{"id":3390,"date":"2018-02-18T12:10:51","date_gmt":"2018-02-18T12:10:51","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=3390"},"modified":"2018-02-10T14:16:27","modified_gmt":"2018-02-10T14:16:27","slug":"ii-domingo-da-quaresma-ano-b","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/ii-domingo-da-quaresma-ano-b\/","title":{"rendered":"II Domingo da Quaresma (Ano B)"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\">II Domingo da Quaresma (Ano B)<\/h2>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Pe. Franclim Pacheco<\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-3391 aligncenter\" src=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/2-domingo-1024x763.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"477\" srcset=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/2-domingo-1024x763.jpg 1024w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/2-domingo-300x223.jpg 300w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/2-domingo-768x572.jpg 768w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/2-domingo-600x447.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Breve coment\u00e1rio <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O texto situa-se no princ\u00edpio da segunda parte do evangelho, em que Jesus come\u00e7a lentamente a revelar-se. O momento de viragem est\u00e1 no di\u00e1logo entre Pedro e Jesus (Mc 8,2730). A resposta de Pedro, amigo e disc\u00edpulo mais preparado e mais pr\u00f3ximo dele, n\u00e3o satisfez Jesus (8,30). O pr\u00f3prio Jesus come\u00e7a ent\u00e3o uma catequese que se desenvolver\u00e1 atrav\u00e9s dos tr\u00eas an\u00fancios da Paix\u00e3o (8,31-33; 9,30-32; 10,32-34), mas que encontra um dif\u00edcil acolhimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos an\u00fancios da paix\u00e3o o tema do sofrimento e da morte prevalece mas n\u00e3o est\u00e1 s\u00f3; todo o an\u00fancio termina com o aceno \u00e0 ressurrei\u00e7\u00e3o. A cena da transfigura\u00e7\u00e3o aparece colocada pouco depois do primeiro an\u00fancio e \u00e9 seguida quase imediatamente do segundo. Nela o tema da gl\u00f3ria prevalece; mas tamb\u00e9m est\u00e1 aqui presente o tema da dor: o pressentimento da morte serve de fundo \u00e0 per\u00edcopa. Esta p\u00e1gina de catequese, destinada a ensinar que Jesus \u00e9 o Filho de Deus e que o projecto que Ele prop\u00f5e vem de Deus, est\u00e1 constru\u00edda sobre elementos simb\u00f3licos tirados do Antigo Testamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O monte situa-nos num contexto de revela\u00e7\u00e3o: \u00e9 sempre num monte que Deus Se revela; e, em especial, \u00e9 no cimo de um monte que Ele faz uma alian\u00e7a com o seu Povo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A mudan\u00e7a do rosto e as vestes brilhantes, muit\u00edssimo brancas, recordam o resplendor de Mois\u00e9s, ao descer do Sinai (cf. Ex 34,29), depois de se encontrar com Deus e de ter as t\u00e1buas da Lei. A brancura, do mesmo modo que a luz, faz parte do simbolismo da \u00e9poca. Brancura resplandecente \u00e9 pr\u00f3pria dos personagens do c\u00e9u. O anjo que anuncia a ressurrei\u00e7\u00e3o est\u00e1 vestido de branco; igualmente vestidos de branco est\u00e3o os dois homens que aparecem na ascens\u00e3o de Jesus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A nuvem indica a presen\u00e7a de Deus: era na nuvem que Deus manifestava a sua presen\u00e7a, quando conduzia o seu Povo atrav\u00e9s do deserto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Antigo Testamento (Elias representaria os profetas; Mois\u00e9s a Lei) insere-se na vida de Jesus. De certo modo participa reverente no cumprimento das profecias e na inaugura\u00e7\u00e3o da nova era; al\u00e9m disso, os dois personagens, de acordo com a catequese judaica, deviam aparecer no \u00abdia do Senhor\u00bb, quando se manifestasse a salva\u00e7\u00e3o definitiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O temor e a perturba\u00e7\u00e3o dos disc\u00edpulos s\u00e3o a reac\u00e7\u00e3o l\u00f3gica de qualquer homem ou mulher, diante da manifesta\u00e7\u00e3o da grandeza, da omnipot\u00eancia e da majestade de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As tendas parecem aludir \u00e0 \u00abfesta das tendas\u00bb, em que se celebrava o tempo do \u00eaxodo, quando o Povo de Deus habitou em \u00abtendas\u00bb, no deserto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A mensagem fundamental, amassada com todos estes elementos, pretende dizer quem \u00e9 Jesus. Recorrendo a simbologias do Antigo Testamento, o autor deixa claro que Jesus \u00e9 o Filho amado de Deus, em quem se manifesta a gl\u00f3ria do Pai. Ele \u00e9, tamb\u00e9m, esse Messias libertador e salvador esperado por Israel, anunciado pela Lei (Mois\u00e9s) e pelos Profetas (Elias). Mais ainda: Ele \u00e9 um novo Mois\u00e9s \u2013 isto \u00e9, Aquele atrav\u00e9s de quem o pr\u00f3prio Deus d\u00e1 ao seu Povo a nova lei e atrav\u00e9s de quem Deus prop\u00f5e aos homens uma nova Alian\u00e7a. \u00c9 a ele que devemos escutar!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A narra\u00e7\u00e3o da transfigura\u00e7\u00e3o une-se ao epis\u00f3dio do baptismo: a mesma voz sobre-humana (do c\u00e9u &#8211; da nuvem), a mesma declara\u00e7\u00e3o do Pai (Tu \u00e9s &#8211; este \u00e9). A presen\u00e7a dos tr\u00eas disc\u00edpulos e o fundo das predi\u00e7\u00f5es sobre a paix\u00e3o trazem \u00e0 mente o epis\u00f3dio da Agonia de Jesus no Gets\u00e9mani, onde ele se dirige a Deus com o nome de Abba, Pai. Em Marcos esta \u00e9 a \u00fanica vez em que Jesus invoca Deus com o nome de Abba (14,36). No termo da vida p\u00fablica e no in\u00edcio da narra\u00e7\u00e3o da paix\u00e3o, aquela s\u00faplica a Deus parece ser a resposta de Jesus \u00e0 dupla voz do c\u00e9u, no Jord\u00e3o e no Monte da transfigura\u00e7\u00e3o, que o tinha proclamado \u00abo meu filho amado\u00bb.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>II Domingo da<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3393,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[90,18,91,54],"tags":[],"class_list":["post-3390","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-autores-ii","category-olhar-sobre-os-evangelhos","category-olhares-ii","category-pe-julio-franclim-do-couto-e-pacheco"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3390","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3390"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3390\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3395,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3390\/revisions\/3395"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3393"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3390"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3390"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3390"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}