{"id":3707,"date":"2018-03-28T14:10:15","date_gmt":"2018-03-28T13:10:15","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=3707"},"modified":"2018-03-28T10:12:21","modified_gmt":"2018-03-28T09:12:21","slug":"maria-virou-se-e-viu-jesus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/maria-virou-se-e-viu-jesus\/","title":{"rendered":"Maria virou-se e viu Jesus"},"content":{"rendered":"<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Maria virou-se e viu Jesus<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\"><strong>ENCONTRO FELIZ COM O SENHOR RESSUSCITADO<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\"><strong>Pe. Georgino Rocha<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><strong>\u00c9 manh\u00e3zinha. Maria Madalena est\u00e1 sentada \u00e0 beira do t\u00famulo de Jos\u00e9 de Arimateia. Tinha ido, com outras mulheres, ultimar o ritual de despedida que se fazia a pessoas de bem. A surpresa apanha-a em cheio. O cora\u00e7\u00e3o havia ficado preso a sexta-feira \u201cde trevas\u201d, sobretudo ao enterro de Jesus, de que fora testemunha. Agora, a pedra de entrada tinha sido removida, o sud\u00e1rio arrumado e dobrado o len\u00e7ol. Dir-se-ia que tudo estava disposto com o cuidado de quem termina a miss\u00e3o recebida. Surgia o vazio com toda a sua eloqu\u00eancia, a aus\u00eancia com todo o seu enigma a suscitar d\u00favidas, a levantar interroga\u00e7\u00f5es. As l\u00e1grimas da saudade intensificam-se com hip\u00f3teses de desrespeito, de profana\u00e7\u00e3o, de rouba. Olhava para o ch\u00e3o e estava cheia de medo, diz o texto de Lucas, pois \u201cdois homens, com roupas brilhantes, pararam perto delas e disseram: Porque procurais entre os mortos Aquele que est\u00e1 vivo? Ressuscitou\u201d. (Lc 24, 1-12; Jo 20, 1-9).<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><strong>\u201cA manh\u00e3 desse primeiro da semana, explica a B\u00edblia Pastoral em nota de rodap\u00e9, marca a transforma\u00e7\u00e3o radical na compreens\u00e3o e respeito do homem e da vida. O projecto vivido por Jesus n\u00e3o \u00e9 caminho para a morte, mas caminho aprovado por Deus que, atrav\u00e9s da morte, conduz \u00e0 vida. Doravante, o encontro com Jesus realiza-se no momento em que os homens se disp\u00f5em a anunciar o cora\u00e7\u00e3o da f\u00e9 crist\u00e3\u201d.<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><strong>Maria Madalena responde \u00e0 pergunta feita: \u201cPorque levaram o meu Senhor e n\u00e3o sei onde o colocaram\u201d. E levada por um impulso irresist\u00edvel \u201cvirou-se e viu Jesus de p\u00e9, mas n\u00e3o sabia que era Ele\u201d. S\u00f3 o vem a reconhecer quando ouve o seu nome: \u201cMaria\u201d, e ela o identifica, exclamando \u201cRabuni, que quer dizer Mestre\u201d. O di\u00e1logo prossegue com declara\u00e7\u00f5es de Jesus que definem a realidade da sua nova situa\u00e7\u00e3o e a encarregam de \u201cir dizer aos Meus irm\u00e3os: \u00abSubo para junto de Meu Pai, que \u00e9 vosso Pai, de Meu Deus, que \u00e9 vosso Deus\u00bb. E ela, a correr, parte imediatamente a anunciar aos disc\u00edpulos: \u201cEu vi o Senhor. E contou o que Jesus Lhe tinha dito\u201d.<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><strong>O Papa Francisco apresenta Maria Madalena como ap\u00f3stola da esperan\u00e7a e declara a celebra\u00e7\u00e3o da sua mem\u00f3ria como festa lit\u00fargica na Igreja Cat\u00f3lica. Ao reflectir sobre o texto que meditamos afirma: \u201cComo \u00e9 bonito pensar que a primeira apari\u00e7\u00e3o do Ressuscitado \u2014 segundo os Evangelhos \u2014 teve lugar de um modo t\u00e3o pessoal!&#8230; Jesus chama-a: \u00abMaria!\u00bb. A revolu\u00e7\u00e3o da sua vida, a revolu\u00e7\u00e3o destinada a transformar a exist\u00eancia de cada homem e mulher, come\u00e7a com um nome que ressoa no jardim do sepulcro vazio. Os Evangelhos descrevem-nos a felicidade de Maria: a Ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus n\u00e3o \u00e9 uma alegria concedida a conta-gotas, mas \u00e9 uma cascata que abrange a vida inteira. A exist\u00eancia crist\u00e3 n\u00e3o \u00e9 constitu\u00edda por pequenas felicidades, mas por ondas que subvertem tudo. Procurai pensar tamb\u00e9m v\u00f3s, neste instante, com a bagagem de desilus\u00f5es e de reveses que cada qual tem no seu cora\u00e7\u00e3o, que h\u00e1 um Deus perto de n\u00f3s que nos chama pelo nome, dizendo: \u00abErgue-te, para de chorar, porque Eu vim libertar-te!