{"id":703,"date":"2017-05-09T09:04:28","date_gmt":"2017-05-09T09:04:28","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=703"},"modified":"2017-05-19T13:57:15","modified_gmt":"2017-05-19T13:57:15","slug":"v-domingo-da-pascoa-ano-a","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/v-domingo-da-pascoa-ano-a\/","title":{"rendered":"V Domingo da P\u00e1scoa &#8211; Ano A"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\">Franclim Pacheco (Texto)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-704 aligncenter\" src=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/V-Domingo-P\u00e1scoa-Ano-A.jpg\" alt=\"\" width=\"423\" height=\"527\" srcset=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/V-Domingo-P\u00e1scoa-Ano-A.jpg 423w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/V-Domingo-P\u00e1scoa-Ano-A-241x300.jpg 241w\" sizes=\"auto, (max-width: 423px) 100vw, 423px\" \/><\/p>\n<p><strong>Breve coment\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p>O texto deste Domingo \u00e9 o in\u00edcio do primeiro dos discursos de despedida de Jesus, durante a \u00faltima Ceia com os seus disc\u00edpulos.<\/p>\n<p>Nos discursos de despedida presentes no Antigo Testamento e na literatura intertestament\u00e1ria h\u00e1 alguns tra\u00e7os caracter\u00edsticos. O que est\u00e1 para morrer despede-se dos seus familiares ou de todo o povo, recorda-lhes a conduta que devem ter (habitualmente serem fi\u00e9is \u00e0 Lei), algumas vezes confiando-lhes uma miss\u00e3o particular. H\u00e1 dois textos b\u00edblicos que est\u00e3o por detr\u00e1s deste discurso de Jesus: todo o livro do Deuteron\u00f3mio que mais n\u00e3o \u00e9 que o discurso de adeus pronunciado por Mois\u00e9s antes da sua morte, e o salmo 42-43, que fala de perturba\u00e7\u00e3o e afastamento, de desejo de permanecer em comunh\u00e3o com Deus.<\/p>\n<p>Tomando este modelo liter\u00e1rio, Jo\u00e3o pode falar do futuro. Depois da ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus todos aqueles que cr\u00eaem nele poder\u00e3o entrar em intimidade com o Pai e continuar a sua miss\u00e3o no mundo. Por isso, o discurso de \u00abadeus\u00bb torna-se num discurso de \u00abat\u00e9 j\u00e1\u00bb.<\/p>\n<p>Judas tinha acabado de sair. Os disc\u00edpulos est\u00e3o tristes, assustados pela partida iminente do Mestre. Jesus sabe que esta situa\u00e7\u00e3o constitui um perigo para a sua f\u00e9. Por isso, a exorta\u00e7\u00e3o: \u00ab<em>N\u00e3o se perturbe o vosso cora\u00e7\u00e3o. Credes em Deus; crede tamb\u00e9m em mim<\/em>\u00bb<em>. <\/em>A f\u00e9 em Deus \u00e9 a mesma f\u00e9 depositada em Jesus porque o Pai se revela no seu Filho. Neste ponto, Jesus garante aos disc\u00edpulos que essa confian\u00e7a est\u00e1 firmemente estabelecida: <em>\u00abNa minha casa de Pai h\u00e1 muitas moradas\u00bb.<\/em> Existe uma casa de fam\u00edlia grande, para onde Jesus vai \u00e0 nossa frente. Para ele, na verdade, morrer n\u00e3o \u00e9 cair em um abismo sem fundo, mas <em>\u00abpassar deste mundo para o Pai\u00bb <\/em>(Jo 13,1). Por isso, promete aos seus um lugar cuidadosamente preparado para cada um, na perfeita comunh\u00e3o com o Pai e com Ele. \u00ab<em>Voltarei e vos levarei para junto de mim<\/em>\u00bb.<\/p>\n<p>No entanto, para viver em comunh\u00e3o com o Pai \u00e9 necess\u00e1ria uma rela\u00e7\u00e3o com Jesus. Os disc\u00edpulos devem, eles mesmos, come\u00e7ar uma viagem. O caminho, contudo, \u00e9 novamente o pr\u00f3prio Jesus. Ele tinha dito: <em>\u00abEu sou a porta\u00bb<\/em> (Jo 10,7.9). Agora apresenta-se como o <em>Caminho, a Verdade e a Vida. <\/em><\/p>\n<p>Tal como \u00e9 \u00aba porta\u00bb, Jesus \u00e9 o \u00fanico caminho para o Pai: <em>\u00abNingu\u00e9m vai ao Pai sen\u00e3o por mim\u00bb.