{"id":7276,"date":"2019-11-05T21:33:19","date_gmt":"2019-11-05T21:33:19","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=7276"},"modified":"2019-11-05T21:33:19","modified_gmt":"2019-11-05T21:33:19","slug":"edith-stein-a-maternidade-natural-e-sobrenatural","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/edith-stein-a-maternidade-natural-e-sobrenatural\/","title":{"rendered":"Edith Stein | A maternidade natural e sobrenatural"},"content":{"rendered":"<h5 style=\"text-align: right;\"><em>&#8216;Duas Asas&#8217; &#8211; rubrica dedicada ao pensamento e escritos de Edith Stein<\/em><\/h5>\n<h6 style=\"text-align: right;\">(Parceria com o Carmelo de Cristo Redentor &#8211; Aveiro)<\/h6>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<h5 style=\"text-align: justify; padding-left: 80px;\">A maternidade \u00e9 elemento constituinte da feminidade, entendida esta como o car\u00e1cter peculiar da mulher. A sua actua\u00e7\u00e3o como valor sobrenatural concretiza-se na solicitude pelo outro, em levar \u00e0 plenitude os aut\u00eanticos valores humanos, tanto na sua vida pessoal como na dos outros. A mulher \u00e9 por isso um instrumento privilegiado na m\u00e3o de Deus, com uma voca\u00e7\u00e3o sublime e imprescind\u00edvel no \u00e2mbito n\u00e3o s\u00f3 da Igreja, mas tamb\u00e9m de toda a humanidade.<\/h5>\n<h4 style=\"text-align: center;\">Edith Stein*<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-6743 alignleft\" src=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/id_edith_stein.jpg\" alt=\"\" width=\"190\" height=\"273\" \/>I.A aut\u00eantica maternidade&#8230;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00abA aut\u00eantica maternidade \u00e9, ao mesmo tempo, uma voca\u00e7\u00e3o natural e sobrenatural: a natural consiste em educar os filhos para esta vida e conduzir as suas for\u00e7as f\u00edsicas e an\u00edmicas para o melhor desenvolvimento; a sobrenatural, formar filhos de Deus ajudando-os a que participem da vida eterna. Esta segunda fun\u00e7\u00e3o, ainda que corresponda prioritariamente \u00e0 Igreja e aos padres, compete, em segundo lugar, ao educador na escola, que muitas vezes tem que compensar o que os outros n\u00e3o podem realizar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ganhar filhos para o c\u00e9u, eis a verdadeira maternidade \u2013 uma maternidade espiritual que \u00e9 independente da maternidade f\u00edsica \u2013, a mais bela, sublime e cheia de alegria, ainda quando requer n\u00e3o menos preocupa\u00e7\u00f5es, sacrif\u00edcios e fadigas que a maternidade f\u00edsica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Despertar a centelha do divino no cora\u00e7\u00e3o de uma crian\u00e7a, fazer crescer nela a vida divina e v\u00ea-la desenvolver-se, ou ajudar a acender a vida da gra\u00e7a na alma apagada, degenerada ou abandonada de um adulto afastado de Deus, e poder contemplar o extraordin\u00e1rio processo de transforma\u00e7\u00e3o que numa tal alma se realiza, e colaborar como instrumento: isto \u00e9 testemunho e prepara\u00e7\u00e3o para o c\u00e9u e uma alegria que n\u00e3o \u00e9 deste mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tal maternidade espiritual \u00e9 capaz de cumular de sentido a vida humana, mas esta s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel em seres humanos cuja alma tenha sido cumulada e fecundada por Cristo. Se se quer come\u00e7ar a s\u00e9rio, acontecer\u00e1 ent\u00e3o o que disse antes sobre a virgindade consagrada. Aquele que \u00e9 destinado \u00e0 voca\u00e7\u00e3o do celibato, dever\u00e1 acolh\u00ea-la como um chamamento de Cristo. A mulher que ouve este chamamento, deve prender a m\u00e3o que Deus lhe estende e deixar-se guiar por ela. Deve, pois, ainda que n\u00e3o perten\u00e7a a uma congrega\u00e7\u00e3o religiosa, reclamar para si o t\u00edtulo honor\u00edfico de \u201csponsa Christi\u201d, e estar consciente da assist\u00eancia especial que o Senhor concede aos consagrados ao seu servi\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se deixam espa\u00e7o na sua vida quotidiana para a obra do Senhor \u2013 recolhendo for\u00e7as para o trabalho di\u00e1rio na mesa do Senhor, cuidando uma amizade confiada com Deus em permanente ora\u00e7\u00e3o, buscando n\u2019Ele conselho, consola\u00e7\u00e3o e ajuda, vivendo a vida divina em estreita uni\u00e3o com a Liturgia, durante o ano lit\u00fargico \u2013, ent\u00e3o a sua alma se cumular\u00e1 mais e mais da vida de Cristo e aproximar\u00e1 espontaneamente esta vida divina de todos os homens com os quais entra em rela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma tal vida cheia do amor divino, que desperta vida divina, alimenta, protege e desenvolve, \u00e9 a mais alta e santa maternidade, o mais alto e santo desenvolvimento da voca\u00e7\u00e3o da mulher.