{"id":4987,"date":"2018-12-04T13:23:27","date_gmt":"2018-12-04T13:23:27","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=4987"},"modified":"2018-12-01T13:34:54","modified_gmt":"2018-12-01T13:34:54","slug":"70-anos-dudh-a-estatistica-do-bem-estar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/70-anos-dudh-a-estatistica-do-bem-estar\/","title":{"rendered":"70 ANOS DUDH | A estat\u00edstica do bem-estar"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">70 ANOS DUDH | REFLEX\u00d5ES<\/p>\n<h1 style=\"text-align: center;\"><strong>A estat\u00edstica do bem-estar <\/strong><\/h1>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>\u00a0Margarida Gon\u00e7alves*<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conseguir\u00e1 a estat\u00edstica revelar-nos o impacto emocional que um evento traum\u00e1tico pode assumir no nosso<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-4989 alignleft\" src=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/Artigo-n\u00ba-11_Margarida-Gon\u00e7alves_20_11.jpg\" alt=\"\" width=\"154\" height=\"191\" srcset=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/Artigo-n\u00ba-11_Margarida-Gon\u00e7alves_20_11.jpg 596w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/Artigo-n\u00ba-11_Margarida-Gon\u00e7alves_20_11-243x300.jpg 243w\" sizes=\"auto, (max-width: 154px) 100vw, 154px\" \/> quotidiano? Ou quantificar o impacto quotidiano do aperto no peito e do role de pensamentos autom\u00e1ticos que aparecem ao passar naquela rua, ao ver aquela pessoa, ao sentir aquele cheiro? Resposta clara, certo?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por muito que os n\u00fameros nos ajudem a desenhar um panorama geral da frequ\u00eancia dos acontecimentos \u2013 e isso seja o que basta para chamar a aten\u00e7\u00e3o \u2013 n\u00e3o nos podemos ficar pelos n\u00fameros, da mesma forma que n\u00e3o nos ficamos pelos n\u00fameros quando o evento traum\u00e1tico sucede a \u201cum dos nossos\u201d. E da mesma forma que percebemos o qu\u00e3o a estat\u00edstica pode condicionar a nossa interpreta\u00e7\u00e3o dos acontecimentos, tamb\u00e9m os nomes\/adjetivos podem ter a sua quota parte neste condicionamento. Se pensarmos bem, o que nos diz a palavra Esquizofr\u00e9nico sobre a pessoa com que nos cruzamos na rua? Ou Alco\u00f3lico, Sem-abrigo ou Bipolar? O que nos dizem estas palavras sobre o seu percurso de vida? Onde estudou? Com quem viveu? O que gosta mais de ler, de ver na televis\u00e3o ou de jogar? O que sente quando \u00e9, desta forma t\u00e3o restrita, limitado a uma condi\u00e7\u00e3o? N\u00e3o estaremos \u00e0 priori, a limitar as potencialidades da pessoa quando a definimos \u00e0 luz da sua caracter\u00edstica mais proeminente e da frequ\u00eancia com que essa caracter\u00edstica se revela?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Bairro procuramos ver o indiv\u00edduo como um todo. Um ser humano que cresce diariamente na intera\u00e7\u00e3o que estabelece consigo pr\u00f3prio, com os seus pensamentos e os seus sentimentos. Na intera\u00e7\u00e3o que estabelece com os outros nas suas mais variadas vertentes (acad\u00e9mica, profissional, familiar, social) e no impacto que esta intera\u00e7\u00e3o assume na sua capacidade de querer ser mais e melhor. E aqui chegamos a um dos pontos fundamentais deste artigo: em certo ponto, todos temos a nossa quota parte de responsabilidade pelo bem-estar de quem nos rodeia. Ilus\u00f3rio? Ora, quantos de n\u00f3s, num dia em que sentimos a tristeza a assolar-nos o humor, vimos \u201ca luz ao fundo do t\u00fanel\u201d apenas (!) porque o padeiro, o revisor, a cabeleireira, o colega no escrit\u00f3rio com quem nunca falamos ou o pr\u00f3prio vizinho nos fez esbo\u00e7ar um sorrio que seria, \u00e0 priori, imposs\u00edvel de obter? Pessoas que \u00e0 partida n\u00e3o seriam \u201cum dos nossos\u201d conseguiram ter um impacto positivo, mesmo que pontual e residual, no nosso bem-estar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 certo ponto, todos temos a nossa quota parte de responsabilidade pelo bem-estar de quem nos rodeia. E esta responsabilidade assume-se de forma mais intensa quando falamos em pessoas vulner\u00e1veis pela idade ou pela condi\u00e7\u00e3o f\u00edsica\/psicol\u00f3gica em que se encontram. Por isso, hoje, dia em que se celebra o Dia Europeu para a Prote\u00e7\u00e3o das Crian\u00e7as contra a Explora\u00e7\u00e3o Sexual e o Abuso Sexual, estejamos atentos aos sinais que as crian\u00e7as transmitem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sejamos capazes de parar, dar-lhes voz e aprovar todas as suas emo\u00e7\u00f5es que, tal como as nossas, s\u00e3o v\u00e1lidas e necess\u00e1rias para o crescimento saud\u00e1vel e respons\u00e1vel. Como? Que tal come\u00e7ar por perguntar se \u201cest\u00e1 tudo bem\u201d? Se a resposta lhe colocar d\u00favidas, pergunte duas vezes. E se se sentir incapaz de conseguir ajudar, perceba que \u00e9 comum esse sentimento surgir e para isso existem profissionais treinados. Na d\u00favida, encaminhe. Porque de facto, cuidar do nosso bem-estar e atentar ao bem-estar de quem nos rodeia, na l\u00f3gica de que crescemos todos nesta intera\u00e7\u00e3o individual e comunit\u00e1ria que se quer salutar e compassiva, \u00e9 cuidar dos nossos pr\u00f3prios direitos enquanto seres humanos.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">*Psicologia no Bairro<\/p>\n<h6 style=\"text-align: right;\">(Artigo que se insere no \u00e2mbito das comemora\u00e7\u00f5es do 70\u00ba Anivers\u00e1rio da proclama\u00e7\u00e3o da Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos \u2013 Plataforma \u201cAveiro Direitos Humanos\u201d \/ Di\u00e1rio de Aveiro)<\/h6>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>70 ANOS DUDH<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4988,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[107],"tags":[],"class_list":["post-4987","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-70-anos-dudh-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4987","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4987"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4987\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4990,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4987\/revisions\/4990"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4988"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4987"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4987"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4987"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}