{"id":4323,"date":"2018-07-12T13:01:47","date_gmt":"2018-07-12T12:01:47","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=4323"},"modified":"2018-07-12T13:01:47","modified_gmt":"2018-07-12T12:01:47","slug":"o-catolico-que-fundou-o-mundial-de-futebol","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/o-catolico-que-fundou-o-mundial-de-futebol\/","title":{"rendered":"O cat\u00f3lico que fundou o Mundial de Futebol"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\">O cat\u00f3lico que fundou o Mundial de Futebol<\/h2>\n<p style=\"text-align: right;\">Artigo publicado no <a href=\"http:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Correio do Vouga<\/a><\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Talvez hoje ficasse dececionado por ver que o futebol \u00e9 um neg\u00f3cio dominado pelo dinheiro. Jules Rimet acreditava que o futebol pode unir o mundo.<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">O grande futebol une pessoas e povos, mesmo que s\u00f3 uma equipa ven\u00e7a. Agora que os olhos de milh\u00f5es est\u00e3o nas meias finais e na final do pr\u00f3ximo domingo, lembramos que foi um cat\u00f3lico franc\u00eas que criou o Mundial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Trata-se de Jules Rimet, nascido no dia 14 de outubro de 1873 na aldeia francesa de Theuley. Quando era crian\u00e7a, serviu como ac\u00f3tilo na igreja local e, aos dez anos, mudou-se a Paris, pois a sua fam\u00edlia procurava melhores condi\u00e7\u00f5es de vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando em 1891 o Papa Le\u00e3o XIII lan\u00e7ou a sua enc\u00edclica social \u201cRerum Novarum\u201d, o jovem Rimet e seus amigos sentiram-se questionados pela preocupa\u00e7\u00e3o do Pont\u00edfice perante a mis\u00e9ria na qual viviam as classes trabalhadoras e pela falta de reformas laborais. Inspirados pelo texto, o rapaz e seus companheiros fundaram uma organiza\u00e7\u00e3o para oferecer assist\u00eancia social e m\u00e9dica aos mais pobres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo j\u00e1 se tendo tornado advogado de sucesso, Rimet continuou a fazer obras de caridade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O jovem franc\u00eas gostava muito de desporto e tinha a firme convic\u00e7\u00e3o de que o desporto unia as pessoas, independentemente da ra\u00e7a e da classe social. Aos 24 anos, fundou um clube desportivo chamado \u201cRed Star\u201d, aberto a qualquer pessoa, fosse qual fosse a sua condi\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cOs homens poder\u00e3o reunir-se com confian\u00e7a, sem \u00f3dio nos seus cora\u00e7\u00f5es e sem insultos nos seus l\u00e1bios\u201d, costumava dizer quando partilhava a sua vis\u00e3o do desporto. Naquela \u00e9poca, o futebol ainda era desprezado, pois era considerado um desporto da classe baixa e dos ingleses. Entretanto, Rimet decidiu inclu\u00ed-lo no seu clube.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1904, o advogado franc\u00eas ajudou a fundar a F\u00e9d\u00e9ration Internationale de Football Association (Federa\u00e7\u00e3o Internacional de Futebol \u2013\u00a0 FIFA). Quis organizar um campeonato internacional, mas o in\u00edcio da Grande Guerra atrasou os seus planos. Rimet participou da frente de batalha durante quatro anos e foi premiado com a Cruz de Guerra, uma condecora\u00e7\u00e3o militar francesa concedida \u00e0queles que se destacaram por seus atos de hero\u00edsmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s o fim da guerra, Rimet tornou-se presidente da FIFA, em 1921, e permaneceu durante 33 anos no cargo, o per\u00edodo de mandato mais longo na hist\u00f3ria da federa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os seus ideais sobre o desporto motivaram-no a criar em 1928 a Campeonato do Mundo, que foi disputado dois anos depois pela primeira vez no Uruguai. Jules Rimet levou \u00e0 Am\u00e9rica do Sul o trof\u00e9u que recebeu o seu nome at\u00e9 1970, quando o trof\u00e9u foi substitu\u00eddo pelo que \u00e9 entregue atualmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O advogado cat\u00f3lico liderou a FIFA at\u00e9 1954 e, em 1956, foi indicado ao Pr\u00e9mio Nobel da Paz, por ter fundado o Mundial de Futebol.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No livro \u201cUma Hist\u00f3ria do Futebol em 100 Objetos\u201d, Yves Rimet, seu neto, recordava-o como um \u201chumanista e idealista, que acreditava que o desporto podia unir o mundo. Comparado com as pessoas da sua \u00e9poca, ele percebeu que para ser realmente democr\u00e1tico e envolver as massas, o desporto internacional deveria ser profissional\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em entrevista ao jornal \u201cThe Independent\u201d em 2006, Yves afirmou que o seu av\u00f4 \u201cficaria dececionado ao ver que, atualmente, o futebol se converteu num neg\u00f3cio dominado pelo dinheiro. Essa n\u00e3o era a sua vis\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Adaptado de\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/www.acidigital.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>www.acidigital.com<\/strong><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O cat\u00f3lico que<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4324,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11,10],"tags":[],"class_list":["post-4323","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-acontece","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4323","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4323"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4323\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4325,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4323\/revisions\/4325"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4324"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4323"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4323"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4323"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}