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em todo o cora\u00e7\u00e3o humano, mesmo no daqueles que est\u00e3o afastados de Deus \u2013 precisamente nestes \u2013, vive a nostalgia por um amor compreensivo e desinteressado. E onde algo deste amor se lhe oferece, abre o seu cora\u00e7\u00e3o em gratid\u00e3o e amor rec\u00edproco. Por outro lado, o cora\u00e7\u00e3o habitado pelo amor de Cristo apercebe-se instantaneamente se os outros seres humanos est\u00e3o cheios do mesmo esp\u00edrito; e quando tais almas se encontram, sentem-se imediatamente unidas no amor dos aut\u00eanticos filhos de Deus. Deste modo, \u00e9 imposs\u00edvel que uma vida de comunh\u00e3o com Deus seja solit\u00e1ria ou vazia de amor. O cora\u00e7\u00e3o de Deus \u00e9 a fonte inesgot\u00e1vel de onde a vida humana pode tornar-se rica e proveitosa, e a fonte que pode levar a voca\u00e7\u00e3o feminina \u00e0 sua mais bela perfei\u00e7\u00e3o\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>II. \u00d3rg\u00e3o essencial&#8230;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00abA mulher \u00e9 \u00f3rg\u00e3o essencial nesta maternidade sobrenatural da Igreja, fundamentalmente com a sua maternidade corporal. Para que a Igreja alcance a sua perfei\u00e7\u00e3o \u2013 ligada ao alcance do n\u00famero de membros estabelecido \u2013, a humanidade tem que continuar a crescer. A vida da gra\u00e7a pressup\u00f5e a vida natural.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O organismo corp\u00f3reo e espiritual da mulher est\u00e1 formado para a fun\u00e7\u00e3o da maternidade natural, e a procria\u00e7\u00e3o dos filhos foi santificada pelo sacramento do matrim\u00f3nio e, deste modo, assumida no processo vital da Igreja. Mas a participa\u00e7\u00e3o da mulher na maternidade espiritual vai muito mais al\u00e9m; ela est\u00e1 chamada a favorecer nas crian\u00e7as a vida da gra\u00e7a. A mulher \u00e9 um \u00f3rg\u00e3o imediato da maternidade sobrenatural da Igreja e participa desta maternidade sobrenatural. E isso n\u00e3o se reduz s\u00f3 aos pr\u00f3prios filhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O sacramento do matrim\u00f3nio inclui fundamentalmente a miss\u00e3o rec\u00edproca de favorecer ou fazer nascer a vida da gra\u00e7a no c\u00f4njuge; al\u00e9m disso, \u00e9 pr\u00f3prio da m\u00e3e incluir na sua preocupa\u00e7\u00e3o maternal a todos os que vivem dependendo dela; e, finalmente, \u00e9 miss\u00e3o de todo o crist\u00e3o suscitar e promover a vida de f\u00e9 em toda a alma, sempre que seja poss\u00edvel. A mulher \u00e9 chamada de modo particular a esta miss\u00e3o, pela posi\u00e7\u00e3o peculiar em que se encontra perante o Senhor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A narra\u00e7\u00e3o da cria\u00e7\u00e3o p\u00f5e a mulher junto ao homem como ajuda proporcionada, para que actuem juntos como um ser \u00fanico. A mulher ligada por um matrim\u00f3nio autenticamente crist\u00e3o, quer dizer, por uma unidade de vida e amor indissol\u00favel com seu esposo, representa a Igreja, esposa de Cristo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>III. Maria \u00e9 o s\u00edmbolo&#8230;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00abMaria \u00e9 o s\u00edmbolo <em>mais perfeito da Igreja <\/em>porque ela \u00e9 prot\u00f3tipo e origem. Ela \u00e9 um \u00f3rg\u00e3o particular\u00edssimo: o \u00f3rg\u00e3o do qual foi formado todo o Corpo m\u00edstico, inclusive a pr\u00f3pria Cabe\u00e7a. Pela sua posi\u00e7\u00e3o org\u00e2nica central e essencial \u00e9 chamada gostosamente o cora\u00e7\u00e3o da Igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As express\u00f5es <em>corpo, cabe\u00e7a e cora\u00e7\u00e3o <\/em>s\u00e3o imagens com as quais se pretende expressar uma realidade. A cabe\u00e7a e o cora\u00e7\u00e3o desempenham no corpo humano fun\u00e7\u00f5es fundamentais: os outros \u00f3rg\u00e3os e membros dependem desses dois no seu ser e actuar; e entre cabe\u00e7a e cora\u00e7\u00e3o h\u00e1 uma liga\u00e7\u00e3o especial\u00edssima.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mesmo sucede com Maria que, pela sua especial uni\u00e3o com Cristo, necessita de uma liga\u00e7\u00e3o real \u2013 entendido como m\u00edstico \u2013, com todos os outros membros da Igreja, uni\u00e3o que supera qualitativa e quantitativamente a uni\u00e3o que se d\u00e1 entre os membros, uni\u00e3o semelhante \u00e0 existente entre m\u00e3e e filho, superior \u00e0 existente entre os filhos. Chamar a Maria de M\u00e3e n\u00e3o \u00e9 uma simples imagem. Ela \u00e9 nossa M\u00e3e em sentido real e eminente, num sentido que transcende a maternidade terrena. Ela gerou-nos para a vida da gra\u00e7a quando se entregou a si pr\u00f3pria, todo o seu ser, o seu corpo e alma \u00e0 maternidade divina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por tudo