{"id":2817,"date":"2017-12-02T10:56:33","date_gmt":"2017-12-02T10:56:33","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=2817"},"modified":"2017-12-19T23:38:50","modified_gmt":"2017-12-19T23:38:50","slug":"eduardo-lourenco-os-efeitos-da-revolucao-crista-ainda-nao-acabaram","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/eduardo-lourenco-os-efeitos-da-revolucao-crista-ainda-nao-acabaram\/","title":{"rendered":"Eduardo Louren\u00e7o: \u00abOs efeitos da revolu\u00e7\u00e3o crist\u00e3 ainda n\u00e3o acabaram\u00bb"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\">Eduardo Louren\u00e7o: \u00abOs efeitos da revolu\u00e7\u00e3o crist\u00e3 ainda n\u00e3o acabaram\u00bb<\/h3>\n<p style=\"text-align: right;\"><a href=\"http:\/\/www.snpcultura.org\/eduardo_lourenco_os_efeitos_da_revolucao_crista_ainda_nao_acabaram.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O fil\u00f3sofo Eduardo Louren\u00e7o, entrevistado no oitavo e \u00faltimo n\u00famero da revista \u201cF\u00e1tima XXI\u201d, que \u00e9 apresentada este s\u00e1bado no santu\u00e1rio da Cova da Iria, considera que \u00abF\u00e1tima \u00e9 um caso \u00fanico e hoje universal\u00bb e que o cristianismo continua a ser uma \u00abrevolu\u00e7\u00e3o\u00bb em movimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00abDe todas as f\u00f3rmulas que conhe\u00e7o, religiosas e filos\u00f3ficas, n\u00e3o h\u00e1 nenhuma que me pare\u00e7a superior \u00e0quela que o cristianismo representa e representou no mundo at\u00e9 hoje. A grande revolu\u00e7\u00e3o humana que se operou na hist\u00f3ria foi a do cristianismo. Os efeitos da revolu\u00e7\u00e3o crist\u00e3 ainda n\u00e3o acabaram. Diria mesmo que, no limite, ainda nem sequer come\u00e7aram\u00bb, afirma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A historiadora Helena Matos escreve sobre a vidente da Cova da Iria que mais tempo sobreviveu, at\u00e9 2005: \u00abA vida de L\u00facia \u00e9 uma hist\u00f3ria que interpela todas as nossas certezas: na sua vida nada foi o que poderia ter sido. Nasceu para ser camponesa e tornou-se freira. No convento acabou a escrever aos papas. No sil\u00eancio e na reclus\u00e3o tornou-se uma das personalidades sen\u00e3o a personalidade mais influente do s\u00e9culo XX. Vemo-la fazendo ren\u00fancias sucessivas para de seguida ganhar maior ascendente\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por seu lado, o bispo de Leiria-F\u00e1tima mostra-se convicto de que F\u00e1tima continuar\u00e1 a acompanhar a hist\u00f3ria do mundo: \u00abCostumo dizer que em primeiro lugar \u00e9 Deus, no seu amor pela humanidade manifestado atrav\u00e9s de Nossa Senhora; depois os pastorinhos como primeiros destinat\u00e1rios e mensageiros; e depois todos os peregrinos que aqui v\u00eam. E cada um vem com a sua hist\u00f3ria, com a sua vida, com as suas fragilidades, motiva\u00e7\u00f5es\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00abS\u00e3o t\u00e3o diversas. Basta estar no meio deles e escut\u00e1-los. Podem vir por motiva\u00e7\u00f5es imediatas, de uma doen\u00e7a, um sofrimento, uma inten\u00e7\u00e3o por um familiar. Depois far\u00e3o um caminho, assim o esperamos, gradual, progressivo, porque nem todos v\u00e3o no mesmo ritmo. Temos de aceitar que h\u00e1 uma diversidade\u00bb, assinala D. Ant\u00f3nio Marto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O C\u00f3n. Ant\u00f3nio Rego, jornalista que acompanhou incont\u00e1veis peregrina\u00e7\u00f5es ao santu\u00e1rio, lembra v\u00e1rios dos momentos que mais o impressionaram, entre os quais a \u00abdespedida\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00abOs comentadores e liturgistas dizem que a Nossa Senhora n\u00e3o se fazem despedidas pois ela continua connosco e n\u00f3s com ela. Mas aquele encontro, naquele estilo, naquele lugar, com aquela multid\u00e3o cantando em un\u00edssono \u201c\u00d3 F\u00e1tima, adeus!\u201d, tornou-se um gesto comovedor, incarnado por cada peregrino, que acharia incompleta a peregrina\u00e7\u00e3o sem o agitar do len\u00e7o branco enquanto grita \u201cadeus\u201d j\u00e1 com voz enrouquecida.