{"id":6953,"date":"2019-09-18T15:10:16","date_gmt":"2019-09-18T14:10:16","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=6953"},"modified":"2019-09-18T15:14:44","modified_gmt":"2019-09-18T14:14:44","slug":"igrejas-e-museus-em-tempos-de-indigencia-i","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/igrejas-e-museus-em-tempos-de-indigencia-i\/","title":{"rendered":"Igrejas e museus em tempos de indig\u00eancia (I)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Artigo recolhido do<a href=\"https:\/\/www.snpcultura.org\/igrejas_e_museus_em_tempos_de_indigencia_1.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"> SNPC<\/a><\/p>\n<div class=\"col-xs-12 col-sm-12 col-md-8 col-lg-8\">\n<h3 style=\"text-align: center;\"><span class=\"autor\">Jos\u00e9 Rui Ribeiro de Almeida Teixeira<\/span><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span class=\"it\">Primeira est\u00e2ncia<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 cerca de um ano, no \u00e2mbito dos estudos que tenho desenvolvido sobre o di\u00e1logo entre poesia e transcend\u00eancia, pensei na possibilidade de \u00abtopografar\u00bb os lugares de Deus na literatura: dispus-me a conceber os rudimentos dos rudimentos daquilo a que chamei \u00abteotopologia liter\u00e1ria\u00bb (1).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se a teotopologia liter\u00e1ria existisse, n\u00e3o seria apenas uma esp\u00e9cie de topografia de teologemas. Nem teria a pretens\u00e3o de resultar num estudo sobre a coloca\u00e7\u00e3o ou disposi\u00e7\u00e3o, num texto, de teologemas ou de semantemas an\u00e1logos ao semantema \u00abDeus\u00bb. Se existisse a teotopologia liter\u00e1ria \u2013 e se alguma pragm\u00e1tica lhe assistisse \u2013 serviria certamente para estabelecer sistemas de coordenadas multidimensionais que, nos vastos territ\u00f3rios da literatura, permitissem situar a \u00abteoliter\u00e1ria\u00bb, analisar a sua organicidade paradoxalmente eut\u00f3pica e dist\u00f3pica, e documentar a diversidade topol\u00f3gica de \u00abteotopias\u00bb, esses lugares que Deus habita, mesmo quando parece habitar apenas o sentimento da sua aus\u00eancia. Mais do que a afirma\u00e7\u00e3o de Deus numa obra, interessa-me a express\u00e3o emba\u00e7ada do mist\u00e9rio, a nostalgia ou mesmo a afli\u00e7\u00e3o do autor: Deus como interroga\u00e7\u00e3o, portanto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Escrevi, ent\u00e3o, que se a teotopologia liter\u00e1ria existisse, o teologismo seria a sua primeira e mais perigosa tenta\u00e7\u00e3o; outras tenta\u00e7\u00f5es \u2013 benevolamente mais ing\u00e9nuas \u2013 seriam inevit\u00e1veis, como a de sobrepor simplisticamente teotopia e teofania, ou a de supor uma rela\u00e7\u00e3o de iner\u00eancia entre teoliter\u00e1ria e teopneustia. Se a teotopologia liter\u00e1ria existisse, n\u00e3o poderia prescindir de ferramentas como a como\u00e7\u00e3o est\u00e9sica e a intui\u00e7\u00e3o [enquanto pressentimento da verdade]. Tratar-se-ia de uma heur\u00edstica e tornar-se-ia uma importante ferramenta para perscrutar Deus como interroga\u00e7\u00e3o na literatura. Na literatura em geral e concretamente na poesia, sendo que a poesia n\u00e3o \u00e9 apenas um g\u00e9nero liter\u00e1rio, mas \u2013 mais profundamente \u2013 uma condi\u00e7\u00e3o essencial que perpassa e qualifica todas as formas de arte. E, aqui, importa esclarecer que o deslocamento do objeto n\u00e3o diminui o alcance dessa teotopologia que, em \u00faltima an\u00e1lise, n\u00e3o prescindiria dos seus pressupostos nem da sua metodologia quando incidisse sobre sistemas mais vastos, gal\u00e1xias como a da \u00abteoest\u00e9tica\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E pode bem este ser o ponto de partida para esta reflex\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span class=\"it\">Segunda est\u00e2ncia<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Comecemos