{"id":3593,"date":"2018-03-14T17:18:09","date_gmt":"2018-03-14T17:18:09","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=3593"},"modified":"2018-03-11T17:46:50","modified_gmt":"2018-03-11T17:46:50","slug":"o-calendario-e-as-festas-moveis-ii-ii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/o-calendario-e-as-festas-moveis-ii-ii\/","title":{"rendered":"O calend\u00e1rio e as festas m\u00f3veis II\/II"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"post-title entry-title\" style=\"text-align: center;\">O calend\u00e1rio e as festas m\u00f3veis II\/II<\/h2>\n<h4 style=\"text-align: center;\">Pe. Crist\u00f3v\u00e3o Cunha<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este artigo \u00e9 uma pequena frac\u00e7\u00e3o de um trabalho muito maior, relativo ao Observat\u00f3rio Astron\u00f3mico do Vaticano, que teve na sua origem, a preocupa\u00e7\u00e3o que visava a reforma do calend\u00e1rio Juliano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3. O Calend\u00e1rio Crist\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No in\u00edcio, os primeiros crist\u00e3os seguiram os hebreus no c\u00e1lculo do dia de P\u00e1scoa, mas bem cedo as suas estradas se separaram, atrasando a celebra\u00e7\u00e3o da P\u00e1scoa para o dia imediatamente a seguir ao S\u00e1bado \u2013 Domingo. Esta festa tinha tamb\u00e9m um significado diferente para os crist\u00e3os: n\u00e3o mais a liberta\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o do Egipto, mas a promessa da Ressurrei\u00e7\u00e3o (que teve lugar num Domingo) e a liberta\u00e7\u00e3o do pecado.<br \/>\nComo para os hebreus, as v\u00e1rias igrejas crist\u00e3s eram longe umas das outras e a comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o era f\u00e1cil. Assim as igrejas tiveram que encontrar o modo de estabelecer a data da celebra\u00e7\u00e3o da P\u00e1scoa de maneira completamente aut\u00f3noma. Esta decis\u00e3o comprometia a unidade da igreja Crist\u00e3, um problema que foi bem cedo afrontado desde o conc\u00edlio de Niceia que teve lugar no ano 325 d. C..<br \/>\nJ\u00e1 neste per\u00edodo, o calend\u00e1rio de J\u00falio C\u00e9sar \u00a0estava em uso em todo o imp\u00e9rio romano (Calend\u00e1rio de J\u00falio C\u00e9sar tamb\u00e9m dito Juliano \u2013 O ano juliano dividia-se em 12 meses de 30 ou 31 dias. Come\u00e7ava sempre no m\u00eas do equin\u00f3cio da primavera. Mar\u00e7o era o primeiro dos meses, do deus da guerra, Marte. Abril, vir\u00e1 de aperire, abrir, relativo ao \u201cdespertar\u201d das flores na primavera boreal. Maio, em homenagem \u00e0s deusas Maia e Flora, repons\u00e1veis pelo crescimento das flores. Junho, em homenagem \u00e0 deusa Juno. Julho, o m\u00eas inicialmente chamado quintilius, por ser o quinto, passou depois a ter o nome de Julho em homenagem a J\u00falio C\u00e9sar, que d\u00e1 tamb\u00e9m nome ao calend\u00e1rio. Agosto, sextilis, em honra ao imperador C\u00e9sar Augusto. Setembro, Outubro, Novembro e Dezembro adv\u00eam dos originais latinos, assim: septem, octo, novem e decem. Janeiro era o d\u00e9cimo primeiro m\u00eas, em honra de Jano, o porteiro celestial, e Fevereiro adv\u00e9m de februmm que significa purificar pois era o m\u00eas em que se fazia um ritual de purifica\u00e7\u00e3o romano).