{"id":3017,"date":"2017-12-28T18:56:27","date_gmt":"2017-12-28T18:56:27","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=3017"},"modified":"2017-12-28T18:56:27","modified_gmt":"2017-12-28T18:56:27","slug":"em-jesus-deus-tem-mae","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/em-jesus-deus-tem-mae\/","title":{"rendered":"Em Jesus, Deus tem m\u00e3e"},"content":{"rendered":"<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\"><strong>EM JESUS, DEUS TEM M\u00c3E<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\"><strong>Pe. Georgino Rocha<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Maria surge na liturgia do in\u00edcio do Ano com o t\u00edtulo de Santa M\u00e3e de Deus. T\u00edtulo que distingue a sua especial voca\u00e7\u00e3o e singular miss\u00e3o. T\u00edtulo que enaltece a humanidade que ela representa. T\u00edtulo que nos faz intuir e acolher que, em Jesus, Deus tem M\u00e3e. Que alegria e encanto! Que apelo a rezarmos com grande devo\u00e7\u00e3o: Santa Maria Maria, M\u00e3e de Deus, rogai por n\u00f3s pecadores! Que conforto para o nosso esfor\u00e7ado peregrinar nos tempos de intemp\u00e9rie, como os actuais!<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Lucas, o evangelista narrador (Lc2, 16-21), leva-nos \u00e0 gruta de Bel\u00e9m e faz-nos ver uma cena maravilhosa: o encontro dos pastores com \u201cMaria, Jos\u00e9 e o Menino\u201d. A sobriedade da descri\u00e7\u00e3o real\u00e7a a grandeza da mensagem. E a alus\u00e3o \u00e0 atitude de cada um dos intervenientes configura um quadro muito expressivo da maravilha\/mist\u00e9rio ali visualizado. O Menino est\u00e1 deitado na manjedoura. Os pastores contam o que os anjos lhes haviam anunciado. Maria, em sil\u00eancio, ouvia e conservava em cora\u00e7\u00e3o agradecido. Jos\u00e9, recolhido a um canto, nem deixa perceber reac\u00e7\u00e3o, que ser\u00e1 certamente de grande admira\u00e7\u00e3o. E todos se maravilhavam pelo acontecido. Os pastores mensageiros regressam \u00e0 vida quotidian, \u00e0 pastor\u00edcia, exultantes por tudo o que tinham ouvido e visto, cantando o alcance da experi\u00eancia vivenciada.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">O Menino tem nome. N\u00e3o \u00e9 um ser indiferenciado, letra ou n\u00famero. Nome indicado pelo anjo Gabriel, o mensageiro das boas not\u00edcias. Nome que \u00e9 inscrito nos registos oficiais do Templo de Jerusal\u00e9m por Jos\u00e9 e Maria, sua M\u00e3e. Nome que sempre o acompanha e fica como mem\u00f3ria perp\u00e9tua na inscri\u00e7\u00e3o da cruz no Calv\u00e1rio, a mando de Pilatos. Com o nome que simboliza a sua voca\u00e7\u00e3o pessoal\u00edssima de Salvador da humanidde, \u201cJesus \u00e9 circundado, conhece o gesto que simboliza a sua perten\u00e7a ao povo da alian\u00e7a, a sua integra\u00e7\u00e3o nas rela\u00e7\u00f5es familiares e sociais\u201d. (Manicardi Coment\u00e1rio \u00e0 Liturgia Dominical e Festiva, p. 39).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Jesus pertence a Israel, o povo que \u00e9 de Deus, a Maria e a Jos\u00e9 de quem recebe o carinho e a educa\u00e7\u00e3o familiares, aos av\u00f3s e vizinhos com quem convive e se socializa, ao Templo com a sua vasta rede de leis e ritos, de pr\u00e1ticas e tradi\u00e7\u00f5es. Jesus entra na realidade que envolve a vida e tece a sua moldura cultural, abrindo a \u201cjanela\u201d do mundo, horizonte maior da sua miss\u00e3o salvadora. E n\u00f3s a quem pertencemos? Pergunta crucial que reclama uma resposta pessoal e clara. Sempre!<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">\u201c\u00c9 preciso reconhecermos o mist\u00e9rio em que estamos envolvidos e pelo qual somos acolhidos; \u00e9 preciso reconhecermos o mist\u00e9rio do outro; \u00e9 preciso tornarmo-nos atentos \u00e0 presen\u00e7a divina que nos visita atrav\u00e9s das presen\u00e7as das criaturas. A perten\u00e7a a Deus passa atrav\u00e9s de perten\u00e7as horizontais, familiares, comunit\u00e1rias\u201d. (Manicardi, p. 40). As rela\u00e7\u00f5es com o outro e com a comunidade constituem um teste qualificado da nossa perten\u00e7a a Deus e da nossa f\u00e9, que sai confirmada ou desmentida. Fa\u00e7amos a prova da autenticidade. Veremos que \u00e9 desafiante.