por admitir \u2013 mesmo que se trate de um exerc\u00edcio in\u00fatil \u2013 que desejamos estabelecer os rudimentos n\u00e3o apenas de uma teotopologia liter\u00e1ria, mas \u2013 em\u00a0<em>lato sensu<\/em>\u00a0\u2013 de uma teotopologia est\u00e9tica, que abarcasse outras [ou mesmo todas as] formas de express\u00e3o art\u00edstica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o basta, com efeito, resistir \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o do teologismo, \u00e9 preciso evitar uma certa tend\u00eancia reducionista que enferma o modo como nos acercamos tradicionalmente destas quest\u00f5es. Referindo-se concretamente \u00e0 literatura, Mar\u00eda Negroni denuncia essa atitude que se empenha em classificar as obras em categorias, g\u00e9neros, escolas, ali onde, sem sentido estrito, n\u00e3o h\u00e1 mais do que autores, ou seja: aventuras espirituais, expedi\u00e7\u00f5es dific\u00edlimas que se dirigem a um n\u00facleo imperioso e sempre elusivo (2).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isto permite-nos a afirma\u00e7\u00e3o de um primeiro pressuposto: no \u00e2mbito da teotopologia est\u00e9tica, o lugar n\u00e3o \u00e9 um compartimento e nenhuma categoria geral se sobrep\u00f5e \u00e0 experi\u00eancia dial\u00f3gica e comunial \u2013 idiossincraticamente considerada \u2013 que ocorre na obra de arte: o encontro entre a pessoa que cria e a pessoa que se situa diante da obra. A teotopologia n\u00e3o pode enfermar da tend\u00eancia para a compartimenta\u00e7\u00e3o e cataloga\u00e7\u00e3o obsessivas, causa e efeito do exerc\u00edcio academista de esquadrinhar, redutoramente, at\u00e9 ao limite da exalta\u00e7\u00e3o do cat\u00e1logo e da ininteligibilidade [ilegibilidade] do conte\u00fado catalogado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Prescindindo a hermen\u00eautica da como\u00e7\u00e3o est\u00e9sica e da intui\u00e7\u00e3o [enquanto pressentimento da verdade], a obra ser\u00e1 pouco mais do que um cad\u00e1ver, pronto para ser dissecado ou autopsiado; e o compartimento e o cat\u00e1logo tornar-se-\u00e3o fins em si mesmos, tendo j\u00e1 perdido o seu importante m\u00fanus instrumental.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com efeito, o maior dano que uma certa hermen\u00eautica academista e escolar pode infligir \u00e0 arte \u00e9 precisamente a pretens\u00e3o de ser autossuficiente: a pretens\u00e3o de deixar no leitor a consci\u00eancia de que a hermen\u00eautica pode substituir-se \u00e0 arte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse sentido, o ponto de partida do exegeta deveria ser a consci\u00eancia de que, com o tempo, ningu\u00e9m trocar\u00e1 a leitura hermen\u00eautica, por muita acuidade e pertin\u00eancia que lhe assistam, pela obra em si (3).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Afirma-se, assim, um segundo pressuposto: no \u00e2mbito da teotopologia, os conceitos n\u00e3o se sobrep\u00f5em \u00e0s formas e a exegese n\u00e3o se sobrep\u00f5e nem se substitui \u00e0 obra. O mist\u00e9rio \u00edntimo que habita cada teotopia \u2013 enquanto lugar de encontro, mas tamb\u00e9m de desencontro \u2013 n\u00e3o se esquadrinha desde o exterior, ao modo da disseca\u00e7\u00e3o de um cad\u00e1ver. No \u00e2mbito da teotopologia, o exegeta tem de adentrar-se no mist\u00e9rio e s\u00f3 alumiar\u00e1 na medida em que se deixar alumiar, sendo o seu of\u00edcio, tantas vezes, apenas o de perscrutar essa l\u00e2mpada apagada \u00abcujo ouro brilha no escuro pela mem\u00f3ria da extinta luz\u00bb (4), como escreveu Fernando Pessoa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Importa, finalmente, para a afirma\u00e7\u00e3o de um terceiro pressuposto, convocar Walter Benjamin: \u00ab\u201cA verdade n\u00e3o h\u00e1 de escapar-nos\u201d, l\u00ea-se numa passagem do epigrama de Keller. Fica assim formulado o conceito de verdade com que se rompe nestas exposi\u00e7\u00f5es\u00bb (5). O terceiro pressuposto pode bem ser este: no \u00e2mbito da teotopologia, \u00e9 muito prov\u00e1vel que a verdade nos escape. Mais: na teotopologia a verdade \u00e9 tanto mais referencial, quanto mais despossu\u00edda. A\u00ed se escora a intui\u00e7\u00e3o como pressentimento da verdade. Fernando Pessoa escreveu que \u00abn\u00e3o h\u00e1 verdade sen\u00e3o no sup\u00f4-la\u00bb (6); seria o mesmo que dizer que n\u00e3o h\u00e1 verdade sen\u00e3o no pressenti-la: verdade que se pressente e que, por isso, ocasionalmente escapa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span class=\"it\">Terceira est\u00e2ncia<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 aqui muitas quest\u00f5es que precisavam ser formuladas: uma igreja \u00e9 uma teotopia est\u00e9tica? Ou seja: todas as igrejas, porquanto t\u00eam subjacente uma arquitetura, podem ser consideradas obras de arte? E ser\u00e3o arte sacra apenas por serem um espa\u00e7o arquitet\u00f3nico de culto? Seria o mesmo que afirmar que uma homilia, por ter uma m\u00ednima iner\u00eancia liter\u00e1ria, \u00e9 uma obra de literatura sacra. Na verdade, teremos de admitir que \u00e9 irrelevante medir a dist\u00e2ncia que separa uma escultura dessas que se vendem nas lojas de produtos religiosos de um milagre como o que se materializou n\u2019<em>O \u00caxtase de Santa Teresa<\/em>\u00a0[1647-1652], de Bernini \u2013 \u00abescultura\u00bb n\u00e3o se aplica aqui, por certo, do mesmo modo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estou em Roma. Com o intuito de escrever e de fugir ao calor, entrei na Chiesa Nuova. S\u00f3 ocasionalmente o espa\u00e7o interior \u00e9 invadido pelo bul\u00edcio do Corso Vittorio Emanuele II. Filipe N\u00e9ri dorme ali, sossegado, entretecendo sobre a eternidade impercet\u00edveis rumores. Turistas entram e saem, talvez escapando ao sol que amea\u00e7a reincendiar a Cidade Eterna. Diante de mim a Madonna della Vallicella, pintada por Rubens sobre ard\u00f3sia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No passado domingo assisti [a palavra pode bem ser esta: \u00abassisti\u00bb] a uma celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica da catequese de uma par\u00f3quia do Porto. Ocorreu-me o filme de Alice Rohrwacher:\u00a0<em>Corpo celeste<\/em>\u00a0(7), com a consci\u00eancia de que, por vezes, a realidade consegue ser uma caricatura da fic\u00e7\u00e3o que se imaginara uma caricatura da realidade. Confesso: n\u00e3o me habituo \u00e0 feiura daquela igreja, ao adorno\u00a0<em>kitsch<\/em>, ao injustific\u00e1vel pretensiosismo da organiza\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o. N\u00e3o consigo habituar-me \u00e0 mediocridade constrangedora da liturgia, nem \u00e0 evidente imprepara\u00e7\u00e3o do presb\u00edtero. Os catequistas pareciam cabotinos nervosos cuja incompet\u00eancia s\u00f3 pode ser tolerada por n\u00e3o serem remunerados e revelarem uma certa generosidade bem-intencionada. Chegados ao ofert\u00f3rio [dito \u00absolene\u00bb, o que poderia ser uma express\u00e3o de ironia], as crian\u00e7as entregaram ao presb\u00edtero, diante do altar, uma s\u00e9rie de objetos. Em teoria seriam s\u00edmbolos, mas n\u00e3o\u2026 eram apenas objetos, porque se alguma intensidade simb\u00f3lica lhes restasse logo uma catequista, ao microfone, se encarregou de os esvaziar de qualquer funcionalidade simb\u00f3lica, com a explica\u00e7\u00e3o daquilo que, nos objetos em quest\u00e3o, n\u00e3o era mais do que uma evid\u00eancia. O\u00a0<em>kitsch<\/em>\u00a0assumiu as propor\u00e7\u00f5es do paroxismo quando um cartaz de cartolina amarela, feito de improviso, ombreou com o p\u00e3o e o vinho, e mesmo o p\u00e3o e o vinho n\u00e3o escaparam \u00e0s palavras com que a catequista inconscientemente menorizou os dons e a assembleia. No final, depois de uma s\u00e9rie de perip\u00e9cias e amadorismos de todo o tipo, um grupo de crian\u00e7as cantou uma dessas can\u00e7\u00f5es\u00a0<em>pop-pastiche<\/em>\u00a0em que a letra original foi substitu\u00edda por uma composi\u00e7\u00e3o piedosa escrita por um catequista com pretens\u00f5es de poetastro. Tudo terminou com uma entusi\u00e1stica ova\u00e7\u00e3o e rasgados elogios por parte do presb\u00edtero. Sa\u00ed dali profundamente amesquinhado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como chegamos aqui?