{"id":6992,"date":"2019-09-26T12:53:46","date_gmt":"2019-09-26T11:53:46","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=6992"},"modified":"2020-03-17T13:30:27","modified_gmt":"2020-03-17T13:30:27","slug":"edith-stein-a-oracao-trato-de-amizade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/edith-stein-a-oracao-trato-de-amizade\/","title":{"rendered":"Edith Stein | A ora\u00e7\u00e3o, trato de amizade&#8230;"},"content":{"rendered":"<h5 style=\"text-align: right;\"><em>&#8216;Duas Asas&#8217; &#8211; rubrica dedicada ao pensamento e escritos de Edith Stein<\/em><\/h5>\n<h6 style=\"text-align: right;\">(Parceria com o Carmelo de Cristo Redentor &#8211; Aveiro)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h5 style=\"padding-left: 80px; text-align: justify;\">A vis\u00e3o e a viv\u00eancia que Edite Stein tem da ora\u00e7\u00e3o \u00e9 sobretudo um di\u00e1logo de amor entre Deus e o homem, uma intercomunica\u00e7\u00e3o amorosa, a obra mais sublime de que o esp\u00edrito humano \u00e9 capaz. Um caminho que \u00e9 gradual, que passa pela ora\u00e7\u00e3o vocal, mental, de quietude, (&#8230;) at\u00e9 alcan\u00e7ar o ponto mais alto, o do matrim\u00f3nio m\u00edstico<\/h5>\n<h5 style=\"padding-left: 80px; text-align: justify;\">A ora\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma simples inven\u00e7\u00e3o do homem. Corresponde \u00e0 sua natureza criada. A alma \u00e9 templo de Deus, e no seu interior o homem rende culto e entra em comunica\u00e7\u00e3o com a divindade. A aut\u00eantica ora\u00e7\u00e3o segue o exemplo de Jesus, chave para compreender e viver a ora\u00e7\u00e3o crist\u00e3.<\/h5>\n<h4><\/h4>\n<h4 style=\"text-align: center;\">Edith Stein*<\/h4>\n<p><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-6743 alignleft\" src=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/id_edith_stein.jpg\" alt=\"\" width=\"190\" height=\"273\" \/>I. A ora\u00e7\u00e3o \u00e9 o trato de amizade&#8230;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00abA ora\u00e7\u00e3o \u00e9 o trato de amizade da alma com Deus. Deus \u00e9 amor, e amor \u00e9 bondade que se d\u00e1 a si mesma; uma plenitude existencial que n\u00e3o se encerra em si, mas que se derrama, que quer dar-se e tornar feliz. Toda a cria\u00e7\u00e3o deve o seu ser a esse transbordante amor de Deus. As criaturas mais dignas s\u00e3o os seres dotados de esp\u00edrito, que recebem esse amor de Deus entendendo-o, e podem corresponder livremente: os anjos e os homens.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ora\u00e7\u00e3o \u00e9 a actividade mais sublime de que \u00e9 capaz o esp\u00edrito humano. Mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 fadiga humana. A ora\u00e7\u00e3o \u00e9 como a escada de Jacob, pela qual o esp\u00edrito humano sobe at\u00e9 Deus, e a gra\u00e7a de Deus desce aos homens. Os graus da ora\u00e7\u00e3o distinguem-se entre si, na medida da participa\u00e7\u00e3o entre a pot\u00eancia da alma e a gra\u00e7a de Deus. Ali onde a alma com as suas pot\u00eancias n\u00e3o pode actuar mais, \u00e9 como um c\u00e2ntaro que se enche de gra\u00e7a, fala-se devida m\u00edstica da ora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O primeiro grau \u00e9 a ora\u00e7\u00e3o vocal, que se realiza com determinadas f\u00f3rmulas faladas: o Pai Nosso, a Ave-maria, o Ros\u00e1rio, as Horas can\u00f3nicas. Essa ora\u00e7\u00e3o vocal n\u00e3o deve entender-se de modo que consista s\u00f3 em pronunciar as palavras. Onde a ora\u00e7\u00e3o vocal se pratica de modo que o esp\u00edrito n\u00e3o se eleva para Deus, \u00e9 uma apar\u00eancia de ora\u00e7\u00e3o, n\u00e3o uma ora\u00e7\u00e3o verdadeira. As palavras s\u00e3o um apoio para o esp\u00edrito, indicando-lhe um caminho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um n\u00edvel mais elevado \u00e9 a medita\u00e7\u00e3o. Nela o esp\u00edrito desenvolve-se em liberdade, sem impedimentos de linguagem. Por exemplo, meditamos no mist\u00e9rio do nascimento de Jesus. A imagina\u00e7\u00e3o transporta-nos \u00e0 gruta de Bel\u00e9m, mostra-nos o Menino no pres\u00e9pio, os seus santos pais, os pastores e os reis. O seu entendimento reflecte sobre a grandeza da miseric\u00f3rdia divina, o cora\u00e7\u00e3o sente-se cheio de amor e gratid\u00e3o, a vontade decide-se a tornar-se mais digna do amor divino. Deste modo, a medita\u00e7\u00e3o absorve todas as pot\u00eancias da alma, e, exercida com perseveran\u00e7a, pode pouco a pouco mudar completamente o homem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Senhor costuma premiar essa perseveran\u00e7a na medita\u00e7\u00e3o de outro modo: eleva-o a uma forma