\u00bb<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A edi\u00e7\u00e3o da publica\u00e7\u00e3o cultural do Santu\u00e1rio de F\u00e1tima, concebida no \u00e2mbito do centen\u00e1rio das apari\u00e7\u00f5es (1917-2017), \u00ab\u00e9 a mais volumosa de todas, quer pela extens\u00e3o do caderno tem\u00e1tico\u00bb, dedicado ao \u201cmilagre do Sol\u201d, com coordena\u00e7\u00e3o do historiador Jos\u00e9 Eduardo Franco e participa\u00e7\u00e3o do cientista Carlos Fiolhais, \u00abquer pelo pr\u00f3prio corpo da revista, num total de 272 p\u00e1ginas\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O diretor-adjunto da publica\u00e7\u00e3o, Marco Daniel Duarte, que apresentar\u00e1 o volume, explica que ele \u00abir\u00e1 viver ainda da mem\u00f3ria da visita papal, que \u00e9 de tal maneira forte que o tema n\u00e3o se esgotou na F\u00e1tima XXI que saiu em Junho\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00abO \u00e1pice desta revista \u00e9 dedicado \u00e0 canoniza\u00e7\u00e3o dos Santos Francisco e Jacinta Marto, porque achamos importante este ponto de viragem na hist\u00f3ria\u00bb, acrescenta o respons\u00e1vel, em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 Sala de Imprensa do santu\u00e1rio.<\/p>\n<div class=\"col-xs-12 col-sm-12 col-md-8 col-lg-8\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>Enriquecida com dezenas de fotografias de arquivo, o n\u00famero, que conclui o projeto editorial iniciado a 30 de maio de 2014, \u00abcoloca ainda uma abertura de horizontes, n\u00e3o s\u00f3 pelo milagre do sol, em que os protagonistas de F\u00e1tima deixam de ser tr\u00eas crian\u00e7as e passam a ser os peregrinos que v\u00eam a F\u00e1tima\u00bb.<\/p>\n<p>Na rubrica \u201cFragmentos de Hist\u00f3ria\u201d \u00e9 apresentada uma cronologia de 100 datas que marcaram os acontecimentos de um s\u00e9culo, servindo de proposta de instrumento de leitura para o futuro.<\/p>\n<p>A edi\u00e7\u00e3o oferece tamb\u00e9m as imagens distinguidas com o primeiro pr\u00e9mio na categoria Fotonarrativa do concurso de fotografia alusivo ao centen\u00e1rio, atribu\u00eddo, &#8220;ex aequo&#8221;, a Rui Duarte Silva e Javier Arcenillas.<\/p>\n<p>Ao longo dos tr\u00eas anos, a revista procurou \u00abser espa\u00e7o de reflex\u00e3o, abordando temas relacionados com a hist\u00f3ria, a mensagem e a cultura de F\u00e1tima, atrav\u00e9s de leituras que se pretendem pluridisciplinares, envolvendo perspetivas diferentes mas complementares\u00bb, frisa o reitor do Santu\u00e1rio de F\u00e1tima, diretor da publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para o P. Carlos Cabecinhas, o centen\u00e1rio foi uma oportunidade de \u00abexperimentar caminhos novos, que enriquecem a reflex\u00e3o sobre F\u00e1tima e a prop\u00f5em numa linguagem renovada, quer na forma de fazer as leituras quer na forma de as expor\u00bb.<\/p>\n<p>Publicada duas vezes por ano, \u201cF\u00e1tima XXI\u201d contou com entrevistas e textos de Maria Barroso, cardeal Tarcisio Bertone, cardeal Gianfranco Ravasi, cardeal Angelo Sodano, cardeal Pietro Parolin, cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, e o presidente da Rep\u00fablica.<\/p>\n<p>A apresenta\u00e7\u00e3o da revista integra-se no programa da\u00a0jornada de abertura do novo Ano Pastoral do Santu\u00e1rio de F\u00e1tima, que se realizar\u00e1 no Centro Pastoral de Paulo VI, entre as 15h00 e as 17h00. A publica\u00e7\u00e3o ficar\u00e1 dispon\u00edvel na livraria do Santu\u00e1rio de F\u00e1tima, na Fnac e na Bertrand.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"col-xs-12 col-sm-12 col-md-8 col-lg-8\" style=\"text-align: right;\">\n<p><span class=\"autor\"><a href=\"http:\/\/www.snpcultura.org\/eduardo_lourenco_os_efeitos_da_revolucao_crista_ainda_nao_acabaram.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">SNPC\u00a0<\/a><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eduardo Louren\u00e7o: \u00abOs<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2934,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"image","meta":{"footnotes":""},"categories":[11,10,13,14],"tags":[],"class_list":["post-2817","post","type-post","status-publish","format-image","has-post-thumbnail","hentry","category-acontece","category-noticias","category-olhares","category-temas-para-debate","post_format-post-format-image"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2817","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2817"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2817\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2938,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2817\/revisions\/2938"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2934"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2817"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2817"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2817"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}