{"id":4452,"date":"2018-08-16T13:04:45","date_gmt":"2018-08-16T12:04:45","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=4452"},"modified":"2018-08-16T13:04:45","modified_gmt":"2018-08-16T12:04:45","slug":"ser-idoso-em-lar-comunitario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/ser-idoso-em-lar-comunitario\/","title":{"rendered":"SER IDOSO EM LAR COMUNIT\u00c1RIO"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align:center\"><strong>Pe. Georgino Rocha<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Trabalho de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Gerontologia Social realizado por mim, em g\u00e9nero de narrativa, no Semin\u00e1rio \u201c<em>Institucionaliza\u00e7\u00e3o e Humaniza\u00e7\u00e3o\u201d,<\/em>\u00a0leccionado pela Dr\u00aa Maria Luc\u00edlia Feteira, no Instituto Bissaya Barreto. Coimbra, em 2003, e agora revisto.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong><em>Tra\u00e7os de um perfil<\/em><\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p><strong>Gil de Mira reparte o seu tempo pela residencial dos Idosos e pela casa da fam\u00edlia que vem busc\u00e1-lo \u00e0 sexta-feira, ap\u00f3s o trabalho, e traz\u00ea-lo na segunda pela manh\u00e3. Sente-se bem e comunica alegria e felicidade. Vive um envelhecimento normal, preparado com cuidado, aproveitando as oportunidades de forma\u00e7\u00e3o que foram surgindo e visitando lares. Recorre com frequ\u00eancia \u00e0s li\u00e7\u00f5es da experi\u00eancia que adquiriu ao longo dos quase 50 anos de marinheiro, a princ\u00edpio como barqueiro e, depois, como mestre e arrais de lancha de transporte de passageiros. Evoca, sempre que a prop\u00f3sito, os exemplos de pessoas sensatas. Ama a discri\u00e7\u00e3o e \u00e9 fiel observante da prud\u00eancia. \u201cMais vale um p\u00e1ssaro na m\u00e3o do que dois a voar\u201d. \u201cSaber viver n\u00e3o se aprende nos livros\u201d \u2013 repete com ar sentencioso e perspicaz<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Lar-resid\u00eancia<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O lar-resid\u00eancia fica pr\u00f3ximo do centro da vila, numa zona com movimento controlado, sem grandes ru\u00eddos. O edif\u00edcio tem um corpo central onde se localizam os principais servi\u00e7os e um conjunto de pequenas vivendas circundantes. O espa\u00e7o envolvente proporciona uma panor\u00e2mica agrad\u00e1vel, com um ambiente leve e repousante, em que a harmonia do conjunto e das cores vai contagiando quem por ali anda. O terreno \u00e9 plano, beneficiando de amplas zonas verdes, com jardins floridos a maior parte do ano, com \u00e1rvores de grande porte, sobretudo pinheiros e eucaliptos, que suavizam o ar da atmosfera e estimulam a eleva\u00e7\u00e3o do esp\u00edrito em dias mais carregados de neblina e press\u00e3o interiores.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Vivenda<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A vivenda alia a est\u00e9tica e a funcionalidade. Est\u00e1 dotada do que \u00e9 verdadeiramente necess\u00e1rio, sem luxos, nem excentricidades. Em toda a parte, h\u00e1 um toque especial de quem a habita: \u201ccoisas\u201d do mar e da ria, artesanato de embarca\u00e7\u00f5es e seus utens\u00edlios, retratos da fam\u00edlia e de velhos amigos, cadeiras, mesas e outros objectos da sua casa, que lhe fazem sentir o calor do lar em que sempre viveu, juntamente com a esposa extremosa, e onde viu nascer e crescer a fam\u00edlia em que se rev\u00ea como bisav\u00f4 feliz.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Evoca esses tempos com ditos sentenciosos e frases pintadas em azulejos, enfeitadas com desenhos dos netos e emolduradas por ele, e agora colocadas em s\u00edtios acess\u00edveis ao seu olhar e ao de quem o vem visitar. \u201cO amor \u00e9 mais forte do que a morte\u201d. \u201cEsposa feliz, homem satisfeito\u201d. \u201cFam\u00edlia, o ber\u00e7o da vida\u201d. \u201cOs filhos s\u00e3o a cruz aben\u00e7oada dos pais\u201d. \u201cDeus te d\u00ea o dobro do que me desejas\u201d. \u201cA surpresa do amanh\u00e3 previne-se hoje\u201d. \u201cConfiar e madrugar faz a vida andar\u201d. \u201cSa\u00fade e doen\u00e7a: as duas faces da vida\u201d. \u201cA Deus rezando e com os bra\u00e7os trabalhando\u201d. \u201cO que semeias de bem colhes no Al\u00e9m\u201d.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. Georgino Rocha<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4453,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[13],"tags":[],"class_list":["post-4452","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-olhares"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4452","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4452"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4452\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4454,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4452\/revisions\/4454"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4453"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4452"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4452"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4452"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}