isto ela \u00e9-nos muito pr\u00f3xima. Ama-nos, conhece- nos, empenha-se em fazer de n\u00f3s o que temos que ser; sobretudo, quer-nos conduzir \u00e0 uni\u00e3o mais \u00edntima com o Senhor. Isto \u00e9 v\u00e1lido para todos os homens; tem necessariamente uma import\u00e2ncia particular para a mulher. Na sua maternidade natural e sobrenatural, e na sua esponsalidade com Deus, continua de certo modo a maternidade e esponsalidade da <em>Virgo-Mater<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E assim como o cora\u00e7\u00e3o de uma mulher nutre e sustenta todos os seus \u00f3rg\u00e3os corporais, assim podemos crer que Maria colabora ali onde uma mulher cumpre com a sua miss\u00e3o feminina, do mesmo modo que a colabora\u00e7\u00e3o de Maria est\u00e1 presente em todas as actividades da Igreja. Mas uma vez que a gra\u00e7a n\u00e3o pode actuar nas almas se estas n\u00e3o se abrem \u00e0 sua presen\u00e7a, do mesmo modo Maria n\u00e3o pode realizar plenamente a sua maternidade se os homens n\u00e3o se lhe abandonam. As mulheres que desejam corresponder plenamente com a sua voca\u00e7\u00e3o feminina, em todos os modos poss\u00edveis, alcan\u00e7ar\u00e3o o seu fim de um modo mais seguro se, al\u00e9m de ter presente a imagem da <em>Virgo-Mater <\/em>e de procurar imit\u00e1-la na sua actividade formativa, se confiam \u00e0 sua direc\u00e7\u00e3o e se abandonam totalmente \u00e0 sua guia. Ela pode formar \u00e0 sua imagem todos os que lhe pertencem\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>IV. Por \u00faltimo, a mulher&#8230;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00abPor \u00faltimo a mulher, independentemente da profiss\u00e3o que realiza e corresponda esta ou n\u00e3o \u00e0s suas inclina\u00e7\u00f5es, pode influir em todos os lados com a sua feminidade, e conseguir \u00f3ptimos resultados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Onde quer que se encontre, juntamente com outros homens, pode encontrar a ocasi\u00e3o para ajudar, aconselhar ou sustentar. Se a oper\u00e1ria ou empregada est\u00e1 um pouco atenta aos homens que trabalham com ela no mesmo ambiente, encontrar\u00e1 essa palavra am\u00e1vel, a pergunta adequada pela qual conseguir\u00e1 que lhe abram o cora\u00e7\u00e3o oprimido, compreender\u00e1 o que os faz sofrer e poder\u00e1 ajud\u00e1-los: ali onde haja necessidade de afecto e de ajuda maternal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por isso, podemos resumir todas as caracter\u00edsticas femininas consideradas na palavra <em>maternidade<\/em>. Mas, tem de ser uma maternidade que n\u00e3o se feche no c\u00edrculo estreito dos familiares ou amigos, mas que esteja dispon\u00edvel para todos os que est\u00e3o cansados ou oprimidos, segundo o exemplo da <em>M\u00e3e da<\/em> <em>Miseric\u00f3rdia<\/em>. Por isso, tem de enraizar-se no amor universal de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resumindo: a feminidade oferece-nos uma miss\u00e3o excelsa, levar \u00e0 plenitude os valores humanos em si e nos outros. Ser instrumentos nas m\u00e3os de Deus e realizar a sua obra no lugar onde Ele nos coloca: esta \u00e9 a nossa miss\u00e3o. Se a cumprimos, realizamos ent\u00e3o o melhor de n\u00f3s para o nosso ambiente e, por conseguinte, tamb\u00e9m para todo o povo\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<h5 style=\"text-align: justify; padding-left: 40px;\">* Edith STEIN<em>, Obras Completas. Escritos antropol\u00f3gicos e pedag\u00f3gicos: \u201cO valor da feminidade para a vida do povo\u201d. <\/em>Monte Carmelo \u2013 EDE \u2013 El Carmen, Burgos-Madrid. pp. 193ss.<\/h5>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Imagem de\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/users\/WikiImages-1897\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=1592567\">WikiImages<\/a>\u00a0por\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=1592567\">Pixabay<\/a><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8216;Duas Asas&#8217; &#8211;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7277,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[133,91],"tags":[],"class_list":["post-7276","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-duas-asas","category-olhares-ii"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7276","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7276"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7276\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7419,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7276\/revisions\/7419"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7277"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7276"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7276"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7276"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}