{"id":4979,"date":"2018-12-03T13:11:50","date_gmt":"2018-12-03T13:11:50","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=4979"},"modified":"2018-12-01T13:19:46","modified_gmt":"2018-12-01T13:19:46","slug":"70-anos-dudh-no-caminho-dos-direitos-humanos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/70-anos-dudh-no-caminho-dos-direitos-humanos\/","title":{"rendered":"70 ANOS DUDH | \u201cNo Caminho dos Direitos Humanos\u201d"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">70 ANOS DUDH | REFLEX\u00d5ES<\/p>\n<h1 style=\"text-align: center;\"><strong>\u201cNo Caminho dos Direitos Humanos\u201d<\/strong><\/h1>\n<p style=\"text-align: center;\">Pe. Jo\u00e3o Gon\u00e7alves<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este ano trazemos \u00e0 mem\u00f3ria, e \u00e0 conversa, a celebra\u00e7\u00e3o dos setenta anos da Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-4980 alignright\" src=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/Artigo-n\u00ba-9_P.-Jo\u00e3o-Gon\u00e7alves_18_11.jpg\" alt=\"\" width=\"176\" height=\"117\" srcset=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/Artigo-n\u00ba-9_P.-Jo\u00e3o-Gon\u00e7alves_18_11.jpg 600w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/Artigo-n\u00ba-9_P.-Jo\u00e3o-Gon\u00e7alves_18_11-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 176px) 100vw, 176px\" \/> Humanos. O dia 10 de Dezembro de 1948 \u00e9 data que ficou no registo de Povos e Na\u00e7\u00f5es, marcante, pela aprova\u00e7\u00e3o, na Assembleia Geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas, de uma solene Declara\u00e7\u00e3o, que viria a promover uma verdadeira revolu\u00e7\u00e3o, no modo de conceber a igualdade de direitos para todas as Pessoas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Trata-se de uma Declara\u00e7\u00e3o, de um documento que, s\u00f3 por si, mesmo com a for\u00e7a e a clareza da letra, infelizmente, n\u00e3o resolve as desigualdades que ainda hoje s\u00e3o um pesado fardo, para milh\u00f5es e milh\u00f5es de cidad\u00e3os espalhados pelo mundo!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 por isso que a recorda\u00e7\u00e3o do DIA nos faz voltar a falar, e cada vez com for\u00e7a maior, a sua aplica\u00e7\u00e3o em todos os Pa\u00edses, e concretizada em todas as Pessoas. Muito caminho se percorreu, nestes setenta anos, mas estamos longe de poder dizer que os Direitos Humanos s\u00e3o uma realidade aplicada, vivida e sentida, universalmente, em todos os cantos, onde quer que exista uma Pessoa\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O grito de Povos inteiros, e nem sequer se fala de minorias, \u00e9 uma realidade, a pedir a aplica\u00e7\u00e3o de uma t\u00e3o excelente como urgente Declara\u00e7\u00e3o! H\u00e1 pa\u00edses e, dentro de certos pa\u00edses, em que o caminho dos Direitos Humanos ainda est\u00e1 no come\u00e7o ou, porventura, ainda em ponto, que se pode verdadeiramente chamar de \u201cponto morto\u201d, para n\u00e3o dizer de \u201cponto que mata\u201d direitos, dignidades, garantias, liberdades! N\u00e3o podemos silenciar o que \u201cvemos, ouvimos e lemos\u201d; h\u00e1 gritos a que n\u00e3o podemos fechar ouvidos, nem cora\u00e7\u00e3o, nem actua\u00e7\u00e3o, nem mobiliza\u00e7\u00e3o em direc\u00e7\u00e3o \u00e0 Paz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Pessoa, com a sua dignidade de Pessoa, e por <em>ser <\/em>Pessoa, est\u00e1 acima de tudo o que possam ser conceitos os preconceitos, de qualquer esp\u00e9cie, venham de donde vierem; mesmo que nas\u00e7am da for\u00e7a ou do poder das armas, do dinheiro ou da c\u00e1tedra: o Ser Humano tem de ser a raz\u00e3o de tudo, e a todos devem ser reconhecidos iguais direitos, deveres e respeito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 institui\u00e7\u00f5es que nasceram precisamente para obviar e resolver ou, ao menos, minorar ofensas e faltas de respeito por direitos fundamentais, como sejam a vida, a fam\u00edlia, a alimenta\u00e7\u00e3o, a habita\u00e7\u00e3o, a p\u00e1tria, a liberdade, a instru\u00e7\u00e3o, o trabalho\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 cerca de oitenta anos nasceu, em Aveiro, pelas m\u00e3os bondosas e o cora\u00e7\u00e3o atento e sens\u00edvel de um Bispo Aveirense &#8211; D. Jo\u00e3o Evangelista de Lima Vidal &#8211; uma dessas institui\u00e7\u00f5es de solidariedade social, a que ele mesmo quis chamar de FLORINHAS DO VOUGA: \u201cFlorinhas\u201d eram as Pessoas, fr\u00e1geis, que precisavam de especiais cuidados e aten\u00e7\u00f5es. O nome j\u00e1 era c\u00f3pia das que deixara criadas em Angola, em Lisboa e em Vila Real.