{"id":6742,"date":"2019-08-09T15:12:32","date_gmt":"2019-08-09T14:12:32","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=6742"},"modified":"2019-08-10T15:20:46","modified_gmt":"2019-08-10T14:20:46","slug":"memoria-9-de-agosto-homilia-do-papa-s-joao-paulo-ii-na-cerimonia-de-canonizacao-de-edith-stein","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/memoria-9-de-agosto-homilia-do-papa-s-joao-paulo-ii-na-cerimonia-de-canonizacao-de-edith-stein\/","title":{"rendered":"Mem\u00f3ria | 9 de agosto: Homilia do Papa S. Jo\u00e3o Paulo II na cerim\u00f3nia de canoniza\u00e7\u00e3o de Edith Stein"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Homilia recolhida do <a href=\"http:\/\/w2.vatican.va\/content\/john-paul-ii\/pt\/homilies\/1998\/documents\/hf_jp-ii_hom_11101998_stein.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Site do Vaticano<\/a><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: right;\"><em>11 de Outubro de 1998<\/em><\/p>\n<p><em>1. Quanto a mim, que eu n\u00e3o me glorie, a n\u00e3o ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo<\/em>(cf.\u00a0<em>Gl<\/em>\u00a06, 14).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">As palavras de S\u00e3o Paulo aos G\u00e1latas, que acab\u00e1mos de escutar, adaptam-se bem \u00e0 experi\u00eancia humana e espiritual de Teresa Benedita da Cruz, que hoje \u00e9 solenemente inscrita no \u00e1lbum dos santos. Tamb\u00e9m ela pode repetir com o Ap\u00f3stolo: Quanto a mim, que eu n\u00e3o me glorie, a n\u00e3o ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">A cruz de Cristo! No seu constante florescimento, a \u00e1rvore da Cruz d\u00e1 sempre renovados frutos de salva\u00e7\u00e3o. Por isso, os fi\u00e9is olham com confian\u00e7a para a Cruz, haurindo do seu mist\u00e9rio de amor a coragem e o vigor para caminhar com fidelidade nas pegadas de Cristo crucificado e ressuscitado. Assim, a mensagem da Cruz entrou no cora\u00e7\u00e3o de muitos homens e mulheres, transformando a sua exist\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Um exemplo eloquente desta extraordin\u00e1ria renova\u00e7\u00e3o interior \u00e9 a vicissitude espiritual de Edith Stein. Uma jovem em busca da verdade, gra\u00e7as ao trabalho silencioso da gra\u00e7a divina, tornou-se santa e m\u00e1rtir: \u00e9 Teresa Benedita da Cruz, que hoje repete do c\u00e9u a todos n\u00f3s as palavras que caracterizaram a sua exist\u00eancia: \u00abQuanto a mim, que eu n\u00e3o me glorie, a n\u00e3o ser na cruz de Jesus Cristo\u00bb.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">2. No dia 1 de Maio de 1987, durante a minha visita pastoral na Alemanha, tive a alegria de proclamar Beata, na cidade de Col\u00f3nia, esta generosa testemunha da f\u00e9. Hoje, a onze anos de dist\u00e2ncia aqui em Roma, na Pra\u00e7a de S\u00e3o Pedro, \u00e9-me dado apresentar solenemente esta eminente filha de Israel e filha fiel da Igreja como Santa perante o mundo inteiro.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Assim como nessa data, tamb\u00e9m hoje nos inclinamos diante da mem\u00f3ria de Edith Stein, proclamando o testemunho invicto que ela deu durante a vida e sobretudo com a morte. Ao lado de Teresa de \u00c1vila e de Teresa de Lisieux, esta outra Teresa vai colocar-se no meio da pl\u00eaiade de santos e santas que honram a Ordem carmelitana.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Car\u00edssimos Irm\u00e3os e Irm\u00e3s, que vos congregastes para esta solene celebra\u00e7\u00e3o, d\u00eamos gl\u00f3ria a Deus pela obra que realizou em Edith Stein.