{"id":2404,"date":"2017-11-05T12:32:17","date_gmt":"2017-11-05T12:32:17","guid":{"rendered":"http:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/?p=2404"},"modified":"2017-10-20T14:38:36","modified_gmt":"2017-10-20T13:38:36","slug":"xxxii-domingo-do-tempo-comum-ano-a","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/xxxii-domingo-do-tempo-comum-ano-a\/","title":{"rendered":"XXXII Domingo do Tempo Comum (Ano A)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\">Pe. Franclim Pacheco<a href=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/XXXII-Domingo-do-Tempo-Comum-A.bmp\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-2405 aligncenter\" src=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/XXXII-Domingo-do-Tempo-Comum-A.bmp\" alt=\"\" width=\"560\" height=\"580\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Breve coment\u00e1rio<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Este texto do evangelho segundo Mateus est\u00e1 inserido no chamado \u00abdiscurso escatol\u00f3gico\u00bb que vem na sequ\u00eancia do coment\u00e1rio dos disc\u00edpulos acerca da grandiosidade do templo ao qual Jesus responde: \u00abVedes tudo isto? Em verdade vos digo que n\u00e3o ficar\u00e1 aqui pedra sobre pedra: tudo ser\u00e1 destru\u00eddo\u00bb. Sainda do Templo, e sentado no Monte das Oliveiras, contemplando o Templo, os disc\u00edpulos perguntam-lhe em particular: \u00abDiz-nos quando acontecer\u00e1 tudo isto e qual o sinal da tua vinda e do fim do mundo\u00bb (Mt 24,2-3). Nos dois cap\u00edtulos seguintes vai alertando os seus disc\u00edpulos para n\u00e3o se deixarem enganar nem pelos de fora nem pelos de dentro, apelando sobretudo para a vigil\u00e2ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A par\u00e1bola das dez virgens exclusiva do evangelho de Mateus. Como sempre, parte do costume bem conhecido aos tempos de Jesus mas que nos pode surpreender porque \u00e9 bastante diferente dos nossos tempos e costumes ocidentais. Na espera das n\u00fapcias, ao p\u00f4r-do-sol, o noivo dirigia-se com os seus amigos a casa da noiva que esperava a sua chegada j\u00e1 vestida e acompanhada pelas companheiras da sua juventude (as virgens da par\u00e1bola); o grupo era acompanhado por express\u00f5es de alegria tipicamente orientais, enquanto as tochas iluminavam a noite. A seguir, organizava-se o cortejo nupcial composto por dois grupos (parentes e amigos dos dois noivos) que, percorrendo as ruelas da aldeia e entoando os antigos cantos que encontramos tamb\u00e9m no livro do \u00abC\u00e2ntico dos C\u00e2nticos\u00bb, se dirigiam para a casa do esposo para celebrar o banquete nupcial e selar o matrim\u00f3nio dos dois jovens. A festa nupcial durava sete dias e, por vezes, o dobro!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para captar a mensagem do texto, para al\u00e9m do ponto de partida real, \u00e9 necess\u00e1rio ter em conta os simbolismos de cada elemento. O contexto \u00e9 o do encontro final com Cristo juiz no fim dos tempos; as virgens representam os fi\u00e9is em atitude de espera do Reino; as l\u00e2mpadas acesas s\u00e3o s\u00edmbolo de vigil\u00e2ncia; o \u00f3leo das l\u00e2mpadas indica a fidelidade e a perseveran\u00e7a no agir; por isso, a resposta das virgens prudentes n\u00e3o \u00e9 hostil e ego\u00edsta como poderia parecer \u00e0 primeira vista; \u00e9, antes de mais, realista, tal como a observa\u00e7\u00e3o que a motiva (\u00abTalvez n\u00e3o chegue para n\u00f3s e para v\u00f3s\u00bb); mas sobretudo coerente com o simbolismo indicado: o cumprimento de boas obras, o agir bem (segundo a vontade de Deus) comporta uma responsabilidade pessoal. Ningu\u00e9m pode fazer em vez de n\u00f3s aquilo que nos \u00e9 pedido. Quem acorda tarde para esta realidade arrisca-se a ficar de fora da alegre comunh\u00e3o com Deus, aqui representada no banquete nupcial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Com esta par\u00e1bola, Mateus procura responder a uma situa\u00e7\u00e3o concreta da sua comunidade: ao entusiamo inicial de espera da 2\u00aa Vinda do Senhor seguiu-se um tempo de despreocupa\u00e7\u00e3o; pensando numa vinda sempre mais tardia, os crist\u00e3os come\u00e7aram a cair na \u00abpregui\u00e7a\u00bb moral e espiritual e numa mediocridade da vida crist\u00e3. Da\u00ed a chamada de aten\u00e7\u00e3o final: \u00abVigiai porque n\u00e3o sabeis o dia nem a hora\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este tema fulcral\u00a0 da par\u00e1bola das dez virgens surge bem na linha de Mateus: \u00abNem todo aquele que me diz \u2018Senhor, Senhor\u2019 entrar\u00e1 no reino dos c\u00e9us mas s\u00f3 aquele que faz a vontade de meu Pai que est\u00e1 nos c\u00e9us (7,21).\u00a0 Por outro lado, o modo de contrapor a situa\u00e7\u00e3o e os protagonistas \u00e9 t\u00edpico de Mateus: \u00abTodo aquele que escuta estas minhas palavras e as p\u00f5e em pr\u00e1tica \u00e9 como o homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha\u2026 Por\u00e9m, todo aquele que escuta estas minhas palavras e n\u00e3o as p\u00f5e em pr\u00e1tica poder\u00e1 comparar-se ao insensato que edificou a sua casa sobre a areia\u00bb (7,24-26).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. 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