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o se questionava no calend\u00e1rio a necessidade de inserir ou n\u00e3o meses lunares uma vez que estes foram substitu\u00eddos por meses de 30 ou 31 dias. A vantagem deste sistema era a harmonia que havia entre o calend\u00e1rio e as esta\u00e7\u00f5es do ano e assim, o movimento da terra \u00e0 volta do sol (transla\u00e7\u00e3o). Seguindo a interpreta\u00e7\u00e3o feita dos textos vetero-testament\u00e1rios, o conc\u00edlio de Niceia fixou a data da P\u00e1scoa para o primeiro Domingo, depois da primeira lua cheia, a seguir ao equin\u00f3cio da primavera. Se a lua cheia ocorresse no Domingo, pois a festa da P\u00e1scoa seria no Domingo seguinte, para que se evitassem confus\u00f5es entre a P\u00e1scoa hebraica e a Crist\u00e3. Com esta defini\u00e7\u00e3o o calend\u00e1rio deixava de depender de uma autoridade que anunciasse, cada ano, de maneira solene, a data da P\u00e1scoa, com as consequentes arbitrariedades e incertezas. Cada igreja, por mais isolada que estivesse, podia assim calcular com precis\u00e3o quando poderia celebrar a P\u00e1scoa. Bastava procurar o primeiro Domingo, depois da primeira lua cheia a seguir ao equin\u00f3cio de primavera. A lua de P\u00e1scoa \u2013 lua cheia \u2013 era assim, sempre, o dia catorze do m\u00eas lunar. A lua nova pascal ocorria entre o 8 de Mar\u00e7o e o 5 de Abril, e assim a lua cheia, catorze dias depois, entre 21 de Mar\u00e7o e 18 de Abril. Atendendo \u00e0 possibilidade que os dias 21 de Mar\u00e7o ou 18 de Abril fossem Domingo, as datas da P\u00e1scoa, iam, e v\u00e3o todavia, do dia 22 de Mar\u00e7o ao 25 de Abril \u2013 sendo que o 25 de Abril seria a data da P\u00e1scoa sempre que o primeiro Domingo ap\u00f3s a primeira lua cheia de primavera acontecesse a 18 de Abril como previamente explicado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>4. O Calend\u00e1rio Gregoriano<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-3597 aligncenter\" src=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Pope_Gregory_XIII_portrait.jpg\" alt=\"\" width=\"427\" height=\"599\" srcset=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Pope_Gregory_XIII_portrait.jpg 427w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Pope_Gregory_XIII_portrait-214x300.jpg 214w\" sizes=\"auto, (max-width: 427px) 100vw, 427px\" \/><\/p>\n<h6 style=\"text-align: center;\">Papa Greg\u00f3rio XIII<\/h6>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os padres do conc\u00edlio de Niceia (325 d. C.) aperceberam-se certamente que o calend\u00e1rio Juliano n\u00e3o era perfeito. A dura\u00e7\u00e3o do ano solar era ligeiramente maior que o \u201ctamanho\u201d efectivo do ano, o que levantaria problemas em pouco tempo, uma vez que estes pequenos desfasamentos se iam acumulando. Este \u201cdefeito\u201d introduzia um erro de cerca de um dia a cada 133 anos, e bem cedo se levantaram vozes pedindo uma reforma do calend\u00e1rio. No ano 1500, j\u00e1 a soma dos v\u00e1rios erros ia nos 10 dias, demasiado uma vez que o calend\u00e1rio se quereria o mais preciso poss\u00edvel. Era necess\u00e1rio adoptar um valor do ano que fosse o mais aproximado poss\u00edvel ao seu tamanho efectivo. O tamanho dos anos, estipulado nos tempos de J\u00falio C\u00e9sar como tendo 365.25 dias n\u00e3o era suficientemente preciso, e mesmo com os anos bissextos a cada quatro anos o problema n\u00e3o estava resolvido porque mesmo assim havia um erro de um dia a cada 133 anos .