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">3. Sa\u00fado os numerosos peregrinos vindos a Roma, com um particular pensamento para os membros da fam\u00edlia Stein, que quiseram estar connosco nesta feliz circunst\u00e2ncia. Uma cordial sauda\u00e7\u00e3o dirige-se tamb\u00e9m \u00e0 representa\u00e7\u00e3o da Comunidade carmelitana, que se tornou a \u00absegunda fam\u00edlia\u00bb para Teresa Benedita de Cruz.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Depois, dou as minhas boas-vindas \u00e0 delega\u00e7\u00e3o oficial da Rep\u00fablica Federal da Alemanha, chefiada pelo Chanceler Federal resignat\u00e1rio, Helmut Kohl, a quem sa\u00fado com deferente cordialidade. Al\u00e9m disso, cumprimento os representantes das regi\u00f5es de Nordrhein-Westfalen e Rheinland-Pfalz, bem como o Primeiro Presidente da C\u00e2mara Municipal de Col\u00f3nia. Inclusivamente da minha P\u00e1tria veio uma delega\u00e7\u00e3o oficial, guiada pelo Primeiro-Ministro Jerzy Buzek.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Dirijo-lhe uma cordial sauda\u00e7\u00e3o. Depois, quero reservar uma especial men\u00e7\u00e3o aos peregrinos das dioceses de Vratisl\u00e1via, Col\u00f3nia, Monast\u00e9rio, Espira, Crac\u00f3via e Bielsko-\u017dywiec, presentes com os seus Bispos e sacerdotes. Eles unem-se ao numeroso grupo de fi\u00e9is vindos da Alemanha, dos Estados Unidos da Am\u00e9rica e da minha P\u00e1tria, a Pol\u00f3nia.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">4. Dilectos Irm\u00e3os e Irm\u00e3s! Porque era judia, Edith Stein foi deportada juntamente com a irm\u00e3 Rosa e muitos outros judeus dos Pa\u00edses Baixos para o campo de concentra\u00e7\u00e3o de Auschwitz, onde com eles encontrou a morte nas c\u00e2maras de g\u00e1s. Hoje recordamo-nos de todos com profundo respeito. Poucos dias antes da sua deporta\u00e7\u00e3o, a quem lhe oferecia uma possibilidade de salvar a vida, a religiosa respondera: \u00abN\u00e3o o fa\u00e7ais! Por que deveria eu ser exclu\u00edda? A justi\u00e7a n\u00e3o consiste acaso no facto de eu n\u00e3o obter vantagem do meu baptismo? Se n\u00e3o posso compartilhar a sorte dos meus irm\u00e3os e irm\u00e3s, num certo sentido a minha vida \u00e9 destru\u00edda\u00bb.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Doravante, ao celebrarmos a mem\u00f3ria da nova Santa, n\u00e3o poderemos deixar de recordar todos os anos tamb\u00e9m o Shoah, aquele atroz plano de elimina\u00e7\u00e3o de um povo, que custou a vida a milh\u00f5es de irm\u00e3os e irm\u00e3s judeus. O Senhor fa\u00e7a brilhar o seu rosto sobre eles, concedendo-lhes a paz (cf.\u00a0<em>Nm<\/em>\u00a06, 25s.).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Por amor de Deus e do homem, lan\u00e7o de novo um premente brado: nunca mais se repita uma semelhante iniciativa criminosa para nenhum grupo \u00e9tnico, povo e ra\u00e7a, em qualquer recanto da terra! \u00c9 um brado que dirijo a todos os homens e mulheres de boa vontade; a todos aqueles que cr\u00eaem no Deus eterno e justo; a todos aqueles que se sentem unidos em Cristo, Verbo de Deus encarnado. Aqui, todos n\u00f3s devemos ser solid\u00e1rios: \u00e9 a dignidade humana que est\u00e1 em jogo. S\u00f3 existe uma \u00fanica fam\u00edlia humana. \u00c9 isto que a nova Santa afirmou com grande insist\u00eancia: \u00abO nosso amor pelo pr\u00f3ximo &#8211; escrevia &#8211; \u00e9 a medida do nosso amor a Deus. Para os crist\u00e3os &#8211; e n\u00e3o s\u00f3 para eles &#8211; ningu\u00e9m \u00e9 &#8220;estrangeiro&#8221;. O amor de Cristo n\u00e3o conhece fronteiras\u00bb.