{"id":5267,"date":"2019-01-15T17:42:16","date_gmt":"2019-01-15T17:42:16","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=5267"},"modified":"2019-01-15T17:42:16","modified_gmt":"2019-01-15T17:42:16","slug":"o-vinho-de-jesus-alegra-a-festa-dos-convivas-aprecia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/o-vinho-de-jesus-alegra-a-festa-dos-convivas-aprecia\/","title":{"rendered":"O VINHO DE JESUS ALEGRA A FESTA DOS CONVIVAS. APRECIA!"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\">\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"right\">Pe. Georgino Rocha<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jesus est\u00e1 no in\u00edcio da sua vida de mission\u00e1rio itinerante. Ap\u00f3s a chamada de alguns disc\u00edpulos, toma parte na boda de casamento de uns noivos em Can\u00e1 da Galileia, terra a pouca dist\u00e2ncia de Nazar\u00e9. Est\u00e1 l\u00e1, Maria, sua M\u00e3e. Os convivas s\u00e3o numerosos e a festa podia demorar uma semana. H\u00e1 regras a cumprir. O protocolo era minucioso e os participantes observavam-no rigorosamente. O chefe de mesa supervisionava tudo. Os serventes estavam atentos e dispon\u00edveis para que nada falte. O programa decorria com grande normalidade. Mas a surpresa acontece. H\u00e1 sinais de que algo est\u00e1 a ocorrer. E antes que seja conhecido por todos, Maria d\u00e1 conta, identifica o que \u00e9 e vai diz\u00ea-lo a Jesus. \u201cN\u00e3o t\u00eam vinho!\u201d. Que maravilha! O cuidado da M\u00e3e de Jesus manifesta-se de modo sol\u00edcito para que a festa prossiga com o entusiasmo inicial e a boda de casamento proporcione alegria a todos, sobretudo aos noivos e familiares. Com Maria, as crises podem ser previstas, e pode ser removido o que lhes d\u00e1 origem. Ela encaminha tudo para Jesus. Mesmo que a ocasi\u00e3o pare\u00e7a inoportuna.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Endossado o assunto a quem pode ajudar a resolv\u00ea-lo, ela dirige-se aos serventes e exorta-os a que fa\u00e7am o que Jesus lhes disser. Que ousadia! Uma mulher tomar a iniciativa em p\u00fablico, em casa alheia, e credenciar um desconhecido. E os serventes, que boa vontade revelam ao aceitarem obedecer-lhe prontamente. \u201cFazei o que Ele vos disser\u201d. Nem sequer informam o chefe respons\u00e1vel pelo protocolo. Seguem com prontid\u00e3o a indica\u00e7\u00e3o de Jesus, um estranho: \u201cEnchei essas talhas de \u00e1gua\u201d. Assim fazem e ficam a aguardar nova orienta\u00e7\u00e3o. \u201cTirai agora e levai ao chefe de mesa\u201d. Sem temer nada, cumprem a ordem recebida. E d\u00e3o conta da surpresa agrad\u00e1vel do chefe ao provar o vinho novo, obtido por interven\u00e7\u00e3o de Jesus e da sua colabora\u00e7\u00e3o. N\u00e3o reclamam \u201clouros\u201d, nem recompensas extra, nem dizem nada. Apenas partilham a alegria renascida nos cora\u00e7\u00f5es que se espelha no rosto dos convivas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jo\u00e3o, o \u00fanico evangelista a narrar este epis\u00f3dio, apoia-se em alguns pormenores hist\u00f3ricos e transmite uma mensagem de enorme alcance simb\u00f3lico. (Jo 2, 1-11). Vamos fazer-nos convivas da festa e deter-nos em alguns pontos mais significativos: antes de mais para n\u00f3s, chamados \u00e0 alegria do amor; depois para a fam\u00edlia e sua atitude face \u00e0s crises eventuais, para a Igreja no acompanhamento da caminhada dos casais em matrim\u00f3nio, para a sociedade na interac\u00e7\u00e3o de reciprocidade com as fam\u00edlias, recebendo e dando energias revigorantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cJo\u00e3o relata este epis\u00f3dio por causa do seu aspecto simb\u00f3lico: o casamento \u00e9 o s\u00edmbolo da uni\u00e3o de Deus com a humanidade, realizada de maneira definitiva na pessoa de Jesus, Deus-e-Homem. Sem Jesus, a humanidade vive uma festa de casamento sem vinho\u201d, afirma a B\u00edblia Pastoral que prossegue em coment\u00e1rio: \u201cO epis\u00f3dio de Can\u00e1 \u00e9 uma esp\u00e9cie de resumo daquilo que vai acontecer atrav\u00e9s de toda a actividade de Jesus com a sua palavra e ac\u00e7\u00e3o, Jesus transforma as rela\u00e7\u00f5es dos homens com Deus e dos homens entre si\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jesus n\u00e3o se imp\u00f5e, mas tamb\u00e9m n\u00e3o se desinteressa do que \u00e9 humano. Interv\u00e9m a partir do que existe: um amor a ser celebrado em casamento por noivos, uma festa de fam\u00edlias, uma crise a despontar, uns colaboradores a ajudar, uns costumes a observar, umas talhas e umas jarras a utilizar como recursos. E assim realiza a multiplica\u00e7\u00e3o do vinho, transformando a \u00e1gua. Assim, quer continuar a fazer connosco: na fam\u00edlia, revigorando as rela\u00e7\u00f5es entre as pessoas, na conviv\u00eancia social refor\u00e7ando os la\u00e7os de solidariedade e em tantos outros espa\u00e7os de vida onde se encontram os seus disc\u00edpulos fi\u00e9is. Nunca estamos s\u00f3s, nem somos apenas expectadores do que acontece. Temos a miss\u00e3o de observar para agir. Cada caso \u00e9 uma oportunidade, que n\u00e3o se pode perder. Seria adiar a esperan\u00e7a e alienar a confian\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jesus insere-se na tradi\u00e7\u00e3o b\u00edblica que narra o modo admir\u00e1vel de Deus amar o Seu povo. Ama-o em alian\u00e7a definitiva e escolhe o amor conjugal como s\u00edmbolo maior desta rela\u00e7\u00e3o. Por isso, inicia a sua vida mission\u00e1ria indo a uma boda de casamento, em Can\u00e1 da Galileia. E realiza o que o epis\u00f3dio nos relata: O primeiro dos sinais de uma s\u00e9rie que tem no Calv\u00e1rio a sua express\u00e3o maior. Por amor, Jesus doa-se livremente pela salva\u00e7\u00e3o de cada pessoa e de toda a humanidade. A esta doa\u00e7\u00e3o total corresponde Deus Pai com a feliz ressurrei\u00e7\u00e3o pascal. Os sinais manifestam e comunicam a boa nova de Deus que nos ama como os bons esposos se amam em doa\u00e7\u00e3o total e definitiva. Que maravilha representa o amor conjugal que, como tantas outras realidades humanas, fica entregue a quem decide casar em alian\u00e7a, a confiar na vida est\u00e1vel, a dar as m\u00e3os, sobretudo nas crises, a crescer em fecundidade criativa, a testemunhar a riqueza de que vale a pena ser colaborador de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O texto de Jo\u00e3o afirma ao terminar: \u201cOs disc\u00edpulos acreditaram n\u2019Ele\u201d. Rec\u00e9m-chamados, fazem uma primeira experi\u00eancia feliz. Ao longo da vida, far\u00e3o outras que h\u00e3o-de ajud\u00e1-los a cimentarem esta f\u00e9 inicial e ficar\u00e1 como refer\u00eancia para todos os que vierem a ser seguidores de Jesus. Para n\u00f3s, portanto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como o ano novo vai avan\u00e7ando no tempo, avancemos n\u00f3s tamb\u00e9m na f\u00e9 que nos leva a apreciar o vinho novo de Jesus que alegra a festa da vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. Georgino Rocha<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":5268,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46,91,50,14],"tags":[],"class_list":["post-5267","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-autores","category-olhares-ii","category-pe-georgino-rocha","category-temas-para-debate"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5267","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5267"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5267\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5270,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5267\/revisions\/5270"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5268"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5267"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5267"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5267"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}