{"id":2414,"date":"2017-11-19T12:46:41","date_gmt":"2017-11-19T12:46:41","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=2414"},"modified":"2017-10-20T14:55:16","modified_gmt":"2017-10-20T13:55:16","slug":"solenidade-de-nosso-senhor-jesus-cristo-rei-e-senhor-do-universo-ano-a","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/solenidade-de-nosso-senhor-jesus-cristo-rei-e-senhor-do-universo-ano-a\/","title":{"rendered":"Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei e Senhor do Universo (Ano A)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\">Pe. Franclim Pacheco<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-2415\" src=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/0001-5-865x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"865\" height=\"1024\" srcset=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/0001-5-865x1024.jpg 865w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/0001-5-254x300.jpg 254w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/0001-5-768x909.jpg 768w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/0001-5-600x710.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 865px) 100vw, 865px\" \/><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-2416\" src=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/0002-1-1024x303.jpg\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"296\" srcset=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/0002-1-1024x303.jpg 1024w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/0002-1-300x89.jpg 300w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/0002-1-768x227.jpg 768w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/0002-1-600x178.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Breve coment\u00e1rio<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O texto deste domingo \u00e9 a continua\u00e7\u00e3o l\u00f3gica da par\u00e1bola das virgens (25,1-13), que termina com a advert\u00eancia de Jesus: \u00abVigiai\u2026 porque n\u00e3o sabeis o dia nem a hora\u00bb, e da par\u00e1bola dos talentos. Estas par\u00e1bolas iam j\u00e1 apontando para um final, que podia ser de entrada no \u00abbanquete\u00bb ou na \u00abalegria\u00bb ou de auto-exclus\u00e3o destas realidades finais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O texto de hoje apresenta o quadro grandioso do Filho do Homem que facilmente identificamos com a pessoa de Jesus. Ele vem como juiz divino e com todo o poder real anunciado j\u00e1 no livro de Daniel (7,14). Por isso, senta-se no trono como Rei e senhor de todos os povos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Aquilo, a que vulgarmente chamamos \u00abJu\u00edzo final\u00bb, de facto apresenta-se mais como a proclama\u00e7\u00e3o duma senten\u00e7a que mais n\u00e3o \u00e9 do que a constata\u00e7\u00e3o da atitude que cada um teve durante a vida. Assim, logo \u00e0 partida, \u00e9 feita uma separa\u00e7\u00e3o radical: benditos para um lado e malditos para o outro, colhendo a imagem na vida pastoril. Em noites mais frias o pastor separa as ovelhas dos cabritos, pois as ovelhas, com a sua l\u00e3 mais espessa, podem estar ao frio, enquanto \u00e9 necess\u00e1rio resguardar os cabritos que n\u00e3o t\u00eam protec\u00e7\u00e3o natural.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Os primeiros, chamados \u00abbenditos de meu Pai\u00bb, s\u00e3o convidados a entrar na posse do reino para eles preparado pela iniciativa soberana e gratuita de Deus. Estes benditos do Pai recebem em heran\u00e7a o reino porque partilharam o destino e a condi\u00e7\u00e3o do Filho. Os outros s\u00e3o chamados \u00abmalditos\u00bb e n\u00e3o t\u00eam lugar no reino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A salva\u00e7\u00e3o \u00e9 sempre um dom de Deus concedido \u00e0queles que a aceitam. A condena\u00e7\u00e3o \u00e9 um produto humano, isto \u00e9, a consequ\u00eancia natural da n\u00e3o aceita\u00e7\u00e3o da salva\u00e7\u00e3o oferecida por Deus. \u00c9 na vida do dia-a-dia que cada um, pela sua forma de viver consigo mesmo, com os outros e com Deus, vai aceitando ou rejeitando aquilo que Deus vai oferecendo para ser vivido em plenitude um dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Rei apresenta-se como aquele que teve fome e sede, peregrino e sem roupa, doente e prisioneiro. O juiz glorioso, a quem os interlocutores chamam \u00abSenhor\u00bb tinha o rosto do indigente, do indefeso e do necessitado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O confronto decisivo entre os homens e Filho do Homem n\u00e3o acontece com gestos extraordin\u00e1rios e her\u00f3icos mas na simplicidade dos encontros humanos, com os gestos mais simples que a tradi\u00e7\u00e3o b\u00edblica j\u00e1 recomendava h\u00e1 s\u00e9culos (Is 58,7; Ez 18,7; Job 31,32; Tb 4,16). Qualquer homem justo tinha a obriga\u00e7\u00e3o interior de se compadecer e ir ao encontro daqueles que, no momento concreto, precisavam dele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No evangelho de Mateus h\u00e1 uma insist\u00eancia no amor para com o pr\u00f3ximo e na realiza\u00e7\u00e3o na vontade do Pai. Ora, a vontade do Pai, revelada e realizada por Jesus, resume-se no amor gratuito e activo para com os pobres, doentes e necessitados. No entanto, o crit\u00e9rio decisivo para a salva\u00e7\u00e3o ou ru\u00edna n\u00e3o est\u00e1simplesmente na pr\u00e1tica do amor para com os necessitados. A novidade evang\u00e9lica est\u00e1 na identifica\u00e7\u00e3o que Jesus faz com estes: \u00abSempre que (n\u00e3o) fizestes a um destes (meus irm\u00e3os) mais pequeninos (n\u00e3o) o fizestes a mim\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Mateus prop\u00f5e um exemplo como viver hoje a espera vigilante e respons\u00e1vel da vinda do Filho do Homem. O teste definitivo da verdade e fidelidade de homens, condi\u00e7\u00e3o essencial para a salva\u00e7\u00e3o, joga-se hoje nas rela\u00e7\u00f5es quotidianas de acolhimento ou rejei\u00e7\u00e3o do homem necessitado, sinal objectivo da presen\u00e7a humilde e escondida do Filho do Homem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Com este texto, o \u00faltimo da actividade p\u00fablica de Jesus antes de se iniciar o drama da paix\u00e3o, Mateus funde numa maravilhosa s\u00edntese os dois polos \u00e0 volta dos quais gira a sua mensagem evang\u00e9lica: Cristo e o amor activo, s\u00edntese da vontade de Deus. No amor gratuito e universal para com os mais pequenos vive-se aquela rela\u00e7\u00e3o vital de f\u00e9 em Cristo, o Filho de Deus e Senhor, que no final se transformar\u00e1 em plena comunh\u00e3o salv\u00edfica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. Franclim Pacheco<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2417,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46,18,13,54],"tags":[],"class_list":["post-2414","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-autores","category-olhar-sobre-os-evangelhos","category-olhares","category-pe-julio-franclim-do-couto-e-pacheco"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2414","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2414"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2414\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2418,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2414\/revisions\/2418"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2417"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2414"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2414"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2414"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}