.1. Unum esse cum Deo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o sabemos para onde nos conduz o Menino Deus sobre esta terra e n\u00e3o devemos pergunt\u00e1-lo antes do tempo. Apenas sabemos que tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus. E, al\u00e9m disso, que os caminhos pelos quais o Salvador nos guia ultrapassam os limites desta terra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00abO admirabile commercium! Creator generis humani, animatum corpus sumens, largitus est nobis suam Deitatem\u00bb [\u00d3 admir\u00e1vel com\u00e9rcio! O Criador do g\u00e9nero humano assumiu corpo e alma, e deu-nos a sua pr\u00f3pria Divindade]. Sim, o Salvador veio ao mundo para realizar esta troca admir\u00e1vel. Deus fez-se Filho do homem, para que os filhos dos homens pudessem tornar-se filhos de Deus. Foi um de n\u00f3s que rompeu o v\u00ednculo filial que nos unia a Deus, um de n\u00f3s devia uni-lo novamente e expiar o pecado. N\u00e3o podia ser ningu\u00e9m da gera\u00e7\u00e3o antiga, corrompida e b\u00e1rbara. Um novo rebento, s\u00e3o e puro, devia ser enxertado. Ele tornou-se um de n\u00f3s; mas mais do que isso: fez-se uma s\u00f3 coisa connosco. Eis o mist\u00e9rio admir\u00e1vel do g\u00e9nero humano: todos somos uma s\u00f3 coisa. Se assim n\u00e3o fosse, se f\u00f4ssemos uns justapostos aos outros, seres aut\u00f3nomos e separados, distintos e independentes, a queda de um n\u00e3o se teria traduzido na queda de todos. Ent\u00e3o o pre\u00e7o do resgate poderia ser pago e ser-nos atribu\u00eddo, mas a sua justi\u00e7a n\u00e3o abundaria sobre os pecadores, n\u00e3o seria poss\u00edvel a justifica\u00e7\u00e3o. Mas Ele veio para ser connosco um \u00abCorpus mysticum\u00bb [Corpo m\u00edstico]: Ele como nossa cabe\u00e7a e n\u00f3s como seus membros. Ponhamos as nossas m\u00e3os nas m\u00e3os do divino Menino, respondamos com o nosso \u00abSim\u00bb ao seu \u00abSequere me\u00bb [Segue-me], e seremos seus, e ficar\u00e1 aberto o caminho pelo qual a sua vida divina chegar\u00e1 at\u00e9 n\u00f3s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eis o princ\u00edpio da vida eterna em n\u00f3s. N\u00e3o \u00e9 ainda a vis\u00e3o beat\u00edfica de Deus na sua gl\u00f3ria, ainda \u00e9 a noite escura da f\u00e9; mas j\u00e1 \u00e9 qualquer coisa que n\u00e3o \u00e9 mais deste mundo, j\u00e1 \u00e9 participar do Reino. Quando a Virgem Sant\u00edssima pronunciou o seu \u00abFiat\u00bb, come\u00e7ou o Reino de Deus sobre esta terra, e Ela foi a primeira a servi-lo. E todos aqueles que antes ou depois do nascimento do Menino o confessaram com palavras e obras \u2013 S\u00e3o Jos\u00e9, Santa Isabel com o seu menino e todos os que estiveram no pres\u00e9pio \u2013 todos tomaram parte no seu Reino. Tudo aconteceu de modo diverso de como se tinha imaginado que seria, segundo os Salmos e as palavras dos profetas, a instaura\u00e7\u00e3o do Reino de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os romanos continuaram a ocupar e a dominar o Pa\u00eds, os sumo sacerdotes e os escribas continuaram a manter o pobre povo sob o seu jugo. Cada um dos que pertenciam ao Senhor levava invisivelmente o Reino de Deus dentro de si. N\u00e3o lhe foram tirados os fardos do mundo, antes, outros se lhes juntaram, mas o que ele tinha encerrado dentro de si era uma for\u00e7a din\u00e2mica que tornava o jugo suave e a carga leve. E ainda hoje \u00e9 assim com todos os filhos de Deus. A vida divina que se acende na alma \u00e9 a Luz que veio \u00e0s trevas, o milagre da Noite Santa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem a leva em si sabe de que falamos. Para os outros, qualquer coisa que dela se possa dizer \u00e9 um balbuciar incompreens\u00edvel. Todo o Evangelho deS\u00e3o Jo\u00e3o \u00e9 uma esp\u00e9cie de balbuciar da luz eterna, que \u00e9 amor e vida. Deus em n\u00f3s e n\u00f3s n\u2019Ele, nisto consiste a nossa participa\u00e7\u00e3o no Reino de Deus, cujo fundamento \u00e9 o mist\u00e9rio da Encarna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3.2. Unum esse in Deo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[Uni\u00e3o em Deus: Ser uma coisa em Deus]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00abUnum esse cum Deo\u00bb: eis o primeiro ponto. Mas segue-se-lhe imediatamente outro. Se Cristo \u00e9 a cabe\u00e7a, e n\u00f3s os membros do \u00abCorpus mysticum\u00bb, ent\u00e3o somos membros uns dos outros, e n\u00f3s homens, juntos, \u00abunum esse in Deo\u00bb, somos uma