{"id":3619,"date":"2018-03-13T18:30:09","date_gmt":"2018-03-13T18:30:09","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=3619"},"modified":"2018-03-13T18:30:09","modified_gmt":"2018-03-13T18:30:09","slug":"rosto-de-misericordia-maria-helena-rodrigues-marques","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/rosto-de-misericordia-maria-helena-rodrigues-marques\/","title":{"rendered":"Rosto de miseric\u00f3rdia: Maria Helena Rodrigues Marques"},"content":{"rendered":"<p><em>ROSTO DE MISERIC\u00d3RDIA<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>MARIA HELENA RODRIGUES MARQUES<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Pe. Georgino Rocha<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><strong>Maria Helena Rodrigues Marques (Helena neste texto de mem\u00f3ria aben\u00e7oada) \u00e9 filha de Manuel Marques e de J\u00falia Rodrigues, nasce em Valmaior, Albergaria-a-Velha, em 1932 e vem a falecer a 14 de Janeiro de 2018. Faz parte de uma fam\u00edlia de oito irm\u00e3os. A terra natal, situada num vale verdejante, vai-a marcando de grande serenidade e confian\u00e7a. O amor do lar, a leveza do ambiente, ainda que assaltada pelo peso das n\u00e9voas ocasionais, densas e frequentes, o conv\u00edvio dos moradores da aldeia, a harmonia dos sinos da igreja paroquial, a par da educa\u00e7\u00e3o recebida em casa e na escola, na catequese e em grupos de apostolado, \u201cmoldam\u201d um modo de ser irradiante de bondade contemplativa e de servi\u00e7o abnegado. O jeito pastoral do p\u00e1roco, P. Augusto Marques da Cruz, enra\u00edza a sua forma\u00e7\u00e3o crist\u00e3, enriquecendo este substrato natural cheio de humanidade, a que n\u00e3o falta um not\u00e1vel esfor\u00e7o pessoal.<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><strong>O per\u00edodo longo da sua vida permite-lhe ser testemunha de factos hist\u00f3ricos e de grandes acontecimentos acolhidos no sil\u00eancio do lar e partilhados no c\u00edrculo de amigos\/as que cultivava. O irm\u00e3o, P. Manuel Armando, nos seus livros recentes, faz-se eco po\u00e9tico dos tempos de antanho, dos valores cultivados com desvelo e transmitidos com zelo, do amor \u00e0 fam\u00edlia e do h\u00famus colhido nos atalhos, vielas e caminhos que os habitantes de Valmaior iam assumindo como patrim\u00f3nio cultural e religioso. E, em testemunho de gratid\u00e3o fraterna, real\u00e7a tra\u00e7os marcantes do perfil da sua irm\u00e3 e madrinha que o acompanha na vida paroquial, realizando uma \u201cverdadeira diaconia em favor da Igreja e para gl\u00f3ria de Deus\u201d.<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><strong>Esta \u201cdiaconia\u201d surge com diversas tonalidades que, nesta mem\u00f3ria aben\u00e7oada, s\u00e3o dadas em testemunhos gratificantes de quem conviveu com a Helena e sabe apreciar os dotes de que usufru\u00eda para bem dos outros. E o seu rosto biogr\u00e1fico vai surgindo e ganhando consist\u00eancia \u00e0 medida que situa\u00e7\u00f5es lhe criam novas exig\u00eancias. Por isso, n\u00e3o descura a prepara\u00e7\u00e3o e recorre \u00e0 Obra de Santa Zita; frequenta ac\u00e7\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o e presta servi\u00e7os em fam\u00edlias e nas par\u00f3quias que a ajudam a desenvolver capacidades; est\u00e1 atenta ao ritmo da vida, v\u00ea a realidade com olhos de f\u00e9 crist\u00e3, cria familiaridade com a Palavra de Deus e com os ensinamentos da Igreja que gosta de transmitir, ao jeito de quem conversa.<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><strong>Associada \u00e0 Obra de Santa Zita<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><strong>\u201cAssociada \u00e0 Obra de Santa Zita, aprendeu superiormente a arte de cozinhar, bem como ainda, alta costura\u201d, afirma o irm\u00e3o e afilhado, entreabrindo a janela de acesso ao mundo interior da Helena e que se espelha no seu estilo de vida.<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><strong>A Obra \u00e9 uma funda\u00e7\u00e3o do P. Alves Br\u00e1s que, em 1933, d\u00e1 corpo \u00e0 sua preocupa\u00e7\u00e3o humana e apost\u00f3lica pela situa\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria das criadas. Da cidade da Guarda irradia progressivamente para o nosso Pa\u00eds e para outras terras. Chega a Aveiro em 1956, abrindo a Casa\/sede a 29 de Julho no local onde ainda hoje se encontra. Organiza-se em v\u00e1rios servi\u00e7os, sendo de destacar o da forma\u00e7\u00e3o das criadas (empregadas dom\u00e9sticas), o apoio ao seu trabalho nas fam\u00edlias e a sua inser\u00e7\u00e3o no ambiente citadino. Forma\u00e7\u00e3o integral, a acompanhar o ritmo do tempo.