{"id":2975,"date":"2017-12-21T19:18:49","date_gmt":"2017-12-21T19:18:49","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=2975"},"modified":"2017-12-21T19:18:49","modified_gmt":"2017-12-21T19:18:49","slug":"definitivamente-em-jesus-deus-faz-se-humano-acredita","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/definitivamente-em-jesus-deus-faz-se-humano-acredita\/","title":{"rendered":"Definitivamente &#8211; Em Jesus, Deus faz-se humano. Acredita!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><strong>Definitivamente<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>EM JESUS, DEUS FAZ-SE HUMANO. ACREDITA!<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Pe. Georgino Rocha<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O evangelho de Jo\u00e3o, antes de apresentar os relatos da vida de Jesus, abre com um solene Pr\u00f3logo, levando-nos em visita ao princ\u00edpio de tudo. Faz-nos lembrar o artista\/escritor que s\u00f3 narra a beleza do rio e das suas margens, da \u00e1gua fluente e do seu percurso, depois de nos levar \u00e0 fonte para, a\u00ed, contemplar e saborear as origens de tanta abund\u00e2ncia e frescura. Bela op\u00e7\u00e3o, a augurar um significativo texto com epis\u00f3dios emblem\u00e1ticos da miss\u00e3o de Jesus e do seu alcance universal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A fonte de tudo \u00e9 Deus. Ele est\u00e1 no princ\u00edpio, quer ser o protagonista no meio, caminhando connosco e com toda a cria\u00e7\u00e3o, e acolher-nos no fim. Paulo lembra aos atenienses que n\u2019Ele vivemos, nos movemos e existimos; como alguns dos vossos poetas disseram: \u00abSomos da ra\u00e7a de Deus\u00bb (Act 17, 28).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O manancial de Deus manifesta a sua vida \u00edntima a jorrar na cria\u00e7\u00e3o do mundo e da biodiversidade, por for\u00e7a da sua Palavra, o seu Verbo, na supera\u00e7\u00e3o do caos pela harmonia, das trevas pela luz, da solid\u00e3o pela comunh\u00e3o. A Palavra divina, s\u00e1bia e fecunda, ergue-se em som vibrante que se repercute ao longo da hist\u00f3ria: \u201dFa\u00e7amos o ser humano \u00e0 nossa imagem e semelhan\u00e7a\u201d e toma o rosto do masculino e do feminino, em atra\u00e7\u00e3o de reciprocidade complementar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando chega o momento aprazado por Deus, Ele que tinha falado de muitos modos e vezes, sobretudo pelos profetas, envia o seu Filho nascido de Maria, a jovem de Nazar\u00e9, a quem \u00e9 dado o nome de Jesus. Decis\u00e3o admir\u00e1vel, apelativa e reconfortante. Decis\u00e3o arriscada, pois o ser humano, ao abrigo da liberdade, \u00e9 capaz do melhor e do pior, como a hist\u00f3ria documenta abundantemente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deus faz-se humano em Jesus, rec\u00e9m-nascido. O espa\u00e7o de encontro fica devidamente assinalado pela estrela de Bel\u00e9m. As circunst\u00e2ncias envolventes o configuram e caracterizam. E do sil\u00eancio eloquente da gruta ergue-se o apelo\/convite: Vinde e reconhecei a grandeza da pequenez, a humanidade do divino, a divindade do humano. S\u00f3 em Jesus, vemos e conhecemos a Deus. S\u00f3 em Jesus, vemos e conhecemos o homem. Que maravilha e encanto! \u201cDa sua plenitude todos n\u00f3s recebemos gra\u00e7a sobre gra\u00e7a\u201d, refere o autor da narra\u00e7\u00e3o, que afirma ao concluir: \u201cA Deus, nunca ningu\u00e9m O viu. O Filho Unig\u00e9nito, que est\u00e1 no seio do Pai, \u00e9 que O deu a conhecer\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Quem pode imaginar maravilha t\u00e3o desconcertante!? Deus despojado de tudo aquilo com que adornaram a sua apari\u00e7\u00e3o na hist\u00f3ria, assumindo a fragilidade de uma crian\u00e7a como t\u00edtulo de gl\u00f3ria, dependendo de cuidados vitais de proximidade imediata, sem outra dignidade que a do ser humano e dos direitos inalien\u00e1veis que lhe s\u00e3o reconhecidos. Quem pode imaginar a novidade, agora exposta, do caminho de realiza\u00e7\u00e3o pessoal e relacional, de \u00eaxito na vida e de sucesso na miss\u00e3o?! Deus para humanizar a sociedade e o mundo opta pelos sem poder nem riqueza, sem prest\u00edgio nem influ\u00eancia. E aposta na conviv\u00eancia