{"id":3404,"date":"2018-03-11T12:32:35","date_gmt":"2018-03-11T12:32:35","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=3404"},"modified":"2018-02-10T14:40:37","modified_gmt":"2018-02-10T14:40:37","slug":"v-domingo-da-quaresma-ano-b","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/v-domingo-da-quaresma-ano-b\/","title":{"rendered":"V Domingo da Quaresma (Ano B)"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\">V Domingo da Quaresma (Ano B)<\/h2>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Pe. Franclim Pacheco<\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-3405 aligncenter\" src=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/5-Quaresma-5\u00ba-page-001-1024x976.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"610\" srcset=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/5-Quaresma-5\u00ba-page-001-1024x976.jpg 1024w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/5-Quaresma-5\u00ba-page-001-300x286.jpg 300w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/5-Quaresma-5\u00ba-page-001-768x732.jpg 768w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/5-Quaresma-5\u00ba-page-001-600x572.jpg 600w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/5-Quaresma-5\u00ba-page-001.jpg 1240w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/p>\n<p><strong>Breve coment\u00e1rio <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta passagem segue-se imediatamente ao epis\u00f3dio da ressurrei\u00e7\u00e3o de L\u00e1zaro, que termina com a exclama\u00e7\u00e3o: \u00abTodo o mundo vai atr\u00e1s dele\u00bb. Na sequ\u00eancia, s\u00e3o referidos alguns gregos que tamb\u00e9m vieram a Jerusal\u00e9m para adorar. Provavelmente s\u00e3o aqueles \u00abtementes a Deus\u00bb de quem se fala com frequ\u00eancia nos textos do Novo Testamento: simpatizantes da religi\u00e3o hebraica, embora n\u00e3o sendo verdadeiros judeus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estes \u00abgregos\u00bb j\u00e1 fizeram um longo caminho para abandonar os seus \u00eddolos para se converterem a um Deus \u00fanico. Mas procuram mais: querem ver Jesus. Ver \u00e9 entender, \u00e9 experimentar, \u00e9 descobrir a identidade. E naturalmente dirigem-se \u00e0queles que lhes est\u00e3o mais pr\u00f3ximos, isto \u00e9, aos que t\u00eam nome grego (Filipe e Andr\u00e9).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o \u00e9 referido um encontro com Jesus porque estes gregos simbolizam os pag\u00e3os a quem os disc\u00edpulos receber\u00e3o a miss\u00e3o de evangelizar. O verdadeiro encontro dos pag\u00e3os com Jesus acontecer\u00e1, atrav\u00e9s da comunidade aqui representada pelos dois disc\u00edpulos, e ap\u00f3s a glorifica\u00e7\u00e3o: \u00abQuando Eu for levantado da terra atrairei todos a mim\u00bb. Mas, para j\u00e1, fica uma li\u00e7\u00e3o importante para os gregos: a verdadeira vida, a verdadeira honra n\u00e3o se encontra no prest\u00edgio exterior, na vaidade, mas na entrega e no servi\u00e7o, como Jesus est\u00e1 para fazer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No horizonte de Jesus est\u00e1 apenas a cruz (a sua \u00abhora\u00bb). Ele est\u00e1 consciente de que vai sofrer uma morte violenta e maldita, e que todos o v\u00e3o abandonar como um fracassado. Por\u00e9m, Ele est\u00e1 consciente, tamb\u00e9m, que nessa cruz se manifestar\u00e1 a \u00abgl\u00f3ria\u00bb do Filho do Homem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Chegou a sua Hora: hora de paix\u00e3o e glorifica\u00e7\u00e3o, hora de entrega e obedi\u00eancia ao Pai. Este caminho de glorifica\u00e7\u00e3o \u00e9 oposto ao caminho apresentado pelo mundo. Por isso, o estilo de vida que o mundo apresenta est\u00e1 para ser julgado, posto em evid\u00eancia como falso para chegar \u00e0 vida, porque se op\u00f5e \u00e0 verdadeira Vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem quiser \u00abconhecer\u00bb Jesus deve aprender com Aquele que p\u00f5e totalmente a sua vida ao servi\u00e7o dos projectos de Deus e que morre na cruz para ensinar aos homens o amor sem limites. Deve aprender essa verdade simples mas profundamente exigente: n\u00e3o se pode gerar vida (para si pr\u00f3prio e para os outros), sem entregar a pr\u00f3pria vida. A vida nasce do amor, do amor total, do amor que se d\u00e1 at\u00e9 \u00e0s \u00faltimas consequ\u00eancias, tal como o trigo lan\u00e7ado \u00e0 terra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem se ama a si mesmo e se fecha no ego\u00edsmo est\u00e9ril n\u00e3o chega \u00e0 vida verdadeira, \u00e0 salva\u00e7\u00e3o. O apego ego\u00edsta \u00e0 pr\u00f3pria vida levar\u00e1 ao medo de agir, \u00e0 dificuldade em comprometer-se, a uma vida de medo, infecunda e sem valor. Por\u00e9m, quem \u00e9 totalmente livre do medo, quem se esquece de si e se compromete com os outros, quem ama tanto os outros que entrega a sua vida por eles, esse dar\u00e1 frutos de vida e viver\u00e1 uma vida plena, que nem a morte calar\u00e1. \u00c9 esta vida que tem sentido e que leva o homem \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o plena.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A morte de Jesus n\u00e3o \u00e9 fonte de afastamento, mas torna-se fonte de atrac\u00e7\u00e3o misteriosa. Uma vida doada que gera vida; uma vida morta que gera esperan\u00e7a e nova solidariedade, nova comunh\u00e3o, nova liberdade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>V Domingo da<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3406,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[90,18,91,54],"tags":[],"class_list":["post-3404","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-autores-ii","category-olhar-sobre-os-evangelhos","category-olhares-ii","category-pe-julio-franclim-do-couto-e-pacheco"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3404","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3404"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3404\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3407,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3404\/revisions\/3407"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3406"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3404"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3404"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3404"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}