<br \/>\nOs conc\u00edlios da igreja, nomeadamente o de Constan\u00e7a (1414-1418) e Trento (1545-1563), pediram o empenho dos Papas para que corrigissem o calend\u00e1rio. O atraso na correc\u00e7\u00e3o n\u00e3o se deveu \u00e0 neglig\u00eancia dos Papas, mas antes \u00e0 falta de uma solu\u00e7\u00e3o priva de ambiguidades e que fosse ao mesmo tempo simples e v\u00e1lida, em sintonia com quanto havia sido determinado pelo conc\u00edlio de Niceia.<br \/>\n\u00c9 elucidativa a preocupa\u00e7\u00e3o expressa pela igreja, em particular nas palavras do Papa Le\u00e3o XIII no ex\u00f3rdio \u00e0 carta de motu pr\u00f3prio Ut Mysticam :<br \/>\n\u00abA empurrar os pastores da igreja a procurar o progresso desta ci\u00eancia e a favorecer os cultores, foi al\u00e9m do mais a possibilidade, que apenas ela oferecia, de estabelecer com certeza em quais dias se devia celebrar as principais solenidades religiosas do mist\u00e9rio crist\u00e3o. E assim os padres tridentinos, bem sabendo que a reforma do calend\u00e1rio feita por J\u00falio C\u00e9sar n\u00e3o tinha sido perfeita e por isso o c\u00f4mputo do tempo era alterado, pediram instantemente ao pont\u00edfice romano para que, depois de ter consultado expertos na mat\u00e9ria, preparasse uma nova e mais perfeita reforma do calend\u00e1rio.\u00bb<br \/>\nA solu\u00e7\u00e3o apareceu por Pietro Pilati, num tratado publicado em Verona em 1560 que resolvia a quest\u00e3o dos dias \u201ca mais\u201d que surgiam a cada 133 anos. Pois 133 vezes 3 d\u00e1 399, ou seja, praticamente 400. E, por isso, a solu\u00e7\u00e3o passaria, e passa, por subtrair tr\u00eas dias a cada 400 anos: sugeria manter o ano regular de 365, os anos bissextos a cada quatro anos, excepto para os anos que acabavam com dois zeros, a menos que fossem m\u00faltiplos de quatrocentos. E este foi apenas o primeiro passo em direc\u00e7\u00e3o \u00e0 reforma do calend\u00e1rio.<br \/>\nOutras mudan\u00e7as foram operadas de modo a que o calend\u00e1rio fosse o mais preciso poss\u00edvel. Em 1577 o novo calend\u00e1rio com as novas regras foi enviado a todas as autoridades civis da Europa, nomeadamente \u00e0s academias e universidades. Depois de verificadas as respostas, a comiss\u00e3o para o calend\u00e1rio preparou a bula Papal Inter Gravissimas, que em 1582 decretou a adop\u00e7\u00e3o do novo calend\u00e1rio.(Devido ao desfasamento que se foi acumulando no calend\u00e1rio, (dez dias no total) no m\u00eas de Outubro de 1582, passou-se do dia 4 de Outubro para o dia 15. Assim o equin\u00f3cio no calend\u00e1rio, correspondia de facto, e pela primeira vez em s\u00e9culos, com o equin\u00f3cio de 21 de Mar\u00e7o, o tido em conta, desde Niceia, para a marca\u00e7\u00e3o do dia de P\u00e1scoa.)<\/p>\n<div class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"text-align: justify;\">\n<h6 class=\"wp-caption-text\" style=\"padding-left: 60px;\">A sala da meridiana, Torre dos Ventos, foi a primeira sede do observat\u00f3rio do Vaticano. Sobre ela diz o Papa Le\u00e3o XIII aquando da refunda\u00e7\u00e3o e amplia\u00e7\u00e3o do observat\u00f3rio: \u00abEssa torre [Torre dos Ventos ou Gregoriana] existe ainda hoje, e traz ainda a lembran\u00e7a ilustre do seu munificente autor; nela se encontra a meridiana constru\u00edda por Inazio Danti Perugino, onde se insere uma mesa redonda de m\u00e1rmore, cujas linhas, sabiamente desenhadas, quando s\u00e3o tocadas pelos raios de Sol que descem do alto, mostram quanto fosse necess\u00e1rio corrigir o velho calend\u00e1rio e quanto a reforma feita seja de acordo com a natureza \u00bb.