e na comunh\u00e3o com todos, no humano que h\u00e1 em cada pessoa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que podemos conhecer de Deus \u00e9 o que brilha \u201cno menino envolto em panos e deitado na manjedoura\u201d, adianta Lucas numa express\u00e3o cheia de poesia e ternura. A grandeza de Deus \u00e9 a humanidade deste rec\u00e9m-nascido. Deus torna-se homem como n\u00f3s, \u201cum da mesma massa que n\u00f3s\u201d no dizer de Santo Hip\u00f3lito de Roma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao agir assim, deixa perceber o que pretende: Que o homem, seguindo as pisadas do Filho Jesus Cristo, encontre Deus em plenitude. \u201cEis a maravilhosa permuta celebrada no Natal. A encarna\u00e7\u00e3o narra que tudo o que \u00e9 humano, da conce\u00e7\u00e3o \u00e0 morte da pessoa, \u00e9 objecto da solicitude e do interesse de Deus, est\u00e1 envolvido pelo amor de Deus\u201d. (L. Manicardi, (2017), Coment\u00e1rio \u00e0 Liturgia dominical e festiva, Ano B, Paulinas, p. 36. E este autor prossegue: \u201cA encarna\u00e7\u00e3o diz-nos que a vida de Jesus, no seu desenrolar quotidiano e human\u00edssimo, feito de encontros e de amizades, de servi\u00e7o e de amor, de dedica\u00e7\u00e3o radical aos irm\u00e3os e de obedi\u00eancia ao Pai, ensina-nos a viver segundo Deus\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Perante esta realidade sublime, brota espont\u00e2nea a exclama\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Greg\u00f3rio de Nazianzo: \u201c\u00d3 admir\u00e1vel com\u00e9rcio!\u201d; com\u00e9rcio\/permuta de dons que explicita, dizendo: \u201cAquele que enriquece os outros torna-se pobre. Aceita a pobreza de minha condi\u00e7\u00e3o humana para que eu possa receber os tesouros de sua divindade. Aquele que possui tudo em plenitude, aniquila-se a si mesmo; despoja-se de sua gl\u00f3ria por algum tempo, para que eu participe de sua plenitude\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fazer Natal \u00e9 mergulhar nesta maravilha, deixar-se banhar pela sua originalidade, imbuir-se da sua \u201cmagia e encanto\u201d, cuidar da crian\u00e7a que h\u00e1 em n\u00f3s, cultivar o sorriso na vida e a simplicidade educada na rela\u00e7\u00e3o, ser, dentro do poss\u00edvel, disc\u00edpulo mission\u00e1rio de Jesus. Fazer Natal \u00e9 reconfigurar as arcaicas imagens de Deus que povoam o nosso imagin\u00e1rio e, ainda, muitas ora\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas e devo\u00e7\u00f5es populares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dom Ant\u00f3nio Moiteiro, na sua mensagem de Natal, real\u00e7a uma dimens\u00e3o consequente ao afirmar: \u201cO amor desceu \u00e0 terra. A caridade chegara ao cora\u00e7\u00e3o dos homens, vinda do cora\u00e7\u00e3o de Deus, para fazer a sua morada definitiva entre n\u00f3s\u2026 S\u00f3 a partir da humildade, da pobreza interior, da simplicidade de cora\u00e7\u00e3o, se poder\u00e1 estar preparado para descobrir na humanidade a divindade de Deus, que quis enraizar-se na hist\u00f3ria dos homens. Esta humildade \u00e9 inspira\u00e7\u00e3o para todos os fi\u00e9is\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Definitivamente, em Jesus Deus faz-se humano. Acredita, admira, celebra e testemunha. Boas Festas!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Definitivamente EM JESUS,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2978,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46,13,50,14],"tags":[],"class_list":["post-2975","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-autores","category-olhares","category-pe-georgino-rocha","category-temas-para-debate"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2975","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2975"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2975\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2980,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2975\/revisions\/2980"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2978"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2975"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2975"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2975"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}