<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><strong>O P. Ant\u00f3nio Henriques Vidal, padre da diocese de Aveiro, est\u00e1 presente na cerim\u00f3nia, vive apaixonadamente esta causa e \u00e9 nomeado Assistente local da Obra. Escreve em v\u00e1rios jornais, especialmente no<\/strong>\u00a0<strong><em>\u201cVoz das Criadas\u201d, e no \u201cJornal da Fam\u00edlia\u201d.<\/em><\/strong>\u00a0<strong>\u00c9 sua a observa\u00e7\u00e3o pertinente sobre as tr\u00eas fam\u00edlias em que se v\u00ea envolvida a rapariga\/senhora: a de origem, para que se mantenha sempre em rela\u00e7\u00e3o com os pais, a que vai servir para que tenha cuidado e esteja atenta ao que a rodeia e influencia, a que quer constituir um dia, se for essa a sua escolha e tiver oportunidade.<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><strong>A Obra de Santa Zita, em acolhimento e encaminhamento, encontros e cursos, dias de ora\u00e7\u00e3o e retiros, proporciona a milhares de empregadas dom\u00e9sticas a forma\u00e7\u00e3o qualificada de que a Helena \u00e9 rosto singular.<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><strong>\u00a0A alegria de servir: op\u00e7\u00e3o pela fam\u00edlia<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><strong>Animada pelo esp\u00edrito de servir as fam\u00edlias deixa a terra natal e parte em miss\u00e3o. \u201c Nesse trabalho, assistiu uma fam\u00edlia, temente a Deus, em Lisboa, a quem ajudou a educar 5 filhos do casal. E, de seguida, de acordo com os \u00abpatr\u00f5es\u00bb onde se encontrava, a um senhor idoso, homem de uma f\u00e9 profunda e esclarecida, que faleceu na serenidade de Deus\u201d, aduz o P. Manuel Armando. S\u00e3o fam\u00edlias com um ambiente humano e crist\u00e3o reconhecido. Necessitadas a que a Helena deu o seu melhor: na educa\u00e7\u00e3o dos filhos do casal, no acompanhamento sereno de uma pessoa idosa que v\u00ea chegar o encontro definitivo com o Senhor da Vida.<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><strong>\u201cAssim, no final dessa miss\u00e3o regressou \u00e0 sua aldeia, a casa da fam\u00edlia, onde \u00abesperou\u00bb pelo irm\u00e3o a quem seguiu, em companhia que duraria quase cinquenta anos\u201d. O irm\u00e3o padre vem a ser ordenado a 25 de Julho de 1965, iniciando de imediato a vida pastoral na Gafanha da Nazar\u00e9, indo depois para outras par\u00f3quias.<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><strong>A casa paroquial, local de miss\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><strong>A Helena presta ajuda, em gratuidade, \u00e0 equipa sacerdotal de \u00c1gueda nos anos de 1968-69. E em 1970 acompanha o irm\u00e3o nomeado p\u00e1roco de Cacia. E aqui faz da casa paroquial, um local de miss\u00e3o. \u201cForam, a\u00ed, vinte anos de um servi\u00e7o de Igreja, uma verdadeira diaconia\u201d, confessa reconhecido o novo prior. N\u00e3o apenas assume as lides dom\u00e9sticas, mas \u201co que era necess\u00e1rio a um p\u00e1roco\u201d.<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><strong>O necess\u00e1rio na casa paroquial \u00e9 muito diversificado, rico e, por vezes, complexo e exigente. Sirva de exemplo: Atender \u00e0 porta e abrir-se \u00e0 surpresa de quem chega; ir ao telefone e procurar entender a mensagem que se transmite e precisa de um \u201ceco\u201d sintonizado; anotar dados que venham a ser precisos para a gest\u00e3o corrente da vida pastoral; criar e cultivar um ambiente relacional agrad\u00e1vel; garantir o asseio da casa e o cuidado das roupas; e tamb\u00e9m do funcionamento atempado da cozinha e do servi\u00e7o da mesa. O leque de fun\u00e7\u00f5es pode aumentar com frequ\u00eancia, merecendo realce o acolhimento de familiares, colegas e amigos do prior.<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><strong>Pude beneficiar do ambiente singular vivido na casa paroquial de Cacia. Regressado em 1973 de Madrid quis, com a anu\u00eancia do bispo de Aveiro, D. Manuel Trindade, ir viver com o P. Manuel Armando e participar no trabalho pastoral em curso, designadamente com os movimentos cat\u00f3licos oper\u00e1rios da LOC e da JOC. Tudo se conjugou e fiz uma experi\u00eancia que resultou bem. At\u00e9 1976, residia na par\u00f3quia e vinha para o Centro de Ac\u00e7\u00e3o Pastoral, em Aveiro, de que era respons\u00e1vel.<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><strong>Fui recebido, desde o primeiro momento, como se fosse familiar. Testemunhei o desvelo da Helena em tudo o que era \u201cnecess\u00e1rio a um p\u00e1roco\u201d. Sempre dispon\u00edvel, sem olhar a horas de descanso, a \u201cinventar\u201d maneiras de ser prest\u00e1vel e positiva. Refiro apenas um epis\u00f3dio ocorrido comigo. Est\u00e1vamos no p\u00f3s 25 de Abril. A revolu\u00e7\u00e3o andava na rua. O ambiente fabril fazia-se sentir com os tiques agudos de mudan\u00e7a. Fui convocado para uma assembleia popular. Apareci e dei conta que o assunto era sobre saneamentos a fazer. Declinei o convite para presidir, mas mantive-me. Intervim, sempre que julguei oportuno e me deram a palavra. O ambiente era tenso.