\u00bb. Isto \u00e9 bonito!\u201d<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><strong>Tamb\u00e9m Pedro e Jo\u00e3o v\u00e3o ao t\u00famulo.\u00a0 A correr. Sentem necessidade de confirmar a not\u00edcia que lhes chega. O testemunho das mulheres era insuficiente e alarmantes os dizeres. O ritmo da corrida \u00e9 diferente. Jo\u00e3o, mais novo, chega primeiro. O amor gera energias revigorantes. Inclina-se para ver dentro, d\u00e1 conta da veracidade do testemunho delas e aguarda. Pedro entra logo no t\u00famulo, v\u00ea tudo arrumado e fica apreensivo, reservando para mais a sua leitura do ocorrido. Atitude estranha num homem espont\u00e2neo e impulsivo. Seria fruto positivo da nega\u00e7\u00e3o f\u00e1cil do Mestre no pret\u00f3rio de Pilatos? Cautela e prud\u00eancia face \u00e0 gravidade da situa\u00e7\u00e3o? Medo perante o que poderia acontecer, pois os boatos de roubo j\u00e1 corriam de boca em boca? A raz\u00e3o principal era outra: \u201cAinda n\u00e3o tinham compreendido a Escritura que diz: Ele deve ressuscitar dos mortos\u201d.\u00a0 De facto, s\u00f3 a f\u00e9 projecta a luz indispens\u00e1vel ao acesso a esta verdade sublime que enche de sentido a vida humana.<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><strong>Vai anunciar aos Meus irm\u00e3os, continua Jesus ressuscitado a dizer-nos pessoalmente. O modo de estar convosco e me relacionar, agora, passa por sinais e s\u00edmbolos que constituem sacramentos da minha ac\u00e7\u00e3o salvadora: o amor de busca persistente como o de Madalena, a caminhada interior dos peregrinos de Ema\u00fas ao ouvirem a explica\u00e7\u00e3o da Sagrada Escritura e ao participarem no \u201cpartir do p\u00e3o\u201d, a reuni\u00e3o dos ap\u00f3stolos e tantos outros disc\u00edpulos (a nossa assembleia dominical), o an\u00fancio do Evangelho e a miss\u00e3o sanadora que lhes \u00e9 confiada, as feridas cicatrizadas que servem a Tom\u00e9 para passar da d\u00favida cautelosa \u00e0 f\u00e9 envolvente, a vida de todos os dias como a dos pescadores no mar da Galileia, a defesa e promo\u00e7\u00e3o da dignidade humana, a alian\u00e7a desejada de jovens e idosos, os factos ocorrentes e os acontecimentos marcantes, o cuidado da cria\u00e7\u00e3o e de tudo que lhe diz respeito e muitos outros, constituem refer\u00eancia marcante da presen\u00e7a e ac\u00e7\u00e3o do Ressuscitado, hoje, aqui e agora. Modos que a liturgia dominical nos vai apresentar, sobretudo ao longo do Tempo Pascal.<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><strong>A f\u00e9 crist\u00e3 sabe identificar esta presen\u00e7a e cooperar nesta ac\u00e7\u00e3o. E provoca um encontro feliz. Ser\u00e1 P\u00e1scoa na tua vida. Experimenta!<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Maria virou-se e<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3708,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46,91,50,14],"tags":[],"class_list":["post-3707","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-autores","category-olhares-ii","category-pe-georgino-rocha","category-temas-para-debate"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3707","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3707"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3707\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3711,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3707\/revisions\/3711"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3708"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3707"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3707"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3707"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}