vida divina. Se Deus \u00e9 em n\u00f3s e \u00e9 Amor, n\u00e3o podemos sen\u00e3o amar os irm\u00e3os, n\u00e3o pode ser de outra maneira. O nosso amor pelos seres humanos \u00e9 a medida do nosso amor a Deus. Mas trata-se de um amor diferente do amor natural entre os homens. O amor natural \u00e9 para aqueles que est\u00e3o unidos a n\u00f3s por la\u00e7os de sangue, ou por temperamento, ou por interesses comuns. Os outros s\u00e3o \u201cestranhos\u201d, \u00abn\u00e3o nos dizem respeito\u00bb, e talvez cheguemos a dizer que s\u00e3o mesmo incompat\u00edveis com a nossa natureza, e assim s\u00e3o afastados o mais poss\u00edvel da esfera do nosso amor. Mas para o crist\u00e3o n\u00e3o h\u00e1 \u201cestranhos\u201d. Aquele que est\u00e1 diante de n\u00f3s e tem mais necessidade do que n\u00f3s, \u00e9 sempre o nosso \u201cpr\u00f3ximo\u201d; n\u00e3o importa se \u00e9 nosso familiar ou n\u00e3o, se nos \u201cagrada\u201d ou n\u00e3o, se \u00e9 ou n\u00e3o \u201cmoralmente digno\u201d de ajuda. O amor de Cristo n\u00e3o conhece fronteiras, nunca acaba e n\u00e3o vira as costas diante da sujidade ou da mis\u00e9ria. Ele veio para os pecadores e n\u00e3o para os justos. E se o amor de Cristo vive em n\u00f3s, ent\u00e3o faremos como Ele, e iremos \u00e0 procura das ovelhas perdidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O amor natural quer para si a pessoa amada, e se poss\u00edvel tudo para si. Cristo veio ao mundo para reconquistar para o Pai a humanidade perdida; e quem ama com o seu amor, quer os homens e as mulheres para o Pai e n\u00e3o para si; este \u00e9 sem d\u00favida tamb\u00e9m o caminho mais certo para os possuir eternamente; pois quando pomos um ser humano a salvo no seio do Senhor, somos um com ele em Deus, ao passo que o af\u00e3 da conquista muitas vezes \u2013 antes ou depois \u2013 leva a perd\u00ea-lo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este princ\u00edpio \u00e9 v\u00e1lido para a nossa alma, para a dos outros e para qualquer outro bem: quem se afadiga por ganh\u00e1-lo e conserv\u00e1-lo, perde-o; quem faz dele um dom para Deus, esse ganha e vence.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3.3. Fiat voluntas tua [Fa\u00e7a-se a tua vontade]<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eis que tocamos o terceiro sinal do ser filhos de Deus. \u00abUnum esse cum Deo\u00bb era o primeiro; \u00abUt om-nes sint in Deo\u00bb [Para que todos sejam um em Deus], o segundo; o terceiro: \u00abnisto conhecerei que Me amais, se guardardes os Meus mandamentos\u00bb. Ser filho de Deus significa deixar-se guiar pela m\u00e3o de Deus, fazer a vontade do Pai, n\u00e3o a pr\u00f3pria, p\u00f4r nas m\u00e3os de Deus todas as nossas preocupa\u00e7\u00f5es e esperan\u00e7as, n\u00e3o nos preocuparmos mais connosco e com o nosso pr\u00f3prio futuro. Nisto se fundamentam a liberdade e a alegria dos filhos de Deus. Qu\u00e3o poucos s\u00e3o, mesmo entre os homens de aut\u00eantica piedade, e tamb\u00e9m entre aqueles que sabem sacrificar-se heroicamente, os que a possuem! Vivem sempre como que oprimidos pelo peso dos seus afazeres, dos seus deveres. Todos conhecemos a par\u00e1bola das aves do c\u00e9u e dos l\u00edrios do campo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas quando se encontra um homem que n\u00e3o tem patrim\u00f3nio, nem reforma, nem seguro, e que vive sem se preocupar com o seu futuro, ent\u00e3o meneia-se a cabe\u00e7a como se fosse algo de anormal. Engana-se certamente nas contas aquele que espera que o Pai celeste lhe d\u00ea sempre a seu tempo aquele rendimento e aquele alimento que julga desej\u00e1vel. N\u00e3o \u00e9 nestas condi\u00e7\u00f5es que se estabelece um pacto com Deus. S\u00f3 se pode viver com inquebrant\u00e1vel confian\u00e7a no Senhor quando se compreende a disponibilidade para aceitar da m\u00e3o do Senhor qualquer coisa. S\u00f3 Ele sabe o que nos conv\u00e9m. E se acontecer ser mais conveniente a necessidade e a priva\u00e7\u00e3o do que uma situa\u00e7\u00e3o abastada e segura, ou o insucesso e a humilha\u00e7\u00e3o serem melhores do que a honra e a considera\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o devemos estar prontos para aceitar tamb\u00e9m isso. Se procedermos assim, ent\u00e3o poderemos viver bem no presente e desembara\u00e7ados do futuro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u00abFiat voluntas tua!