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">O nome de Jesus significa \u201cDeus salva\u201d. A narrativa b\u00edblica descreve os factos mais marcantes da hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o, que atinge a plenitude na vida e miss\u00e3o de Jesus de Nazar\u00e9, com os cap\u00edtulos finais: o tr\u00e1gico pela morte que o elimina; e o da feliz ressurrei\u00e7\u00e3o pela aceita\u00e7\u00e3o incondicional que Deus Pai lhe mostra na manh\u00e3 da P\u00e1scoa gloriosa. \u201cSe os pais exprimem o que desejam para os filhos, dando-lhes o nome, tamb\u00e9m Deus indica o seu desejo para toda a humanidade ao indicar a Maria o nome que havia escolhido para Jesus.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Deus salva entrando na condi\u00e7\u00e3o de quem necessita de ser salvo e selando com ele uma rela\u00e7\u00e3o de amizade envolvente. \u201cSem ti, Deus n\u00e3o te saalvar\u00e1\u201d, afirma Santo Agostinho. De que precisamos de ser salvos? E o contexto em que vivemos, o nosso ambiente familiar e o mundo do entretenimento, de viol\u00eancias e guerras?<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">A paz emerge com toda a for\u00e7a como a maior necessidade de cada pessoa e de toda a humanidade. Maria, a M\u00e3e de Jesus, o Pr\u00edncipe da Paz, \u00e9 invocada tamb\u00e9m como a Senhora da Paz.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Acompanhemos o Papa Francisco que envia \u00e0 Igreja uma mensagem muito apelativa dedicada aos \u201cMigrantes e refugiados: homens e mulheres em busca de paz\u201d. Diz o Santo Padre: \u201cCom esp\u00edrito de miseric\u00f3rdia, abra\u00e7amos todos aqueles que fogem da guerra e da fome ou se veem constrangidos a deixar a pr\u00f3pria terra por causa de discrimina\u00e7\u00f5es, persegui\u00e7\u00f5es, pobreza e degrada\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Estamos cientes de que n\u00e3o basta abrir os nossos cora\u00e7\u00f5es ao sofrimento dos outros. H\u00e1 muito que fazer antes de os nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s poderem voltar a viver em paz numa casa segura. Acolher o outro requer um compromisso concreto, uma corrente de apoios e benefic\u00eancia, uma aten\u00e7\u00e3o vigilante e abrangente, a gest\u00e3o respons\u00e1vel de novas situa\u00e7\u00f5es complexas que \u00e0s vezes se v\u00eam juntar a outros problemas j\u00e1 existentes em grande n\u00famero, bem como recursos que s\u00e3o sempre limitados. Praticando a virtude da prud\u00eancia, os governantes saber\u00e3o acolher, promover, proteger e integrar, estabelecendo medidas pr\u00e1ticas, \u00abnos limites consentidos pelo bem da pr\u00f3pria comunidade retamente entendido, [para] lhes favorecer a integra\u00e7\u00e3o\u00bb.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">O Papa Francisco e no seu seguimento muitos dos nossos Bispos insistem na necessidade de promovermos a cultura do encontro que tem o selo da fraternidade sem fronteiras e faz brilhar a chancela da dignidade inviol\u00e1vel da cada ser humano. E que Maria, a Senhora da Paz, nos d\u00ea a sua b\u00ean\u00e7\u00e3o de M\u00e3e de Deus realizada em Jesus, o Salvador.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>EM JESUS, DEUS<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3018,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46,13,50,14],"tags":[],"class_list":["post-3017","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-autores","category-olhares","category-pe-georgino-rocha","category-temas-para-debate"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3017","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3017"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3017\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3019,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3017\/revisions\/3019"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3018"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3017"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3017"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3017"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}