{"id":2409,"date":"2017-11-12T12:38:44","date_gmt":"2017-11-12T12:38:44","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=2409"},"modified":"2017-10-20T14:46:34","modified_gmt":"2017-10-20T13:46:34","slug":"xxxiii-domingo-do-tempo-comum-ano-a","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/xxxiii-domingo-do-tempo-comum-ano-a\/","title":{"rendered":"XXXIII Domingo do Tempo Comum (Ano A)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\">Pe. Franclim Pacheco<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-2410\" src=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/0001-4-724x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"703\" height=\"994\" srcset=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/0001-4-724x1024.jpg 724w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/0001-4-212x300.jpg 212w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/0001-4-768x1086.jpg 768w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/0001-4-600x848.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 703px) 100vw, 703px\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-2411\" src=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/0002-1024x329.jpg\" alt=\"\" width=\"713\" height=\"229\" srcset=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/0002-1024x329.jpg 1024w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/0002-300x96.jpg 300w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/0002-768x246.jpg 768w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/0002-600x192.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 713px) 100vw, 713px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Breve coment\u00e1rio<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A par\u00e1bola deste domingo \u00e9 a continua\u00e7\u00e3o do texto do domingo passado que terminava com o aviso de Jesus: \u00abVigiai, pois, porque n\u00e3o sabeis o dia nem a hora\u00bb (Mt 25,13). E deve ser neste contexto e a esta luz que a par\u00e1bola deve ser entendida para n\u00e3o perder a sua for\u00e7a e poder captar-se a sua mensagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O problema \u00e9 que muitos ouvintes ou leitores, ao ouvirem ou lerem esta par\u00e1bola, fazem uma interpreta\u00e7\u00e3o simplista: os talentos s\u00e3o as qualidades (os \u00abtalentos\u00bb) recebidas que cada um deve desenvolver\u2026 Jesus (o homem que volta e pede contas) fica muito mal pela forma como tratou o que recebeu um s\u00f3 talento! Coitado, n\u00e3o teria capacidade para mais\u2026 E, de repente, este servo, tratado como \u00abmau e pregui\u00e7oso\u00bb e como \u00abin\u00fatil\u00bb, passa a ser o her\u00f3i da hist\u00f3ria!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Analisemos o texto. A narra\u00e7\u00e3o faz refer\u00eancia a uma pr\u00e1tica comum na Palestina no tempo de Jesus em que os \u00a0propriet\u00e1rios eram estrangeiros habitualmente ausentes, cujos bens eram confiados a administradores. Aquele senhor que partiu entregou a sua fortuna, todos os seus bens, a tr\u00eas servos, isto \u00e9, a tr\u00eas funcion\u00e1rios, e distribuiu-os \u00aba cada qual conforme a sua capacidade\u00bb: a um cinco talentos, a outro dois e a outro entregou um. Portanto, cada um deles, \u00e0 partida, tinha capacidade para fazer render o que recebeu. E n\u00e3o fiquemos com pena do que recebeu apenas um talento, pois o <em>talento<\/em> era uma medida monet\u00e1ria equivalente a 6.000 den\u00e1rios. Sendo o den\u00e1rio, na altura, um bom sal\u00e1rio para um dia de trabalho, quer dizer que um talento significa 20 anos de sal\u00e1rio dum trabalhador!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deixando de ter pena do que recebeu um talento, continuemos a hist\u00f3ria. O que recebeu cinco talentos trabalhou com eles e fez [ganhou] outros cinco talentos. Do mesmo modo tamb\u00e9m, o dos dois talento, ganhou ele, igualmente, outros dois. Mas aquele que recebeu um, tendo-se afastado, cavou na terra e escondeu a prata do seu senhor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A atitude do senhor que regressa e pede contas \u00e9 id\u00eantica em rela\u00e7\u00e3o aos dois primeiros. Porque fizeram render o dinheiro e conseguiram um lucro de 100%, aumentando para o dobro a quantidade recebida. Por isso as palavras do senhor foram igualmente laudat\u00f3rias. A mesma atitude teria o senhor em rela\u00e7\u00e3o ao terceiro servo se, em vez de esconder o talento, ao menos tivesse posto o dinheiro no banco a render. Sempre daria mais alguma coisa! Mas n\u00e3o!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O que recebeu um \u00fanico talento escondeu-o ap\u00f3s cavar um buraco no ch\u00e3o. Era o costume da \u00e9poca, em tempos de guerra, em que os saqueadores eram frequentes e n\u00e3o existiam meios para guardar melhor os bens adquiridos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 N\u00e3o era o caso. Havia os cambistas que tinham como lugar de trabalho uma banca ou mesa (da\u00ed o termo \u00abbanco\u00bb) que, por vezes abusavam nas taxas de c\u00e2mbio. Tamb\u00e9m recebiam empr\u00e9stimos e investimentos, pagando juros sobre o dinheiro depositado a eles. Os juros dos empr\u00e9stimos eram de 12 a 13 % se eram de emerg\u00eancia, e at\u00e9 50% ao ano. Existiam tamb\u00e9m poupan\u00e7as e faziam-se hipotecas e existiam cartas de cr\u00e9dito. Assim, os cambistas e os bancos deveriam ter sido a resposta e n\u00e3o o buraco no ch\u00e3o sem proveito nenhum para o senhor. N\u00e3o havia necessidade de enterrar na terra o talento. A conduta daquele servo \u00e9 reprov\u00e1vel como \u00a0administrador da confian\u00e7a do seu senhor. Da\u00ed ser expulso, numa linguagem t\u00edpica da \u00e9poca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u00absenhor\u00bb \u00e9 Jesus que, antes de partir, entregou bens consider\u00e1veis aos seus os disc\u00edpulos. Os \u00abtalentos\u00bb s\u00e3o os dons que Deus, atrav\u00e9s de Jesus, entregou aos homens \u2013 a Palavra de Deus, os valores do Evangelho, o Esp\u00edrito, o pr\u00f3prio Jesus nos Sacramentos, os diversos carismas e minist\u00e9rios para o servi\u00e7o dos outros. Os disc\u00edpulos n\u00e3o s\u00e3o apenas fi\u00e9is deposit\u00e1rios dos bens recebidos mas devem p\u00f4-los a render, pondo de parte o comodismo, a pregui\u00e7a ou o medo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dia o Senhor vir\u00e1 para pedir contas da administra\u00e7\u00e3o de cada um. Aqueles que fizeram render os talentos a eles confiados entrar\u00e3o na sua alegria, isto \u00e9, no seu conv\u00edvio, ser\u00e3o participantes do seu amor total. Aqueles que agem apenas por medo, que aparentemente n\u00e3o fazem mal mas tamb\u00e9m n\u00e3o constroem nada na vida, s\u00e3o \u00abmaus, pregui\u00e7osos e in\u00fateis. N\u00e3o t\u00eam lugar no conv\u00edvio dos que arriscam, dos que constroem sem medo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. Franclim Pacheco<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2412,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46,18,13,54],"tags":[],"class_list":["post-2409","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-autores","category-olhar-sobre-os-evangelhos","category-olhares","category-pe-julio-franclim-do-couto-e-pacheco"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2409","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2409"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2409\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2413,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2409\/revisions\/2413"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2412"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2409"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2409"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2409"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}