de ora\u00e7\u00e3o mais alta. A esse grau mais alto chama-lhe a Santa ora\u00e7\u00e3o de quietude. \u00c0 actividade transbordante do entendimento, segue-se um recolhimento de todas as pot\u00eancias da alma. A alma j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 capaz de fazer grandes considera\u00e7\u00f5es intelectuais e decidir resolu\u00e7\u00f5es concretas; v\u00ea-se inundada por algo, que se lhe deita em cima sem poder resistir-lhe; \u00e9 a presen\u00e7a divina que lhe d\u00e1 sombra e repouso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto que os primeiros graus da ora\u00e7\u00e3o os pode escalar qualquer crente com esfor\u00e7o humano, ainda que, est\u00e1 claro, ajudado sempre pela gra\u00e7a divina, aqui encontramos as fronteiras da vida m\u00edstica da gra\u00e7a, que n\u00e3o se podem atravessar com a for\u00e7a humana, porque \u00e9 s\u00f3 a for\u00e7a divina que nos arrasta para ela. E se a evid\u00eancia da divina presen\u00e7a concentra totalmente a alma e a faz transbordar de incompar\u00e1veis alegrias humanas, a uni\u00e3o com Deus ultrapassa de maneira inaudita essas alegrias, que aqui se lhe concedem, ainda que como centelhas fugazes. Neste grau de gra\u00e7as m\u00edsticas acumulam-se variedade de experi\u00eancias, que ainda exteriormente se podem apreciar como extraordin\u00e1rias: \u00eaxtases e vis\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As pot\u00eancias interiores da alma sentem-se de tal forma cobertas por actua\u00e7\u00f5es sobrenaturais, que as suas pot\u00eancias exteriores, os sentidos, se v\u00eaem atrofiados: nem v\u00ea, nem ouve, o corpo \u00e9 incapaz de sentir a dor, e est\u00e1 por vezes r\u00edgido como um cad\u00e1ver. Pelo contr\u00e1rio, a alma, aliviada do corpo, abunda de actividade: v\u00ea j\u00e1 o Senhor em imagem corp\u00f3rea, a M\u00e3e de Deus, os anjos, os santos. Contempla esses corpos celestiais como se os visse com os seus pr\u00f3prios olhos. Ou ent\u00e3o o entendimento v\u00ea-se iluminado por uma luz sobrenatural que lhe permite contemplar verdades ocultas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estas revela\u00e7\u00f5es pessoais t\u00eam geralmente o fim de instruir a alma sobre o seu pr\u00f3prio estado, ou sobre o estado de outras almas; de familiarizar a alma com os segredos divinos e preparar a alma para uma determinada miss\u00e3o, que o Senhor lhe tem preparada. Nunca faltam na vida dos santos, ainda que n\u00e3o seja o essencial da sua santidade. A maioria das vezes aparecem num determinado estado para novamente desaparecer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As almas que o Senhor preparou e provou por meio de frequentes uni\u00f5es temporais, revela\u00e7\u00f5es extraordin\u00e1rias, sofrimentos e tenta\u00e7\u00f5es de toda a esp\u00e9cie, quer uni-las consigo. Estabelece com elas uma alian\u00e7a, que se chama despos\u00f3rio m\u00edstico. Espera dessas almas que se dediquem completamente ao seu servi\u00e7o; preocupa&#8211;se com elas e est\u00e1 sempre disposto a atender as suas peti\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Finalmente, Teresa chama matrim\u00f3nio m\u00edstico ao grau mais alto da gra\u00e7a divina. Cessam as manifesta\u00e7\u00f5es extraordin\u00e1rias, mas a alma est\u00e1 sempre unida com o Senhor; goza da sua presen\u00e7a mesmo no meio das actividades exteriores, que em nada lhe impedem a uni\u00e3o\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>II. A alma de cada homem&#8230;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00abA alma de cada homem \u00e9 um templo de Deus: isto abre-nos horizontes totalmente novos. A ora\u00e7\u00e3o de Jesus \u00e9 a chave para entender a ora\u00e7\u00e3o da Igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 vimos como Cristo participou no culto p\u00fablico e prescrito do seu povo (quer dizer, no que chamamos \u201cliturgia\u201d); uniu-o do modo mais \u00edntimo \u00e0 sua pr\u00f3pria entrega e deu-lhe assim o seu pleno e aut\u00eantico sentido: o da ac\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as da cria\u00e7\u00e3o ao Criador; e deste modo transformou a liturgia do Antigo Testamento na do Novo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas Jesus n\u00e3o participou apenas no culto oficial. Os Evangelhos contam-nos que ele, talvez com mais frequ\u00eancia, orava solit\u00e1rio, no sil\u00eancio da noite, no cimo do monte ou no deserto afastado dos homens. A sua vida p\u00fablica foi precedida por quarenta dias e quarenta noites de ora\u00e7\u00e3o (Mt 4, 1-2). Antes de eleger e de enviar os doze ap\u00f3stolos retirou-se para a solid\u00e3o de um monte a fim de orar (Lc 6, 12).