<\/h6>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este novo calend\u00e1rio, bem mais preciso, n\u00e3o se tratou tanto de uma reforma, mas sim de uma correc\u00e7\u00e3o. Para ela contribuiu como nenhum outro o padre Crist\u00f3v\u00e3o Cl\u00e1vio (Jesu\u00edta de origem alem\u00e3, encarregado pelo Papa Greg\u00f3rio XIII de orientar os trabalhos que viriam a culminar com o estabelecimento das novas regras do calend\u00e1rio Juliano reformado, que ficou com o nome do seu impulsionador, Greg\u00f3rio. O nome Clavius foi latinizado sendo que originariamente o seu nome \u00e9 Christoph Clau. O seu nome, de t\u00e3o proeminente e ilustre que foi para as ci\u00eancias e para a astronomia, tem uma cratera hom\u00f3nima, na lua: Clavius. Com ele, mais 31 Jesu\u00edtas partilham essa honra, e h\u00e1 portanto outras tantas crateras com nomes de jesu\u00edtas, que partilham assim lugares com nomes proeminent\u00edssimos como Tycho Brahe, Copernicus, Galileu, Ptolomeu, etc.), professor de matem\u00e1tica no col\u00e9gio Romano, conhecido pelas suas publica\u00e7\u00f5es de Geometria, Aritm\u00e9tica e Astronomia, foi encarregue pelo Papa Greg\u00f3rio XIII de descrever e defender o novo calend\u00e1rio .<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-3598 aligncenter\" src=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/414px-Christopher_Clavius.jpg\" alt=\"\" width=\"414\" height=\"599\" srcset=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/414px-Christopher_Clavius.jpg 414w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/414px-Christopher_Clavius-207x300.jpg 207w\" sizes=\"auto, (max-width: 414px) 100vw, 414px\" \/><\/p>\n<h5 style=\"text-align: center;\">Padre Crist\u00f3v\u00e3o Cl\u00e1vio, S.J.<\/h5>\n<p style=\"text-align: justify;\">O novo calend\u00e1rio ou o antigo calend\u00e1rio, agora reformado, foi aceite por todos os pa\u00edses cat\u00f3licos de ent\u00e3o, com naturais resist\u00eancias pol\u00edticas e religiosas nos pa\u00edses protestantes. Assim, s\u00f3 no in\u00edcio do s\u00e9culo XVIII a reforma foi aceite por toda a Europa com excep\u00e7\u00e3o dos crist\u00e3os ortodoxos. Apesar da precis\u00e3o dos c\u00e1lculos, haver\u00e1 o desfasamento de um dia cerca de 3000 anos depois de aplicada a reforma. Por isso mesmo, j\u00e1 se fala na reforma da reforma, ou seja, se o calend\u00e1rio gregoriano mais n\u00e3o \u00e9 que o calend\u00e1rio juliano reformado, fala-se j\u00e1 de uma reforma do calend\u00e1rio gregoriano, ainda que estejamos a mais de dois mil\u00e9nios da necessidade de alterar seja o que for para que o ano sideral, coincida com o ano civil .<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sendo a festa da P\u00e1scoa central no \u00e2mbito do calend\u00e1rio lit\u00fargico crist\u00e3o, todas as festas m\u00f3veis s\u00e3o associadas \u00e0 P\u00e1scoa, assim:<br \/>\n<em>Domingo de Carnaval (ou Domingo gordo): 7\u00ba domingo anterior ou 49 dias antes;<br \/>\nTer\u00e7a-Feira de Carnaval: 47 dias antes da P\u00e1scoa.<br \/>\nQuarta-Feira de Cinzas: 46 dias antes\u00a0da P\u00e1scoa.<br \/>\nDomingo de Ramos: 1\u00ba domingo anterior ou 7 dias antes\u00a0da P\u00e1scoa.