<\/em> \u00c9 a \u00fanica maneira para o Pai, porque \u00e9 a \u00fanica verdade, a \u00fanica vida.<\/p>\n<p>A \u00abverdade\u00bb significa <em>revela\u00e7\u00e3o.<\/em> Jesus n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico que revela Deus como Pai, mas em tudo \u2212 diz ele \u2212 em tudo que faz, \u00e9 a revela\u00e7\u00e3o de Deus. N\u00e3o \u00e9 uma revela\u00e7\u00e3o parcial de Deus, mas a revela\u00e7\u00e3o completa, total e definitiva do Pai porque Jesus \u00e9 o filho \u00fanico e, em tudo o que diz e faz, revela-se como o Filho num perfeito relacionamento de amor com o Pai.<\/p>\n<p>Ele \u00e9 a \u00abvida\u00bb, isto \u00e9, atrav\u00e9s da uni\u00e3o com Jesus, o Filho, temos a uni\u00e3o com Deus, o Pai, e depois a vida eterna, que \u00e9 a pr\u00f3pria vida do Pai. Como Jesus \u00e9 o Filho \u00fanico gerado de Deus, s\u00f3 Ele \u00e9 a porta e o caminho para o Pai, em que o homem encontra a auto-realiza\u00e7\u00e3o e definitiva felicidade perfeita.<\/p>\n<p>O equ\u00edvoco t\u00edpico do evangelho de S. Jo\u00e3o surge na pergunta de Filipe: \u00abSenhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta!\u00bb. A resposta de Jesus \u00e9 clara: \u00abH\u00e1 tanto tempo que estou convosco, e n\u00e3o me conhecestes, Filipe? Quem me viu, viu o Pai\u00bb. O Pai e o Filho est\u00e3o mutuamente ligados por uma uni\u00e3o perfeita. Isso significa que, quando Jesus fala, fala o Pai, quando Jesus faz um gesto, \u00e9 o Pai quem faz. Essas obras s\u00e3o os milagres de Jesus, as suas ac\u00e7\u00f5es, toda a sua exist\u00eancia, que manifestam a sua rela\u00e7\u00e3o filial com o Pai e o amor do Pai por meio dele que salva os homens. Por isso, quem olhar com f\u00e9 para o Filho, v\u00ea nele e atrav\u00e9s dele, o Pai. A consequ\u00eancia \u00e9 que aqueles que cr\u00eaem em Jesus v\u00e3o fazer o que Jesus fez, isto \u00e9, continuar a amar como Jesus amou e agir como Jesus agiu. Com efeito, a exist\u00eancia e as actividades daqueles que pela f\u00e9 est\u00e3o unidos a Cristo continuam a revelar o Pai e levar os homens a Ele. De facto, Jesus acrescenta que os disc\u00edpulos far\u00e3o obras <em>\u00abmaiores\u00bb<\/em>: neles continuar\u00e1, para sempre, a tarefa de Jesus de manifestar o amor do Pai.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Franclim Pacheco (Texto)<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":705,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46,18,13,54],"tags":[],"class_list":["post-703","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-autores","category-olhar-sobre-os-evangelhos","category-olhares","category-pe-julio-franclim-do-couto-e-pacheco"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/703","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=703"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/703\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":706,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/703\/revisions\/706"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/705"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=703"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=703"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=703"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}