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Parece que n\u00e3o temos por onde escapar: se n\u00e3o denunciamos estas situa\u00e7\u00f5es, tornamo-nos c\u00famplices deste generalizado elogio da mediocridade; se as denunciamos, facilmente somos rotulados de\u00a0<em>snobs<\/em>\u00a0e pretensiosos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem me dera estar a falar da tradi\u00e7\u00e3o popular na liturgia; quem me dera estar a falar de um colorido etnogr\u00e1fico, da express\u00e3o de\u00a0<em>folk-motives<\/em>. Mas n\u00e3o. Estamos hoje t\u00e3o preocupantemente distantes das pequenas tradi\u00e7\u00f5es, como da grande tradi\u00e7\u00e3o de uma est\u00e9tica teol\u00f3gica que nunca se restringiu aos manuais, nem mesmo ao discurso dos te\u00f3logos, mas que ousou consubstanciar-se em arte e literatura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Urge uma consequente pastoral da cultura; urge denunciar o modo como a \u00abbanalidade intranscendente\u00bb (8) n\u00e3o s\u00f3 infestou os nossos espa\u00e7os e as nossas liturgias, como depauperou desoladoramente o nosso imagin\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span class=\"autor\">(1) Jos\u00e9 Rui Teixeira,\u00a0<em>Vestigia Dei. Uma leitura teotopol\u00f3gica da literatura portuguesa<\/em>, Maia, Cosmorama Edi\u00e7\u00f5es, 2019.<br \/>\n(2) Cf. Mar\u00eda Negroni,\u00a0<em>El arte del error<\/em>, Madrid, Vaso Roto Ediciones, 2016, p. 9.<br \/>\n(3) Cf. Julio Ram\u00f3n Ribeyro,\u00a0<em>Prosas ap\u00e1tridas<\/em>, Porto, Edi\u00e7\u00f5es Ahab, 2011, p. 99.<br \/>\n(4) Fernando Pessoa,\u00a0<em>Livro do Desassossego<\/em>, Lisboa, Ass\u00edrio &amp; Alvim, 2013, p. 156.<br \/>\n(5) Walter Benjamin,\u00a0<em>Libro de los pasajes<\/em>\u00a0(N 3 a, 1), Madrid, Ediciones Akal, 2017, p. 466.<br \/>\n(6) Fernando Pessoa,\u00a0<em>Livro do Desassossego<\/em>, p. 239.<br \/>\n(7) Filme de Alice Rohrwacher, de 2011, que retrata o contexto de uma catequese paroquial italiana, em Reggio Calabria.<br \/>\n(8) Conceito de Pedro Castelao: cf.\u00a0<em>La visi\u00f3n de lo invisible. Contra la banalidad intrascendente<\/em>, Molia\u00f1o, Sal Terrae, 2015.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<h5 style=\"text-align: right;\">Imagem de\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/users\/ThomasWolter-92511\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=439488\">Thomas Wolter<\/a>\u00a0por\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=439488\">Pixabay<\/a><\/h5>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artigo recolhido do<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6954,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[90,95,91,14],"tags":[],"class_list":["post-6953","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-autores-ii","category-jose-rui-ribeiro-de-almeida-teixeira","category-olhares-ii","category-temas-para-debate"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6953","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6953"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6953\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6959,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6953\/revisions\/6959"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6954"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6953"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6953"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6953"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}