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Monte das Oliveiras preparou-se para subir o G\u00f3lgota. O que orou ao Pai, nessa hora mais dura de sua vida, \u00e9-nos dado em poucas palavras, palavras que nos foram dadas como estrelas que nos guiam nas nossas horas de Gets\u00e9mani: \u201c<em>Pai<\/em>, <em>se<\/em> <em>\u00e9 poss\u00edvel passe de mim este c\u00e1lice<\/em>, <em>mas n\u00e3o se fa\u00e7a a minha<\/em> <em>vontade mas a tua<\/em>\u201d (Lc 22, 42). Essas palavras s\u00e3o como um rel\u00e2mpago que momentaneamente nos deixam entrever a vida \u00edntima de Jesus, o mist\u00e9rio insond\u00e1vel do seu ser humano e divino e do seu di\u00e1logo com o Pai. Sem d\u00favida alguma, esse di\u00e1logo nunca foi interrompido durante a sua vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cristo orava intimamente, n\u00e3o s\u00f3 quando se afastava da multid\u00e3o, mas tamb\u00e9m quando se encontrava no meio dos homens. E uma vez permitiu-nos olhar longa e profundamente o segredo desse \u00edntimo di\u00e1logo. Foi pouco antes da hora do Gets\u00e9mani, imediatamente antes de partir para ali: ao acabar a \u00faltima ceia, na qual reconhecemos o momento do nascimento da Igreja: \u201c<em>Ele que amou os<\/em> <em>seus<\/em>&#8230; <em>amou-os at\u00e9 ao fim<\/em>\u201d (Jo 13, 1).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sabia que era a \u00faltima reuni\u00e3o, e quis dar-lhes tudo quanto podia. Tinha que conter-se para n\u00e3o dizer mais, pois sabia que n\u00e3o o compreenderiam, que n\u00e3o poderiam compreender nem sequer o pouco que tinham recebido. Teria que vir o Esp\u00edrito da Verdade para lhes abrir os olhos. E depois de lhes ter dito e feito tudo o que devia, levantou os olhos ao c\u00e9u e falou na presen\u00e7a deles com o Pai (Jo 17). A essa ora\u00e7\u00e3o chamamos ora\u00e7\u00e3o sacerdotal de Jesus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m esta ora\u00e7\u00e3o solit\u00e1ria tinha uma prefigura\u00e7\u00e3o na Antiga Alian\u00e7a. Uma vez por ano, no dia mais santo e solene do ano, o dia da Reconcilia\u00e7\u00e3o, o sumo sacerdote entrava no Santo dos Santos, na presen\u00e7a do Senhor, \u201c<em>para orar por si mesmo<\/em>, <em>por sua casa e por todo povo de Israel<\/em>\u201d (Lv 16, 17), para aspergir o trono da gra\u00e7a com o sangue do cordeiro e do cabrito sacrificado, purificando assim o santu\u00e1rio dos seus pr\u00f3prios pecados e dos da sua casa e \u201c<em>das impurezas dos filhos de Israel<\/em>, <em>de suas transgress\u00f5es e de todos os seus pecados<\/em>\u201d (Lv 16, 16).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ningu\u00e9m devia estar na Tenda (isto \u00e9, no Santo, a parte anterior ao Santo dos Santos), quando o sumo sacerdote entrava nesse sublime e tremendo lugar da presen\u00e7a de Deus, ao qual ningu\u00e9m tinha acesso sen\u00e3o ele, e ele pr\u00f3prio somente nesse momento; e nessa ocasi\u00e3o tinha de levar consigo incenso \u201c<em>para<\/em> <em>que a nuvem de incenso cubra o propiciat\u00f3rio e n\u00e3o morra<\/em>\u201d (Lv 16, 13). Este encontro solit\u00e1rio realizava-se no mais profundo segredo\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>(\u201cA ora\u00e7\u00e3o da Igreja\u201d)<\/em><\/p>\n<h5 style=\"text-align: right;\">* Santa Teresa Benedita da Cruz<\/h5>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Imagem de\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/users\/Himsan-6011594\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=2544994\">Himsan<\/a>\u00a0por\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=2544994\">Pixabay<\/a><\/h6>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8216;Duas Asas&#8217; &#8211;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6993,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46,133,150,91],"tags":[],"class_list":["post-6992","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-autores","category-duas-asas","category-edith-stein","category-olhares-ii"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6992","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6992"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6992\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6995,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6992\/revisions\/6995"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6993"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6992"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6992"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6992"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}