{"id":5031,"date":"2018-12-08T15:03:18","date_gmt":"2018-12-08T15:03:18","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=5031"},"modified":"2018-12-01T15:08:31","modified_gmt":"2018-12-01T15:08:31","slug":"70-anos-dudh-1498-2018-nos-520-anos-da-mia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/70-anos-dudh-1498-2018-nos-520-anos-da-mia\/","title":{"rendered":"70 ANOS DUDH | 1498-2018 Nos 520 anos da MIA"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">70 ANOS DUDH | REFLEX\u00d5ES<\/p>\n<h1 style=\"text-align: center;\"><strong>1498-2018 Nos 520 anos da MIA<\/strong><\/h1>\n<p style=\"text-align: center;\">Lacerda Pais*<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Certamente influenciados pela vontade real e do clero e, sobretudo, com uma enorme vontade de ajudar o pr\u00f3ximo, um<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-5035 alignright\" src=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/Artigo-n\u00ba-20_Lacerda-Pais_29_11.jpg\" alt=\"\" width=\"176\" height=\"143\" srcset=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/Artigo-n\u00ba-20_Lacerda-Pais_29_11.jpg 639w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/Artigo-n\u00ba-20_Lacerda-Pais_29_11-300x245.jpg 300w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/Artigo-n\u00ba-20_Lacerda-Pais_29_11-600x490.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 176px) 100vw, 176px\" \/> grupo de homens bons da pacata Aveiro resolveram criar, seguindo a novidade que vinha da Casa Real, na capela anexa \u00e0 ent\u00e3o igreja de S. Miguel com cerca de 50 m2, dedicada a Sto. Ildefonso, a Irmandade da Santa Casa da Miseric\u00f3rdia de Aveiro. A exiguidade das instala\u00e7\u00f5es levou a que a documenta\u00e7\u00e3o da irmandade fosse guardada nas moradas dos mes\u00e1rios, existindo apenas refer\u00eancias externas de todo o s\u00e9culo XVI. Todavia as cerim\u00f3nias designadas no Compromisso e resultantes das obriga\u00e7\u00f5es de legados e benfeitorias foram decorrendo, sendo a maior parte das receitas proveniente de esmolas tiradas pelos mamposteiros, cuja autoriza\u00e7\u00e3o r\u00e9gia e dispensa de encargos data de 1502. O prop\u00f3sito era o cumprimento das catorze obras de miseric\u00f3rdia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o crescimento da vila de Aveiro e j\u00e1 sob o dom\u00ednio espanhol os irm\u00e3os entenderam que era a altura da Santa Casa possuir instala\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias e condignas. Em 1596 o provedor Henrique Esteves da Veiga, cavaleiro fidalgo da Casa Real iniciou, junto da corte de Filipe II, dilig\u00eancias para o financiamento da sede e anexos. Assim em 1599 o provedor Pedro Tavares, recebido o aux\u00edlio r\u00e9gio, aceite a proposta de Greg\u00f3rio Louren\u00e7o e aprovada a localiza\u00e7\u00e3o na Rua Direita, prepara o in\u00edcio das obras que acontece no ano seguinte prolongando-se por mais de meio s\u00e9culo. Sabe-se que, apesar do enorme esfor\u00e7o de angaria\u00e7\u00e3o de esmolas e outros, a Santa Casa da Miseric\u00f3rdia de Aveiro n\u00e3o deixou de dar cumprimento \u00e0s obras de miseric\u00f3rdia, atendendo os necessitados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A exist\u00eancia de um livro com registo de entrada de doentes, datado de 1615, pode significar o in\u00edcio de assist\u00eancia nas novas instala\u00e7\u00f5es anexas \u00e0 igreja. O agora hospital atravessou dois s\u00e9culos, guerras e tempos dif\u00edceis. Constitui-se a diocese de Aveiro, observam-se alguns conflitos entre o clero e a Miseric\u00f3rdia, com o terceiro Bispo a declinar ser sepultado nesta igreja onde est\u00e3o os seus antecessores. Os irm\u00e3os sabiam que quando eram chamados para a mesa era para servir no cumprimento das obras de miseric\u00f3rdia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em Outubro de 1853 sendo provedor Francisco Tom\u00e9 Marques Gomes \u00e9 aprovada a constru\u00e7\u00e3o de um novo hospital nos terrenos a sul da igreja, que foi inaugurado em Junho de 1856 ficando, at\u00e9 hoje, o nome de Hospital Novo para o edif\u00edcio levado a hasta p\u00fablica no princ\u00edpio do s\u00e9culo para angariar fundos para o Hospital da Santa Casa da Miseric\u00f3rdia de Aveiro a que mais tarde deram o nome de Infante D. Pedro. A aflu\u00eancia de doentes ao Hospital Novo, em parte provocada pela c\u00f3lera m\u00f3rbus e a excelente qualidade dos servi\u00e7os prestados levou a que logo no ano de 1883 