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">5. Estimados Irm\u00e3os e Irm\u00e3s! O amor de Cristo foi o fogo que ardeu a vida de Teresa Benedita da Cruz. Antes ainda de se dar conta, ela foi completamente arrebatada por ele. No in\u00edcio, o seu ideal foi a liberdade. Durante muito tempo, Edith Stein viveu a experi\u00eancia da busca. A sua mente n\u00e3o se cansou de investigar e o seu cora\u00e7\u00e3o de esperar. Percorreu o \u00e1rduo caminho da filosofia com ardor apaixonado e no fim foi premiada: conquistou a verdade; antes, foi por ela conquistada. De facto, descobriu que a verdade tinha um nome: Jesus Cristo, e a partir daquele momento o Verbo encarnado foi tudo para ela. Olhando como Carmelita para este per\u00edodo da sua vida, escreveu a uma Beneditina: \u00abQuem procura a verdade, consciente ou inconscientemente, procura a Deus\u00bb.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Embora sua m\u00e3e a tenha educado na religi\u00e3o hebraica, aos 14 anos de idade Edith Stein, \u00abconsciente e propositadamente desacostumou-se da ora\u00e7\u00e3o\u00bb. S\u00f3 queria contar consigo mesma, preocupada em afirmar a pr\u00f3pria liberdade nas op\u00e7\u00f5es de vida. No fim do longo caminho, foi-lhe dado chegar a uma surpreendente conclus\u00e3o: s\u00f3 quem se une ao amor de Cristo se torna verdadeiramente livre.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">A experi\u00eancia desta mulher, que enfrentou os desafios de um s\u00e9culo atormentado como o nosso, \u00e9 para n\u00f3s\u00a0exemplar: o mundo moderno ostenta a porta atraente do permissivismo, ignorando a porta estreita do discernimento e da ren\u00fancia. Dirijo-me especialmente a v\u00f3s, jovens crist\u00e3os, em particular aos numerosos ministrantes reunidos em Roma nestes dias: evitai conceber a vossa vida como uma porta aberta a todas as op\u00e7\u00f5es! Escutai a voz do vosso cora\u00e7\u00e3o! N\u00e3o permane\u00e7ais na superf\u00edcie, mas ide at\u00e9 ao fundo das coisas! E quando chegar o momento, tende a coragem de vos decidirdes! O Senhor espera que coloqueis a vossa liberdade nas suas m\u00e3os misericordiosas.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">6. Santa Teresa Benedita da Cruz conseguiu compreender que o amor de Cristo e a liberdade do homem se entretecem, porque o amor e a verdade t\u00eam uma rela\u00e7\u00e3o intr\u00ednseca. A busca da verdade e a sua tradu\u00e7\u00e3o no amor n\u00e3o lhe pareciam ser contrastantes entre si; pelo contr\u00e1rio, compreendeu que estas se interpelam reciprocamente. No nosso tempo, a verdade \u00e9 com frequ\u00eancia interpretada como a opini\u00e3o da maioria. Al\u00e9m disso, \u00e9 difundida a convic\u00e7\u00e3o de que se deve usar a verdade tamb\u00e9m contra o amor, ou vice-versa. Todavia, a verdade e o amor t\u00eam necessidade uma do outro. A Irm\u00e3 Teresa Benedita \u00e9 testemunha disto. \u00abM\u00e1rtir por amor\u00bb, ela deu a vida pelos seus amigos e no amor n\u00e3o se fez superar por ningu\u00e9m. Ao mesmo tempo, procurou com todo o seu ser a verdade, da qual escrevia: \u00abNenhuma obra espiritual vem ao mundo sem grandes sofrimentos. Ela desafia sempre o homem inteiro\u00bb. A Irm\u00e3 Teresa Benedita da Cruz diz a todos n\u00f3s: N\u00e3o aceiteis como verdade nada que seja isento de amor. E n\u00e3o aceiteis como amor nada que seja isento de verdade!<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">7. Enfim, a nova Santa ensina-nos que o amor a Cristo passa atrav\u00e9s da dor. Quem ama verdadeiramente, n\u00e3o se det\u00e9m diante da perspectiva do sofrimento: aceita a comunh\u00e3o na dor com a pessoa amada. Consciente do que comportava a sua origem judaica, Edith Stein pronunciou palavras eloquentes a este respeito: \u00abDebaixo da cruz, compreendi a sorte do povo de Deus&#8230; Efectivamente, hoje conhe\u00e7o muito melhor o que significa ser a esposa do Senhor no sinal da Cruz. Mas dado que se