\u00bb deve ser em toda a sua dimens\u00e3o a norma da vida crist\u00e3. Deve regular o curso do dia, desde a manh\u00e3 at\u00e9 \u00e0 noite, durante todo o ano e durante toda a vida. Torna-se ent\u00e3o, tamb\u00e9m, a \u00fanica preocupa\u00e7\u00e3o do crist\u00e3o. Todas as outras entregou-as ao Senhor, e Ele tomou-as sobre Si. Aquela, por\u00e9m, pertence-nos a n\u00f3s, enquanto estivermos em \u00abstatu viae\u00bb [em caminho]. Objectivamente nunca poderemos estar certos de permanecer sempre no caminho do Senhor. Como os primeiros homens, na sua condi\u00e7\u00e3o de filhos, puderam experimentar a queda e ser expulsos para longe de Deus, assim cada um de n\u00f3s est\u00e1 sempre sob o fio da navalha, suspenso entre o nada e a plenitude da vida em Deus. E, antes ou depois, experimentamo-lo subjectivamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na inf\u00e2ncia da vida espiritual, mal come\u00e7amos a abandonar-nos em Deus, logo sentimos a Sua m\u00e3o a guiar-nos com intensidade e for\u00e7a: vemos muito claramente aquilo que devemos fazer e aquilo que devemos omitir. As coisas, por\u00e9m, n\u00e3o permanecem assim para sempre. Quem pertence a Cristo deve viver profundamente toda a vida de Cristo. Deve crescer at\u00e9 \u00e0 maturidade de Cristo, deve percorrer o caminho da Cruz, deve passar pelo Gets\u00e9mani e pelo G\u00f3lgota. E todos os sofrimentos que lhe podem advir do exterior nada s\u00e3o comparados com a noite escura da alma, quando a luz divina n\u00e3o brilha mais e a voz do Senhor n\u00e3o mais se ouve. Deus est\u00e1 l\u00e1 presente, mas escondido e calado. Porqu\u00ea? Estamos a falar de segredos do Senhor, cujos mist\u00e9rios n\u00e3o se deixam penetrar at\u00e9 ao fundo. Deus fez-se homem para nos fazer participar da sua vida. J\u00e1 aprendemos antes como ter parte na vida divina. Com isto come\u00e7\u00e1mos e isto \u00e9 a meta final.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, entretanto, h\u00e1 ainda outra coisa. Cristo \u00e9 Deus e Homem, e quem tem parte com Ele, deve participar de uma vida divina e humana. A natureza humana, que Ele assumiu, deu-lhe a possibilidade de sofrer e de morrer. A natureza divina, que Ele possu\u00eda desde toda a eternidade, conferiu ao sofrimento e \u00e0 morte um valor infinito e um poder expiat\u00f3rio, redentor. Os sofrimentos e a morte de Cristo continuam no seu Corpo m\u00edstico, e em cada um dos seus membros. Sofrer e morrer \u00e9 o destino de cada homem. Mas se esse homem \u00e9 um membro vivo do Corpo m\u00edstico de Cristo, o seu sofrer e o seu morrer assumem um valor expiat\u00f3rio, co-redentor, em virtude da divindade da cabe\u00e7a. Este \u00e9 o fundamento objectivo que motiva o facto de todos os santos terem desejado sofrer. N\u00e3o se trata de um gosto perverso de sofrer. Aos olhos da raz\u00e3o natural parece uma pervers\u00e3o mas, \u00e0 luz do mist\u00e9rio da Reden\u00e7\u00e3o, \u00e9 o que h\u00e1 de mais razo\u00e1vel. Assim, aquele que est\u00e1 unido a Cristo perseverar\u00e1 inquebrant\u00e1vel mesmo na noite escura da subjectiva dist\u00e2ncia e aus\u00eancia de Deus; talvez a economia divina da salva\u00e7\u00e3o use os seus tormentos para libertar algu\u00e9m que est\u00e1 objectivamente encadeado pelo pecado. Por isso: \u00abFiat voluntas tua!\u00bb tamb\u00e9m, e sobretudo, no meio da noite mais escura.<\/p>\n<h5 style=\"text-align: right;\">*Edith Stein<em>, A Mensagem de Natal. <\/em>Edi\u00e7\u00f5es Carmelo, Avessadas 2013. pp 7-14.<\/h5>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Imagem: Natividade &#8211; Tintoretto (1518\u20131594)<\/h6>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8216;Duas Asas&#8217; &#8211;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7566,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46,133,150,91],"tags":[],"class_list":["post-7565","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-autores","category-duas-asas","category-edith-stein","category-olhares-ii"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7565","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7565"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7565\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7688,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7565\/revisions\/7688"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7566"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7565"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7565"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7565"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}