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em Aveiro, as Florinhas do Vouga \u2013IPSS &#8211; s\u00e3o uma Institui\u00e7\u00e3o Diocesana de Solidariedade, de Superior Interesse Social, ao servi\u00e7o das Pessoas a quem ainda n\u00e3o chegaram todos os direitos fundamentais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fam\u00edlias, Jovens, Crian\u00e7as ou Idosos, Pessoas em situa\u00e7\u00e3o de Sem-Abrigo, ou com depend\u00eancias, ocupam o primeiro lugar nas tarefas de tentar as melhores respostas, quer as que s\u00e3o exigidas no imediato, quer na adop\u00e7\u00e3o de medidas que ajudem as Pessoas a sair de situa\u00e7\u00f5es, nem sempre pr\u00f3prias da dignidade humana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com possibilidade de acolhimento e de atendimento, disponibilizamos \u00e0 Comunidade um Refeit\u00f3rio Social, Balne\u00e1rio, Rouparia, Apoios v\u00e1rios a Idosos \u2013 Servi\u00e7o de Apoio Domicili\u00e1rio, Centro de Conv\u00edvio Intergeracional, Lar Residencial \u2013 Servi\u00e7os de Educa\u00e7\u00e3o, visitas na via p\u00fablica para a \u00e1rea das toxicodepend\u00eancias e da prostitui\u00e7\u00e3o, ajuda e apoio nos estudos, animamos actividades l\u00fadicas e desportivas junto da popula\u00e7\u00e3o\u2026atentos sempre ao aparecimento de novas e antigas formas de pobreza e da percep\u00e7\u00e3o da aus\u00eancia do respeito pelos Direitos Humanos das Pessoas\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todavia, a pobreza &#8211; como grave ofensa a um dos direitos fundamentais! \u2013 n\u00e3o ter\u00e1 fim \u00e0 vista, enquanto a falta de aten\u00e7\u00e3o a todos, a m\u00e1 nutri\u00e7\u00e3o, o desperd\u00edcio alimentar forem uma triste realidade!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A paz, como uma urg\u00eancia, \u00e9 insustent\u00e1vel e n\u00e3o ser\u00e1 realidade pr\u00f3xima, enquanto em terra e no mar, milh\u00f5es e milh\u00f5es de Seres Humanos vaguearem, no meio de sustos e de perigos, reais, como Pessoas indesejadas, n\u00e3o queridas e perseguidas, pelo simples facto de n\u00e3o poderem residir em seguran\u00e7a na terra que as viu nascer; e t\u00eam de ousar ultrapassar fronteiras, para encontrarem um lugar, que lhes \u00e9 puramente negado!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0s Institui\u00e7\u00f5es de proximidade, como as Florinhas do Vouga e tantos Centros Sociais, Associa\u00e7\u00f5es de Solidariedade, e outras, fica o encargo, e a carga social de fazerem a sua parte, e de n\u00e3o deixarem adormecer as organiza\u00e7\u00f5es governamentais, nacionais e internacionais, para que os Direitos Humanos sejam aplicados e respeitados em todos os HUMANOS\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aceitar ser a voz, e ser ampliador da voz dos milh\u00f5es de silenciados, \u00e9 miss\u00e3o nossa: os gritos de dor, de sofrimento ou de revolta de tantos e tantos Homens e Mulheres, Crian\u00e7as e Adultos, desrespeitados nos seus Direitos Fundamentais, t\u00eam de dar lugar \u00e0 escuta e ao esfor\u00e7o de tentar as respostas que, de m\u00e3os dadas, \u00e9 urgente encontrar!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste contexto, n\u00e3o posso deixar de citar o Papa Francisco, na sua recente Mensagem para o Dia Mundial dos Pobres (18 de Novembro de 2018):<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c\u00c9 do sil\u00eancio da escuta que precisamos, para reconhecer a voz deles. Se falamos demasiado, n\u00e3o conseguiremos escut\u00e1-los\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Escutar a voz dos Pobres, e torn\u00e1-la ainda mais forte, juntando a nossa voz \u00e0 de todos os sofredores, \u00e9 dar j\u00e1 um forte contributo para uma eficaz comemora\u00e7\u00e3o da Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Damos as m\u00e3os aos Parceiros da \u201cPlataforma Aveiro Direitos Humanos\u201d, para que a voz seja mais forte e os resultados vis\u00edveis e eficazes; e duradouros!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">*\u201cFlorinhas do Vouga\u201d<\/p>\n<h6 style=\"text-align: right;\">(Artigo que se insere no \u00e2mbito das comemora\u00e7\u00f5es do 70\u00ba Anivers\u00e1rio da proclama\u00e7\u00e3o da Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos \u2013 Plataforma \u201cAveiro Direitos Humanos\u201d \/ Di\u00e1rio de Aveiro)<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>70 ANOS DUDH<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4981,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[107],"tags":[],"class_list":["post-4979","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-70-anos-dudh-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4979","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4979"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4979\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4982,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4979\/revisions\/4982"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4981"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4979"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4979"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4979"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}