{"id":3172,"date":"2018-02-04T12:03:23","date_gmt":"2018-02-04T12:03:23","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=3172"},"modified":"2018-01-07T18:24:57","modified_gmt":"2018-01-07T18:24:57","slug":"vi-domingo-do-tempo-comum-ano-b","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/vi-domingo-do-tempo-comum-ano-b\/","title":{"rendered":"VI Domingo do Tempo Comum (Ano B)"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>VI Domingo do Tempo Comum (Ano B)<\/strong><\/h2>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Pe. Franclim Pacheco<\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-3173 aligncenter\" src=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/VI-Domingo.jpg\" alt=\"\" width=\"679\" height=\"442\" srcset=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/VI-Domingo.jpg 679w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/VI-Domingo-300x195.jpg 300w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/VI-Domingo-600x391.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 679px) 100vw, 679px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Breve coment\u00e1rio<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Como ponto de partida para a compreens\u00e3o do texto deste domingo, temos de nos colocar na mentalidade da \u00e9poca, n\u00e3o muito diferente do que vulgarmente pensamos hoje. A pobreza, esterilidade, uma desgra\u00e7a e qualquer doen\u00e7a eram um sinal de que a pessoa tinha sido castigada por Deus por causa do seu pecado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Entre as doen\u00e7as, a lepra ocupava um lugar especial porque exclu\u00eda a pessoa da comunidade, n\u00e3o apenas por motivo de cont\u00e1gio, mas como uma verdadeira excomunh\u00e3o, devido ao aspecto e gravidade da doen\u00e7a. Tratava-se duma \u00abimpureza\u00bb irremedi\u00e1vel. O leproso, na aproxima\u00e7\u00e3o de algu\u00e9m, devia gritar: \u00abImpuro, impuro!\u00bb, mantendo-se \u00e0 dist\u00e2ncia. Nem pensar em entrar numa sinagoga ao s\u00e1bado e, muito menos, em ir ao templo de Jerusal\u00e9m\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00c9 fundamental ler pausadamente o texto que o evangelista Marcos nos apresenta pois, mais do que contar como se deu uma cura, ele pretende fazer uma catequese acerca de Jesus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O leproso quebra a lei, aproximando-se de Jesus que, por sua vez, tamb\u00e9m quebra a lei, n\u00e3o se afastando. O que o leproso pede vai muito al\u00e9m duma cura que, por si, j\u00e1 era considerada imposs\u00edvel, apenas reservada a Deus (2Rs 5,7). Ele quer ser \u00abpurificado\u00bb, isto \u00e9, reintegrado na comunidade, voltar \u00e0 sua dignidade de membro do Povo de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A primeira atitude de Jesus \u00e9 descrita com um verbo: \u00abcompadecendo-se&#8230;\u00bb. O verbo grego <em>spl\u00e1nchn\u00edzomai<\/em>, que em toda a B\u00edblia s\u00f3 se refere a Deus ou a Jesus, significa \u00abter v\u00edsceras de compaix\u00e3o, experimentar como\u00e7\u00e3o visceral, miseric\u00f3rdia e ternura\u00bb; \u00e9 o apertar do cora\u00e7\u00e3o perante qualquer mis\u00e9ria humana. \u00c9 assim que Jesus sente e age; \u00e9 assim que Deus sente e age.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O segundo aspecto mais significativo \u00e9 que Jesus <em>estendeu a sua m\u00e3o e tocou-o<\/em>, estabelecendo um contacto f\u00edsico que implica pelo menos duas coisas: primeiro, Jesus parece querer contagiar-se por aquela doen\u00e7a, como que quisesse tom\u00e1-la sobre si, para libertar aquele homem; segundo, Jesus ultrapassa a legisla\u00e7\u00e3o sobre a impureza (cf. Lv 13-14), segundo a qual a lepra contaminava toda a gente e, portanto, o leproso devia ser considerado um pecador, um amaldi\u00e7oado por Deus, um homem que devia ser exclu\u00eddo do culto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jesus, em vez de se afastar ou o afastar a ele, aproxima-se, toca nele e cura-o, aceitando o risco de se contagiar. Depois de ter \u00abpurificado\u00bb o leproso, Jesus quer reintegr\u00e1-lo oficialmente no povo de Deus, mandando-o aos sacerdotes para que reconhe\u00e7am a sua cura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A presen\u00e7a do antigo leproso junto dos sacerdotes deve servir tamb\u00e9m de <em>testemunho<\/em> para eles. Uma cura daquelas s\u00f3 podia ser realizada por ac\u00e7\u00e3o de Deus. Por isso, a cura do leproso era um sinal evidente de que o Reino estava j\u00e1 presente no meio deles: o facto devia servir para os l\u00edderes do Povo conclu\u00edrem que o Messias tinha chegado e que o \u00abReino de Deus\u00bb estava j\u00e1 presente no meio do mundo. Os novos tempos \u2013 o tempo do Messias \u2013 tinham chegado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A ordem de n\u00e3o divulgar o acontecimento, que afinal n\u00e3o \u00e9 cumprida, insere-se no \u00absegredo messi\u00e2nico\u00bb. Uma vez mais, Jesus n\u00e3o quer ser considerado apenas um Messias corporal, um curandeiro extraordin\u00e1rio. Da\u00ed a ordem: \u00abN\u00e3o digas nada a ningu\u00e9m\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Como consequ\u00eancia da ac\u00e7\u00e3o de Jesus, os pap\u00e9is invertem-se. Antes, era o leproso que vivia afastado de tudo e de todos. Agora \u00e9 Jesus que j\u00e1 n\u00e3o pode entrar numa cidade. Est\u00e1 fora, em lugares desertos, onde todos o v\u00eam procurar, certos do seu acolhimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VI Domingo do<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3174,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[90,18,13,54],"tags":[],"class_list":["post-3172","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-autores-ii","category-olhar-sobre-os-evangelhos","category-olhares","category-pe-julio-franclim-do-couto-e-pacheco"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3172","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3172"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3172\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3175,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3172\/revisions\/3175"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3174"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3172"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3172"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3172"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}