trata de um mist\u00e9rio, isto jamais poder\u00e1 ser compreendido somente com a raz\u00e3o\u00bb. Pouco a pouco, o mist\u00e9rio da Cruz impregnou toda a sua vida, at\u00e9 a impelir rumo \u00e0 oferta suprema. Como esposa na Cruz, a Irm\u00e3 Teresa Benedita n\u00e3o escreveu apenas p\u00e1ginas profundas sobre a \u00abci\u00eancia da cruz\u00bb, mas percorreu at\u00e9 ao fim o caminho da escola da Cruz. Muitos dos nossos contempor\u00e2neos quereriam fazer com que a Cruz se calasse. Mas nada \u00e9 mais eloquente que a Cruz que se quer silenciar! A verdadeira mensagem da dor \u00e9 uma li\u00e7\u00e3o de amor. O amor torna o sofrimento fecundo e este aprofunda aquele. Atrav\u00e9s da experi\u00eancia da Cruz, Edith Stein p\u00f4de abrir um caminho rumo a um novo encontro com o Deus de Abra\u00e3o, Isaac e Jacob, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. A f\u00e9 e a cruz revelaram-se-lhe insepar\u00e1veis. Amadurecida na escola da Cruz, ela descobriu as ra\u00edzes \u00e0s quais estava ligada a \u00e1rvore da pr\u00f3pria vida. Compreendeu que lhe era muito importante \u00abser filha do povo eleito e pertencer a Cristo n\u00e3o s\u00f3 espiritualmente, mas inclusive mediante um v\u00ednculo sangu\u00edneo\u00bb.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">8. \u00abDeus \u00e9 esp\u00edrito e aqueles que O adoram devem ador\u00e1-Lo em esp\u00edrito e verdade\u00bb (<em>Jo<\/em>4, 24). Car\u00edssimos Irm\u00e3os e Irm\u00e3s, com estas palavras o divino Mestre entret\u00e9m-se com a Samaritana junto do po\u00e7o de Jacob. Quanto Ele deu \u00e0 sua ocasional mas atenta interlocutora, encontramo-lo presente tamb\u00e9m na vida de Edith Stein, na sua \u00absubida ao Monte Carmelo \u00bb. A profundidade do mist\u00e9rio divino tornou-se-lhe percept\u00edvel no sil\u00eancio da contempla\u00e7\u00e3o. Ao longo da sua exist\u00eancia, enquanto amadurecia no conhecimento de Deus adorando-O em esp\u00edrito e verdade, ela experimentava cada vez mais claramente a sua espec\u00edfica voca\u00e7\u00e3o de subir \u00e0 cruz juntamente com Cristo, de abra\u00e7\u00e1-la com serenidade e confian\u00e7a, de am\u00e1-la seguindo as pegadas do seu dilecto Esposo: hoje, Santa Teresa Benedita da Cruz \u00e9-nos indicada como modelo em que nos devemos inspirar e como protectora \u00e0 qual havemos de recorrer. D\u00eamos gra\u00e7as a Deus por este dom. A nova Santa seja para n\u00f3s um exemplo do nosso compromisso no servi\u00e7o da liberdade e na nossa busca da verdade. O seu testemunho sirva para tornar cada vez mais s\u00f3lida a ponte da rec\u00edproca compreens\u00e3o entre judeus e crist\u00e3os. Santa Teresa Benedita da Cruz, ora por n\u00f3s! Am\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: right;\">\u00a9\u00a0Copyright 1998 &#8211; Libreria Editrice Vaticana<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homilia recolhida do<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6743,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[12],"tags":[],"class_list":["post-6742","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-documentos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6742","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6742"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6742\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6746,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6742\/revisions\/6746"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6743"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6742"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6742"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6742"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}