{"id":2660,"date":"2017-11-15T17:01:19","date_gmt":"2017-11-15T17:01:19","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=2660"},"modified":"2017-11-15T17:01:19","modified_gmt":"2017-11-15T17:01:19","slug":"valoriza-os-dons-que-deus-te-confia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/valoriza-os-dons-que-deus-te-confia\/","title":{"rendered":"Valoriza os dons que Deus te confia"},"content":{"rendered":"<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\"><strong>VALORIZA OS DONS QUE DEUS TE CONFIA<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\"><strong>Pe. Georgino Rocha<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Jesus quer deixar claro quem \u00e9 Deus. Est\u00e1 na parte final dos seus ensinamentos. Tem consigo os disc\u00edpulos e, neles, todos os que vir\u00e3o a acreditar na sua palavra. Como n\u00f3s, hoje. E recorre a tr\u00eas par\u00e1bolas muito concretas: A da festa nupcial, narrada no domingo passado, a da avalia\u00e7\u00e3o final ou do ju\u00edzo da humanidade e do universo, no pr\u00f3ximo domingo que a Igreja celebra como a Festa de Cristo Rei, a de hoje dedicada aos talentos confiados aos servos por um homem rico que vai fazer uma viagem. Por indica\u00e7\u00e3o do Papa Francisco este domingo \u00e9 consagrado especialmente aos Pobres, o que indica uma chave de leitura para o texto evang\u00e9lico<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Mateus elabora uma excelente catequese para os judeus convertidos, destinat\u00e1rios preferemciais do seu evangelho. E faz uma narra\u00e7\u00e3o em que praticamente todos os elementos t\u00eam um especial significado. Vale a pena acompanhar o seu precioso relato.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Um homem parte de viagem. (Mt 25, 14-30). Certamente teria raz\u00f5es s\u00e9rias: Gosto pela aventura, cansa\u00e7o das rotinas da vida, tentativas de alcan\u00e7ar novos benef\u00edcios, ou o desejo de mostrar uma faceta do seu cora\u00e7\u00e3o: a confian\u00e7a nos empregados e no seu agir respons\u00e1vel? Tudo aponta para esta \u00faltima hip\u00f3tese. Os dons, entregues gratuitamente, t\u00eam apenas em conta as capacidades dos servos, nem sequer as necessidades ou outras circunst\u00e2ncias. S\u00e3o \u00e0 medida de cada um. \u00a0Sem exigir nada que a ultrapasse. N\u00e3o pretende sobrecarregar ningu\u00e9m, nem provocar cansa\u00e7os est\u00e9reis. Nada de \u201cburnout\u201d. Mas uma excelente oportunidade para que as capacidades possam desenvolver-se, afirmar-se, atingir a maturidade. Que prop\u00f3sito sublime e beleza confiante!<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">A viagem demora o tempo suficiente para que os servos possam realizar o trabalho encomendado. Certamente que, entretanto, v\u00e1rios sentimentos o assaltam, antes de vir encontrar-se com eles. Mas a confian\u00e7a na sua atitude respons\u00e1vel prevalecia. E que grande alegria se apoderou do seu cora\u00e7\u00e3o quando ouvia o relato do que havia acontecido aos dois primeiros. Tinham conseguido o pleno: Os cinco multiplicaram-se por outros cinco; o mesmo acontecendo aos dois que alcan\u00e7aram outros dois. O dono tem uma reac\u00e7\u00e3o curiosa, cheia de mensagem: N\u00e3o reclama nada, mas tudo entrega de novo: as mais-valias e os talentos confiados. Com provas t\u00e3o positivas, os servos podem desempenhar servi\u00e7os maiores e saborear a alegria exuberante do seu senhor. Que momento t\u00e3o consolador! Que desfecho t\u00e3o surpreendente! Que apre\u00e7o pela confian\u00e7a serena e activa!<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">O mesmo n\u00e3o acontece com o que havia recebido o talento proporcional \u00e0s suas capacidades e actua de acordo com as regras que conhece: Sabia que \u00e9s severo; tive medo e salvaguardei o teu talento; aqui o tens. Mateus ao destacar as raz\u00f5es invocadas deixa a claro a for\u00e7a paralisante do medo, a asfixia das capacidades que provoca, a esterilidade da vida respaldada na seguran\u00e7a e na acomoda\u00e7\u00e3o. Raz\u00f5es que podem iluminar muitas atitudes e comportamentos actuais, e, \u00e0 maneira de \u201cchicotada psicol\u00f3gica\u201d, abanar consci\u00eancias adormecidas. E o dono complacente aceita a medida indicada pelo servo medroso. As raz\u00f5es que acompanham a sua declara\u00e7\u00e3o visualizam as trevas do seu cora\u00e7\u00e3o, a solid\u00e3o em que se colocou, o choro da lamenta\u00e7\u00e3o consentida. \u201cTudo isto revela o que impediu o servo de entrar numa rela\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a\u201d, que \u00e9 um dos objectivos da par\u00e1bola. (Vers Dimanche, n\u00ba 469).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">Deus oferece-nos a possibilidade de viver j\u00e1 a sua alegria. Espera que correspondamos \u00e0 confian\u00e7a que tem em n\u00f3s e cuidemos dos seus dons que enriquecem a nossa humanidade: Os da cria\u00e7\u00e3o e das criaturas, os da sa\u00fade integral e da educa\u00e7\u00e3o libertadora, os da solidariedade operativa e da caridade a toda a prova, os da celebra\u00e7\u00e3o dos sacramentos e da participa\u00e7\u00e3o na missa dominical, os da gra\u00e7a divina como presen\u00e7a revigorante das nossas for\u00e7as peregrinas.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">O Papa Francisco envia-nos uma mensagem especial para o \u201cDia Mundial dos Pobres\u201d que celebramos, hoje. Dela retiramos este par\u00e1grafo persuasivo: \u201cBenditas as m\u00e3os que se abrem para acolher os pobres e socorr\u00ea-los: s\u00e3o m\u00e3os que levam esperan\u00e7a. Benditas as m\u00e3os que superam toda a barreira de cultura, religi\u00e3o e nacionalidade, derramando \u00f3leo de consola\u00e7\u00e3o nas chagas da humanidade. Benditas as m\u00e3os que se abrem sem pedir nada em troca, sem \u00abse\u00bb nem \u00abmas\u00bb, nem \u00abtalvez\u00bb: s\u00e3o m\u00e3os que fazem descer sobre os irm\u00e3os a b\u00ean\u00e7\u00e3o de Deus. (da mensagem do Papa Francisco para o dia Mundial dos Pobres, n\u00ba 5). Os dons de Deus est\u00e3o nas nossas m\u00e3os!<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VALORIZA OS DONS<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2661,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46,13,50,14],"tags":[],"class_list":["post-2660","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-autores","category-olhares","category-pe-georgino-rocha","category-temas-para-debate"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2660","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2660"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2660\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2662,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2660\/revisions\/2662"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2661"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2660"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2660"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2660"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}