<br \/>\nSexta-Feira da Paix\u00e3o: 2 dias antes\u00a0da P\u00e1scoa.<br \/>\nDomingo do Esp\u00edrito Santo: 7\u00ba domingo posterior ou 49 dias depois\u00a0da P\u00e1scoa.<br \/>\nSant\u00edssima Trindade: 8\u00ba domingo posterior ou 56 dias depois\u00a0da P\u00e1scoa.<br \/>\nCorpus Christi\u00a0(Corpo de Cristo): 60 dias depois\u00a0da P\u00e1scoa, tradicionalmente, e at\u00e9 2018 por causa da Troika, no domingo sucessivo a essa Quinta-feira. Se continuar\u00e1 depois a ser na quinta-feira ou no domingo sucessivo (e portanto 63 dias depois da P\u00e1scoa), ter\u00e1 que ser discutido pelo executivo ent\u00e3o em Fun\u00e7\u00f5es, nunciatura apost\u00f3lica e confer\u00eancia episcopal.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aquando da aprova\u00e7\u00e3o da constitui\u00e7\u00e3o conciliar sobre a sagrada liturgia Sacrossanctum Concilium em Dezembro de 1963, no ap\u00eandice, ficou em aberto o estabelecimento de uma data fixa para a P\u00e1scoa, e portanto um calend\u00e1rio fixo onde as festas ligadas \u00e0 P\u00e1scoa e a pr\u00f3pria celebra\u00e7\u00e3o da P\u00e1scoa fossem em datas fixas, mas nada se determinou desde ent\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Espero que tenhais ficado mais esclarecidos sobre os porqu\u00eas de n\u00e3o se celebrar sempre no mesmo dia a festa da P\u00e1scoa, ao contr\u00e1rio do que acontece com as demais festas como o Natal, Todos os Santos, Fieis defuntos, entre outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para saber mais:<br \/>\nConsolmagno, Guy (2009), \u201cL\u2019Infinitamente Grande, L\u2019Astronomia e il Vaticano\u201d, Citt\u00e0 del Vaticano: Libreria Editrice Vaticana.<br \/>\nM\u00e1ximo Ferreira e Guilherme de Almeida, (2004), \u201cIntrodu\u00e7\u00e3o \u00e0 Astronomia e \u00e0s observa\u00e7\u00f5es astron\u00f3micas\u201d, Lisboa: Pl\u00e1tano Editora.<br \/>\nMaffeo, Sabino (2001), \u201cLa Specola Vaticana \u2013 Nove Papi Una Missione\u201d, Citt\u00e0 del Vaticano: Pubblicazioni Della Specola Vaticana.<br \/>\nCarta de motu pr\u00f3prio Ut Mysticam a prop\u00f3sito da refunda\u00e7\u00e3o e amplia\u00e7\u00e3o do observat\u00f3rio do Vaticano de Le\u00e3o XIII de 14 de Mar\u00e7o de 1891, XIV do pontificado.<br \/>\nCasanovas, Juan S.J., \u201cDeterminaci\u00f3n de la Pascua\u201d, Rivista Liturgica, 2001.<br \/>\nConstitui\u00e7\u00e3o conciliar Sacrossanctum Concilium sobre a sagrada Liturgia, (1963).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O calend\u00e1rio e<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3594,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46,93,13,94],"tags":[],"class_list":["post-3593","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-autores","category-de-olhos-no-ceu","category-olhares","category-pe-cristovao-cunha"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3593","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3593"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3593\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3596,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3593\/revisions\/3596"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3594"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3593"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3593"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3593"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}