<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><strong>Chego a casa \u00e0s tantas da noite. Sento-me e, logo de seguida, vem a Helena com a sua voz suave: \u201cPrecisa de alguma coisa? A estas horas, sabe bem tomar algo\u201d. De facto, assim era. Enquanto comia o que me trouxe, ou\u00e7o o seu desabafo conforto: \u201c\u00c9 t\u00e3o bom estarmos juntos e podermos ajudar o meu irm\u00e3o\u201d. Sorrio em concord\u00e2ncia plena.<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><strong>Solicitude para com os sacerdotes<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><strong>A Helena, conta o P. J\u00falio Grangeia, tinha sempre a mesa posta; mesa posta e \u2026variada!\u201d E no seu estilo liter\u00e1rio inconfund\u00edvel lembra os \u201cjaquinzinhos\u201d, os past\u00e9is de bacalhau e outros petiscos que \u201ct\u00e3o bem sabiam depois do \u00abtrabalho\u00bb das confiss\u00f5es\u201d. Mas sobretudo era o jeito de acolher, a alegria de nos ver, de sentir a nossa comunh\u00e3o de padres. \u201cEra assim, este, o seu sacerd\u00f3cio\u2026; sacerd\u00f3cio em prol do irm\u00e3o que era tamb\u00e9m\u2026 sacerdote; dos colegas e amigos do irm\u00e3o\u2026 e de todos que, com ela, lidavam\u2026\u201d.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><strong>A preocupa\u00e7\u00e3o pelas voca\u00e7\u00f5es sacerdotais \u00e9 uma constante da miss\u00e3o da Igreja que se expressa no amor ao Semin\u00e1rio e nos n\u00facleos paroquiais, designadamente da Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica na d\u00e9cada de 50 e 60. Al\u00e9m de se construir o de Aveiro, foi necess\u00e1rio reerguer o de Calv\u00e3o, hoje Col\u00e9gio de Nossa Senhora da Apresenta\u00e7\u00e3o. As ordena\u00e7\u00f5es eram numerosas e muito apreciadas pelo povo crist\u00e3o, fruto sem d\u00favida do ambiente vivido e da ac\u00e7\u00e3o de p\u00e1rocos not\u00e1veis no zelo pastoral. \u00c9 deste tempo a gera\u00e7\u00e3o do P. Manuel Armando.<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><strong>Transmitir a f\u00e9: A for\u00e7a do testemunho<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><strong>\u201cEra necess\u00e1rio reorganizar a vida para uma nova etapa cuja dura\u00e7\u00e3o se desconhecia. Foram vinte e sete anos na mesma toada de entrega total \u00e0 mesma Igreja, embora em lugar diferente. Nenhuma queixa, nenhum embara\u00e7o. Nunca foi regateado qualquer trabalho e o servi\u00e7o era prestado sempre com um sorriso agradecido. Ela n\u00e3o reconhecia ricos nem pobres. Todos eram, afinal, filhos de Deus e assim deviam ser aceites e tratados. Um carinho atencioso prestava \u00e0s crian\u00e7as que, quando frequentavam a Catequese paroquial, se aproximavam dela retribuindo-lhe a mesma predilec\u00e7\u00e3o com uma sauda\u00e7\u00e3o bem amistosa\u201d, garante o P. Manuel Armando no testemunho que resume a vida da Helena na par\u00f3quia de Aguada de Baixo e de Avel\u00e3s de Caminho.<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\"><strong>A mem\u00f3ria aben\u00e7oada da Helena deixa claro que \u201ca felicidade n\u00e3o \u00e9 uma esta\u00e7\u00e3o de chegada, mas um modo de viajar\u201d( Rinbeck). Faz brilhar o rosto de<\/strong>\u00a0<strong>miseric\u00f3rdia na for\u00e7a do sil\u00eancio e do testemunho, no exemplo que \u00e9 a \u00fanica forma de ensinar (<\/strong><strong>Albert Einstein, pr\u00e9mio Nobel de f\u00edsica), no an\u00fancio por palavras, se necess\u00e1rio, segundo S. Francisco de Assis, no amor feito servi\u00e7o, como nos deixa em legado mission\u00e1rio Jesus Cristo, o Salvador.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ROSTO DE MISERIC\u00d3RDIA<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3620,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46,91,50,15],"tags":[],"class_list":["post-3619","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-autores","category-olhares-ii","category-pe-georgino-rocha","category-rostos-de-misericorida"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3619","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3619"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3619\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3621,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3619\/revisions\/3621"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3620"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3619"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3619"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3619"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}