{"id":5103,"date":"2018-12-09T16:26:15","date_gmt":"2018-12-09T16:26:15","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=5103"},"modified":"2018-12-08T03:32:20","modified_gmt":"2018-12-08T03:32:20","slug":"70-anos-dudh-declaracao-universal-dos-direitos-humanos-o-dever-de-cada-um-para-com-a-comunidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/70-anos-dudh-declaracao-universal-dos-direitos-humanos-o-dever-de-cada-um-para-com-a-comunidade\/","title":{"rendered":"70 ANOS DUDH | Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos: O dever de cada um para com a comunidade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">70 ANOS DUDH | REFLEX\u00d5ES<\/p>\n<h1 style=\"text-align: center;\"><strong>Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos: O dever de cada um para com a comunidade <\/strong><\/h1>\n<p style=\"text-align: center;\">Ant\u00f3nio Leandro<strong>*<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos, cujos 70 anos da sua assinatura se comemoram no pr\u00f3ximo dia 10 de<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-5104 alignright\" src=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/Artigo-n\u00ba-25_Ant\u00f3nio-Leandro_04_12-1024x768.jpg\" alt=\"\" width=\"176\" height=\"132\" srcset=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/Artigo-n\u00ba-25_Ant\u00f3nio-Leandro_04_12-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/Artigo-n\u00ba-25_Ant\u00f3nio-Leandro_04_12-300x225.jpg 300w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/Artigo-n\u00ba-25_Ant\u00f3nio-Leandro_04_12-768x576.jpg 768w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/Artigo-n\u00ba-25_Ant\u00f3nio-Leandro_04_12-600x450.jpg 600w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/Artigo-n\u00ba-25_Ant\u00f3nio-Leandro_04_12-160x120.jpg 160w\" sizes=\"auto, (max-width: 176px) 100vw, 176px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dezembro, contempla um conjunto de direitos e deveres, os quais dever\u00edamos ter<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">sempre presentes no nosso dia-a-dia. Na altura da sua assinatura e nas d\u00e9cadas<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">seguintes, a Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos foi considerada extraordinariamente inovadora e importante: n\u00e3o s\u00f3 pelo que estabelece, mas, tamb\u00e9m, por ter sido assinado por um grande n\u00famero de pa\u00edses numa altura em que o mundo tinha expostas (quase) todas as feridas da II Guerra Mundial, com uma popula\u00e7\u00e3o sujeita a extremos sacrif\u00edcios, imposs\u00edveis de descrever e de imaginar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A este respeito, lembro-me de ter estado h\u00e1 cerca de 25 anos em Berlim leste, onde, num dos seus museus, li as c\u00f3pias da correspond\u00eancia que soldados alem\u00e3es escreveram \u00e0s suas fam\u00edlias por altura da II Guerra Mundial e a crua e brutal realidade de quem viveu essa guerra nas frentes de combate aparecia descrita perante os nossos olhos. Dessas cartas, saia um mundo de sofrimento, de completa incerteza e de terr\u00edvel ang\u00fastia sobre as horas seguintes desses soldados. Em paralelo, e tamb\u00e9m nesses anos e, sobretudo, na d\u00e9cada seguinte, tivemos a realidade da popula\u00e7\u00e3o civil, tamb\u00e9m desesperado por conseguir (sobre)viver sobre o fim dessa guerra mundial e (quase) desprovido do que hoje chamamos de direitos humanos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 nos anos seguintes ao fim da segunda guerra mundial, que a Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos \u00e9 escrita e posteriormente subscrita por um grande n\u00famero de pa\u00edses. Resulta de um trabalho, dedica\u00e7\u00e3o e envolvimento de um conjunto relativamente pequeno de pessoas que hoje todos n\u00f3s devemos agradecer, continuando o trabalho de zelar pela implementa\u00e7\u00e3o dos direitos humanos junto de quem nos est\u00e1 mais pr\u00f3ximo, nas nossas fam\u00edlias e nas nossas comunidades, e se poss\u00edvel, junto tamb\u00e9m de quem est\u00e1 mais longe e de quem n\u00e3o conhecemos, pois, na realidade, todos somos humanos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao longo dos seus 30 artigos, a Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos contempla um conjunto muito alargado de direitos e que, Portugal, de uma forma ou de outra, conseguimos ter acesso \u2013 embora, claro est\u00e1, de forma diferente e nem sempre na sua plenitude. Pesem embora as diferen\u00e7as que podem existir entre cada, aspetos como a seguran\u00e7a, a educa\u00e7\u00e3o, a sa\u00fade, a liberdade, s\u00e3o hoje algo que damos como adquirido. No entanto, devemos ter consci\u00eancia que muitas centenas de milh\u00f5es de pessoas n\u00e3o gozam de muitos dos direitos humanos estabelecidos na Declara\u00e7\u00e3o Universal. Mas, a Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos al\u00e9m de direitos, aponta tamb\u00e9m deveres, pelo que entendi destacar neste meu artigo a convite da Plataforma Aveiro Direitos Humanos (de que sou membro enquanto Coordenador do Departamento de Apoio aos Centros Sociais Paroquias e outras IPSS da Diocese de Aveiro e que envolve v\u00e1rias entidades da regi\u00e3o de Aveiro), o Artigo 29\u00ba da Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Artigo 29\u00ba refere, na sua al\u00ednea n\u00famero um, que <em>\u201cO indiv\u00edduo tem deveres para com a comunidade, fora da qual n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel o livre e pleno desenvolvimento da sua personalidade\u201d<\/em>. Resolvi destacar este aspeto, em particular, sobretudo, porque refere a nossa perten\u00e7a, envolvimento e doa\u00e7\u00e3o \u00e0 comunidade como verdadeiramente central nas nossas vidas, o que, e em retorno, faz com que cada um de n\u00f3s, e na mesma medida, cres\u00e7a enquanto pessoa, desenvolvendo-se de forma livre e plena. \u00c9 um facto que a comunidade e a pessoa humana devem cruzar-se e de forma m\u00fatua e qualificada, n\u00e3o podendo (e n\u00e3o devendo) crescer dissociadas uma da outra. Este cruzamento entre a pessoa e a comunidade \u00e9 algo que faz parte do ADN da atividade desenvolvida pelos Centros Sociais Paroquiais e outras IPSS da Diocese de Aveiro. De facto, cada um dos seus profissionais, elementos das dire\u00e7\u00f5es e volunt\u00e1rios colocam o seu melhor ao servi\u00e7o de todos os que servem, enriquecendo no processo e mutuamente, o seu pleno e livre desenvolvimento enquanto pessoas preocupadas com a comunidade e com o pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: right;\">*Coordenador do Departamento de Apoio aos CSP e outras IPSS da Diocese de Aveiro<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<h5 style=\"text-align: right;\">(Artigo que se insere no \u00e2mbito das comemora\u00e7\u00f5es do 70\u00ba Anivers\u00e1rio da proclama\u00e7\u00e3o da Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos \u2013 Plataforma \u201cAveiro Direitos Humanos\u201d \/ Di\u00e1rio de Aveiro)<\/h5>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>70 ANOS DUDH<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":5105,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[107],"tags":[],"class_list":["post-5103","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-70-anos-dudh-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5103","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5103"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5103\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5106,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5103\/revisions\/5106"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5105"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5103"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5103"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5103"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}