fosse proposta a cria\u00e7\u00e3o de uma nova unidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A inaugura\u00e7\u00e3o do hospital d\u00e1-se em 1917 e em 1918 d\u00e1-se a epidemia do tifo que levou \u00e0 constru\u00e7\u00e3o do pavilh\u00e3o de infeto contagiosas. Foram mobilizados todos esfor\u00e7os para o hospital canalizando todos os meios financeiros \u00e0 sua disposi\u00e7\u00e3o, alugando as suas instala\u00e7\u00f5es junto \u00e0 igreja \u2013 aqui funcionou a Escola Comercial e Industrial Fernando Caldeira \u2013 havendo necessidade de deslocar bens patrimoniais, documentais e outros para a cave e s\u00f3t\u00e3o do hospital. Infelizmente o que veio a seguir ao 25 de Abril de 1974 foi de um enorme preju\u00edzo a todos os n\u00edveis e principalmente pela lapida\u00e7\u00e3o de patrim\u00f3nio a\u00ed armazenado e outro. \u00c0 Santa Casa da Miseric\u00f3rdia de Aveiro restava a sua igreja. Nomeada uma Comiss\u00e3o Liquidat\u00e1ria esta dirigiu-se ao Senhor D. Manuel Trindade para entrega das chaves e, com a perspic\u00e1cia de D. Manuel estas n\u00e3o foram aceites e a Santa Casa n\u00e3o acabou ali. Em 10 de Outubro de 1979 d\u00e1-se a elei\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os sociais sendo provedor Carlos Vicente Ferreira que d\u00e1 seguimento ao trabalho da Comiss\u00e3o Administrativa que levar\u00e1 ao que somos hoje. A ideia da assist\u00eancia hospitalar, promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade, preven\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a e reabilita\u00e7\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o estiveram sempre presentes nos eleitos que se seguiram, tendo sido criados servi\u00e7os de fisioterapia, hidroterapia e assist\u00eancia a dem\u00eancias, apresentados, em 2004 e 2009, projetos para unidade de cuidados continuados e colocada junto das entidades da sa\u00fade a nossa disposi\u00e7\u00e3o para a resolu\u00e7\u00e3o do grave problema de assist\u00eancia \u00e0s pessoas com dem\u00eancia. Tanto assim \u00e9 que a Miseric\u00f3rdia, hoje, no seu Complexo Social da Moita, onde desenvolve respostas protocoladas com o Estado como meramente sociais, integra profissionais com licenciaturas em medicina, enfermagem, farm\u00e1cia, psicologia, fisioterapia e outros, reconhecendo que a doen\u00e7a combate-se mas tamb\u00e9m se previne e que \u00e9 muito importante melhorar a condi\u00e7\u00e3o de sa\u00fade de quem acolhemos, mas tamb\u00e9m melhorar a sua qualidade de vida e o seu bem-estar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao fim de trinta e seis anos (1981\/2017) foi assinada a escritura da venda do nosso Hospital ao Estado, lembrando, no ato, a firme disposi\u00e7\u00e3o desta Santa Casa tudo fazer para que \u00e0 Comunidade Aveirense sejam prestados os melhores cuidados de sa\u00fade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gra\u00e7as ao esfor\u00e7o das duas centenas de colaboradores que nos apoiam e ao esfor\u00e7o dos irm\u00e3os e volunt\u00e1rios que nos acompanham tentamos proporcionar aos mais necessitados alem do conforto f\u00edsico, atrav\u00e9s das val\u00eancias desta Santa Casa da Miseric\u00f3rdia, o conforto da palavra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: right;\">*Provedor da Santa Casa da Miseric\u00f3rdia de Aveiro<\/p>\n<h5 style=\"text-align: right;\">(Artigo que se insere no \u00e2mbito das comemora\u00e7\u00f5es do 70\u00ba Anivers\u00e1rio da proclama\u00e7\u00e3o da Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos \u2013 Plataforma \u201cAveiro Direitos Humanos\u201d \/ Di\u00e1rio de Aveiro)<\/h5>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>70 ANOS DUDH<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":5036,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[107],"tags":[],"class_list":["post-5031","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-70-anos-dudh-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5031","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5031"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5031\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5037,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5031\/revisions\/5037"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5036"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5031"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5031"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5031"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}